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I’ll Become a Villainess That Will Go Down in History – Capítulo 80

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Capítulo 80

— Vovô Will!

— Vovô!

Depois de tirar uma soneca, eu e Jill fomos até o vovô Will de madrugada.

Como consegui dormir bem na soneca, hoje posso ficar mais tempo.

Na frente da casa do vovô Will, já não havia mais ninguém dormindo.

O que será que houve? Não acho que aquelas pessoas fossem tão obedientes assim. Será que… a Rebecca fez alguma coisa?

— Alicia, Jill, sejam bem-vindos.

— Ali, Jill, boa noite.

De trás do vovô Will, Rebecca apareceu, se apoiando em muletas.

Ora, parece bem mais animada. A cor do rosto também está melhor. A perna com certeza ainda deve doer. Que garra impressionante.

…será que a Rebecca não tem inveja do Jill? Ela não demonstra nada nesse sentido. Na verdade, parece que ela encontrou o próprio papel aqui.

— Rebecca, foi você quem tirou as pessoas de frente da casa do vovô Will?

— Mais ou menos.

Rebecca disse isso um pouco encabulada.

Será que dá pra fazer isso em um dia? Será que ela é bem inteligente?

— Como você fez isso?

Jill perguntou isso pra Rebecca, ao meu lado, de olhos arregalados.

— Fazendo do jeito que a Ali disse, fui ouvir as opiniões do vilarejo o máximo que pude num dia.

— Espera um pouco, ninguém te atacou, Rebecca?

— Todo mundo estava com medo de mim, na verdade. Provavelmente graças à Ali.

— Ah, entendi. As pessoas deste vilarejo viram magia pela primeira vez.

— Isso mesmo. Então todo mundo obedeceu, achando que eu tinha a Ali por trás de mim.

Rebecca e Jill continuavam a conversa sem me incluir.

Ora, esse não é um desenrolar realmente maravilhoso?! Isso significa que a chefe das sombras da salvadora sou eu, não é?

— E aí, 80% das opiniões eram do tipo "quero causar uma rebelião". Eu também pensava assim antes de ser ajudada pela Ali.

Rebecca disse isso com uma expressão séria.

— E os outros 20%?

Jill perguntou isso pra Rebecca, franzindo o rosto.

Rebecca deu um leve sorriso de escárnio antes de abrir a boca.

— Só respostas absurdas de gente maluca.

Se acontecesse uma rebelião, com certeza uma cidade inteira seria destruída. Eu já pensava, há um tempo, que seria o fim se o rancor acumulado das pessoas deste vilarejo tomasse forma.

— O que a gente faz?

Rebecca esperava minha próxima ordem. Um jeito de evitar a rebelião… eu entendo que seria melhorar o vilarejo, mas não é algo que dá pra fazer facilmente assim.

— Que tal transformar essa vontade de se rebelar em outra coisa?

Jill disse isso tocando o queixo.

— Por exemplo? Acho difícil transformar insatisfação em outra coisa assim tão fácil.

— É mesmo. Acho que a insatisfação contra nós, os nobres, é forte demais pra eu sequer conseguir medir. Não sei quando as pessoas deste vilarejo podem me matar.

— Não, acho que a Ali é querida aqui. Ontem, ouvi comentários nesse sentido.

Rebecca disse isso na hora.

…querida? Sinceramente, eu não penso em melhorar o vilarejo da pobreza, sabia? Só não gosto de ver a ordem social bagunçada, e odeio discriminação…

Por que eu seria querida?

— Nenhum nobre nunca tinha vindo a este vilarejo antes, e você realmente me ajudou.

Talvez lendo minha expressão, Rebecca disse isso com uma expressão suave.

Realmente, ler a expressão das pessoas é algo que a maioria consegue fazer. Por que a heroína não consegue? Isso realmente me irrita. Eu queria que ela percebesse quando alguém está incomodado.

E o príncipe que se apaixona atraído justamente por essa insistência também é bobo. Pra mim seria impossível. Eu acharia irritante. Com certeza, desde que nasci, tenho um jeito de ser que não consegue gostar de heroínas.

— Alicia? Aconteceu alguma coisa?

Jill espiou meu rosto de perto.

Ora, que falha. Fiquei pensando em algo completamente diferente.

— Não posso ser querida. Preciso achar um jeito de baixar minha simpatia.

— Mas o pessoal da academia de magia dizia todas aquelas frases bonitinhas, só que, na realidade, com certeza em algum canto desprezam a gente, os moradores do vilarejo da pobreza — então, mesmo que sua simpatia aumente no vilarejo, isso não seria positivo pro seu lado de vilã?

Jill disse isso com um tom neutro e sem expressão.

De fato, pode ser mesmo. Uma vilã é odiada pela nobreza, afinal. E, se eu for a chefe das sombras do vilarejo da pobreza que os nobres desprezam… essa é uma chance perfeita pra somar pontos de vilã!

Afinal, a salvadora é a Rebecca. Eu só dou ordens a ela. É exatamente a forma ideal.

— O que é uma vilã?

Rebecca nos olhou com uma cara de curiosidade.

…isso é ultrassecreto, não posso contar pra Rebecca. Talvez chegue o dia em que eu conte, mas por enquanto ainda é segredo.

— Não é nada.

Disse isso pra Rebecca com um sorriso enorme.


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