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I’ll Become a Villainess That Will Go Down in History – Capítulo 91

Nove Anos, Jill

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Capítulo 91 – Nove Anos, Jill

Atualmente com nove anos — Jill.

Desde que nasci, sempre vivi no vilarejo da pobreza; meus pais foram assassinados, e eu fiquei sozinho desde então.

Sem força nenhuma pra sobreviver por conta própria, eu trabalhava como escravo sob as ordens de quem matou meus pais.

A primeira pessoa que me ajudou foi o Will… vovô Will.

Vovô ficou o tempo todo ao meu lado, cuidando de mim o dia inteiro.

Mas o ferimento não sarava, e, além disso, com a febre alta, eu achei de verdade que ia morrer.

Sinceramente, todos os dias eram só sofrimento, e eu não conseguia entender nenhum sentido em continuar vivo.

Foi nesse momento que o vovô me deu pra beber uma água com remédio, e a febre baixou por completo.

…Eu não morri.

Achei que dias de sofrimento continuariam se seguindo dali em diante, mas naquele dia, comendo com o vovô um doce… conheci pela primeira vez uma coisa chamada macaron. Aquele macaron foi a coisa mais deliciosa que já comi. Fiquei querendo ver o mundo, pensando que existiam coisas tão gostosas assim. Nasceu em mim um desejo. O desejo de viver…

O vovô disse que a garota que tinha trazido aquele macaron era a mesma que tinha curado minha doença.

Que era uma garota chamada Alicia, filha mais velha da família Williams, uma das cinco grandes famílias nobres.

Por mais que eu tivesse crescido no vilarejo da pobreza, eu sabia pelo menos quem eram as cinco grandes famílias.

Por que uma senhorita de lá teria me dado remédio?

Pra começar, por que ela teria vindo ao vilarejo da pobreza?

Achei, por conta própria, que devia ser algum tipo de caridade.

Do tipo "que pena, vou ajudar", um senso de justiça idiota qualquer.

Achei que, por ser uma senhorita de uma das cinco grandes famílias, ela devia ter crescido cheia de amor, uma senhorita feliz e mimada.

Mas ela era uma senhorita muito além do que eu imaginava.

A primeira impressão foi de uma garota bonita, mas isso mudou num instante.

Quando ela abriu a boca, aquele rosto fofo pareceu, por um instante, o de um demônio.

Ela disse que, se eu quisesse morrer, podia morrer, mas que ela tinha uma responsabilidade.

A responsabilidade de ter me mantido vivo.

Eu escolhi viver.

E então ela me disse que queria que eu compartilhasse minha inteligência com ela.

Achei que era uma história absurda, mas ela passou a trazer uma quantidade enorme de livros quase todos os dias, e também me mostrou magia.

E, além disso, ela me tirou daquele inferno que era o vilarejo da pobreza.

Quando vi o sol pela primeira vez na vida, pensei que foi bom não ter morrido sem conhecer algo tão brilhante e ofuscante assim. Tudo no mundo era novo, cintilante e bonito pra mim.

Eu nunca disse em voz alta, mas repeti várias vezes dentro do coração: obrigado por me salvar.

Decidi que um dia viveria até o fim desta vida por ela… por Alicia.

E agora, essa mesma pessoa está parada diante de mim, os olhos dourados ardendo e brilhando.

O cabelo negro, brilhante e bonito, balançava suavemente. Era como se estivesse balançando pela própria intenção assassina da Alicia.

Aquele perfil era imponente, e olhava direto pros homens que tinham me espancado sem dó.

Fiquei hipnotizado com tanta beleza.

E então Alicia ergueu devagar os cantos da boca e abriu-a pra falar.

Ela soltou, pros três homens, palavras que ninguém diria que vinham de uma senhorita nobre.

— Lixo são vocês… morram.


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