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I’ll Become a Villainess That Will Go Down in History – Capítulo 96

Capítulo 96

Nota da autora: muito obrigada sempre pelos comentários e relatos de erros de digitação! Fico muito feliz por receber opiniões valiosas e palavras tão gentis. Sinto muito, mas, como a vida real vai ficar mais corrida a partir de agora, vou parar de responder aos comentários por um tempo, pra me concentrar em atualizar a história principal. Continuo lendo todos os comentários que recebo. Conto com vocês daqui pra frente também.

— Neil, da família Johnson.

Duke respondeu isso sem rodeios.

…Quem?

Deve ser nobre, mas não sei quem é. Nunca ouvi falar da família Johnson.

— Neil… quem é?

Alicia também piscava os olhos, olhando pro Duke.

Então a Alicia também não sabe quem é.

Fiquei aliviado por dentro.

Eu tenho vergonha da minha própria ignorância.

— A família Johnson, especialista em magia da terra.

Henry disse isso.

Mesmo assim, Alicia ainda não parecia entender.

— Aquele cara que era do grupo pró-Liz no chá da tarde… o que chamou você de "sua" de um jeito grosseiro.

Henry disse isso com um ar de quem não tinha mais paciência.

Foi só aí que finalmente entendi quem era.

Ah, aquele idiota… um dos devotos da Katherine Liz.

— Ou seja, ele tentou me eliminar porque eu sou um estorvo pra Liz-san?

Alicia disse isso com um tom animado e feliz.

…A Alicia também é meio idiota, no fundo.

Estava escrito na cara dela: "então eu já virei uma vilã tão relevante que alguém quis me eliminar".

Depois de passar por um perigo daqueles, chegar a essa conclusão… acho que ela é mesmo boba.

— Ali, isso não é motivo pra ficar feliz.

Henry disse isso e soltou um pequeno suspiro.

Achei que fosse existir uma conspiração ainda mais séria por trás.

Meu olhar se cruzou com o do Duke.

Foi a primeira vez que isso aconteceu.

Só de olhar pra ele nos olhos, já dava pra ver que ele era uma pessoa perspicaz.

— Eu sou o Jill.

As palavras escaparam da minha boca sem eu perceber.

Foi a primeira vez na vida que eu disse meu próprio nome por conta própria.

Os três me olhavam com uma expressão de surpresa.

Nos olhos do Duke, já não havia mais intenção assassina.

— Eu sou o Duke.

Duke disse isso com um sorriso leve.

Tinha um rosto tão bonito que até eu, sendo homem, fiquei hipnotizado.

— O Jill pensa rápido, hein.

— Ele é meu assistente, sabia?

Alicia disse isso com orgulho, diante das palavras do Duke.

Meu peito se aqueceu.

A Alicia está se orgulhando de mim.

Não imaginava que isso fosse me deixar tão feliz assim…

Foi a primeira vez que conheci esse sentimento.

Um sentimento que aquece o coração ao ponto de quase fazer as lágrimas subirem.

Uns anos atrás, eu achava que seria bom se todos os nobres simplesmente desaparecessem.

Mas agora eu quero que continuem vivos. A Alicia, o Henry, e também o Duke.

— Isso é estranho, sério.

Acabei falando em voz alta exatamente o que estava pensando.

Os olhares dos três se voltaram pra mim.

— Quer dizer, mesmo sendo a santa, salvar o mundo… acho que ela nem consegue trazer paz pra este país, pra começo de conversa.

Diante do que eu disse, Alicia arregalou os olhos.

Henry e Duke também pareciam concordar com a minha opinião.

— Tanto a Katherine Liz quanto o séquito dela são todos idiotas de verdade.

Eu disse isso com frieza.

Por mais que a Alicia não se importasse, eu estava bastante furioso com a Katherine Liz e companhia por terem tentado matá-la.

— Isso de leve também tá insultando meus irmãos, né?

— Mais ou menos.

Assim que eu disse isso, a expressão da Alicia se suavizou.

— O amor realmente é assustador, hein.

Alicia disse isso rindo. Por algum motivo, ainda parecia feliz.

Com uma expressão tão fofa quanto essa, é difícil acreditar que há pouco ela guardava tanta loucura dentro de si.

Perguntei algo que estava me incomodando o tempo todo.

— Como você conseguiu acertar o coração com um único golpe?

Com minha pergunta repentina, Alicia ficou paralisada e pensou por um instante.

Henry e Duke também ficaram surpresos com o que eu disse.

Provavelmente eles nunca imaginaram que a Alicia tivesse matado alguém acertando o coração com um único golpe.

Alicia parecia estar em conflito interno, entre contar ou não.

E então, soltando um pequeno suspiro, abriu a boca.

— Na verdade, aquilo foi sorte. Eu sabia onde fica o coração, o funcionamento do corpo, porque li em livros, mas nunca imaginei que ia mesmo conseguir acertar de primeira. …Ainda bem que acertei.

Fiquei sem palavras com a resposta inesperada da Alicia.

A Alicia realmente é diferente. Nunca vi uma senhorita nobre assim.

Henry e Duke também olhavam pra Alicia com surpresa, ou melhor, já nem sabiam mais o que dizer.

— Não seria melhor a gente sair logo da cabana?

Alicia disse isso olhando pra fora.

É verdade, eu tinha esquecido.

A Katherine Liz e os outros estavam lá fora.

— É verdade.

Duke disse isso e estalou os dedos de leve, fazendo a parede desaparecer.

Percebi há pouco que parece haver magias que precisam de estalar de dedos e outras que não.

Como a Alicia sempre estalava os dedos, achei que fosse assim mesmo, mas na hora da magia de cura do Henry e do Duke, eles não estalaram…

Como eu sou alguém que não consegue usar magia, não entendo bem essas coisas.

— Bem, vamos?

— Hã, o quê!?

As vozes de Henry e Alicia se sobrepuseram.

Quando percebi, Alicia já estava sendo erguida pelo Duke com uma só mão.

— Me põe no chão, por favor.

— Você tá ferida.

— Eu consigo andar sozinha.

— Não se debata. Vai cair.

Alicia resistia com o rosto completamente vermelho. Até as orelhas estavam vermelhas.

Foi a primeira vez que vi a Alicia com uma expressão envergonhada.

Hoje é mesmo um dia de ver várias expressões diferentes da Alicia.

De alguma forma, o Duke parecia feliz.

Mas dava pra sentir, pela expressão dele, que ele estava genuinamente preocupado com a Alicia.

— Jill, você também não se debata.

Henry disse isso e me ergueu também.

— Hã? Eu consigo andar sozinho.

— Isso vindo de alguém que tinha a perna quebrada…

Henry disse isso com um sorriso maroto.

Como o Henry é bem treinado, não adiantava nada eu resistir.

Ou melhor, minha perna já tinha sarado completamente sem eu perceber.

…Magia é incrível.

Constatei de novo o quanto a magia é impressionante.

— Minha perna já está curada…

— Está, mas mesmo assim é melhor descansar.

Henry disse isso com um tom de zombaria antes que eu terminasse de falar.

Mas dava pra ver, pela expressão do Henry, que ele também estava preocupado comigo.

Decidi, então, obedecer ao Henry em silêncio.

Ser motivo de preocupação de alguém… não é uma sensação ruim.

E assim, finalmente, saímos da cabana.

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