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Isekai de Cheat Skill – Volume 9 Capítulo 2

Capítulo 2 – Magic Saint

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Capítulo 2 – Magic Saint

— (Cheguei.)

— Ah, bem-vindo de volta!

Depois que terminamos o turismo pela Terra, estávamos relaxando na minha casa quando o Mestre Usagi voltou. Ele se deu ao trabalho de pedir ajuda ao Magic Saint pra ajudar com o pedido da Merl-san enquanto fazíamos turismo pela Terra.

Antes que o Mestre Usagi dissesse qualquer coisa, a Merl-san primeiro operou o terminal pra que o Mestre Usagi também conseguisse entender a língua do planeta Amel.

— (…Sim. Acho que você consegue entender minha língua agora.)

— (…É verdade.)

O Mestre Usagi ficou surpreso que agora conseguia entender as palavras da Merl-san.

Então a Iris-san chamou o Mestre Usagi.

— Então, como foi? Ele vai nos ajudar?

— (É. E o discípulo dele também.)

— O discípulo dele? Ele tem um discípulo?

— (É, e são gêmeas humanas.)

— De jeito nenhum…

Vendo a Iris-san atordoada, eu, a Lexia-san e os outros torcemos a cabeça.

Fico pensando se é tão estranho assim o Magic Saint pegar um discípulo?

…Será que ele é uma pessoa difícil?

— Bem, tudo bem. Então, onde tá o Magic Saint?

— (Ah… ele tá fora da casa do outro mundo. Vamos encontrá-lo primeiro.)

— (C-certo. E já que ele vai me ajudar dessa vez…)

A Merl-san assentiu diante das palavras do Mestre Usagi, e todos nós seguimos pro jardim da casa do Sábio-san.

Então…

— O-o que é esse lugar…?

— Incrível, né, Rill?

— É sim, Ruri!

Tinha um homem que tava olhando ao redor da casa do Sábio-san meio atordoado e duas garotas cujos rostos pareciam exatamente iguais. As garotas pareciam ser humanas, mas o homem surpreso tinha orelhas longas e parecia um elfo de conto de fadas.

A Kagurazaka-san parecia pensar a mesma coisa que eu, e os olhos dela se arregalaram.

— O-oh… ele não é humano, é?

— P-provavelmente…

Bem, já conheci muitos seres não-humanos: o Evil não é humano, o Mestre Usagi é um coelho, e a Merl-san é uma alienígena, mas ainda fico surpreso toda vez que vejo uma raça diferente de humanos.

O homem que tava olhando ao redor pareceu ter percebido algo e arregalou os olhos ainda mais.

— E-espera. Essa magia… será que pertence ao sábio…?

— (Odis. Sei que você tá interessado, mas por que você não se apresenta primeiro?)

— Você ainda parece um pesquisador idiota, hein…?

O Mestre Usagi e a Iris-san disseram ao homem surpreso… talvez ele seja o Magic Saint.

Como se as palavras deles tivessem chegado aos ouvidos dele, o homem pareceu um pouco desconfortável e se aproximou com as garotas.

— U-umu… sinto muito. Tinha ouvido falar disso pelo Usagi, mas quando vi eu mesmo, simplesmente não consegui resistir…

— Esse é o mau hábito do Mestre, né?

— É, os maus hábitos do Mestre.

— Calem a boca, vocês duas.

O homem tava lidando tediosamente com as palavras das garotas. Talvez essas garotas fossem discípulas dele.

O homem então saiu pro jardim e olhou pra gente.

— Então, quem é o dono dessa casa?

— Ah, sou eu! Meu nome é Yuuya.

— Você é o Usagi e a Iris… ao invés disso, que tipo de magia é essa…!

O homem encarou meu corpo e então arregalou os olhos.

— Você tem um poder mágico muito sofisticado fluindo constantemente pelo seu circuito de poder mágico… que não é nada menos que perfeito, e você tem uma quantidade enorme de poder mágico, e mesmo assim você é discípulo do Kicking Saint e do Sword Saint? Isso é absurdo…!

— Bem, todo mundo se sente assim no começo, né?

— (Hmph. Ele tem que ser bom assim pra ser meu discípulo.)

— Que absurdo… Não, vai demorar muito se discutirmos aqui. Sou o Odis, o Magic Saint. E essas duas são minhas indignas discípulas───

— Sou a Ruri!

— Sou a Rill!

— “““É um prazer conhecer você!”“”

Foi assim que o Odis-san, o Magic Saint, e os outros se apresentaram.

Assim sendo, todo mundo se apresentou, e então o Odis-san virou o olhar pra Merl-san.

— E então, você é a…

— (Sim. Meu nome é Merl. Muito obrigada por me emprestar sua ajuda…)

A Merl-san olhou pra gente de novo e curvou a cabeça.

Aliás, a Merl-san já tinha operado o terminal pra que o Odis-san e as duas discípulas dele conseguissem entender a língua dela.

O Odis-san olhou pra gente de novo e assentiu.

— Entendi, então essas são as pessoas que vão pro espaço dessa vez.

— Ah, como esperado, não podemos levar a Lexia-san com a gente, mas…

— Yuuya-sama? E-eu vou com vocês também!

Não, Lexia-san. Não posso levar uma princesa comigo…

A Luna também tá segurando a cabeça diante das palavras da Lexia-san.

— Ei, Lexia… o que você consegue fazer se for junto…?

— Sei cozinhar!

— Yuuya. Vou fazer tudo que eu puder pra pará-la.

Ajudaria se você fizesse isso.

Fico feliz que a Lexia-san disse isso, mas a cozinha dela é bem única…

E não acho que tenho energia suficiente pra lutar enquanto protejo a Lexia-san e os outros.

Quando pensei sobre isso, percebi que não tinha apresentado o Ouma-san, que era o único dormindo na casa.

— Ah, ele não apareceu aqui, mas tem um dragão na minha casa chamado Ouma-san.

— …O Usagi tinha me contado sobre ele, acredito que ele seja o Genesis Dragon…

— É. Ele geralmente dorme o tempo todo, mas é bem confiável, sabia?

— Hmm… se tem o Genesis Dragon, devíamos estar seguros a menos que algo dê errado…

— Err… o Ouma-san é caprichoso, então não tenho certeza se ele vai cooperar…

— ──Consigo ouvir você.

Então o Ouma-san falou diretamente na minha cabeça de dentro da casa.

— O Genesis Dragon sozinho já é uma surpresa, mas o lobo, o porco, e o pássaro também não são bestas mágicas comuns… Quem vocês realmente são…?

— M-mesmo que você diga isso…

— Woof.

— Fugo.

— Pii?

— “““Eles são tão fofos!”“”

Quando fiquei sem saber o que dizer em resposta às palavras do Odis-san, a Ruri e a Rill ergueram a voz quando viram a reação do Night e dos outros. O Night e os outros são fofos, de fato.

Então a Luna, que tinha estado observando nossa troca, abriu a boca exasperada.

— …Mas então de novo, o Yuuya tem me surpreendido desde a primeira vez que o conheci… nunca pensei que ia acabar conhecendo o Holy desse jeito…

— Isso é porque é o Yuuya-sama! É só natural!

— Não sei por que você tá sendo tão pomposa, mas talvez você tenha razão…

Não acho que seja por minha causa, mas como a Luna disse, você não esperaria normalmente conhecer pessoas com títulos como o Holy.

Enquanto eu me sentia assim sobre as palavras da Luna, o Odis-san se aproximou de mim com um olhar ligeiramente animado.

— Aliás, Yuuya-dono!

— S-sim!

— Tenho pensado sobre essa casa há um tempo agora… Foi você quem ativou a barreira que cerca essa casa?

Diante da pergunta do Odis-san, o Mestre Usagi, a Iris-san, e também a Luna tavam todos olhando pra mim como se estivessem curiosos.

Falando nisso, expliquei que a barreira impediria monstros de entrar, mas acho que não contei a eles que essa casa era na verdade a casa do Sábio-san…

— Err… na verdade tem uma coisa que não contei a vocês…

— Algo que você não nos contou?

— É. Na verdade, esse lugar era originalmente a casa do Sábio-san…

— “““S-sábio!?”“”

— Não só a casa mas também meu circuito mágico e a arma que uso foram todos herdados do Sábio-san…

— “““Herdados?”“”

Ouvindo minha explicação, não só o Odis-san, mas também a Iris-san e os outros arregalaram os olhos.

Até o normalmente calmo Mestre Usagi congelou diante das minhas palavras…

— O-o que foi?

— Espera, Yuuya-kun! O que foi, você diz? Não, não, não! Essa é realmente a casa do sábio?

— I-isso mesmo.

— …Yuuya, você não parece entender o quão incrível isso é…

N-não, Luna-san. Já tô acostumado com o fato de que é tão natural o Sábio-san ser incrível…

Sentindo-se desconfortável, o Odis-san continuou de um jeito cada vez mais animado.

— E-escuta, Yuuya-dono! O sábio é uma existência lendária de quem todo mundo que vive nesse mundo já ouviu falar! Ele é uma pessoa milagrosa que se diz ter morrido como ser humano enquanto tinha em posse o poder de um deus! Todo país tá procurando os materiais de pesquisa e a magia deixados por um sábio assim e tão desesperadamente os estudando. Mas, herdar o legado do sábio de um jeito tão simples assim… e mesmo você sendo de outro mundo… como alguém não pode ficar surpreso com isso?

— C-como esperado do Sábio-san…

É realmente incrível que mesmo depois da morte, ele ainda consiga ter tanto impacto nas gerações futuras.

Então o Odis-san gritou como se tivesse percebido algo.

— Você disse que herdou… mas você tem certeza que o sábio ainda não morreu?

— Ah, não… o Sábio-san já morreu. Nem sabia que tinha herdado isso até ler a carta que foi deixada na casa…

— V-você quer dizer que ele previu que alguém viria a esse lugar mais cedo ou mais tarde…? Devo dizer que ele era realmente um sábio, mas como a lenda diz, ele não tá mais entre nós…

— Sim… parece que ele morreu quietamente numa caverna nas profundezas desse [Great Devil’s Nest].

— Uma caverna?

— Sim. Foi lá que achei o corpo do Sábio-san.

— O quê? Isso é verdade?

— S-sim.

O Odis-san veio até mim respirando pesadamente.

— Onde fica? Ainda existe?

— Um…

Claro, lembro do lugar onde achei o corpo do Sábio-san.

No entanto, a área foi recentemente varrida pelo Avis, então não sabia o que tinha acontecido com ela.

— Lembro da localização, mas a batalha com o Avis outro dia varreu a maior parte do [Great Devil’s Nest]… não tenho certeza se ainda tá seguro ou não.

— …É difícil de acreditar que a maior parte do [Great Devil’s Nest] foi varrida, mas era assim que o Evil da perfeição definitiva era forte. Mas mesmo que não esteja seguro, como mago, ainda quero dar uma olhada no lugar onde o sábio jaz. Por favor, me leve lá.

O Odis-san baixou a cabeça enquanto dizia isso.

Não me importo com isso, mas a Merl-san também tá numa situação difícil, então olhei pra ela, e ela assentiu.

— (Tá tudo bem pra mim. O lugar onde esse sábio jaz não é longe, é?)

— É, você tá certa.

— (Se é esse o caso, vamos até lá uma vez e então partir de novo. Já que você tá me ajudando, não tenho problema com isso.)

Enquanto nos preparávamos pra partir imediatamente, o Ouma-san, que tinha estado dormindo em casa, se aproximou.

— Hmm? O que foi, Ouma-san?

— Você vai até o lugar onde o sábio jaz, não vai? Se é assim, vou junto.

Aliás, nunca expliquei propriamente ao Ouma-san onde o Sábio-san jazia…

Enquanto eu me arrependia de não ter contado a ele antes, vi a Lexia-san e a Luna.

— Tô tão animada de ir pro lugar onde aquele sábio jaz…!

— Não, é melhor a gente voltar.

— Eh? E-espera, Luna!

Parece que a Luna decidiu ir embora nessa hora.

Assim como a Lexia-san, a Kagurazaka-san ficou surpresa com a repentinidade do evento, mas também entendeu e assentiu concordando.

— Saímos pra registrar a Mai na guilda de aventureiros pra dar a ela alguma experiência de combate. Então acabamos indo até a casa do Yuuya… Como esperado, não podemos simplesmente segui-lo. Não vamos mais atrapalhar vocês.

— N-de jeito nenhum…!

— E a Mai? Você quer deixar a casa do Yuuya e voltar pro seu mundo?

— …Sim. Mas os Evil Beast ainda tão nesse mundo, né? Se é esse o caso, vou ficar aqui mais um pouco.

— Entendi… isso faz sentido. Lexia, nós três vamos voltar pro Regal Kingdom.

— N-nãããão!

A Lexia-san, que tava agindo como uma criança mimada, não tava sendo muito princesa.

No entanto, a Iris-san e os outros concordaram com a ideia da Luna, então no final, ela concordou.

Uma vez que os preparativos foram concluídos, levamos a Lexia-san e os outros até a entrada do [Great Devil’s Nest] e nos separamos das três mais uma vez.

— Até então. Acho que é seguro dizer que você vai ficar bem com uma formação tão forte, mas… tenha cuidado.

— Sim, obrigado.

Quando assenti diante das palavras da Luna, a Lexia-san olhou pra mim com lágrimas nos olhos.

— Ugh… Yuuya-sama…

— B-bem…

Não sabia o que dizer a ela nessa situação, e só conseguia ficar confuso.

— Ah, Kagurazaka-san, se você quiser voltar pra Terra, sempre pode voltar pela minha casa, então não se preocupa. Como esperado, é perigoso atravessar o [Great Devil’s Nest] sozinha, então você provavelmente vai ter que voltar com a Iris-san ou comigo, mas pelo menos você consegue ir pra casa sozinha.

— Sim, entendo. Vou continuar trabalhando no Regal Kingdom por um tempo, então por favor vem me buscar se alguma coisa acontecer.

— Sim!

Depois de trocar algumas palavras com cada uma das três, elas partiram.

E…

— Certo, então… vamos até a caverna!

Mais uma vez me dirijo ao lugar onde o Sábio-san jaz.

***

— É incrível… Parece que já tá quase de volta ao normal.

Enquanto todos nós andávamos pelo [Great Devil’s Nest] a caminho do lugar onde o Sábio-san jaz, não consegui evitar olhar ao redor e dizer isso.

As profundezas do [Great Devil’s Nest], que tinham sido obliteradas pelo ataque do Avis e reduzidas a nada além de um deserto desolado, já estavam cobertas de plantas que tavam próximas do [Great Devil’s Nest] original.

— Louco. A taxa de crescimento dos organismos aqui é estranha.

— (Acho que o ambiente dessa floresta é especial, afinal…)

A Yuti e a Merl-san não conseguiram evitar ficar espantadas com a cena diante dos olhos delas.

No entanto, como esperado, os monstros ainda não tinham voltado completamente, e não tinha sinal nenhum de que estivessem atacando de jeito nenhum.

— Então essa é a vegetação do [Great Devil’s Nest], hein…?

Então o Odis-san observou a vegetação ao redor com interesse e coletou algumas delas.

— Um… você vai usar essas plantas pra alguma coisa?

— Hmm? Não, isso é só minha pesquisa. Como você pode ver, sou um elfo… e tô estudando plantas do mundo inteiro pra ver se tem alguma coisa que possa me ajudar a desenvolver minha magia.

— Heh! Então as plantas que crescem aqui não são normais?

— É. Primeiro de tudo, tô surpreso que a árvore de madeira negra dura consegue crescer aqui de um jeito tão normal… Também tem várias outras plantas que nunca vi antes. Realmente gostaria de ter explorado esse lugar antes… mas é perigoso demais aqui. Não acho que gostaria de vir a um lugar assim sozinho se não tivesse o Usagi, a Iris, ou até o Yuuya-dono pra ajudar.

— M-mas a Iris-san e o Mestre Usagi vêm pra minha casa de um jeito bem normal, sabia?

Sim, frequentemente ouço sobre os perigos do [Great Devil’s Nest] das pessoas ao meu redor, mas apesar disso, os dois vieram pra minha casa sem hesitação.

Mas o Odis-san balançou a cabeça diante das minhas palavras.

— Não me agrupa com esses dois. Eles são fora do comum entre os Holy, sabia. Além disso, não sou tão bom em luta.

— Ei! Você não pode falar de mim como se eu fosse um monstro.

— (Isso mesmo. E não é diferente do fato de que esse lugar é perigoso pra gente também. É só que a área ao redor da casa do Yuuya ainda é administrável. Como esperado, nem consigo pensar em viver lá.)

Como sempre pensei, o Sábio-san, que construiria uma casa num lugar assim, era uma pessoa louca.

Com um sorriso amargo no rosto, chamei uma das gêmeas… Ruri-san, que tava olhando pras plantas ao redor do mesmo jeito que o Odis-san.

— Ruri-san, você tá olhando pras plantas tão intensamente. Você também tá interessada nelas?

— Hmm… diferente do Mestre, é só um hobby, mas… a Rill não tá interessada, né?

— É, não tô interessada.

— Entendi…

Mesmo sendo gêmeas, têm hobbies e interesses diferentes.

Quando eu pensava sobre isso, os olhos da Ruri-san brilharam, e ela olhou pra mim.

— Mais importante, você é incrível, né? Só nos conhecemos há pouco tempo, e você já consegue nos diferenciar?

— B-bem, é, acho que sim.

— Aliás, como você nos diferencia? É pelo nosso cabelo?

— Não, é a atmosfera de vocês.

— “““Atmosfera?”“”

Não só elas ficaram surpresas com minha resposta, mas também o Odis-san.

— Isso é incrível… até eu erro às vezes…

— Como isso pode ser pro mestre?

Bem, elas realmente parecem exatamente iguais, e não é de admirar que as pessoas se confundam, né?

— O Irmão Yuuya é incrível, né?

— Você é a primeira pessoa que disse que consegue nos diferenciar pela nossa atmosfera!

— I-é assim? Quer dizer… Irmão Yuuya?

[N/T: Elas o chamaram de Yuuya-Ani ou ユウヤ兄]

Quando perguntei de volta sobre as palavras desconhecidas, elas sorriram e assentiram.

— É! Você parece ser mais velho que a gente, então é Irmão Yuuya, né?

— Sim, sim! É por isso que você também não precisa usar honoríficos!

— E-entendi.

Fiquei dominado pelas duas pessoas enérgicas, então assenti obedientemente.

Fiquei constrangido com o jeito que elas se referiam a mim, já que nunca tinha sido chamado de irmão antes, nem mesmo pelo meu irmão e irmã de verdade, Sora e Youta.

Enquanto continuávamos nosso caminho, aprofundando nossa amizade, finalmente chegamos ao nosso destino.

— Esse é o lugar onde o Sábio-san jaz.

— Oh…!

Na nossa frente, tinha uma única caverna que não tinha desmoronado de forma nenhuma. Essa área também recebeu o ataque do Avis, e pensei que tinha sido explodida, mas… parecia estar intacta.

Será que o poder do Sábio-san também protegeu essa caverna?

Então o Ouma-san, que era o único que sabia sobre o Sábio-san, estreitou os olhos nostalgicamente.

— Essa presença é… sem dúvida. É dele. Então, você tem estado dormindo num lugar assim, hein… e mesmo assim você ainda tá tão excêntrico quanto sempre.

A voz dele soava tanto pasma quanto triste.

Todo mundo conseguia ouvir a voz do Ouma-san, e ficaram em silêncio.

— …Hmph. Mostrei a vocês algo fora do lugar. Vamos seguir em frente.

— Ah, espera!

Depois de dizer isso, o Ouma-san rapidamente entrou na caverna, e nós apressadamente o seguimos.

Enquanto entrávamos na caverna, pensei de volta naquela época.

— Se o Night não tivesse me trazido aqui, não saberia sobre a existência do Sábio-san… Obrigado pela sua ajuda mais uma vez, Night.

— Woof!

O Night latiu feliz diante das minhas palavras.

Não tinha nada de especial na caverna, mas tinha um caminho cortado direto nela, e todos nós fomos direto pras profundezas da caverna e… finalmente achamos os restos mortais do Sábio-san.

Não pensei muito sobre isso na hora, mas o fato de os ossos ainda estarem tão limpos pode ser porque o Sábio-san realizou algum tipo de magia em si mesmo.

— I-isso é… o sábio lendário…!

Quando o Odis-san se aproximou dos ossos do Sábio-san na frente dele com medo, ele se ajoelhou e começou a derramar lágrimas.

— O-Odis-san?

— Ugh… sinto muito… pra nós que dominamos a magia, o sábio é como um Deus…

— …Não esperava que aquele esquisito do Odis ficasse tão emocionado assim…

— (Bem, não sei. Até eu fico nervoso quando penso em estar na presença do sábio.)

Como o Mestre Usagi disse, essa caverna era realmente só uma caverna sem ornamentação especial nenhuma, mas era cheia de uma atmosfera estranha que fazia você se sentir muito relaxado.

Então, inesperadamente, a Yuti puxou minha roupa.

— Pergunta. Por que os ossos do sábio ainda tão aí?

— Eh?

— Enterro. Se é um túmulo, deveria estar enterrado ou algo assim.

Como a Yuti disse, quando uma pessoa morre, ela normalmente é cremada, enterrada no chão, ou enterrada na água, ou homenageada de alguma outra forma.

No entanto, o que posso dizer…? Fiquei hesitante em tocar nos ossos, ou melhor, fui incapaz de tocá-los.

Como se representasse meus sentimentos, o Ouma-san, que tinha estado quietamente encarando os ossos do Sábio-san até agora, abriu a boca.

— …Tá tudo bem ele ficar assim. Não é como se ele quisesse ser enterrado por outra pessoa.

— Afirmativo. Entendi. Mas ele é estranho.

— …Você tá certa.

Depois de um tempo, o Ouma-san, que mais uma vez tava silenciosamente olhando pros ossos do Sábio-san, virou-se pra mim.

— Agora, Yuuya. Você não parece perceber, mas parece que ainda tem algumas coisas deixadas pelo sábio nesse lugar.

— Eh?

— O quê?

Quando o Ouma-san disse isso, não só eu mas também os olhos do Odis-san se arregalaram.

Foi aqui que herdei o circuito mágico e o conhecimento mágico do Sábio-san, mas ainda tinha algo deixado pra trás?

Fui levado a um lugar onde o Ouma-san disse que conseguia sentir a presença do Sábio-san, mas o que tinha lá era só uma parede de rocha.

— Aqui.

— Err…? Só parece um beco sem saída pra mim…

O Odis-san também colocou a mão na parede e pareceu examinar as coisas cuidadosamente, mas eventualmente assentiu.

— É. Pelo que consigo ver, é só uma parede.

— Hmm. Não tem como ele construir um mecanismo que você consiga ver através, tem?

— Ugh…

— Tá tudo bem. De qualquer forma, Yuuya. Você é a chave.

— Eh, eu?

— É. Parece que você herdou algo do sábio nesse lugar, mas isso não era tudo. Como resultado, você agora tá qualificado a herdar tudo que o Sábio deixou pra trás.

— De jeito nenhum…

Fiquei espantado com as palavras do Ouma-san.

É-é verdade que a casa, o jardim, as armas, o circuito mágico, e muitas outras coisas foram dadas a mim pelo Sábio-san. Foram todas coincidências, e mesmo sendo chamadas de qualificações, não sentia nada realmente.

No entanto, como se lesse meus pensamentos, o Ouma-san continuou.

— Você parece pensar que tudo é coincidência, mas isso não é verdade. O que ele deixou pra trás não é algo que pode ser herdado tão facilmente assim. Pensa sobre isso. Se o legado dele fosse cair nas mãos do Evil…

— …Honestamente, não quero pensar sobre isso.

— (Ao invés disso, naquele momento, nossa derrota vai estar decidida.)

O Ouma-san assentiu diante das palavras da Iris-san e do Mestre Usagi.

— É por isso. Mesmo que pareça coincidência, é por isso que o legado dele foi feito de um jeito que não pode ser passado adiante sem qualificações. Se é assim, por que o Yuuya conseguiu herdar? É principalmente porque ele julgou que você tá qualificado pra isso.

— Isso é…! M-mas nunca conheci o Sábio-san como você, sabia? E também não sei muito sobre ele! O vovô parece tê-lo conhecido… então talvez fosse o vovô quem deveria ter herdado o legado, não eu…?

— Não sei sobre isso. Mas essa é a questão sobre ele. Mesmo que ele fosse conhecido do avô do Yuuya, ele não entregaria a herança dele só por causa dessa conexão sanguínea. Como já disse várias vezes, só você tá qualificado a herdar o legado dele.

— …..

Fiquei tão chocado que não consegui dizer nada.

Se o que o Ouma-san disse fosse verdade, então era inevitável que eu herdasse a casa, as armas, e tudo mais.

Mas se é esse o caso, não fazia ideia do motivo pelo qual eu, uma pessoa que ele nunca tinha conhecido antes… tinha essa qualificação.

Será que o vovô pediu ao Sábio-san pra fazer isso? Isso pode ser o mais realista… mas é realmente só um sentimento, mas não parece certo.

Fiquei pensando sobre isso por um tempo, mas no final, não sei a resposta.

— Bem, tô curioso sobre o porquê, mas isso não é importante agora. A única pessoa qualificada a herdar o legado do sábio é você… e isso é tudo que importa. Se você entende isso, então vai em frente e toca aquela parede.

— S-sim.

Toquei a parede como o Ouma-san me disse, e como se em resposta a isso, um círculo mágico complexo de repente apareceu na parede de rocha simples!

— Isso é…

— Ridículo! Nunca vi uma magia tão complicada antes…!

Julgando pela reação do Odis-san, o Magic Saint, que era o mais conhecedor de magia nesse grupo, esse círculo mágico deve ser fora do comum.

Então, a Merl-san também arregalou os olhos diante do círculo mágico na frente dela.

— (E-eu conheço magia como parte do nosso conhecimento, e já vi alguns planetas que realmente desenvolveram civilizações mágicas… mas nunca vi magia nessa forma antes…!)

A magia do Sábio-san foi descrita como fora do comum mesmo considerando numa escala do universo inteiro.

Enquanto todo mundo tava imensamente chocado com o fato, o círculo mágico eventualmente se transformou, e letras apareceram na superfície.

— I-isso é…

— Pergunta. O que diz?

— Eh?

Olhei pra Yuti, que parecia incapaz de ler as letras que tinham aparecido, e torci a cabeça. Não achei que fosse possível, então olhei ao redor pros outros, mas todos tinham a mesma expressão estranha no rosto.

— Parece algum tipo de texto, mas… fico pensando o que diz?

— (Nunca vi isso antes.)

— …Também não conheço nenhuma dessas letras.

— É meio legal, né?

— É meio incrível!

— (De jeito nenhum… nem meu conversor de linguagem consegue traduzir isso…!)

Surpreendentemente, ninguém conseguia ler as letras que apareceram na parede de rocha.

Tentei olhar pro Ouma-san, que era o mais próximo do Sábio-san, mas…

— ….Zenovis. Você realmente quer esconder assim? Ele deve ter construído a magia dele de um jeito que só o Yuuya consegue ler. O que diz, Yuuya?

— Woof…

— Fugo?

— Pi.

Além do Night e dos outros, até o Ouma-san não parecia conseguir ler também.

Mas──.

— Um… descreve a localização onde o legado do Sábio-san tá guardado.

— !?

Quando li as palavras e contei a eles isso, todos olharam pra mim de uma vez.

Sim… por algum motivo, consigo ler as palavras que aparecem na parede de rocha. Fiquei imaginando se era o efeito de estar qualificado pra dar continuidade ao legado do Sábio-san, como o Ouma-san tinha dito.

Todo mundo ficou pasmo com minhas palavras, mas o Odis-san, que se recuperou rapidamente, perguntou animadamente.

— Yu-Yuuya-dono! Então, onde no mundo o legado do sábio tá escondido?

— E-err… não tenho certeza dos detalhes, mas parece estar selado num certo planeta no espaço.

— (Espaço?)

— Como isso chegou lá…?

— Diferente do planeta Amel da Merl-san, não tem como atravessar pro espaço, então como ele selou o legado dele num planeta distante…?

Enquanto o Mestre Usagi e os outros ficavam surpresos com a localização absurda do legado do Sábio-san, a Merl-san tava tanto surpresa quanto calma.

— (Um planeta? Você sabe a localização exata?)

— É isso… o Sábio-san, embora tenha selado o legado num certo planeta, ele não sabia como esse planeta se chamava ou como dizer onde ficava, então não pôde escrever sobre a localização dele…

— (…De fato, fui exposta à civilização do mundo do Yuuya e desse mundo, mas não vi tecnologia avançada o suficiente pra navegar pelo espaço. Se é esse o caso, como o Sábio escreveu, vai ser difícil dizer onde fica. Espero que exista pelo menos nas proximidades desse planeta…)

Como a Merl-san disse, levaria uma quantidade ridícula de tempo se tentássemos achar o legado que o Sábio-san selou num certo planeta do universo se procurássemos normalmente.

Mas…

— Um… não sei a lógica por trás disso, mas me parece que contanto que você chegue perto o suficiente do planeta, você inevitavelmente vai conseguir descobrir… onde tá o legado.

— (…Uma coisa tão ambígua assim… normalmente teria sido descartada, mas considerando as particularidades da magia que acabou de ser mostrada e o fato de que o usuário dessa magia é o antigo dono da arma que o Yuuya-san tá usando, não é de admirar que uma coisa assim seja possível…)

Pra ser honesto, fico imaginando o que o Sábio-san selou num certo planeta do universo, mas parece que não vamos descobrir aqui.

Então o Odis-san, que originalmente tinha dito que queria vir a esse lugar, assentiu satisfeito.

— Agora… cumpri meu propósito aqui. Mas ainda tem o legado do sábio dormindo no universo, não tem? Então vamos nos mover!

Ilustração

— O-Odis-san? Isso, claro, mas você devia fazer alguns preparativos ou…

— Só preciso desse sentimento!

— Só um sentimento?

Você realmente não precisa de nenhuma arma ou item? Fico pensando se é porque ele é o Magic Saint, e magia é o foco principal dele?

De qualquer forma, percebi que o Odis-san realmente idolatrava o Sábio-san.

Ri da reação do Odis-san e chamei todo mundo.

— Bem… parece que o Odis-san não precisa de preparação particular nenhuma, mas e o resto de vocês?

— Tô pronto sempre que necessário.

— (Eu também.)

O Mestre Usagi e os outros também não parecem precisar fazer nenhuma preparação especial, então me viro pra Merl-san de novo.

— Então… é hora de partir pro espaço. Parece que todo mundo tá preparado, mas tem alguma coisa que eu possa fazer pra ajudar você pessoalmente?

— (Não. É bastante distância até meu planeta natal, mas graças à energia que adquiri aqui, vou conseguir usar a função de warp, e mais importante, tenho bastante comida a bordo. Então podemos embarcar na nave e partir a qualquer momento.)

— Então é melhor a gente se apressar. O ataque do outro dia acabou com eles só recuando, então se nos apressarmos, podemos reduzir o tempo que eles têm pra se preparar.

Todos nós assentimos diante das palavras da Iris-san, e finalmente partimos rumo ao espaço.


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