Switch Mode

Isekai wa Smartphone to Tomo ni – Capítulo 105

A Sala de Jogos e os Preparativos do Convite

Capítulo 105 – A Sala de Jogos e os Preparativos do Convite

Bom, então. Convidar tudo bem, mas por onde eu começo, hein. Já que disseram que queriam se divertir, primeiro é por aí mesmo. Vou fazendo, dentro do que eu conheço, o que parecer mais fácil de fabricar.

O primeiro que comecei a fazer foi sinuca. É simples na estrutura, e dá pra curtir com calma dentro de casa.

Depois, uma pista de boliche. Isso também não foi difícil, bastando programar com [Program] a função de repor os pinos derrubados e a bola lançada. Só que, depois de pronto, percebi que esse jogo talvez seja meio pesado pros reis, um tanto avançados em idade.

Uma mesa de mahjong totalmente automática. As regras dão um certo trabalho pra decorar, mas, uma vez acostumado, dificilmente tem jogo que dê tanto prazer de estratégia.

Além disso, vou fazendo várias diversões pra dentro de casa, tipo mesa de pingue-pongue, fliperama de pinball, air hockey.

Também fabrico algumas cadeiras de massagem automáticas, pra aliviar o cansaço. Eu mesmo que fiz, mas essa aqui é boa mesmo… Aah… que alívio… No fim das contas, eu tava mesmo cansado, hein…

— Touya, Touya.

— Hã?

A Elsie, sentada em volta da mesa de mahjong, chama por mim, que estava no paraíso. Apontando pra peça diante dela,

— Isso aqui é uma mão vencedora, né?

— Deixa eu ver… p-pera aí…!

Leste Leste Leste Sul Sul Sul Oeste Oeste Oeste Norte Norte Norte Vermelho Vermelho

Grandes Quatro Ventos, Todos Honras, Quatro Trincas Ocultas com Espera Simples, isso é…

— Tsumo?

— …É tsumo mesmo… Triplo… não, quíntuplo yakuman. Como é a mão do dealer, é 80.000 pra cada um…

— O quêêê?!

A Lapis-san, a Rosetta e a Lindsey, sentadas na mesa, soltam esse grito. Que assustador… Vou evitar sentar na mesa com a Elsie.

— Dono. Entre flush e sequência, qual é mais forte?

— Ééé, o flush é mais alto.

Dessa vez, respondo à pergunta da Silvie-san, que jogava pôquer com a Belue-san em outra mesa. Convenhamos, não íamos dar conta só com a gente dessa vez, então pedi ajuda aos funcionários do café de leitura "Tsukuyomi". Do "Tsukuyomi" vieram a Silvie-san, líder das garçonetes, a Shia-san, da cozinha, e a Belue-san, do balcão.

Incluindo nossas empregadas, fiz a Silvie-san e os outros experimentarem um pouco de tudo. Pra decorar regra, nada melhor do que praticar mesmo.

— Patrão~, tira a Shesca-chan da sinuca~. Eu não consigo tacar nem uma vez, viu~.

— Basta calcular o estado da tabela, o ângulo de incidência e o de reflexão, e controlar a intensidade da força; não é um jogo difícil, senhor.

A Cecile-san solta uma voz de aflição, e a Shesca responde com a cara mais tranquila do mundo. Aah, foi erro de escalação, isso. Na regra do sinuca de nove bolas, se não errar nenhuma vez desde o break, é assim mesmo que fica. O tal "break and run".

Deixando a sala de jogos de lado por enquanto, vou até a cozinha do refeitório. Na cozinha espaçosa, estavam a Claire-san, a Shia-san, da cozinha do "Tsukuyomi", e a Rene ajudando.

— Ah, patrão. Que bom que veio, pode provar isso aqui?

Pego o doce assado, quentinho, que a Claire-san entrega, e dou uma boa mordida. Sim, tá gostoso.

— Tá bom, ficou bem waffle mesmo. Delicioso. Ah, se acrescentar chantilly nele, fica ainda mais gostoso.

— Entendi. Então vou tentar fazer isso também.

Com o waffle ainda na boca, tiro do frigorífico simples com gelo, num canto da cozinha, algo que tinha deixado gelando. Sim, endureceu direitinho.

— Dono, o que é isso?

A Shia-san observa, curiosa, o que eu tirei.

— É pudim. Isso também fica luxuoso se acrescentar chantilly ou fruta.

É o tal pudim à la mode. Pego um prato, viro a forminha em cima dele e retiro o conteúdo. Amarelinho, treme feito gelatina, com a calda de caramelo escorrendo por cima; parece uma delícia. Pego uma colher e experimento um pedacinho. Está um pouco denso, mas tá bom.

A Shia-san também leva o pudim à boca com a colher. Arregala os olhos, surpresa com o sabor, e continua comendo, sem parar. Esse aqui também é sucesso, acho.

— Touya-nii-chan, cortei a batata como você pediu, mas o que eu faço com isso agora?

Na frente da Rene, uma montanha de batatas cortadas em palito na tábua de corte. Lavo rapidamente na água, escorro, ponho um pouco de óleo na frigideira e vou colocando uma a uma, aquecendo em fogo médio. Assim que a batata boiar, tiro. Agora é só fritar de novo em óleo bem quente até ficar crocante, e pronto.

Experimento uma polvilhada de sal e outra com o ketchup caseiro. Não é nada complicado, mas, talvez por fazer tempo, a batata frita fica com um gosto absurdamente bom.

— Delícia! Touya-nii-chan, posso ficar com tudo isso?!

— Tudo, é? Bom, tudo bem. Mas cuidado pra não comer demais, senão dá azia.

Com um sorriso amarelo, jogo mais dois ou três na boca por último e entrego o prato inteiro de batata frita pra Rene. Ao lado, a Claire-san e a Shia-san estendem a mão pra comer um pedaço, e, depois disso, a mão delas não para mais. …Vão engordar, viu.

Por enquanto, comida e diversão interna já estão bons assim. Agora falta a segurança.

Vou até a área de treino dentro da muralha, e os três novos cavaleiros de casa estavam esparramados no chão, ofegando. A Yae olha de cima e ri. Mas quem derrotou os três não foi ela, e sim o velho carrancudo, de cabelo grisalho e barba comprida, e o senhor coberto de cicatrizes, ao lado dela.

Baba Nobuharu e Yamagata Masakage. Generais do território Takeda, em Ishen. Os dois mais combativos dos Quatro Reis Celestiais de Takeda.

— E aí, garoto. O que foi?

— Não, vim ver como estava indo.

O velho Baba continua me chamando de garoto, como sempre. Convenhamos, eu virei rei, sabe.

— Ó, Touya. Esses aqui têm um certo potencial, viu. Bom, ainda são uns pintinhos, mas.

O senhor Yamagata carrega a espadona no ombro e sorri de canto. Esse aqui me chama sem nada, direto pelo nome.

Chamei especialmente os dois pra treinar os três. Cheguei a pensar em pedir ao Neil-san de Belfast ou ao irmão da Yae, mas pareciam ocupados, então desisti. Esses dois, ao contrário, pareciam estar livres.

Dizem que o Takeda Katsuyori, o novo chefe da casa Takeda, andou afastando de propósito os assessores próximos do antigo chefe, Takeda Shingen, e começou a agir por conta própria. Mesmo depois de todo o meu aviso, parece que ele está tendo atrito com os Oda também. Será desatino de jovem, que ainda não completou nem vinte anos, ou será que é mesmo um senhor incompetente e incapaz…? Talvez a queda dos Takeda esteja próxima.

— Mas o garoto virar rei, hein… É um país pequenininho, mas já não é pouca coisa. Bom, usando uma magia tão absurda desse jeito, não é estranho ter virado, mas…

— Fico um pouco com inveja desses aqui. Comparando com o nosso senhor.

O senhor Yamagata murmura isso soltando um suspiro, olhando pros três caídos no chão. Parece que estão sofrendo bastante, hein.

— Na real, como é que tá isso? Se bater de frente com os Oda, não vai dar ruim?

— Não, mais do que os Oda em si, o problema é o comportamento do nosso senhor. Fica dando ordem sem pensar direito, do que vem à cabeça na hora, e, quando falta dinheiro no feudo, aumenta o imposto do povo sem pensar duas vezes. Enfim, a reputação está péssima. Do jeito que está, corremos o risco de perder o feudo e sermos extintos antes mesmo de sermos esmagados pelos Oda. O Kōsaka fica dando conselho, mas ele simplesmente não escuta.

Pelo visto, as coisas estão ficando bem feias mesmo. Tem vários países que caíram porque o fundador era um herói lendário, mas o segundo herdeiro era um incapaz. Desse jeito, nem o Shingen-san vai poder descansar em paz.

— Se quiserem, topam vir pro meu país? Agora que acabou de ser fundado, quero mão de obra.

— Hmm. É um convite tentador, mas… eu ainda tenho uma dívida de lealdade com o senhor feudal…

— Baba-dono é osso duro, hein. Ah, qual é. Já que ele tá nos convidando com tanta boa vontade, eu topo. Bom, o único incômodo é não ter campo de batalha, mas.

Não fala coisa perigosa assim. Francamente, é por isso que maníaco por batalha é assim. Faz boa dupla com o Rei Ferino de Mismede.

— De qualquer jeito, não dá pra responder aqui agora. Preciso voltar e falar com o Kōsaka e o Naitō primeiro. Mesmo que a casa seja extinta, quero acompanhar o fim dos Takeda direitinho.

— Bom, entendo o sentimento. Também não pretendo forçar nada; podem vir quando tiverem vontade.

— Ah, valeu.

O senhor Yamagata abaixa a espadona que carregava e volta o olhar pros três caídos.

— Bom, o descanso acabou. Vem os três de novo, igual há pouco.

— Sim!

Respondendo com animação, os três se levantam e empunham as armas. Cheios de garra, hein. Com isso, a segurança deve ficar tranquila. Claro, do meu lado também pretendo tomar todos os cuidados.

Deixo o campo de treino e, ao tentar voltar pro castelo, a grande porta dupla se abre sozinha. Assim que entro no saguão de entrada, a porta se fecha atrás de mim. Não é porta automática. Quem abriu e fechou a porta pra mim está bem diante de mim. "Está", ou melhor, está "pendurada".

Um quadro pendurado no patamar que sobe do saguão de entrada pro segundo andar.

— O castelo tá bem agitado, hein, Mestre.

De dentro do quadro, sai só a metade de cima do corpo de uma garota de vestido branco. É o Artefato de moldura recolhido no tal caso do fantasma. Assim que descobriu que eu sou o dono de Babylon, começou a me chamar de Mestre, igual à Shesca.

Já vendi há tempos o quadro da esposa do senhor assassino, e com esse dinheiro coloquei outro quadro qualquer dentro da moldura. "Qualquer", mas, já que é pra pendurar no castelo, um quadro de valor razoável.

Resultado: renasceu como uma garota no fim da adolescência, de vestido branco e cabelo rosa preso com uma fita. O nome é Ripple. Vem do nome daquele castelo mal-assombrado, o Castelo de Ripple.

— Tô ocupado com os preparativos pra receber os reis. Conto com você também, Ripple.

— Sim. Se tiver algum movimento suspeito, aviso, tá. Meus olhos estão sempre de olho neste castelo, viu. Ah, a Rene-chan acabou de quebrar um prato agora.

Que precisão. Parece que a Ripple consegue transitar livremente entre molduras iguais à sua, duplicadas na "Oficina", e compartilhar até as sensações. A duplicação não copia a vontade própria, então quem controla tudo é o corpo original. Consegui um sistema de segurança bem prático. As molduras duplicadas têm quadros de paisagem dentro, instalados por todo o castelo. Claro, não estão penduradas em espaços privados. Poderia até chamar de "câmera de vigilância fantasma".

Por enquanto, com isso, os preparativos estão completos. Agora só falta receber a família real.

Comentários

Opções

não funciona no modo escuro
Redefinir