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Isekai wa Smartphone to Tomo ni – Capítulo 108

A Tribo das Mulheres e o Aumento dos Vassalos

Capítulo 108 – A Tribo das Mulheres e o Aumento dos Vassalos

— Ea, emou.

Ao me virar, a garota morena de antes estava ali parada. O que será?

— Maonokugowa, noesatsukirutonehoemou noneko?

— Eu já disse que não entendo.

Enquanto fico confuso sobre como me comunicar com ela, a Leen se intromete.

— Ela tá perguntando "foi você que curou os ferimentos de todo mundo?".

— Você entende a língua dela?

Arregalo os olhos, surpreso com a tradução da Leen. De alguma forma, sinto que a fala tem alguma lógica, mas…

— Você acha que eu vivo há quantos anos? A língua da tribo Lauri delas, tem bastante gente que entende até em Mismede.

Ah, é verdade, falaram que pediram ajuda pra Mismede. Não tem como não entender a língua, então.

— Seu nome… ééé… onoto, nomouho?

— Pam.

Pelo visto, ela se chama Pam. Não entender a língua é bem inconveniente, hein. Ao descobrir que dá pra conversar com a Leen, ela fica falando várias coisas, mas não entendo nada do que ela diz. O olhar da Pam, me observando de canto de olho, me incomoda; o que será?

— No fim, o Ende não apareceu, hein…

Achei que ele viria se tivesse uma Phrase, mas parece que não é bem assim. Será que, pra ele, derrotar Phrase não é lá tão importante?

— Mas ela destruiu tudo bem espalhafatosamente, hein.

Olhando de novo ao redor, destroços de casas destruídas estavam espalhados por todo lado. Essa vila parece ser construída em cima das árvores, tipo casa na árvore. Pontes suspensas de corda ligam árvore a árvore.

No meio da selva densamente coberta, só o trecho onde a Phrase se descontrolou estava derrubado, e a luz do sol entrava por ali.

— Pelo visto, algumas pessoas acabaram falecendo.

A Lu observa as mulheres chorando, com expressão de dor profunda. Vendo elas se agarrando aos corpos, soluçando, não consigo deixar de pensar: se a gente tivesse chegado mais cedo…

— Convenhamos, não existe magia pra ressuscitar gente, né…

À palavra que murmuro baixinho, a Lindsey, ao meu lado, responde com uma voz pequena.

— …Não é que não exista, mas…

— Quê?!

Existe uma magia que ressuscita gente morta? Não, viniendo de mim, que já morri uma vez, é meio estranho falar isso, mas.

— …Existe uma magia de ressurreição, do nível mais alto do atributo Luz. Só que as condições são bem rígidas.

Condições? Quer dizer que tem algum elemento necessário pra ressuscitar? Não deve ser tipo em game, um padre pedindo "uma doação, por favor", mas…

— …Primeiro, precisa ser dentro de uma hora após a morte. O corpo precisa estar sem impedimento nas funções vitais. Além disso, dizem que é necessária uma quantidade enorme de energia mágica e força vital.

— Força vital?

— …Falando de forma simples, é a própria vida. Ou seja, no mesmo momento em que a pessoa que recebeu a magia ressuscita, existe a possibilidade de o conjurador morrer.

…Que risco alto. De fato, com isso, só dá pra usar se tiver determinação de apostar a própria vida pra ressuscitar alguém…

Mas, talvez ressuscitar uma pessoa realmente precise ser algo desse nível. Eu mesmo, como preço por renascer, tive que me despedir do meu próprio mundo. Volto a pensar que é uma coisa realmente séria assim.

— Mas, mesmo assim…

Já vinha reparando desde há pouco, mas essa tribo tem muitas mulheres, hein. Aliás, não tem homem nenhum? Será que todos foram mortos pela Phrase? Enquanto fico com essa dúvida, a Leen, que tinha voltado sem eu perceber, me explica.

— A tribo Lauri é um povo guerreiro só de mulheres. Não tem homem nenhum, pra começo de conversa. Aquela garota Pam de agora há pouco parece ser neta da chefe.

Amazonas, é. Quem diria que encontraria uma dessas aqui. Dizem que, ao chegar na idade de gerar filhos, elas raptam um homem de outra tribo pra virar "par".

E, quando nasce a criança, se for menino, é expulso da vila junto com o pai; se for menina, é criada como filha da vila e ensinada a lutar. Nesse caso também, no fim, o pai é expulso. Até uns cem anos atrás, dizem que matavam o pai — que assustador.

Enquanto fico apavorado, como homem, com a história da Leen, sinto um olhar me encarando fixamente. É a Pam.

— O quê?

Enquanto olho pra Pam desconfiado, ela sai correndo de repente na minha direção e pula em cima de mim com o mesmo impulso.

— O quê…?!

Fico pego de surpresa, mas a Pam é mais leve do que eu esperava, e consigo segurá-la de algum jeito. Uma sensação macia, funyon, chega até mim, e sem querer meu rosto quase relaxa num sorriso. Mas, no instante seguinte, uma dor aguda corre pelo meu pescoço.

— Aaaaaaaai!!!?

Ela mordeu! Mordeu com toda força! Que garota é essa?! Foi criada por macaco?!

Com a dor absurda, tento arrancar a Pam de mim, mas ela mesma se afasta antes.

— O-o que foi isso…?!

Levo a mão ao pescoço mordido, e havia sangue escorrendo. Que negócio é esse?!

A Pam me olha com um sorriso atrevido e sai correndo, virando as costas. Que negócio é esse?!

As pessoas da tribo ao redor, vendo isso, começam a se agitar, inquietas.

— Você está bem, Touya-san?

A Lindsey cura o ferimento do pescoço com magia de cura. Aah, doeu.

— Parece que ela gostou de você, hein.

— Como assim?!

A Leen faz uma declaração incompreensível. Como isso vira sinal de que ela gostou de mim? Normalmente, essa atitude seria reação de quem não gosta, né. Se fosse cachorro vira-lata ou animal selvagem.

Não vou aguentar se outras pessoas também me morderem. Vamos recuar logo. De uns tempos pra cá, o olhar do resto do pessoal tá estranho. Por quê?

Abro um [Gate] e volto pra Babylon, no ar. Pego a Shesca e a Rosetta e volto direto pro castelo de Brunhild.

— Aah, Mestre, bem-vindo de volta~

De dentro da moldura pendurada no patamar da escada, a Ripple mostra só a metade de cima do corpo e acena pra gente. Já me acostumei com essa cena, hein.

— Cheguei, Ripple. Alguma coisa diferente aconteceu?

— Ééé, tem visita aqui, viu.

Visita? Hã? Quem será, afinal?

— Ué? Tsubaki-san?

— Há quanto tempo.

Como todo mundo queria tomar banho, me separo do grupo e vou sozinho até a sala de audiências. E lá estava, ajoelhada sobre o tapete vermelho, olhando pra cima na minha direção, a kunoichi de Ishen, a Tsubaki-san. Casaco branco, cachecol preto, saia-calça preta. Bem gasta em vários pontos, como quem indica uma longa viagem. O cabelo preto comprido solto, liso, do jeito de sempre.

— O que a trouxe até aqui? Alguma missão?

Sendo ela uma ninja Takeda subordinada ao Kōsaka Masanobu, um dos Quatro Reis Celestiais de Takeda, era normal pensar assim.

— Não, eu já não sou mais ninja Takeda. Vim aqui com o desejo de servir o senhor.

— Quê?!

Ouvindo a Tsubaki-san, um tempo depois de o novo senhor assumir o feudo Takeda, o Kōsaka teria dito a ela: "Do jeito que está, o futuro dos Takeda está em risco. Enquanto dá tempo, leve o clã e sirva outra casa." A Tsubaki-san recusou a princípio, mas acabou sendo demitida à força.

— Isso foi quando?

— Faz uns dois meses. Depois disso, parti em viagem logo em seguida…

Entendi… O Kōsaka já estava prevendo o futuro naquela época. Impressionante.

Conto sobre a situação recente dos Takeda, que ouvi do Baba-san, e a Tsubaki-san balança a cabeça, como quem entende.

— Então foi por isso que o Kōsaka-sama me expulsou…

— Mas por que veio até mim? Tinha os Tokugawa, os Oda e tal, não tinha?

— Tanto os Tokugawa quanto os Oda, no fim, não passam de senhores feudais comuns. Nesse ponto, o Touya-san… o Touya-sama, além daquele poder, é uma pessoa que talvez venha a ser o próximo rei de Belfast. Achei que nem havia comparação. Só que não imaginei que já teria virado rei.

Dizem que, durante a viagem de navio rumo a Belfast, ela ouviu boatos sobre este país. Ao perguntar em detalhes, descobriu que se tratava de mim, e por isso subiu às pressas o Grande Rio Gau, vindo pra cá.

— Bom, aqui também teve muita coisa acontecendo, viu. E aí, o que você quer fazer? Não é um país grande que nem Belfast, e acabou de ser fundado, mas.

— Sim. Se o Touya-sama permitir, gostaria de servi-lo.

Se ela não tem nenhuma objeção, por mim não tem problema nenhum. Ter mais companheiros é reconfortante. E, quem sabe, talvez os Quatro Reis Celestiais de Takeda também acabem vindo pra cá.

— Então, gostaria que deixasse o clã entrar no castelo…

— …Pera um pouco. O clã?

— Sim. Vim com o clã inteiro dos ninjas Takeda.

Como assim?! …Falando nisso, o que a Tsubaki-san tinha dito há pouco mesmo? "Leve o clã e sirva outra casa"… é isso?!

— Éé… aliás, quantas pessoas tem no clã, mais ou menos…

— Contando com as crianças, dá umas 67 pessoas no total.

— Se… !

Que quantidade, hein! Aliás, como conseguiram partir em viagem com esse tanto de gente?! O que eles iam fazer se eu tivesse morrido ou não fosse encontrado?

— Hmm… o que eu faço… não, não tem problema em deixar eles morarem no país. Mas não dá pra contratar todo mundo no castelo, que nem a Tsubaki-san.

— Nesse caso, não precisa se preocupar. O clã ninja, em geral, tem um segundo ofício. Temos habilidade suficiente pra se virar.

Se for assim, tá bom. Falando nisso, acho que li em algum livro que os ninjas tinham vários ofícios de fachada pra se infiltrar em outros países. Será que é assim também neste mundo?

De fato, tem floresta e rio, então acho que dá pra caçar e pescar. Quanto à comida, não estou tão preocupado, mas devem precisar de várias outras coisas também.

Será que preciso de comerciante… alguém que venha comercializar neste país. Vou tentar falar com o Olba-san, de Mismede, ou o Zanack-san, de Riflet.

— O número de cidadãos aumentou de uma vez, hein.

— É mesmo, né.

Respondo com um sorriso amarelo à fala do Lime-san, que aguarda ao meu lado. De qualquer forma, chamo nossos três cavaleiros e ordeno que deixem o clã da Tsubaki-san entrar no castelo. Por enquanto, vou emprestar o quartel que não está em uso como alojamento.

Por precaução, peço à Rain-san pra ficar de olho, caso apareça alguém agindo de forma estranha. No caso dela, talvez seja com aquelas orelhas de coelho de que tanto se orgulha, ficando de ouvido atento.

— Mestre, chegou uma carta, senhor.

— Hã?

A Shesca vem até a sala de audiências, já sem a Tsubaki-san e os outros, com uma carta na mão. Usando os "[Gate Mirror]" que entreguei a conhecidos e países aliados, dá pra mandar carta e receber contato na hora. De onde será?

Recebo a carta e leio o conteúdo rapidamente. Ora, mas que timing.

— De quem é a carta?

O Lime-san pergunta isso. Entrego a carta e sugiro que ele leia.

— Isso é…

— Pelo visto, vamos ganhar mais gente de novo.

O remetente é o Kōsaka Masanobu. Deve ser pelo "[Gate Mirror]" que entreguei recentemente ao velho Baba. Infelizmente, a casa Takeda foi extinta, pelo crime de o chefe ter negligenciado os moradores e causado tumulto na sociedade. O território foi confiscado, e dizem que será redistribuído aos Oda e Tokugawa pelo Imperador de Ishen.

Foi rápido, hein… Já estavam de olho neles por causa do incidente do Kansuke, então bastava ficar quietinho. Será que ele se descontrolou tentando superar o pai grandioso? Ou será que era mesmo um senhor incompetente? De qualquer forma, dizem que o Takeda Katsuyori foi mandado pra capital e, depois, condenado ao exílio.

E, como resultado da reunião dos Quatro Reis Celestiais, decidiram que querem servir a Brunhild.

Gente competente é sempre bem-vinda. Vou aproveitar pra conversar com o Kōsaka sobre aquilo de agora há pouco. Dos Quatro Reis Celestiais de Takeda, o Kōsaka é o único que ainda não conheci.

Bom, vou buscar eles, então. Abro um [Gate] rumo a Ishen.

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