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Isekai wa Smartphone to Tomo ni – Capítulo 109

A Estrada e o Posto de Fronteira

Capítulo 109 – A Estrada e o Posto de Fronteira

— Antes de mais nada, é a manutenção das estradas. Sem gente vindo visitar, não há desenvolvimento de cidade nenhum.

O Kōsaka-san diz isso olhando o mapa de Brunhild.

O Kōsaka-san era mais novo que o velho Baba, mas mesmo assim deve passar dos 60. Cabelo grisalho puxado pra trás; à primeira vista, parece tranquilo, mas o olhar de quem sustentou a casa Takeda é afiado mesmo.

Depois de receber a carta, fui buscar o velho Baba e os outros Quatro Reis Celestiais de Takeda, mas aí aconteceu algo fora do planejado. Alguns soldados Takeda, que perderam o lugar de origem, também disseram que queriam vir. Devem ser subordinados que admiram os Quatro Reis Celestiais. Bom, é menos de 50 pessoas, mas, sinceramente, não dá pra contratar todo mundo de uma vez aqui. Convenhamos, não tenho receita suficiente pra tanto.

Talvez desse pra resolver usando a função de produção em massa da "Oficina", mas acho que depender demais disso também não é bom. Se a "Oficina" quebrar, é o fim de tudo.

— Se for pra fazer a estrada, com magia de terra dá rápido, mas…

— A estrada de Belfast até Regulus é a única coisa que precisa mesmo com urgência, então peço isso. Mas, fora essa, o Touya-sama… Vossa Majestade não deve meter a mão demais. Se Vossa Majestade fizer tudo, o povo acaba ficando totalmente dependente disso. É melhor ajudar só quando realmente estiver além da capacidade deles.

Será que é assim mesmo. Bom, o ser humano é uma criatura que se corrompe. Num país recém-fundado, isso convenhamos que não é bom.

— Em seguida, vamos desenvolver a região leste do país como área agrícola. Vamos puxar um canal do rio e fazer alguns arrozais. Espero que combine com o solo daqui. Depois disso, é decidir o que vender aos comerciantes pra virar receita do país…

Falando com precisão, é cobrar uma porcentagem, como imposto, do dinheiro que os cidadãos ganham fabricando algo e vendendo aos comerciantes.

Sinceramente, sinto que nem precisava de imposto. Cada um ganha o próprio sustento e o da família. Mas, segundo o Kōsaka-san, sem isso o país não roda. Decidi deixar isso com ele. Só pedi pra manter os impostos o mais baixo possível.

— Seria bom se este país tivesse um produto especial próprio. Mas, sendo originalmente terra de Belfast e Regulus, não temos nada assim. Vender alguma tecnologia também seria uma opção…

— Por enquanto, vou ensinar a tecnologia de fabricação de bicicleta. Acho que dá pra ganhar dinheiro com isso por um tempo. Com o tempo, outros países devem começar a copiar, mas.

A bicicleta em si é rara e prática, mas, pra transportar muita carga, a carroça é melhor, e, pra velocidade, o cavalo é mais rápido. Mesmo assim, tem demanda, então acho que, aprendendo a técnica direito, dá pra virar negócio. Só que, pra fabricar no mesmo nível que eu faço, acho bem difícil.

— De qualquer forma, vamos fazer o que dá pra fazer. Kōsaka-san, deixo a área agrícola com você; faça do seu jeito. Se não der certo, a gente pensa nisso depois.

Me despeço do Kōsaka-san e vou até o campo de treino; nossos três cavaleiros, como sempre, estavam sendo passados pra trás pelo velho Baba e os outros.

Ainda não existe uma Ordem de Cavaleiros aqui, então o velho Baba e o senhor Yamagata estão fazendo o papel de instrutores de combate.

— Ó, garoto. Terminou a conversa com o Kōsaka?

— Já dá pra parar com esse "garoto", né? O velho Baba também virou vassalo, mesmo que só de nome.

— Não seja tão rígido assim. Eu sei separar o público do privado, viu. Numa ocasião formal, te chamo de "Vossa Majestade".

Ele ri, gagaha, batendo no meu ombro. É isso mesmo. Sinto que não adianta falar mais nada.

— Diferente de mim, com o Baba-dono não adianta falar nada, chefe.

— Você também só trocou de me chamar sem nada pra "chefe", Yamagata.

— Ah, qual é, chefe. Fica com ar de grandão, né?

Tem "dono", tem "jovem senhor", tem outras opções, francamente. Não me dou bem com esses dois, viu. Aah, deixa quieto.

— A propósito, já tá quase na hora do almoço, então tava pensando em ir buscar comida. Aproveitando pra treinar, pensei em levar a Rain-san e os outros dois.

— Caça, é? Isso é bom, mas esses aqui estão nesse estado, viu?

O senhor Yamagata aponta pra onde os três estavam caídos no chão. Só o Nicola-san, talvez por orgulho masculino, está de pé com as pernas tremendo. Mas as orelhas de raposa estão murchas.

— Luz, venha; sopro revigorante: [Refresh].

Assim que conjuro a magia, partículas de luz suave despencam sobre os três. Depois de um tempo, os três se levantam de repente, pulando e sacudindo espadas, começando a se mexer.

— O cansaço já passou…

— Uaaa, magia de Vossa Majestade?! Incrível!!

— Argh, que vergonha. Sinto muito, Vossa Majestade.

É a magia de recuperação de fadiga, [Refresh]. Não cura ferimento, mas recupera resistência física e o cansaço do corpo. Usando isso, dá pra gerar uma resistência que não conhece cansaço. Mas o esforço em si continua o mesmo, então acho melhor não abusar dela.

— Como sempre, absurdo demais, esse nosso chefe…

O senhor Yamagata resmunga isso. Bom, vou considerar como elogio.

— Bom, sobre o almoço, o que vocês querem comer? Por enquanto, tenho javali, ave, ah, e caranguejo como opções…

— Caranguejo!!

Unanimidade, é. Bom, tudo bem. Então é Bloody Crab. Se for pra todo mundo do castelo, bastam caçar dois. Já que um só já é do tamanho de uma caçamba de caminhão.

— Ah, o Bloody Crab que vocês vão caçar é de rangue vermelho na guilda, então cuidado.

— Quê?!

Os três ficam de queixo caído. Bom, é verdade mesmo. Rangue vermelho é nível de aventureiro de primeira linha.

— Tá tranquilo, o senhor Yamagata e o velho Baba também vão ajudar.

— A gente também?!

Claro que sim. Vamos ver a capacidade de vocês.

No fim, dos Bloody Crabs que estavam na terra desolada, um eu derrotei usando [Gravity]. Acho que nem levou um minuto. O outro deixei com os cinco, e fiquei assistindo de camarote… bom, não foi bem assim. Assistindo a luta dos cinco, mas dando cobertura de vez em quando com magia de cura ou ataques leves. Todo mundo lutou trinta minutos seguidos, e o Bloody Crab finalmente se calou. Parece que, sendo todos do tipo guerreiro sem mago nenhum, dá mesmo trabalho. É que aquela carapaça é dura. Combinação ruim demais, talvez.

— Bom trabalho.

— …Entendi… quão monstro o chefe é…

O senhor Yamagata volta pra mim um olhar apagado. Que ofensa. Os dois ex-Takeda ainda ficam de pé de algum jeito, mas mesmo assim respiram com dificuldade. A Rain-san e os outros três cavaleiros estão completamente exaustos.

Aplico [Refresh] neles, do mesmo jeito de antes.

No fim das contas, conseguiram derrotar um monstro de rangue vermelho, então a habilidade desses dois é de verdade mesmo. Os outros três já deram o máximo de si só apoiando.

Guardo o Bloody Crab no [Storage] e volto pro castelo. Vou direto até o quartel e entrego o caranguejo como presente pra todo mundo. Falando nisso, será que tem tempero suficiente? Parece que tem sal e missô, ao menos, então acho que tá tranquilo. Incluindo isso, preciso conseguir trazer mercadores itinerantes logo.

Deixo o desmonte do caranguejo com o velho Baba e os outros, e decido fazer a estrada de Belfast até Regulus.

Como esta área era originalmente uma zona perigosa, a estrada se estendia dando uma grande volta pelo sul. Vou fazer uma estrada nova, atravessando este país. Não deve ser uma má notícia pra quem viaja entre Belfast e Regulus, já que encurta o tempo. A estrada antiga continua existindo, então quem não quiser passar pelo meu país pode seguir por ali.

— Vou precisar montar um posto de fronteira. Não quero gente esquisita entrando por aqui.

Vou precisar mexer um pouco nas estradas do lado de Belfast e Regulus também, mas já tenho permissão dos dois países, então tá tranquilo. Bom, é só conectar com a estrada já existente mesmo.

Primeiro, saio com [Gate] na estrada do lado de Regulus.

— Vou conectar daqui direto até o lado de Belfast. Melhor cortar reto do que ficar fazendo curva esquisita, né.

Primeiro, magia de terra. Alisar o chão reto até o lado de Belfast. Só isso já serve bem como estrada, mas vou deixar de paralelepípedo, pra ficar fácil pras carroças rodarem. Uma superfície lisa, com poucos desníveis.

Depois, construo uma cabana simples de posto de fronteira dos dois lados, Belfast e Regulus. Depois refaço direito, num outro dia. E deixo uma placa indicativa: "A partir daqui, Principado de Brunhild".

Mas só isso vai fazer todo mundo passar direto. Dá pra ver o castelo no meio da estrada, mas será que alguém vai pensar "vamos até lá"?

Bom, não é pra fazer comércio no castelo, então será que peço pro clã da Tsubaki-san abrir alguma loja na estrada. Talvez algo de comida e bebida, pra descansar. Melhor ainda se virar uma base pra coletar informação dos viajantes.

Isso à parte, também preciso de uma estrada até o castelo mesmo. Do mesmo jeito, vou fazendo uma estrada de paralelepípedo até o portão do castelo.

Ao chegar em frente ao castelo, um cheiro bom começa a vir. Panela de caranguejo, talvez. Tô com fome.

De tarde, ficou decidido ensinar a fabricação de bicicletas. Bom, mas quem ensina não sou eu, e sim a Rosetta. É que ela entende mais do que eu, afinal… Se for pra fazer do zero sem usar poder mágico, melhor deixar com ela. Não é à toa que é administradora da "Oficina". É de primeira linha como técnica também, no sentido normal.

Deixo o lado da fabricação com a Rosetta, e passo a ensinar a andar de bicicleta. Se não souber andar, também não dá pra vender direito. As crianças, talvez confundindo com brincadeira (não sem razão), ficaram pedindo pra andar também, então fiz umas bicicletas infantis pra elas.

Surpreendentemente, tanto adultos quanto crianças dominaram a bicicleta num piscar de olhos. O senso de equilíbrio deles não é brincadeira. Assustadores, os ninjas Takeda…

Depois disso, reúno os soldados pra fazerem turno no posto de fronteira simples, revezando. Ééé, são uns 50, então quatro de cada lado, oito por vez. Turnos de oito horas, trabalhando uma vez a cada dois dias, talvez. Quem não trabalha não come. Pronto.

Empresto aos que vão pro posto de fronteira um cassetete com [Paralyze] via [Enchant]. O turno da noite é perigoso, afinal. Já deixei programado com [Program] pra só eles conseguirem usar, então, mesmo que roubem, não tem problema.

Além disso, pra caso aconteça alguma coisa, invoco familiares com magia de invocação pra irem junto, como meio de contato. Se pensar direcionado ao familiar, dá pra entrar em contato comigo. Invoquei um cachorro pro lado de Belfast e um gato pro lado de Regulus.

Certo, assim. Será que, de algum jeito, o país já começa a tomar forma de verdade?

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