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Isekai wa Smartphone to Tomo ni – Capítulo 130

A Manhã de Susto e a Quarta

Capítulo 130 – A Manhã de Susto e a Quarta

— Nnh…?

De manhã, ainda entorpecido de sono, abro os olhos e vejo, meio embaçado, o rosto de uma garota bem na minha frente. Na luz do sol da manhã que entra pela janela, ela dorme tranquilamente ao meu lado, respirando com calma.

— …Ah, é a Yumina…

Alívio ao ver o rosto da minha noiva, e fecho os olhos de novo. Ao me virar, ela estende os braços e se abraça a mim. Eu também não resisto e a abraço de volta. Macia e cheirosa. Sei lá por que, mas isso me deixa tranquilo. Ao apertar um pouquinho mais forte, ela solta um "Nn…" fofinho. Isso é bom. Quero ficar abraçado assim pra sempre…

Peraí.

Por que a Yumina tá aqui? Ontem, eu tenho certeza de que fui dormir sozinho. Aliás, eu nunca dormi com ninguém além de mim mesmo! Todo mundo tem o próprio quarto, e eu não fiz "aquele tipo de coisa" com ninguém! Um suor frio brota de repente, e desperto do mundo dos sonhos.

— Fuoaaaaah?!

Salto da cama e, no impulso, caio no chão. Bato a nuca, mas o susto é maior que a dor, e mal sinto.

— Uh… nn…? Ah, Touya-san… bom dia…

A Yumina se levanta na cama, esfregando os olhos sonolentos. O pijama de seda fofinho combina bem com ela. Essa aparência também é uma fofura. Não é isso!

— P-por que a Yumina tá aqui?!

— Ah, não tem nada de estranho em marido e mulher dormirem na mesma cama, sabia? Ultimamente o Touya-san só pensa no país e não me dá atenção nenhuma, então preciso pelo menos disso.

Ela fala isso sorrindo. De fato, ando ocupado ultimamente e nem consigo dar atenção pra ela! Mas eu gostaria que ela não fizesse coisa tão ruim pro coração. E, além disso, ainda não somos marido e mulher.

Doze… ah, já fez 13, não foi? Dormir na mesma cama que uma garota de 13 anos, imagina o que diriam no mundo de onde eu vim. Sendo que não fiz nada.

— Bom, então, como combinado, hoje vamos pro castelo de Belfast, tá? Vou me arrumar.

Dizendo isso, ela desce da cama, se aproxima de onde eu estou sentado no chão, se abaixa e me dá um beijinho rápido. Hã?!

Enquanto fico chocado com a surpresa repentina, a Yumina sai do quarto às pressas. Que rapidez.

…Vou me corrigir. Não é bem que eu não tenha feito nada.

Faz tempo que não venho ao castelo de Belfast. A diferença de antes é que os cavaleiros de guarda me cumprimentam se ajoelhando. Não precisavam fazer isso, mas parece que é "regra", então não dá pra reclamar.

Ao entrar na sala mais interna do castelo, a Rainha Yuel está sentada num sofá confortável. Nossa, a barriga cresceu bastante, hein. Era o oitavo mês, não era?

— Bem-vindos, Yumina, Touya-san.

— Como está de humor, mãe? Sente algum mal-estar?

A Yumina se aproxima da Rainha Yuel e recebe permissão pra tocar na barriga. Daqui a mais dois meses o bebê nasce, é. Dá uma sensação meio estranha. Mistério da vida, digamos assim.

— A propósito, e o rei?

Olho em volta, mas não vejo ele. A gente tinha avisado com antecedência que ia vir hoje.

— Aquele homem tá lá no campo de beisebol.

— Campo de beisebol?

— Ele quebrou uma parte da muralha do distrito oeste, expandiu e niveladou o terreno pra construir um.

A Rainha Yuel explica rindo. Ele foi lá e construiu mesmo, um campo de beisebol. Bom, digamos que essa capacidade de ação até que dá vontade de imitar. O motivo oficial é dar ao povo um jeito de assistir beisebol como diversão do dia a dia, mas, pelo jeito, ele só quer se divertir mesmo.

Por ora, fiquei curioso pra ver como era, então deixo a Yumina e me teletransporto pra lá com [Gate]. Num lugar onde não tinha nada antes, surgiu um campo bem decente.

— Que profissional, hein, isso aqui…

Ao entrar, vejo o rei e os jogadores reunidos no monte do arremessador, discutindo alguma coisa. O que é?

— Ohh, Touya-dono, que bom que veio! Escuta só!

— O que aconteceu, afinal?

O rei, que me avista na hora, faz sinal com a mão pra eu vir logo. Que é isso, afinal.

— Se a bola quicar e depois entrar na zona de home run, isso conta como home run?

— Hã?

Que história é essa? Quicar e virar home run? Sendo bombardeado assim de repente. Sinceramente, meu conhecimento de beisebol é só de umas peladas na escola fundamental, não sou tão entendido assim. Tiro o smartphone e busco a regra na internet.

— Ééé, espera um pouquinho. Regra de beisebol… quicar… home run… ééé… ah, achei, achei. É "double automático com direito a base".

— "Double automático"?

— Quer dizer que é uma rebatida de duas bases.

— Ah, é! Beleza, partida retomada!

Hã?! Só isso?! A partida recomeça como se nada tivesse acontecido.

Sento no banco junto com o rei e fico assistindo à partida.

— Nossa, que empenho é esse, hein.

— É que semana que vem tem partida contra o Reino Sacro de Refreese. Tem que entrar com tudo mesmo.

Já foram até esse ponto, é? Nunca imaginei que já ia ter um jogo de intercâmbio internacional marcado. Isso cada vez mais tá saindo do meu controle, hein. Chegando a esse ponto, só me resta torcer pra que se estabeleça mesmo como diversão popular.

— Que bom que a Rainha Yuel parece estar bem.

— É. O filho parece estar crescendo saudável na barriga. Agora só falta torcer pra que nasça bem. No começo, achava que, se fosse mulher, o Touya-dono podia entrar pra família casando com a Yumina como genro, mas, do jeito que tá agora, até homem tá bom. Quero jogar catch junto com ele.

Catch entre pai e filho, é. Deve ser bom. Talvez seja um dos sonhos de todo pai. Depois, quando o filho for adulto, beber junto, tipo assim.

…Eu nunca pude proporcionar isso pro meu pai… Sou um filho ingrato, hein.

— Mas, olha, o time daqui tem um problema na defesa. O time de lá tem gente que manda a bola longe pra caramba, sabe…

— A estratégia de "deixar rebater e pegar" também não serve de nada se levar um home run. Talvez a única saída seja segurar com bolas com efeito, não acha?

— Bola com efeito?

Os olhos do rei brilham. Ih, falei besteira. Mas já era tarde demais, e acabo sendo pressionado a contar sobre as bolas com efeito, revelando que dá pra fazer a bola desviar sem usar o poder da magia.

Parece que, mesmo pro pessoal deste mundo, tem a regra de não usar magia numa competição de capacidade física assim. Por isso tinham até instalado item com capacidade de detecção mágica, pra prevenir trapaça. Por isso, nem imaginavam que dava pra fazer a bola desviar sem usar poder mágico.

Explico curva, shoot, forkball, changeup, esse tipo de coisa. Tanto o rei quanto o arremessador olham com desconfiança, então projeto no ar um vídeo que encontrei na internet, mostrando cada tipo de bola com efeito, e logo pareceram convencidos.

Claro, pedem pra eu ensinar como fazer, mas eu sou um novato completo nisso. Por ora, explico o jeito de segurar e arremessar a bola que pesquisei na busca, e enrolo dizendo "agora é só treinar!".

Mesmo ensinando assim de qualquer jeito, dá medo de pensar que o pessoal daqui vai conseguir aprender a arremessar mesmo assim. Já que não é justo, acho que depois vou ter que ensinar sobre bola com efeito pro Reino de Refreese também.

Ao voltar do castelo de Belfast com a Yumina, a Kōgyoku vem voando de algum lugar e pousa no meu ombro.

— Meu senhor, chegou um aviso de um dos batedores agora há pouco…

— Ah, achou alguma coisa?

— Segundo ele, não consegue julgar. Diz que é uma pirâmide de base quadrada, completamente negra, feita de um material estranho.

Pirâmide de base quadrada? Tipo uma pirâmide mesmo. O material completamente negro me chama atenção. O círculo de transporte de Babylon que tinha na caverna de gelo do Reino de Elfrau também era desse material. Isso pode ser um acerto.

— E onde fica essa ruína?

— Numa pequena ilha isolada, flutuando no mar a sul-sudoeste daqui. Em termos de posição, fica a oeste do Reino de Sandra.

É bem longe, hein. Mas não é distância impossível de ir. Vou de Babylon, como sempre? Dava até pra ir com [Fly], mas todo mundo não gosta muito…

Chamo o grupo de sempre. Quando o assunto é Babylon, só as noivas e a Leen se movem junto. Não tenho intenção de tornar Babylon público. Só ia gerar desconfiança se soubessem que tenho relíquias de uma civilização super-antiga.

Confirmo no mapa a posição exata da ilha isolada com a ruína piramidal.

— Que ilha pequena. Deve ser bem menor que este país.

— Será que tem gente morando?

— Sei lá. Pelo menos não deve ter relação diplomática com países daqui. Nunca nem ouvi falar de uma ilha assim.

Estando numa ilha dessas, não tem como ter informação alguma reunida. Só foi encontrada mesmo porque tinha uma besta de invocação de pássaro que voa.

— A quarta Babylon, então. Bom, seria bom se fosse "Hangar" ou "Depósito".

— "Biblioteca" também serve. Aliás, essa seria até melhor pra mim.

— Este servo acha que deve ser a "Torre".

— …E-eu acho que deve ser o "Laboratório"…

— Então eu aposto na "Muralha".

Não façam isso virar aposta, gente. Nem sabemos ainda se é mesmo uma ruína de Babylon.

Bom, vamos partir, então. Que seja "Hangar" ou "Depósito", por favor.

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