Switch Mode

Isekai wa Smartphone to Tomo ni – Capítulo 131

A Ilha Isolada e a Chave Inglesa

Capítulo 131 – A Ilha Isolada e a Chave Inglesa

Aquela ilha era, sem dúvida, uma ilha isolada perdida no meio do mar. Dá pra perceber bem confirmando do céu, de Babylon.

Tento buscar, mas parece que ninguém mora lá. Ilha completamente deserta, então. Por ora, teletransporto pra uma praia aberta, visível do céu. O pássaro-besta de invocação que encontrou esta ilha vem voando até mim. Que grande. Um pássaro tipo grou, mas com penas verde-esmeralda claro.

— Parece que a ruína fica na floresta, seguindo reto a partir daqui.

A Kōgyoku, pousada no meu ombro, me avisa isso. "Reto" ele diz, mas é uma selva completa. Bom, como não é uma ilha tão grande, acho que a gente acha rápido.

— Mas será mesmo que ninguém mora aqui?

— Pelo que a busca mostrou, sim. Pelo menos, humano não tem.

De vez em quando cortando com a espada os galhos e folhas atrapalhando na selva, a Yae segue na frente. Se não tem humano, talvez seja porque tem muito animal ou fera mágica dominando o lugar. Melhor avançar com cuidado. Assim que penso isso, a Yae ergue a mão pra trás, pra nós, e detém o avanço.

— …Parece que já apareceu algo estranho, logo de cara.

Dizendo isso, a Yae se põe em guarda com a espada. Em resposta, todo mundo passa pra posição de combate, com a arma na mão, atentos ao redor. Ei, Paula, você não precisa lutar, viu.

Olhando com uma cara de espanto pro ursinho de pelúcia que começa a fazer shadow boxing, sinto alguma presença na selva à frente.

O que emerge devagar do matagal é uma fera mágica parecida com um rinoceronte. Não, mais do que rinoceronte, tem três chifres. É aquilo, tipo um tricerátops. Dois na testa, um no focinho. Pele dura tipo tatu e quatro patas grandes. E um brilho vermelho no olhar, claramente hostil, com bufos de nariz agressivos.

Vrum! O rinoceronte-de-chifres avança correndo a toda velocidade na nossa direção.

Antes que eu consiga empunhar a Brunhild pra revidar, o Colt M1860 Army da Yumina, ao meu lado, já dispara.

A bala perfura certeira o olho direito do rinoceronte, e, com a força da investida enfraquecida, dessa vez é a magia da Lindsey que ativa.

— Gelo, entrelaça; grilhão glacial: [Ice Bind].

Os pés do rinoceronte congelam, travando o movimento. Mesmo assim, quando ele tenta quebrar o gelo à força, as duas espadas da Lu, que já tinha saltado pra perto, rasgam a perna dele.

Em seguida, o punho da Elsie, que já tinha chegado na frente, explode contra o focinho do rinoceronte, e, como o golpe final, a "Tōka" desembainhada pela Yae decepa a cabeça do bicho de uma vez.

— Uoou…

Resolveram num piscar de olhos. Que jogada combinada é essa.

— Não era um grande adversário, ao que parece.

— …Deve ser rank verde, talvez.

— Será? Sendo arma de Phrase, ficou assim, mas, com arma normal, será que não dava trabalho? Acho que deve ser rank azul.

— De fato, essa pele parece bem dura.

— Talvez sirva de matéria-prima pra alguma coisa.

Todo mundo cutuca animado o corpo do rinoceronte com as armas. Não tive nem chance de entrar em ação, eu…

— Parece com o Rinoceronte-Armadura, mas… nunca vi essa fera mágica. Será uma espécie nova?

A Leen fala isso e pede pra eu guardar em [Storage]. Diz que vai examinar depois.

Mas, depois disso, avançando mais pela floresta, aparecem uma cobra gigante de duas cabeças, um lobo enorme de seis patas, um macaco de braços e pernas anormalmente longos. Todos foram derrotados por todo mundo, menos eu, mas, segundo a Leen, todas as feras mágicas derrotadas eram espécies novas, nunca vistas antes.

Parece que existem feras mágicas parecidas, mas são diferentes mesmo, e talvez sejam espécies endêmicas exclusivas desta ilha. É aquilo, tipo as Ilhas Galápagos, será?

Por ser uma terra isolada do continente, talvez tenha virado uma ilha com muitas espécies endêmicas que passaram por uma evolução própria. A fera mágica que derrotamos agora há pouco também pode ter sido um exemplar precioso, mas, neste mundo, a preservação de espécies de fera mágica não parece ser muito valorizada. Bom, quando a própria vida tá em jogo, espécie em risco de extinção não tem muita importância mesmo.

Talvez porque o Kohaku e os outros estejam de olho, feras comuns, pássaros e répteis não se aproximam, mas, contra fera mágica, não parece ter efeito.

Depois disso, sofremos mais alguns ataques de fera mágica, mas a Elsie e as outras resolveram tudo. É, são confiáveis, mas fico meio triste, tipo sendo deixado de lado…

— Ah.

Logo chegamos num lugar um pouco mais aberto, dentro da selva. Ali estava, como se estivesse à nossa espera, uma pirâmide de brilho negro.

O tamanho é de base quadrada de 10 metros por lado, com uns 8 metros de altura. Talvez por ter ficado abandonada por muitos anos, tinha trepadeiras se espalhando por cima, mas o corpo em si não parecia ter dano nenhum.

— Como sempre, não dá pra achar a entrada, hein…

Dou uma volta ao redor, mas as trepadeiras atrapalham e não dá pra ver direito. Que saco, vou queimar isso.

— Chama, vem; espiral em redemoinho: [Fire Storm].

O redemoinho de chamas envolve a pirâmide, e um pilar de fogo se ergue. Como controlo direitinho pra não pegar fogo nas outras árvores, não tem problema. Num piscar de olhos, as trepadeiras viram cinzas queimadas, e só resta a ruína de brilho negro.

Olhando bem, tem um sulco fino na superfície, tipo uma emenda. Estendo a mão pra confirmar.

— Aaaii!!

Quente! Ainda não tinha esfriado! Olho pra mão, e parece que não chegou a queimar, mas tava bem quente. Droga, esqueci de resfriar. Jogo água fria com magia por cima da pirâmide, e ela esfria rapidamente, soltando uma nuvem de vapor enorme.

Ei, peraí. Tava tão quente assim? Como não me queimei, hein… Pensando bem, tava quente, sim, mas a pele não ficou com nada. Achei que ia ficar vermelha.

Será que é por causa do que o deus falou, de eu ter absorvido o elemento do domínio divino?

…Bom, tanto faz. Também não é como se fosse um problema.

Pensei que a diferença de temperatura pudesse ter causado rachaduras, mas não parece ter dado em nada. Confiro de novo a superfície da pirâmide já resfriada: o sulco está entalhado dando a volta na altura do ombro, e, na frente de cada um dos quatro lados, só uma parte fica mais larga. Larga o suficiente pra caber uma mão.

É aquilo, tipo a "Boca da Verdade" que tem em Roma. Será que é pra colocar a mão? Se não me engano, aquilo lá originalmente era uma tampa de bueiro de esgoto, né. …Não vai me cortar a mão se eu colocar, vai?

Por ora, coloco a mão direita, e, reagindo a algo, a parte do sulco brilha em verde, e uma parte da pirâmide na minha frente desliza pra cima, revelando algo parecido com uma porta. "Parecido", porque não tem nada tipo uma maçaneta, e também parece só uma parede com um relevo entalhado.

— Igual da última vez?

Estendo a mão pra essa parede. Como esperado, consigo passar sem resistência pro outro lado da parede. Num espaço vagamente iluminado, seis colunas da altura da cintura circundam um círculo mágico no centro. Sem dúvida. É o círculo de transporte de Babylon.

— Encontrei. Vou me teletransportar agora.

— Entendido. Se cuide.

Depois de avisar o Kohaku e os outros lá fora, vou ativando as colunas uma por uma.

Por fim, injeto energia mágica de atributo nulo no círculo de transporte central, e um redemoinho de luz ofuscante me envolve — o transporte começa.

Quando a luz se aquieta, é a paisagem já conhecida de Babylon. Céu azul e mar de nuvens, árvores densas e grama verde. Água límpida corre pelo canal, refletindo o brilho do sol.

Olho ao redor, e vejo um prédio negro à direita. Bem comprido, hein. Parece até um prédio de escola. Será que essa ilha de Babylon em si é comprida?

Penso em me aproximar pra ver melhor, e, assim que dou um passo, alguém salta do matagal ao lado.

— Toaaa────!!

Ela baixa em cima de mim uma barra de metal que segurava na mão. Perigo?!

Por sorte não vinha com muito impulso, então desvio de leve, e a ponta da barra escava um buraco enorme no chão. Olhando bem, era uma chave inglesa gigante. Ei, isso é perigoso, cara!

— Desviou bem, hein. É a primeira vez que alguém desvia do meu golpe fatal.

Fredmonica ataca Touya com uma chave inglesa gigante

Enquanto crava no chão a chave inglesa que baixou, a atacante sorri com um ar maroto. Cabelo ruivo comprido, todo desgrenhado. Os olhos amendoados puxados pra cima e o sorriso destemido lembram um felino.

— Bom, só que nunca veio ninguém aqui além de você mesmo!

Dizendo isso, ela dá uma gargalhada. Provavelmente essa garota é a administradora dessa Babylon. O jeito de falar é de menino, mas as roupas que usa são iguais às de quando encontrei a Shesca e as outras, e é saia mesmo.

…Mas, que baixinha, hein…

É baixa demais. Um pouco mais alta que a Rene, talvez? Entre as administradoras de Babylon, a Rosetta era a mais baixa, mas essa aqui é ainda mais baixa.

— …Ééé, e você é?

— Eu sou Fredmonica. Me chama de Monica! Sou a administradora desta Babylon! E você?

— Ah, Mochizuki Touya. Ééé, sou o mestre do "Jardim", da "Oficina", da "Ala de Alquimia"… acho?

— "Jardim"… a Shesca e as outras, é? Entendi, você já tem várias Babylons em mãos, então. Então vou ver com meus próprios olhos essa sua capacidade!

A Monica segura de novo a chave inglesa e parte pra cima outra vez! Que menina é essa? Existe limite pra tanta violência, cara!

— [Slip]!

— Fugyan!

Com as duas pernas apontando pro céu, a Monica cai espetacularmente, como se tivesse levado um backdrop. Ah, dei uma vista da calcinha.

Num pulo, a Monica se levanta e segura a saia.

— V-você viu, né?

— Hã? Ah… acho que preto ainda é cedo pra você, não?

Assim que falo, percebo: se essa garota é do mesmo tipo que a Shesca, ela deve ter quase 5000 anos de vida. Então não é cedo… será?

A Monica fica sentada, segurando a saia, com o rosto completamente vermelho. Hã?

Com as outras administradoras de Babylon, esse tipo de fluxo sempre ia pro lado safado, mas essa reação é outra coisa. Isso tá meio assustador.

— …Vou… fazer…

— Hã?

— Vou apagar sua memóriaaaaa─────!!

A Monica, chorando, gira a chave inglesa e avança pra cima de mim. Uoou, perigo?!

— [Shield]!

— Gafu?!

Crio uma barreira invisível na frente, barrando o avanço. A Monica, batendo de frente, tomba pra trás com o impacto e fica travada na mesma posição de antes, com a bunda apontada pro céu, como se tivesse levado outro backdrop. Claro, a saia vira completamente do avesso, e a calcinha fica totalmente à mostra. Uma calcinha preta bem adulta, com laço lateral e renda.

Logo depois, as pernas caem no chão com um baque, e ela fica de barriga pra cima, esparramada em forma de "X". Ei, a calcinha continua totalmente à mostra, viu…

— Droga! Eu perdi!

Ela declara a derrota chorando. Ei, peraí. Sinto uma culpa enorme. Visto de fora, não pareço um desalmado levantando a saia de uma criança e fazendo ela chorar?

— Eu reconheço você como digno de ser o Compatível! A partir de agora, a unidade número 28, nome individual "Fredmonica", é transferida pra você!

Bom, mesmo dizendo isso chorando… Ela continua chorando por um tempo, mas, quando finalmente se acalma, deitada ainda, faz sinal pra eu me aproximar.

— Me levanta, Mestre.

Seguro a mão dela e a ergo. Aí, sem mais nem menos, ela se pendura no meu pescoço, e num instante rouba meus lábios.

— Mmgh?!

Peguei desprevenido de novo! Tenho a impressão de que sempre me pegam num momento de descuido. Será que eu não tenho capacidade de aprender nada?!

Separando os lábios, ainda com o rosto vermelho, a Monica sorri com um ar maroto.

— Registro completo. Memorizei o gene do Mestre. A partir de agora, a posse do "Hangar" é transferida pro Mestre.

— "Hangar"?!

Então esse lugar é o "Hangar"! Isso aí! Bingo!

Comentários

Opções

não funciona no modo escuro
Redefinir