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Isekai wa Smartphone to Tomo ni – Capítulo 132

O "Hangar" e o Frame Gear

Capítulo 132 – O “Hangar” e o Frame Gear

Guiado pela Monica, entro no prédio negro, e o que mais me surpreende é o tamanho. Como assim isso aqui? É claramente muito mais espaçoso do que parecia por fora.

Como o próprio nome "Hangar" diz, por dentro parece um bairro inteiro de depósitos, com várias portas de correr grandes e robustas, todas fechadas, alinhadas dos dois lados. Mas até onde isso vai? Nem dá pra ver a outra ponta.

— Como isso funciona?

— Se surpreendeu, né? O interior do "Hangar" usa magia espacial, e é bem mais espaçoso do que parece por fora. Mas, mesmo assim, nem todos os hangares tão ocupados, então não muda muito.

É parecido com o meu [Storage]. Só que, no caso de [Storage], até o tempo para, ao que parece. Se coloco uma sopa fervendo, mesmo depois de horas, sai quentinha ainda. Em termos de sistema, deve ser magia espaço-temporal, pegando o melhor da magia espacial e da magia temporal.

Mas, sendo tão espaçoso assim, dá pra guardar qualquer coisa. Ah, mas antes disso!

— Isso! O Frame Gear! Tem Frame Gear aqui, não tem?!

— Hã? Frame Gear? Tem, sim, é por aqui.

Sigo animado atrás da Monica, que anda com passos curtinhos. Ela chega até um dos hangares alinhados em fileira e tenta apertar, na ponta dos pés, um botão que tinha do lado, mas não alcança por pouco.

Quando me aproximo pra apertar no lugar dela,

— Desgraçado!

A Monica esmaga o botão com toda força, usando a chave inglesa que tinha na mão. Ei, ei!? Isso foi rápido demais pra perder a paciência!!

O botão fica completamente destruído, mas a porta pesada vai se abrindo devagar pra cima, com um "gagon, gagon". A Monica faz uma cara de orgulho, mas, depois disso, como é que vai fechar isso, hein?

Espio o interior escuro, e ali está um cavaleiro gigantesco de pé. Uns dez metros de altura, talvez. Um cavaleiro ocidental na cor cinza. Sem exagero nenhum, mas transmite uma robustez confiável. Aquele clima sólido de cavalaria pesada é tremendamente forte.

— Então esse é o Frame Gear…!

— Esse é um modelo antigo, do início do Frame Gear. Se a guerra tivesse continuado, há 5000 anos, era pra ter entrado em produção em massa.

Modelo de produção em massa, é. De fato, dá até uma sensação de estabilidade na estrutura. Provavelmente é uma unidade sem configuração muito radical, priorizando a facilidade de operação. Afinal, não faz sentido um modelo de massa se não for fácil de qualquer um pilotar.

— Tem outros além desse?

— Tem várias unidades separadas por tipo. Tipo terrestre, tipo assalto, tipo alta mobilidade, esse tipo de coisa. Também tinha modelo superior desses, mas não chegou a ser produzido. O projeto deve estar no "Depósito".

O "Depósito", é. Será que sobrou intacto mesmo? Se até o projeto tiver caído no chão, não vai ter conserto.

— Será que dá pra montar nesse aqui?

— Só pra montar, dá, viu? Bom, mas não anda.

— ………………………hã?

Peraí. Não anda? Ei, ei, ei, ei, chegou até aqui e não anda?! Como assim isso?!

— ………..por que não anda?

— Porque não tem combustível.

Ah, olha só, que resposta simples! Combustível, combustível, é! Precisa de combustível, esse aqui! Achei que ia andar com energia mágica ou algo assim.

— E qual é o combustível dele? Gasolina?

— Gasolina? Que é isso? O combustível desse aqui é "líquido de Éter".

— Líquido de Éter?

— É um combustível extraído injetando energia mágica em minério de Éter que passou por um processamento especial. Aí você faz esse combustível e a energia mágica do próprio piloto trabalharem juntos pra fazer ele andar.

Minério de Éter. Nunca ouvi falar. Deve ser algum mineral especial. De qualquer forma, sem esse combustível, esse aqui não anda, é isso. Chegar até aqui e dar nisso, francamente.

— A Monica sabe fazer esse combustível?

— Não sei não. Eu não sou da área de magia, viu.

Uaaah. No fim, só consegui um enfeite de robô gigante, então. Vendo os meus ombros caírem de decepção, ela fala, meio afobada.

— N-não fica desanimado assim, Mestre. Além do Frame Gear, tem várias outras coisas aqui, viu. Tipo lancha voadora pequena, ou carruagem automática pra transportar Frame Gear.

Carruagem automática de transporte? Deve ser tipo um automóvel. Uma vez eu também tentei fazer um, mas desisti. Isso me interessa um pouco. Ué? Mas peraí?

— A propósito, o combustível desse veículo é o quê?

— ………..líquido de Éter…

Não presta! No fim, também não anda! Droga, aquela doutora tarada, por que ela não deixou o tanque cheio de combustível, hein!

Perguntando mais detalhes à Monica, parece que a energia mágica do líquido de Éter vai se dissipando com o tempo, perdendo o efeito. Pelo que ouço, imagino que seja tipo uma bebida gaseificada. Deve ser tipo perder o gás depois de abrir a tampa. Mesmo assim, parece que dura anos o suficiente, mas, convenhamos, 5000 anos foi longo demais.

— Não tem alguém que sabe fazer "líquido de Éter"?

— Aah… acho que a administradora do "Laboratório" sabe fazer, mas eu não me dou bem com ela, viu.

A Monica cruza os braços, franze a testa e inclina a cabeça.

De novo esse padrão, hein… Agora vou ter que procurar o "Laboratório" também…

— Ah, mas talvez a Belflora saiba, quem sabe.

— Hã?

— É que a "Ala de Alquimia" e o "Laboratório" tinham uma relação bem próxima. Trocavam favor por favor, e material que precisavam uma da outra, parece. Meu "Hangar" e a "Oficina" da Rosetta são parecidos assim também, mas aquela lá não sai da "Oficina" nunca.

De fato. Se a Rosetta começa a fazer alguma coisa, deve ficar trancada na "Oficina" pra sempre mesmo.

De qualquer forma, vou perguntar pra Belflora. Talvez consiga alguma solução.

Pensando isso, abro um [Gate] pra receber todo mundo.

— Líquido de Éter, senhor?

A Belflora inclina a cabeça e olha pra mim. A "Ala de Alquimia" é uma instalação especializada em criar remédios e materiais completamente novos. Achei que, lá, talvez desse pra fazer esse tal líquido de Éter também.

— Acho que não é impossível fazer, senhor.

— Isso aí!

— Só que deve sair inferior ao que a administradora do "Laboratório" faria, senhor. Se estiver bom mesmo assim, tudo bem.

Um pouco inferior não é problema nenhum. Se com isso der pra fazer o Frame Gear andar, isso é um detalhe. Enquanto quase danço de tanta alegria, a Belflora joga um balde de água fria em mim.

— E aí, senhor, tem minério de Éter?

Hã? Minério de Éter? Olho pra Elsie e as outras, e todas balançam a cabeça em negativa.

— Nunca ouvi falar de minério de Éter.

— …Deve ser um minério raro?

Ei, ei, de novo?… Por que nada dá certo fácil assim, hein…

— O líquido de Éter fica pronto quando o minério de Éter passa por um processamento de magia de gravação, depois é mergulhado num líquido mágico especial, e reage com energia mágica, senhor. Com um minério de Éter mais ou menos desse tamanho, dá pra gravar o entalhe.

Dizendo isso, a Belflora mostra com as mãos um tamanho parecido com o de uma bola de rúgbi. Deve ser tipo fazer chá colocando o saquinho na água quente. Não, antes disso, o problema é que eu nem sei o que é minério de Éter.

— Minério de Éter é um mineral translúcido de várias cores, com a propriedade de amplificar, acumular e liberar energia mágica, senhor. Há 5000 anos, dava pra conseguir com relativa facilidade.

A Shesca explica, mas não entendo direito. Ouvindo isso, a Lindsey levanta a mão, hesitante. Hã?

— …Ééé, isso não é a "pedra mágica"?

Pedra mágica? Ah, aquela pedrinha que usei pra checar atributo? Aquela tipo joia decorativa em cajado de mago.

A Lindsey remexe na bolsa da cintura e mostra pra gente, na palma da mão, algumas pedrinhas mágicas. A Belflora pega uma daquelas pedras mágicas translúcidas e coloridas, com menos de um centímetro, e a segura contra o sol.

— Sem dúvida nenhuma, senhor. Isso é o minério de Éter.

Entendi, o nome só tinha mudado ao longo dos 5000 anos. Então, problema resolvido?! …Mas por que o rosto de todo mundo, tirando o pessoal de Babylon, tá tão sombrio?

— O que foi, gente?

— Não, é que… pra ser sincera, pedra mágica desse tamanho não existe, viu?

— Hã?

— …Pedra mágica é uma coisa bem preciosa. Um caco pequeno desse tamanho dá pra conseguir sem problema, mas, sendo tão grande assim…

De fato, a maior pedra mágica que já vi foi a pedra mágica de vento presa no pingente da Rene. O mordomo Lime-san disse que uma daquele tamanho, de noz, já valia bastante. Hã? Será que é bem difícil de conseguir mesmo?

— No tesouro da família real de Belfast tem uma pedra mágica de água bem grande, mas mesmo essa é só desse tamanho.

A Yumina mostra com as mãos um tamanho tipo o de uma bola de softbol. Até no acervo da família real é só desse tamanho, então.

— A propósito, isso vale quanto, mais ou menos…

— Sei lá… acho que nem dá pra colocar preço, sinceramente.

Não dá mesmo. Gravar entalhe numa coisa tão cara assim é impossível. E, além disso, se depois de extrair vira só resíduo, quer dizer que é descartável? O custo é alto demais!

O sonho desmorona. Com essa cara, a Yae fala comigo, com uma expressão de quem teve uma ideia.

— O Touya-dono não consegue achar uma pedra mágica grande com sua magia de busca?

— Hã?

Será? Dá pra buscar até coisa enterrada no subsolo? Ah, mas consegui achar aquela ruína enterrada no deserto, né. Por ora, vamos tentar.

— Buscar. Ééé, pedra mágica com mais de 30 centímetros de tamanho.

No mapa das nações do Oeste projetado no ar, algumas marcações caem, tec-tec-tec. …Deu pra buscar. Existe mesmo, hein.

Ah, até dentro do meu próprio país tem. Só uma, mas já ajuda bastante. Afinal, cavar por conta própria uma que está enterrada em outro país me deixaria meio sem graça mesmo.

Beleza, então o próximo passo é escavar a pedra mágica! Vamos lá!

…Aaah, sinceramente, isso é cansativo demais…

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