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Isekai wa Smartphone to Tomo ni – Capítulo 139

O Segredo e o Mapa do Futuro

Capítulo 139 – O Segredo e o Mapa do Futuro

Bom, já que não tinha mais nada com que se preocupar por aqui, o príncipe Claude desapareceu do palácio real. Ele e a mãe ficaram hospedados juntos na casa do marquês Coop, mas nenhum perseguidor chegou perto de lá. Bom, mesmo que chegasse, ou eu aniquilava todo mundo, ou simplesmente escapava com [Gate].

Pelo visto, o sumiço repentino do segundo príncipe causou um alvoroço dentro do palácio. Agora eu tenho como acompanhar tudo isso em tempo real.

"O quê, a rainha Eria sumiu da Fortaleza de Garia!? Você tá dizendo que o príncipe Claude a levou embora!? O que os soldados da fortaleza estavam fazendo!?"

"S-sim, segundo o aviso trazido por pombo-correio, todos foram imobilizados de uma vez e não puderam fazer nada…"

Diante das palavras do mensageiro, o primeiro-ministro Waldock bateu o punho na mesa, irritado. Assustado com aquilo, o mensageiro fez uma reverência e saiu correndo do quarto do primeiro-ministro.

"Eu falei, não falei, Zabun! Devia ter eliminado esse moleque logo de uma vez!"

"Aquele Claude! Não pensa que vai ficar impune por desobedecer o dono dele!"

A rainha Dakia falava histérica, num tom de voz agudo e afobado, enquanto o príncipe idiota estalava a língua, contrariado.

Espiando pela fresta da cortina, à beira da janela, o alvoroço dos três, havia um pequeno vigia: o camundongo que eu tinha invocado.

No momento, eu estava sincronizado com a visão e a audição desse camundongo, observando como o outro lado ia reagir.

"Se o príncipe Claude se aliar ao marquês Coop e arrastar os nobres do interior pro lado dele, a coisa pode complicar. …É melhor agir rápido e pedir a Sua Majestade, o rei, que ceda o trono ao príncipe Zabun. Depois disso, capturamos o príncipe Claude. A acusação, a gente arruma de qualquer jeito."

"E a guerra com Paruhu, como fica, Waldock?"

"Infelizmente, isso vai ter que esperar. Primeiro é preciso cortar pela raiz qualquer sinal de rebelião."

"Droga, e eu que já tava contando com pegar uma das princesas de Paruhu… ah, bom, tudo bem, já que finalmente vou virar rei."

Empolgado com a perspectiva de virar rei, o príncipe Zabun saiu do quarto todo animado.

Hmm, será que é isso mesmo. Parece que causa menos peso na consciência tirar o trono do príncipe idiota depois que ele já tiver assumido, do que tirar do rei atual agora. Não, quanto mais tempo passar, mais vítimas o negócio pode gerar. Talvez seja melhor mesmo…

"…Foi ruim demais perder a rainha Eria. Cedo ou tarde isso pode chegar aos ouvidos do rei. Antes disso, é preciso forçar o Zabun a assumir o trono…"

Ué? O jeito de falar do Waldock mudou. Com uma cara amarga, tratando o rei e o príncipe Zabun sem título nenhum, só pelo nome. Será que ele mostrou a verdadeira face? Mas a rainha Dakia tá ali do lado. Será que ele só se solta assim na frente da prima, a rainha Dakia?

"Bem que devia ter feito ele suceder o trono logo de uma vez. Só que precisava do poder do rei pra conter o marquês Coop e os outros… droga! Ainda bem que ninguém deve saber ainda que a rainha Eria foi tirada de lá. Preciso forçar o reconhecimento de qualquer jeito. Se ameaçar dizendo que, sem isso, a vida da rainha Eria não tem garantia nenhuma, não tem erro."

Ei, ei, peraí, que história é essa? A rainha Eria era refém pra conter o príncipe Claude, não era? Será que… o rei também tava sendo mantido refém usando a rainha Eria, obedecendo tudo o que o primeiro-ministro mandava…

Opa, isso pode virar uma prova decisiva. Melhor flagrar tudo direitinho. Uso [Gate] pra mandar discretamente meu smartphone até perto do camundongo. Isso, isso, grava tudo direitinho aí.

"Não pode deixar a rainha Eria e o Claude chegarem até o rei. Preciso lacrar completamente o palácio e, nesse meio-tempo, ameaçar o rei e forçá-lo a ceder o trono ao Zabun na frente dos nobres da capital."

"E, depois que o rei ceder o trono ao Zabun, o que acontece com ele?"

"Fazemos ele desaparecer. Podia até morrer agora mesmo, mas, sem passar o trono direitinho pro Zabun primeiro, pode aparecer gente chata querendo erguer o Claude no lugar."

Ooh, consegui pegar direitinho. A prova do plano de assassinato do rei. E, aliás, isso faz da rainha Dakia cúmplice também, né. Com isso, talvez o príncipe Claude escape da fama de traidor.

"De qualquer forma, pra cortar qualquer preocupação futura, o Claude também vai ter que morrer, sem falta. Não posso deixar sobrar nem um pingo do sangue da família real."

Hã? Que negócio esse cara tá falando. Mesmo matando o rei e o príncipe Claude, o Zabun continua vivo, não é… espera aí…

………..ei, ei, calma aí. Não pode ser… será que é isso mesmo? Se for, até faz sentido o tratamento que davam pro príncipe Claude.

"Finalmente nossa família vai conseguir tomar este país. Não vou deixar ninguém atrapalhar."

"Eu e o seu filho logo vamos ser o rei e a rainha deste país."

"É. O nascimento de uma nova família real."

Dizendo isso, os dois torceram o canto da boca num sorriso retorcido.

Parei a reprodução da gravação. Olhando ao redor, todo mundo parecia sem fala.

— Não pode ser… o príncipe Zabun é filho do Waldock e da rainha Dakia!? Então… então isso é um sequestro da família real!

O marquês Coop se levantou da cadeira e gritou, punhos cerrados. Não é pra menos. Como ele disse, isso é um roubo da linhagem real. Impossível ficar calmo. Durante mais de 30 anos, o Waldock manteve escondida a verdadeira origem do Zabun, e, desde que virou primeiro-ministro há uns 10 anos, vinha manipulando politicamente o país inteiro ameaçando o rei.

Provavelmente, até a queda do próprio marquês Coop do cargo de primeiro-ministro já fazia parte do roteiro do Waldock.

— Que susto… mas, de certa forma, tudo fez sentido.

— De fato. O senhor Claude e aquele príncipe idiota não se parecem em nada. Se, além de mãe diferente, também não tivessem pai nenhum em comum, decerto até isso faz sentido.

A Elsie e a Yae tinham razão. De certa forma, virou algo até compreensível — tipo "então era isso". Fisicamente não se parecem, mas os olhos turvos são idênticos.

Existe, entre os animais, um comportamento chamado "parasitismo de ninhada". É um hábito visto em aves como o cuco: a fêmea põe o ovo no ninho de um pássaro completamente diferente e deixa que o outro casal crie o próprio filhote, sem perceber nada. Esse tipo de conhecimento me veio à mente do nada.

Olhei pro príncipe Claude, que permanecia imóvel na cadeira. Com os cotovelos apoiados nos joelhos, os dedos entrelaçados, os olhos fixos no chão, o príncipe finalmente falou, com calma.

— Meu irmão… não, o Zabun e eu nunca tivemos ligação nenhuma. Não sobra mais motivo pra hesitar. Vou lutar, pelo país, pelo meu pai, pela minha mãe, contra esses traidores que querem roubar o reino.

— Muito bem dito, príncipe Claude! O verdadeiro herdeiro legítimo do trono é o senhor! Não podemos deixar este país cair nas mãos de gente dessas!

Como o marquês Coop disse, agora a justificativa está inteiramente do nosso lado. Já resgatamos a rainha Eria, que era usada como moeda de troca contra o rei. Já não sobra nenhuma carta na manga pro outro lado. Só falta dar o golpe final de uma vez — mas, antes disso, tem uma coisa que preciso confirmar direito.

Usei [Invisible] em segredo, peguei fios de cabelo do Waldock e do Zabun, e levei até a Belflora, na "Ala de Alquimia". Com base nisso, a Belflora fez uma análise, e o resultado saiu claro: sem dúvida, os dois são pai e filho. Ou seja, o Zabun não carrega sangue nenhum do rei. É um completo estranho à família real.

Bom, era só pra garantir mesmo, caso desse alguma reviravolta. Fiquei um pouco mais aliviado.

— Uhuhu. Quando nascer o filho do Mestre, também posso analisar, senhor.

— Ei, opa, que que quer dizer com isso?

Se eu ficasse preocupado com esse tipo de coisa, todo pai do mundo teria que criar filho na dúvida, né. Agora entendo bem demais por que os xoguns da era Edo proibiam homens no Ōoku.

— O Mestre tem muitas noivas, então vai ter muitos filhos também, senhor. Foi o doutor que disse, senhor.

— Doutor? Tá falando do Doutor Babylon? Ele sabe até sobre os meus filhos?

Será que viu isso através daquele tal artefato que enxerga o futuro? Então quer dizer que ele viu um futuro ainda mais adiante do que o presente. Se já tenho filho, deve ser depois dos meus 18 anos… eu acho. Presumindo que eu não sucumba à tentação antes disso.

Falta mais uns um ano e meio, ou, contando o período de gravidez, dois anos e tantos no futuro, pelo menos?

— Parece que as nove noivas têm, cada uma, um filho, senhor. O senhor vira um rei abençoado com muitos herdeiros, senhor.

Uoh!? Nove filhos, é? Isso vai dar trabalho de cuidar, viu…

……………………………. peraí. Nove noivas, cada uma com um filho?

— Nove!? Que negócio é esse!? Não fiquei sabendo de nada disso!

— Não falei nada, senhor.

Ei, o quê!? Isso quer dizer que vou ganhar mais três noivas no futuro!? Que futuro é esse, hein!

Pe-pe-pera aí. No estágio atual são a Yumina, a Elsie, a Lindsey, a Yae e a Lu, cinco. Contando com a Sue, ainda que provisório, dá seis. Ou seja, ainda vão entrar mais três? Como assim isso vai acontecer!?

— …Você contou isso pra alguém?

— Não contei, senhor.

— Não conta pra ninguém. Pode acabar gerando um estrago desnecessário.

Principalmente pra mim. De qualquer forma, o que que eu ando fazendo, esse "eu" do futuro…

— Isso quer dizer que o Mestre vai me incluir entre as futuras candidatas a noiva, senhor?

— Por que que ia dar nisso!? Vocês não tinham dito que não conseguem ter filho?

— Filho, com a tecnologia combinada da "Ala de Alquimia" e do "Laboratório", até dá pra fazer um clone do Mestre, senhor.

— Não faz isso de jeito nenhum!

Um filho que é meu próprio clone completo, muito obrigado, mas não, definitivamente não. Depois de deixar bem claro pra Belflora que ela não deveria comentar mais nada sobre isso, voltei pra mansão do marquês Coop.

Contei o resultado da análise pra Elsie e as outras. Sem dúvida, o Zabun não é da família real. Com isso, realmente não sobra mais motivo nenhum pra ter qualquer consideração com o lado de lá.

— Bom, então vamos lá dar o toque final.

— Vai a algum lugar, decerto?

A Yae me pergunta. Aonde, é óbvio.

— Vou contar a verdade pra maior vítima de todo esse caso.

Dizendo isso, abri de novo um [Gate].

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