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Isekai wa Smartphone to Tomo ni – Capítulo 140

A Sucessão ao Trono e o Idiota Berrando

Capítulo 140 – A Sucessão ao Trono e o Idiota Berrando

Dois dias depois, todos os nobres residentes na capital real foram convocados ao palácio. Na aparência, era uma convocação do rei; na prática, era uma convocação do primeiro-ministro Waldock.

Nós, junto com o príncipe Claude e o marquês Coop, também nos infiltramos no palácio. Como de costume, sumimos com [Invisible], observando à distância dos nobres enfileirados na sala de audiências.

Na frente da fileira de nobres, o Waldock se instalava com um sorriso confiante. Um degrau abaixo do trono, o príncipe Zabun conversava com um olhar zombeteiro com a rainha Dakia, sentada ao lado do trono.

De repente, o som de uma trombeta ecoou pela sala de audiências, até então em polvoroso.

— Anuncia-se a chegada de Sua Majestade, o Rei!

Ao ouvir a voz do arauto, os nobres, antes agitados, se acalmaram e fizeram, todos, a reverência de vassalos. O rei de Riinie que surgiu tinha uns 50 e poucos anos, alto como o príncipe Claude, com um ar de alguém meio inseguro. Vestindo um manto vermelho vivo e traje branco, coroa de ouro, tudo bem "cara de rei" mesmo, o rei se sentou no trono segurando o cetro dourado numa das mãos.

— Chamei todos vocês num momento corrido pois tenho algo importante a anunciar. Estou pensando em, em breve, ceder o trono e me aposentar.

Diante da declaração repentina do rei de Riinie, os nobres voltaram a se agitar. Só três não se abalaram: era claro, o primeiro-ministro Waldock, a rainha Dakia e o príncipe Zabun. Os três olhavam pro rei com o mesmo sorriso compartilhado.

— Aqui, quero anunciar a todos quem será o próximo rei. Vou passar todos os deveres públicos pro meu filho e me retirar do trono. O próximo sucessor ao trono do Reino de Riinie é o… primeiro príncipe…

Os olhos de todos os nobres se voltaram pro príncipe Zabun. Sob esse olhar carregado de intenções variadas, o príncipe magro de corte de cogumelo sorria com deboche. Só que.

— O primeiro príncipe, príncipe Claude, a quem cedo o trono.

— "O quê!?"

Três vozes, ainda mais atônitas do que a surpresa geral dos nobres, ecoaram pela sala de audiências.

Aproveitando o momento perfeito, dei um empurrãozinho nas costas do príncipe Claude e desfiz o [Invisible] nele.

Caminhando reto em direção ao trono, o marquês Coop seguia atrás dele, como se o escoltasse. Nós continuamos sendo, até o fim, gente de fora. Por enquanto, vamos ficar invisíveis aqui, observando.

— C-Claude! Você…!

Enquanto o Zabun se desnorteava, sem entender nada diante da aparição repentina do príncipe Claude, este se ajoelhava respeitosamente diante do rei.

— Aceito humildemente, meu pai. Daqui em diante, não pouparei esforços como rei.

— Certo. Conto com você.

— Espera aí, calma! Que negócio é esse!?

O príncipe Zabun berrava. Diante da reviravolta repentina, os nobres ao redor também começaram a se agitar, e, no meio deles, o primeiro-ministro Waldock deu um passo à frente.

— Vossa Majestade! Com todo respeito, mas, seguindo a tradição do reino, é o primeiro príncipe quem deve herdar o trono. Alterar isso, mesmo Vossa Majestade não pode…!

— De fato, faz sentido. É exatamente por isso que estou passando o trono pro Claude. Eu já disse, não disse? "Ao primeiro príncipe do Reino de Riinie, o príncipe Claude, cedo o trono."

— Absurdo! Que idiotice! O primeiro príncipe é o Zabun! É natural que o Zabun se torne rei!

Incapaz de se conter, a rainha Dakia ao lado ergueu a voz. Ao ouvir isso, o rei começou a rir, achando graça, até que a risada foi crescendo, ecoando pela sala de audiências inteira. A rainha Dakia recuou um passo, assustada com o rei fora do normal.

— "É natural", diz você, Dakia. Que coragem a sua de dizer isso.

O rei de Riinie, Shuraf, se levantou do trono e encarou a rainha com olhos afiados. Ali não havia mais nada daquele rei inseguro — só olhos ardendo de fúria.

— Será que todos aqui já ouviram falar do principado que surgiu recentemente entre Belfast e Regulus. O Principado de Brunhild. O soberano de lá é um aventureiro de rank prata, que abateu um dragão negro maligno que apareceu em Mismede. Além disso, ele reprimiu uma revolta no Império de Regulus, salvando o próprio Império. E foi ele também quem salvou o nosso reino.

— Vossa Majestade, o soberano de Brunhild, por aqui, por favor!

Chamados pelo príncipe Claude, nós também desfizemos o [Invisible] e aparecemos diante de todos. À minha esquerda e direita, a Yae e a Elsie me acompanhavam, e o Kohaku, já em forma de tigre branco, andava à frente, como se me guiasse.

— Soberano de Brunhild. Aquilo que me mostrou naquela noite, seria possível mostrar a todos aqui também?

— …Tem certeza?

— Tenho. Mesmo que eu vá ser lembrado como um idiota enganado por 30 anos, acho que essa verdade precisa vir à tona.

O rei de Riinie riu, meio se autodepreciando.

— Entendido.

Tirei o smartphone e projetei a imagem no ar. Do tamanho de uma tela de cinema, dava pra todo mundo na sala de audiências ver.

"E, depois que o rei ceder o trono ao Zabun, o que acontece com ele?"

"Fazemos ele desaparecer. Podia até morrer agora mesmo, mas…"

— I-isso é…!?

Diante da aparição repentina de si mesmos, tanto o Waldock quanto a rainha Dakia entraram em pânico. Claro que sim. Os dois estavam ali, discutindo abertamente o assassinato do rei.

"Eu e o seu filho logo vamos ser o rei e a rainha deste país."

"É. O nascimento de uma nova família real."

— Para! Para com isso agora mesmo!

O Waldock tentou correr na minha direção, mas o Kohaku o encarou com um olhar fulminante e o imobilizou. Diante da verdade revelada, os nobres reunidos se agitaram.

— Isso é uma magia nula minha, que registra o acontecido e permite reproduzir de novo. Meu familiar viu e ouviu com clareza a conversa de vocês dois.

— Impossível! Vossa Majestade, isso deve ser algum engano…!

O Waldock tentava se justificar desesperadamente. De fato, se isso viesse de um vassalo leal, talvez o rei nem acreditasse na imagem. Mas, vindo de um traidor que o vinha ameaçando, era impossível acreditar em qualquer outra coisa.

— Engano, é. Devia ter percebido há 30 anos. Aos olhos de vocês, eu devia parecer bem ridículo, não é? Tratando o próprio filho de vocês, sem saber de nada, como primeiro príncipe, e sofrendo com o comportamento dele — deve ter sido engraçado de ver.

Diante das palavras do rei, o Waldock ficou em silêncio. Suando frio, os olhos disparando de um lado pro outro, claramente tinha perdido toda a compostura.

No fundo, o poder desse homem sempre dependeu de ter o rei como fantoche. Com o fio que puxava esse fantoche — a rainha Eria — cortado, ele ia precisar de um novo fantoche: o Zabun. E esse plano ruiu por completo. Bom, era de se esperar mesmo.

— Agora que a Eria foi resgatada, não tenho mais motivo pra ter qualquer consideração com você. Waldock, neste exato momento, retiro de você o cargo de primeiro-ministro. Eu, que deveria priorizar o povo acima de tudo como rei, me deixei manipular por você durante dez anos, preocupado com a Eria… não há arrependimento que baste. Eu não tenho qualificação pra ser rei. Mas você também não tem qualificação nenhuma pra ser primeiro-ministro.

— Pai…

O príncipe Claude observava com uma expressão indescritível o rei, que abaixava a cabeça, arrependido. Ao lado do rei, a rainha Dakia se sentou no chão, sem forças, atônita.

No fim das contas, tudo isso foi provocado pela infidelidade dessa rainha. Diferente do meu mundo original, num mundo onde existe magia, deve ser bem mais difícil impedir esse tipo de coisa completamente. Na prática, eu mesmo consegui invadir até aqui com [Invisible]. Normalmente, esse tipo de coisa talvez nunca fosse descoberto. Afinal, aqui não existe teste de DNA.

Vindo do Japão moderno como eu vim, monarquia ainda é algo que não me soa muito familiar. Se eu tivesse crescido desde pequeno num país com rei, talvez fosse diferente.

Se Brunhild também conseguir se sustentar sem mim como país, talvez, no futuro, valesse a pena ter alguém escolhido pelo povo no comando, tipo presidente ou primeiro-ministro. Quem sabe eu não me recolha lá em Babylon e passe o resto da vida por lá, tranquilo. Não seria uma má ideia.

Bom, o que vai acontecer no futuro, não tem como saber. Não é como se eu conseguisse espiar o futuro que nem aquela doutora tarada.

Enquanto eu pensava nisso, o idiota voltou a berrar.

— Isso é tudo invencionice! O primeiro príncipe sou eu! Sou eu que vou virar rei! Não vou aceitar o Claude como rei de jeito nenhum! Quem tramou o assassinato foi o Waldock e a mãe! Eu não tenho nada a ver com isso! Não sou responsável por nada disso!

— …Você é um idiota mesmo sem salvação nenhuma.

Só saía suspiro de mim, de tanto espanto. O crime era da mãe, mas o filho berra dizendo que não tem nada a ver com isso. Só dá pra sentir, ali, o egoísmo infantil de quem só pensa em si mesmo. Idiota demais.

— Idiota, é!? Você não tem moral nenhuma de falar isso, rei de um paisinho insignificante desses! Depois de ter roubado a filha do duque de mim, ainda vem se fazendo de importante!

— [Gravity]

— Guh!?

Magia de peso reduziu o príncipe idiota — ah, nem príncipe ele é mais — pra baixo, contra o chão. Prendi ele deitado no chão que nem sapo atropelado por carro.

Se continuasse ouvindo aquilo, eu ia acabar enlouquecendo. Será que esse cara não entende a situação de jeito nenhum? Enquanto eu suspirava, o príncipe Claude se dirigiu a mim.

— Vossa Majestade, poderia desfazer a magia?

— É, mas…

— Por favor.

Atendendo ao pedido do príncipe Claude, desfiz o [Gravity]. No mesmo instante, o Zabun se levantou de um salto e mostrou um sorriso fraco pro Claude.

— Muito bem, Claude! Você também já entendeu que o melhor mesmo é eu virar rei, né! Perdoo tudo que já aconteceu, então me devolve o trono…

— Cala a boca.

Com uma raiva silenciosa tremendo no corpo, o príncipe Claude se plantou na frente do Zabun. O sorriso frouxo do Zabun congelou, e uma gota de suor escorreu pela bochecha. A mão direita, que o Claude ergueu devagar, se fechou num punho.

— …Ei, o que é essa mão aí? Vai me bater, é? Não vou aceitar você bater no seu próprio irmão mais velho!

— Nunca, nem uma vez, te considerei meu irmão.

BAM! O punho direito, disparado com toda a força, acertou em cheio o rosto do idiota, que caiu de cara no chão, rolando. Uau, que soco certeiro.

— Zabun!

A rainha Dakia correu até o filho que sangrava pelo nariz, caído no chão. O rei de Riinie observava a cena com olhos frios.

— Mesmo sendo uma mulher como você, o próprio filho é precioso, é. Entendo. Eu também prezo muito o meu filho. Talvez não tivesse mesmo como evitar o tratamento frio que vocês deram ao Claude, que era filho de outro. Eu também não sinto nada, mesmo o Zabun apanhando desse jeito.

A educação do Zabun sempre ficou por conta do Waldock e da rainha Dakia; o rei nunca teve permissão de participar disso, ao que parece.

Encontrava o filho só algumas vezes por ano, e o que ouvia sempre eram boatos das confusões que o rapaz aprontava. Quando tentava repreender, o Waldock impedia — quase não houve espaço nenhum pra afeto entre pai e filho.

Se, ao invés disso, tivessem tido mais contato, criado com carinho de verdade… mesmo sabendo que era filho de outro, talvez o olhar dele não fosse tão frio assim.

— Argh!

O Waldock se virou, tentando fugir da sala de audiências. Opa, não vou deixar escapar não.

— [Gravity]

— Guh!?

O buldogue desabou no chão. Mas, olha, a reação é idêntica à do Zabun. Deve ser mesmo coisa de família, né.

— Também mandei investigar a sua mansão. Parece que você andou fazendo umas coisas bem sujas, hein. Suborno, desvio de dinheiro público, contrabando, tem de tudo. Ah, e as provas já foram entregues a Sua Majestade, o rei.

— E também já sabemos quem colaborou com você. Não pense que vai conseguir escapar disso agora.

O marquês Coop encarou os nobres agitados. Vários deles claramente desviaram o olhar, os olhos disparando de um lado pro outro.

— …Que vergonha. Toda a responsabilidade é minha. Sendo tratado com tanto descaso até aqui, sem conseguir fazer nada. Deve ser melhor pro povo que o Claude vire rei, em vez de mim. Sinto muito por jogar em cima dele essa limpeza toda…

— Que nada, pai. Eu também com certeza vou ter minhas falhas. Nessas horas, por favor, me repreenda sem hesitação.

— Claude… me desculpa…

Segurando a mão do filho único, o rei baixou o rosto, os olhos marejados. Que bom. Com isso, o príncipe Claude, que viveu tanto tempo na sombra, finalmente vai poder ser feliz.

— Não zoa comigo! Este país é meu! Morram todos vocês! Ei, guardas! Matem esses aí! Vou dar recompensa!

Ainda sangrando pelo nariz, o Zabun se levantou berrando alto. "Esses aí" incluía o próprio rei também? Claro que ninguém obedeceu à ordem, e a voz dele só ecoou vazia pela sala.

— Chega a dar pena, nesse ponto, decerto…

— De fato. Isso me faz sentir na pele que criar filho é coisa séria mesmo.

De fato. Só de pensar que isso podia ser filho meu… uh, dá até calafrio.

— Que feio isso. Você já não é mais meu filho, nem príncipe nenhum. Quem seguiria alguém assim? Antes disso, reflita sobre tudo o que você já fez.

Diante da declaração final do rei, o Zabun ficou vermelho de raiva, rangendo os dentes. Ao investigar os crimes do Waldock, saiu à tona tudo que esse idiota também vinha fazendo até então.

Mulheres que ele brincou e descartou, moradores da cidade mortos só por diversão, gente sequestrada à força e transformada em escrava. Espancava pais que choravam implorando perdão e humilhava as filhas deles bem na frente deles, dizem.

Sem o menor traço de arrependimento por ter feito algo errado. Não reflete, não se arrepende. Deve achar que está sempre certo, e que o errado é sempre o outro.

Um moleque mimado sem jeito. Será que precisa mesmo ter piedade de um sujeito desses?

— Vossa Majestade, o rei de Riinie. O que pretende fazer com esses três?

— Considerando os crimes, só resta a pena de morte pros três. Não adianta disfarçar. Vou expor a vergonha do reino pro exterior, mas é o mínimo que posso aceitar.

Enganado pela esposa, traído, tratando o filho dela como próprio príncipe, e ainda por cima tendo o poder real todo tomado pelo primeiro-ministro. De fato, um baita motivo de riso. Mas, se ele mesmo tá disposto a aceitar isso, não tenho nada a dizer.

— Por que eu tenho que ser condenado à morte!? Não zoa comigo!

O Zabun ainda berrava sem parar. Já não dava mais pra suportar ver aquilo. Cala a boca de uma vez.

— Quem tá zoando aqui é você. Agora é a sua vez de pagar por tudo que fez até agora, não é? Você já não é príncipe nenhum, é só um criminoso. Ninguém vai te proteger. Aceita logo isso de uma vez.

— Cala a boca, cala a boca, cala a boca!! Você! Vou te matar sem falta! Guarda isso na memória! O seu país, as suas mulheres, vou destruir tudo, vou acabar com tudo!

— …Hã?

Sacando a Brunhild devagar, atirei no dorso do pé direito do Zabun. A bala de verdade atravessou, e sangue jorrou aos borbotões da ponta do pé. O que foi que você disse mesmo?

— GYAAAAAAAAAAH!?

Segurando o pé baleado, o Zabun desabou no chão. Que barulheira. Não solta esse som irritante.

— O-o que você…!!

— Você disse que ia destruir o que eu mais prezo, né? Acha que eu ia deixar alguém assim vivo?

Disparei outra bala, dessa vez no dorso do pé esquerdo.

— UGYAAAAH! Pa-para! Dói, dói demais! Não me ma-mata… não quero morrer!

Pisando com o pé no braço direito do Zabun, contorcido de medo, disparei o terceiro tiro no dorso da mão dele.

— GYAAAAAAAAAAAAAH!!

Talvez pela dor, talvez pelo terror da morte, o Zabun desmaiou na hora.

Lancei magia de cura naquele idiota e fechei os ferimentos. De início, eu nunca tive intenção de matar. Só atirei porque tava com raiva, pra assustar. Só isso. Não é meu papel dar castigo a esse cara.

Sem dúvida, ele vai pro inferno de qualquer jeito, mas uma simples pena de morte rápida assim provavelmente não seria suficiente pra satisfazer todas as pessoas cuja vida esse idiota arruinou. Bom, isso eu deixo pro príncipe Claude — não, pro novo rei de Riinie — decidir.

— Desculpa. Fiz uma coisa desnecessária.

Me virei e curvei a cabeça pro ex-rei de Riinie.

— Não, o Zabun precisa mesmo pagar pelo que fez. Falei em pena de morte, mas deixo a critério do Claude decidir o que fazer. Eu já não sou mais o rei.

— Guardas! Levem esses três pra masmorra!

Ao ouvir a voz do novo rei, os guardas, como se despertassem de um transe, correram pra prender os três. Até pouco tempo atrás, ignoravam completamente o Claude.

— Você tá bem, Touya?

— …Foi mal, me descontrolei um pouco.

Aquele idiota falou que ia destruir o Principado e as garotas, e isso me deixou com sangue quente na cabeça. Mesmo sabendo que ele não tinha poder nenhum pra fazer isso de verdade.

Já tinha acontecido a mesma coisa quando aqueles cavaleiros jovens de Belfast me provocaram. Sempre que mexem com as pessoas ao meu redor, em vez de comigo mesmo, eu perco a cabeça na hora. Não me considero de temperamento curto, mas preciso mesmo aprender a manter mais a calma.

Observando os três, algemados, sendo levados pra masmorra, fiquei ali pensando nisso.

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