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Isekai wa Smartphone to Tomo ni – Capítulo 141

A Entrada na Aliança e a Pequena Noiva

Capítulo 141 – A Entrada na Aliança e a Pequena Noiva

Depois da sucessão ao trono, o príncipe Claude — não, o novo rei de Riinie — começou a agir num ritmo vertiginoso.

Primeiro, recolocou o marquês Coop no cargo de primeiro-ministro, e, reunindo provas de suborno e desvio dos mercadores fornecedores do reino que se aliavam ao Waldock, prendeu todos eles.

Da mesma forma, purgou também os nobres próximos ao Waldock, que se beneficiavam dessa mesma mordomia.

Parece que também baixou os impostos do povo. A fortuna acumulada pelo Waldock era absurda, e o Claude, sem economizar nada, liberou tudo pra melhorar a vida da população.

Na masmorra da mansão do Zabun, foram encontrados vários escravos, e eu removi as "coleiras de escravização" de todos, libertando-os.

Durante esses dez anos, o Waldock, aproveitando o cargo de primeiro-ministro, fazia o que bem entendia, mas toda a política dele se concentrava num único ponto: despejar a força nacional em preparativos militares pra guerra.

Parece que ele estava desesperado pra derrubar o Reino de Paruhu e entrar pra história como o herói que unificou a Ilha de Parunie pela primeira vez.

Por causa disso, tinha negligenciado por completo a vida do povo e a infraestrutura do país. No estado em que estava, é duvidoso até que eles conseguissem vencer uma guerra de verdade.

Como resultado, a força nacional de Riinie deve ter caído bastante. Se existe algum consolo, é que a guerra com o Reino de Paruhu foi evitada. Bom, o outro lado também não deve ter tido margem pra guerra, com a quebra de safra e tudo mais, então parece que os dois países seguem mantendo a mesma relação de sempre.

— Ainda assim, acho que agora dá pra construir uma relação mais amistosa com o Reino de Paruhu do que antes. Tem muita coisa difícil, mas vale a pena tentar.

— E o ex-rei, como ele tá?

— Meu pai passa o tempo todo com minha mãe. Se retirou por conta própria, alegando que não conseguiu impedir a tirania do Waldock.

Na sala de reuniões de Brunhild, o novo rei de Riinie, Claude, contava isso.

Depois disso, investiguei um pouco como as coisas andavam na cidade, e parece que o ex-rei virou meio que um "rei coitado", enganado pela má índole da rainha Dakia e levado a acreditar que o Zabun, um falso príncipe, era filho dele de verdade. Ganhou o rótulo de rei incompetente e fraco, mas o rancor e o ódio da população se voltaram todos pro Zabun, pra rainha Dakia e pro Waldock.

A tirania do Zabun já era famosa até na cidade abaixo do castelo, e muita gente pensava "se esse aí virar rei, esse país tá acabado". Só que, quando descobriram que o príncipe idiota não só foi deserdado, mas provado ser um falso príncipe, e que ia ser punido por todos os crimes cometidos até então, o povo explodiu de alegria. Era odiado mesmo, hein.

— E aí, o que decidiram fazer com aqueles três? Pena de morte mesmo?

— Não. Apliquei um castigo ainda mais pesado. Senão, as pessoas que perderam a vida por causa desses três não teriam paz.

— Um castigo mais pesado, quer dizer…

— Coloquei neles a "coleira de escravização" que o Zabun tinha e os vendi pra um mercador de escravos de Sandra.

Isso sim é… duro, hein…

Pelo visto, foram vendidos pra um comerciante que administra uma mina em Sandra. A maioria dos escravos que trabalham lá são escravos-criminosos, e o trabalho forçado dura praticamente do amanhecer ao anoitecer. Fugir é quase impossível — não é muito diferente de uma prisão.

— Pro Zabun, que nunca trabalhou na vida, deve ser um inferno. Mas tem que ser assim mesmo. Se ele não sentir na própria pele o crime que cometeu, os mortos não vão descansar em paz.

Num certo sentido, dá pra chamar isso de castigo tremendamente cruel; noutro, de castigo até brando. É um inferno em vida, mas dá pra pensar também que, pelo menos, continua vivo. Vai depender de como cada um encara.

Terminar a vida como escravo-criminoso… foi o tamanho do crime que cometeram. Não me sinto capaz de ter pena.

— Touya-dono, já podemos prosseguir?

— Ah, desculpa. Acabei me alongando na conversa.

O rei de Belfast pigarreou e se levantou da cadeira. Olhando ao redor pros líderes de cada país presentes, começou a votação da pauta do dia.

— Quem for contra a entrada do Reino de Riinie na Aliança do Oeste, levante a mão.

Nenhum dos representantes de Belfast, Refreese, Mismede, Regulus ou Ramish levantou a mão. Claro que eu também não tinha objeção nenhuma.

— Então, vamos receber o Reino de Riinie como país membro da Aliança do Oeste.

Em meio aos aplausos de todos, o novo rei de Riinie, Claude, curvou-se profundamente. Com isso, algum tipo de apoio deve vir de cada país. Ainda que seja um apoio dentro do razoável, sem sobrecarregar ninguém.

— E, terminada a pauta de hoje…

— Vamos "estreitar os laços de amizade"!

— Beleza, hoje eu não perco!

Isso de novo!? Normalmente é uma vez por mês, mas dessa vez teve o tumulto de Riinie no meio. Talvez estejam ainda mais ansiosos pra já ir brincar. O rei de Belfast e o rei de Mismede já iam saindo juntos da sala de reuniões.

— Touya-dono, o pessoal já tá no campo?

— …Já teletransportei todo mundo. Aliás, avisem com antecedência da próxima vez…

Olhei torto pros dois e soltei um suspiro baixinho.

— Hoje tem jogo entre Mismede e Belfast. Rei de Riinie, venha assistir também.

— Jogo? Um torneio de esgrima?

— Beisebol, beisebol! Não conhece? Então eu mesmo ensino as regras, vamos logo!

O Claude foi arrastado pelo Imperador de Regulus e pelo Rei Sacro de Refreese. A Papisa de Ramish também foi atrás dos três, curiosa ou preocupada com o rei jovem.

Quer dizer, quando que decidiram esse jogo? Há pouco, me pediram do nada: "depois da reunião vai ter jogo, teletransporta o pessoal dos dois países pro campo". Virei uma espécie de ônibus de transporte, é. Bom, tudo bem.

Quando avisei isso pra nossa Ordem de Cavaleiros, todo mundo ficou animado. Quem não tá de plantão em serviço já deve estar todo mundo no campo, imagino.

Assistir jogo de beisebol, é. Então vou fazer umas pipocas. Com caramelo, talvez. Se fizer com magia, dá pra fazer bastante de uma vez. Só que, comendo só isso, dá sede, então vou fazer também um chope. Opa? Será que isso vira negócio?

Enquanto pensava nisso, indo em direção à cozinha do castelo, ouvi um som de passos correndo apressados, vindo por trás. Esse padrão é…!

— TOUYAAAAAAAA!!

— Guhh!?

Um tackle violento me atinge na lateral do corpo. Dói mais que da última vez!

— Meu pai me contou! Você deu uma surra no príncipe idiota e resolveu tudo por mim! O Touya é o melhor mesmo! Meu maridão perfeito!

A Sue se agarra no meu pescoço, em cima de mim, que caí no chão. Ei, quem bateu no idiota foi o Claude, não eu.

— Quer dizer, é verdade que eu não queria de jeito nenhum entregar você pro príncipe idiota, mas isso de "maridão"…

— Meu pai disse que o Touya já concordou, sabia? Ou será que eu não sirvo…?

Ugh. Fazer essa cara de choro assim comigo, complica…

Isso deve significar que a Sue também tá incluída naquelas nove noivas que a doutora Babylon mencionou, né…

Já são cinco, então talvez isso nem faça tanta diferença agora. Todo mundo já tinha dado a permissão também. Aah… será que eu só tô me deixando levar pela correnteza mesmo?

A Sue é fofa, cheia de energia, e nem um pouco burra. Tem um lado meio egoísta, mas dentro do tolerável. Quando crescer, com certeza vai virar uma moça linda.

Por enquanto ainda só consigo enxergar ela como uma irmã caçula, mas sinto que, com o tempo, vou passar a sentir o mesmo que sinto pelas outras. Não, vou sentir sim, com certeza. Foi assim com a Yumina também.

— Uh…

Opa! Se eu ficar quieto assim, a Sue vai começar a chorar de verdade!

— Igual às outras, eu não vou casar até fazer 18 anos, mas tudo bem assim?

— Claro que sim! Obrigada, Touya!

De novo a Sue pulou no meu pescoço, me abraçando com as mãozinhas pequenas. …Preciso fazer ela feliz.

Levantei a Sue no colo, e fomos juntos até a cozinha fazer pipoca.

No fim, a venda de pipoca e chope foi um sucesso estrondoso. Preparei pipoca sabor caramelo e sabor salgado tradicional; no começo, o pessoal comprava mais a salgada, mas, aos poucos, a de caramelo passou a vender mais. Pipoca já existia nesse mundo, mas o caramelo parece raro. Não que falte açúcar por aqui — engraçado isso.

Preparei copos de madeira pro chope, mas, se a pessoa trouxesse a própria caneca, dava 30% de desconto no preço. Copo de papel até serviria, mas ia virar lixo. Com copo de madeira, dá pra levar pra casa e continuar usando — nada se desperdiça. E ainda dá pra pedir mais uma rodada.

Desse jeito, dá até vontade de vender cachorro-quente e hambúrguer também…

Enquanto pensava nisso, o Olba-san apareceu na minha frente, com uma pipoca no colo, acenando alegremente com a mão e o rabo. O faro comercial desse homem é fora do normal, viu.

Bom, como comerciante, é gente correta, não ganha dinheiro de forma suja, então dá pra confiar nele. Não é vinculado exclusivamente a Mismede, então tem liberdade de ação.

Deixo o negócio com o Olba-san pra depois; por agora, vou assistir ao jogo. Fui até o camarote VIP, montado numa caixa transparente na parte alta atrás do backstop, onde o Rei Sacro de Refreese, o Imperador de Regulus, o rei de Riinie e a Papisa de Ramish assistiam à partida comendo pipoca.

Ao redor, cavaleiros de escalão de comandante de cada país faziam a segurança. O comandante da Ordem de Cavaleiros de Regulus, o Gaspar de um olho só, segurava a "Lança de Fogo" que ganhou no bingo da última festa. Bom, só que, dentro dessa área VIP, magia fica anulada, então é só uma lança comum mesmo.

— E aí, o que acham do beisebol?

— Ah, soberano de Brunhild! Ah, é bem interessante mesmo! Um dia, quando nosso país tiver mais recursos, eu adoraria mostrar um jogo desses pro nosso povo!

O rei Claude — o rei Claude, quer dizer — brilhava os olhos, animado.

— E aí, quem tá ganhando?

— Sétima entrada, parte de baixo, Mismede na frente por 3 a 2. A capacidade física dos ferinos é fora do normal, viu. Uma tacada tripla comum vira facilmente um home run corrido.

— Mas Belfast não tá perdendo, não. Aquele lançador é bom em arremessos com efeito. Se ele entrar em campo, vai ficar difícil pra Mismede fazer mais ponto.

O Imperador e o Rei Sacro me explicavam a situação. Belfast precisa mesmo de um ponto a mais. Enquanto os três homens ficavam absortos no jogo, a Papisa de Ramish comia sua pipoca de caramelo, cric-cric.

— Ahn, Touya-sama.

— Já falei que não precisa do "-sama"…

— Não, não, não posso me dirigir sem formalidade a um emissário d'"Aquele lá". Aliás, essa comida chamada caramelo, dá pra fazer no nosso país também?

— Dá, sim. É fácil de fazer. Depois eu passo a receita escrita num papel, é só entregar pro cozinheiro do castelo. Ah, e tem um pouco de caramelo que fiz agorinha mesmo na cozinha, quer experimentar?

Tirei do [Storage] alguns caramelos embrulhados em papel e entreguei alguns a ela. Ao colocar um na boca, a Papisa fez uma cara de surpresa, mastigando devagar.

— Delicioso…! As crianças devem adorar isso. Adoraria distribuir pras crianças do orfanato.

— Ah, boa ideia. Então também vou escrever a receita disso. Se as crianças gostarem, já valeu a pena…

Nisso, senti três pares de olhos me encarando fixamente por trás da Papisa. Não precisavam fazer essa cara de quem quer também.

Entreguei caramelo também pro Imperador de Regulus e os outros. Assim que colocaram na boca, ficaram mastigando com um sorriso satisfeito. Já que ia fazer mesmo, distribuí também um pra cada um dos guardas de fora da caixa. Sei muito bem que vocês estavam de olho.

O jogo seguiu 3 a 2 até a nona entrada, parte de baixo, ataque de Belfast, um out, corredor na primeira base. Se saísse um rebatida forte, dava até pra virar o jogo.

Foi então que alguém veio correndo apressado até o camarote VIP. Por um instante, todos os guardas se tensionaram, mas, assim que viram que era o Lime-san, nosso mordomo, relaxaram na hora. Aliás, que raro. Nunca tinha visto o Lime-san correr tão rápido assim antes.

— Aconteceu alguma coisa?

— Chegou isso, agora há pouco, mandado de Belfast pelo Espelho-Gate.

Sua respiração tava ofegante. Devia estar mesmo com pressa. Abri o papel que o Lime-san me entregou e passei os olhos. Quê!?

— Isso… é grave!

Tentei usar [Gate] pra pular direto até o banco de Belfast, mas esqueci que magia fica anulada ali dentro. Sai correndo do camarote, e, assim que saí da área, usei [Gate] de novo e me teletransportei pro banco de Belfast.

Como um técnico de beisebol, o rei de Belfast, com o irmão, o duque Ortlinde, ao lado, observava atento o campo, e levou um susto ao me ver surgir do nada.

— Uou, Touya-dono? O que foi, veio torcer?

— Não é hora pra isso! Vai nascer!

— Hã? Nascer? O quê?

Que lerdo! Enquanto o rei ficava confuso sem entender nada, o duque ao lado soltou um "Ah!" alto.

— O filho de Vossa Majestade tá nascendo! Chegou aviso agora mesmo de Belfast dizendo que as contrações começaram!

— Hein…!? Q-QUÊ?!

Tarde demais!

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