Switch Mode

Isekai wa Smartphone to Tomo ni – Capítulo 153

A "Muralha" e a "Torre"

Capítulo 153 – A “Muralha” e a “Torre”

Depois de me despedir da princesa Hildegard, voei um tempo rumo ao sul, e logo a ruína que eu procurava apareceu à vista. Parecia mesmo alguma ruína. Paredes de pedra enfileiradas, e vários pilares gigantes de pedra também erguidos por ali.

Alguns morros de rocha de aparência estranha, meio castelo, meio fortaleza, chamavam atenção aqui e ali. Parece bem com muralha de ruína de castelo.

Ao aterrissar ali, um passarinho azul veio voando de detrás da floresta que cercava a ruína. Um pássaro batedor, é.

O passarinho deu uma volta em círculo por cima da minha cabeça e, como se dissesse "me segue", voou em direção ao centro da ruína.

— Isso é… o que é isso?

Perto do centro da ruína, havia algo feito do mesmo material das ruínas anteriores, mas com um formato diferente.

Até agora, sempre era em forma de cilindro ou pirâmide de base quadrada, mas esse aqui tinha formato de anel. Mais precisamente, um grande anel de uns quatro metros de diâmetro, erguido bem no centro da ruína.

A parte que serviria de base fica enterrada no chão, então talvez até seja mais correto chamar de arco. A largura do anel é de uns 50 centímetros. A espessura, uns 30 centímetros.

Tentei atravessar por dentro dele, mas nada aconteceu. Toquei também no próprio anel, mas, diferente das outras vezes, também não passei através dele.

— Como assim isso?

Será que essa é só parecida de aparência, mas não tem relação nenhuma com Babylon — uma ruína completamente diferente?

Aliás, lembrei de um filme que assisti há muito tempo, com um dispositivo parecido com esse. Se não me engano, era um dispositivo de teletransporte que girava o anel, ajustava tipo um mostrador, e permitia ir até outro planeta.

Achando que talvez fosse isso, tentei girar o anel com força, mas não girou. Hmm, será que é uma ruína diferente mesmo?

Dei mais uma volta ao redor do anel. Ué? Tem uma pedra vermelha encaixada na lateral do anel. Isso é pedra mágica, né?

Olhando pra cima, tinha uma pedra mágica azul encaixada. Flutuando com [Fly], conferi toda a lateral do anel, e havia, no total, seis pedras mágicas encaixadas: verde, marrom, amarela, roxa.

Ah, entendi. Isso aqui deve ser o próprio dispositivo de ativação do teletransporte.

Ao fazer fluir energia mágica de atributo Fogo na parte onde a pedra vermelha estava encaixada, um sexto inferior do anel brilhou em vermelho. Fiz o mesmo, uma atrás da outra, nas demais pedras mágicas, e, aos poucos, o anel inteiro se envolveu numa luz de seis cores.

Por fim, ao fazer fluir energia mágica nula na base sob meus pés, as sete cores se misturaram, envolvendo tudo num brilho radiante e multicolorido, e me teletransportei dali.

Ao abrir os olhos, já era a paisagem familiar de Babylon. Atrás de mim, erguia-se um anel igual ao da ruína anterior.

— Ué?

Do outro lado de uns arbustos baixos, dava pra ver outro anel igual. E, além disso, parece que aqui é bem maior que o Babylon de sempre.

Além das árvores, erguia-se uma torre branca altíssima. Uaaa, é a "Grande Torre Branca". Digo, é a "Torre" mesmo?

Peraí, então aqui é a "Torre"? Hmm, seria ótimo se fosse o "Depósito", mas.

— Se-jam bem-vindos à "Torre" de Babylon, e também à minha "Muralha"!

Assustado com a voz que veio de repente, me virei, e lá estava uma garota alta, um pouco mais baixa que eu. Mais ou menos a mesma altura da Belflora. …Só que o busto é meio decepcionante.

Casaco branco meio flutuante, com um laço grande no colo. Por cima do casaco, um jumper preto de listras finas, e meia-calça preta — à primeira vista, até parece alguma estudante colegial.

O cabelo curto, num tom azulado, tinha uma leve ondulação.

Ilustração 1 do capítulo 153

— Eu sou o terminal que administra a "Muralha" daqui, "Preliora". Por favor, me cha-me de "Riola".

— "Muralha"? Não é a "Torre"?

Aquilo ali só pode ser a "Torre", não importa o ângulo que olhe. Olhando pra torre branca gigante ao longe, perguntei pra garota que se apresentou como Riola.

— Atualmente, aqui é tanto a "Torre" quanto a "Muralha". Há 527 anos, o anel de teletransporte da "Torre" na superfície foi destruído por uma erupção vulcânica. Por acaso, há 374 anos, nós duas nos encontramos e conseguimos fazer o encaixe. Desde então, esperamos que um Compatível viesse pelo círculo de teletransporte da "Muralha".

A Riola disse isso curvando a cabeça. Entendi, então a "Torre" e a "Muralha" se fundiram numa coisa só. Isso é sorte, hein? Consegui as duas de uma vez.

— Já sei que o senhor possui todos os atributos. Mas tanto a "Torre" quanto a "Muralha" só concedem permissão de uso a um "Compatível".

— Os administradores do "Jardim", da "Oficina", da "Ala de Alquimia" e do "Hangar" já me reconheceram.

— As quatro Babylons, é? Entendo, então não deve haver problema. Reconheço o senhor como "Compatível".

Ué? Isso foi surpreendentemente tranquilo… Até agora, sempre teve alguma cena de mostrar calcinha, ou de me apertarem o peito contra mim, ou de serem atacado de chave inglesa. Mas, pensando bem de novo, sempre acontecia comigo mesmo alguma coisa bem lamentável, hein.

Tô sentindo uma certa falta… Não, não, é melhor sem esses passos extras. O normal é sempre o melhor.

— Sendo assim, a partir de agora, a unidade número 20, nome individual "Preliora", é transferida ao senhor. Conto com sua ajuda, Mestre.

A Riola curvou a cabeça profundamente. Unidade número 20, quer dizer que ela é mais velha que a Belflora? Ué? Se não me engano, a última, número 28, era da Monica.

Quer dizer que os números vão de 20 a 28 entre as Babylons Numbers.

— Então, Mestre. Vou levá-lo até a administradora da "Torre". Por favor, venha por aqui.

Segui na direção que a Riola apontava, e, pouco tempo depois, na sombra de uma árvore que apareceu à vista, havia alguém deitado.

Por um instante, achei que estivesse caída, ferida ou algo assim, mas não era nada disso — só estava dormindo.

Um laço grande balançava no colo de um casaco parecido com o da Riola. Mesmo tendo estatura mais baixa que a da Riola, o peito dela, mais fartos que os da Riola, subiam e desciam devagar. Estava completamente dormindo mesmo.

O cabelo, numa cor de ametista, comprido até a altura da cintura, estava preso com presilhas na frente dos dois ombros.

Aliás, mais do que isso…

— A saia dela tá…

— Ah, não se preocupe. É sempre assim.

Não, tô preocupado sim! Tá completamente levantada, dá pra ver a calcinha inteira! É listrada! Tem calcinha listrada aparecendo!

Bom, morando só as duas nesse lugar, deve ser fácil ficar desprevenida assim mesmo!

— De qualquer forma, acorda ela…

— Entendido. Noel, acorde. Pamera Noel.

A Riola sacudiu o ombro dela, mas nenhum sinal de acordar. Colocou a mão embaixo da axila e conseguiu erguer só a parte de cima do corpo, mas ela continuava dormindo.

Ilustração 2 do capítulo 153

— Essa garota é sempre assim?

— Ah, sim. Nós, administradoras de Babylon, formamos a nossa personalidade dividindo e integrando várias partes da personalidade do doutor. Só que, nessa aqui… na Noel, parece que a parte preguiçosa acabou se destacando demais.

Ah, então era isso mesmo. A personalidade delas se forma trazendo pra frente vários aspectos diferentes da doutora. Fazia sentido que, vez ou outra, aparecesse um vislumbre daquela doutora pervertida.

A Riola até parece razoavelmente normal. Será que ela é o resultado de puxar só a parte sensata da doutora?

— Mestre. O senhor não está carregando alguma comida?

— Hã? Não que eu não tenha… por quê? Você tá com fome?

— Não sou eu. É necessário pra acordar essa aqui.

Acordar, quer dizer… será que é fisgada pela comida mesmo? Tirei do [Storage] alguns espetinhos grelhados e entreguei pra Riola. Como fica guardado recém-assado, ainda estava bem quente.

A Riola segurou com a mão esquerda e, com a direita, começou a abanar como um leque, levando o cheiro até a Noel.

O nariz dela se mexeu, e a cabeça foi se virando na direção do cheiro. Aos poucos, o corpo foi se arrastando, "zzzt, zzzt", em direção à Riola. Mas as pálpebras continuavam fechadas.

— Acorda, Noel. Quando abrir os olhos, vou te dar esse espetinho.

Diante dessas palavras, os olhos da Noel se abriram de repente. E, num pulo, sentou-se, travando o olhar no espetinho na mão da Riola.

— …Estou sentindo fome. Faz 5070 anos desde a última comida de verdade. Posso comer?

— …Pode.

Assim que ouviu minha resposta, a Noel arrancou o espetinho da mão da Riola e devorou tudo num instante.

Que impressionante, 5070 anos sem comer… Não, pelo que ouvi da Shesca, parece que, dentro da cápsula de sono, elas não sentem fome, e obtêm energia pra atividade com um pouco de remédio e luz solar — então, na prática, deve ser mais correto dizer que ela não comia comida de verdade, cozinhada de fato, há todo esse tempo.

— Deli-cioso. Isso é muito bom.

— Que bom.

Depois de terminar o espetinho, satisfeita, ela finalmente voltou o olhar pra mim.

— Qual é o seu nome?

— Mochizuki Touya. Fui reconhecido, há pouco, como Compatível da "Muralha". Queria que a "Torre" também reconhecesse.

— …Existem condições apropriadas pra isso. Cumprindo-as, reconheço como Compatível.

A Noel se levantou, olhando pra mim com um olhar afiado. Só que tinha molho de espetinho grudado bem no canto da boca, então perdeu todo o efeito. Limpa isso aí.

— …Quais seriam essas condições?

— Comida até fartar. Cama quentinha. Só com isso, não tenho nenhuma reclamação.

…Como assim, essa aí é fiel demais aos próprios desejos. Será que tá tudo bem com ela?

— Entendido. Vou providenciar isso direitinho.

— Entendido. Reconheço que a condição foi cumprida. A partir de agora, a unidade número 25, nome individual "Pamera Noel", é transferida ao senhor. Conto com a comida, por favor, Mestre.

Ela até reforçou o "conto com a comida". Bom, talvez ainda ache que é só promessa verbal. Tirei mais alguns espetinhos do [Storage], e a Noel, com os olhos brilhando, pegou e já foi mordendo.

— O Mestre cumpriu a promessa. Isso também é bom.

Ela terminou de comer, mastigando, e ainda lambia o molho grudado nos dedos. A Yae também come bastante, mas essa aqui parece que também não fica atrás. Só consigo pensar em algum animal antes de hibernar.

De repente, como se tivesse percebido alguma coisa, a Noel virou o rosto na minha direção. Antes que eu percebesse o que era, meus lábios já tinham sido tomados.

— Mgh!?

A língua dela invadiu minha boca. Com aquele gosto doce… não, agridoce. Isso é o sabor do molho do espetinho, né!

Depois de um tempo, ela se afastou de mim, lambeu os próprios lábios e limpou o molho.

— Registro concluído. Memorizei o gene do Mestre. A partir de agora, a posse da "Torre" é transferida ao Mestre… Mestre, desejo mais comida.

— Ei, olha aqui…

Enquanto eu limpava com a mão a boca toda melecada de molho por causa da Noel, dessa vez fui segurado com firmeza pela cabeça pela Riola, e meus lábios foram tomados de novo, do mesmo jeito.

— Mmph!?

Depois disso, não tem como escapar de jeito nenhum. Que força absurda, como sempre. Enquanto isso, a língua da Riola se movia livremente por toda a minha boca, dominando tudo.

O que é isso!? É diferente de todo mundo, tipo… boa demais nisso. Ora suave, ora intensa, alternando força, devorando meus lábios.

Mas, peraí, isso não tá durando tempo demais!?

Já ficando sem ar, tentei me afastar, mas ela não deixou. Fui ficando cada vez mais inclinado pra trás, e estendi a mão pro céu, como quem se debate. Bem quando minha consciência ia esvair, finalmente fui liberado, e caí de costas no chão. Caí em vários sentidos.

— Registro concluído. Memorizei o gene do Mestre. A partir de agora, a posse da "Muralha" é transferida ao Mestre.

Caído no chão, a Riola perguntou se eu estava bem, mas como que eu ia estar bem naquilo. Quase fui direto pro colo de Deus!

— Era a primeira vez que eu be-ijava um homem, e acabei me deixando levar demais. Peço desculpas.

— "Homem", ela disse, hein…

— O parceiro noturno do doutor era eu quem fazia esse papel. Se o Mestre desejar, posso fazer o mesmo papel também. Inserido ou inserindo, qual prefere?

— UAAAAAA!!

Detalhado demais! Quer dizer que aquilo era técnica adquirida por experiência mesmo!? Num certo sentido, faz sentido! E o que é isso de "inserido ou inserindo"! Por que eu ia ficar do lado de quem recebe!?

Achei que essa aqui fosse normal, mas também é estranha! Aliás, num certo sentido, é a mais assustadora de todas!

E aquela doutora, será que era homossexual mesmo!?

Já não sei mais o que pensar, de tanta confusão na cabeça. Normal. Normal é sempre o melhor. Ignorando completamente a própria situação, pensei isso do fundo do coração.

Comentários

Opções

não funciona no modo escuro
Redefinir