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Isekai wa Smartphone to Tomo ni – Capítulo 155

O Assassino e a Autodestruição

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Capítulo 155 – O Assassino e a Autodestruição

Babylon já reuniu seis: "Jardim", "Oficina", "Ala de Alquimia", "Hangar", "Torre" e "Muralha".

Entre os 15 mini-robôs que trabalhavam na "Muralha", movi 10 deles pro "Hangar", pra ajudar a Rosetta e a Monica. Espero que isso alivie um pouco a carga das duas.

Disse pra Riola e pra Noel que podiam escolher, à vontade, roupas do closet onde estão guardadas as amostras que o Zanack-san me deu, mas a Riola veio de blazer com jumper, e a Noel veio de moletom de treino. Por que essa escolha? Bom, se as duas gostaram, tudo bem…

Como a filial da Guilda na cidade abaixo do castelo já deve estar quase pronta hoje, decidi fazer uma vistoria.

O exterior da Guilda já estava praticamente concluído, e já entraram na fase de detalhes decorativos e acabamento interno. Um prédio bem grande e imponente. Parece que capricharam tanto porque é a Guilda no país governado por um rei ex-aventureiro.

Bom, tudo bem, mas duvido que apareça tanto aventureiro assim por aqui. Não tem fera mágica na região, nem bando de bandidos. A maioria dos pedidos deve ser de tarefas variadas mesmo.

Bom, dá até pra ir e voltar no mesmo dia até Regulus ou Belfast, então acho que não vai faltar totalmente pedido de extermínio também.

Como a Guilda entrou na fase de detalhes internos, o Zamza, da raça Ogro, foi ajudar dessa vez na taverna ao lado. Lá ainda estão só erguendo as colunas, então ainda tem bastante trabalho pesado. Com aquele porte gigante, ele não ia dar conta de trabalho de acabamento interno mesmo.

— Ué?

De repente, encontrei a Sakura observando o trabalho de construção da taverna. Ao lado dela, o Sango e o Kokuyō flutuavam suavemente.

《Ah, é o Amo!》

— …Vossa Majestade.

A Sakura ainda não recuperou a memória. Já que não dá pra simplesmente abandoná-la, ela está hospedada no castelo como uma convidada, por enquanto.

Apesar da aparência quieta, ela parece ser bem do tipo ativo — sai todo santo dia pra algum lugar. Como não posso deixá-la vagando livremente por aí sem supervisão, combinei que, sempre que saísse, um dos meus familiares invocados a acompanharia.

— O que você tá fazendo aqui?

《A gente comeu na "Lua de Prata" agora há pouco, e, quando ia voltando, essa menina de repente parou de andar.》

Foi o Kokuyō quem respondeu à minha pergunta, e não a Sakura.

— Comeu na "Lua de Prata"? E o dinheiro?

《A gerente disse que pode ficar na conta do Amo.》

Ei. A Mika-san também é meio relaxada demais nisso… Mas, bom, essa "Lua de Prata" é tecnicamente uma empresa estatal, então talvez esteja dentro das regras. Espero que os outros também não estejam comendo tudo na minha conta.

— E aí, o que a Sakura tava fazendo?

— Aquilo ali…

O dedo da Sakura apontava pro Zamza, da raça Ogro, carregando madeira alegremente. Hã? Alguma coisa com ele?

— Ele é um demônio… e ninguém se importa. Isso é raro.

Ah, entendi. Ela achou raro ver demônios e humanos trabalhando juntos sem distinção nenhuma. Normalmente, demônios costumam ser temidos, mantidos à distância, e acabam vivendo isolados.

Na prática, eu mesmo nunca vi, fora deste país, demônios e humanos rindo juntos assim. Já vi alguns bebendo sozinhos, num canto de taverna, mas nada além disso.

— Nesse país, ninguém discrimina só por ser demônio. Bom, um viajante de outro país pode sentir cautela, isso sim. Na nossa Ordem de Cavaleiros, incluindo ele, temos uns cinco demônios.

— …Este país é estranho. Começando pelo rei, que também é estranho. Mas é um país muito bom. Todo mundo aqui vive se ajudando mutuamente.

Não é bem um elogio a mim mesmo, mas fico feliz de ouvir isso assim mesmo.

Bom, sendo um país pequeno, também é verdade que só dá certo se todo mundo se ajudar mesmo.

Depois disso, levei a Sakura pra dar uma volta pela zona agrícola que estamos abrindo a leste do país. Como sempre, a Rakushe, a Alraune, se dedicava com afinco ao trabalho na lavoura. Ela também é demônio.

— O que vocês estão cultivando aqui?

— Rabanete e nabo, principalmente. Deve dar pra colher logo, logo. Fica uma delícia em conserva!

A Rakushe respondeu sorrindo. Conserva parece ser uma comida típica de Ishen, mas já se espalhou normalmente por este país também. Como a maioria da população é de Ishen, acaba sendo natural que as coisas caminhem nessa direção.

Os arrozais que fizemos de experiência também parecem não ter problema nenhum, então quero abrir uma área razoável até a chegada da primavera. Afinal, eu também quero comer um arroz gostoso.

Depois disso, tem miso, natto — soja, é. Tofu e edamame também seriam bons. Dizem que vão começar a plantar assim que chegar a primavera, então já estou ansioso.

Me despedi da Rakushe e voltei pela estrada que leva ao castelo.

Depois de andar um tempo, senti uma presença estranha. Ao redor, só tinha eu, a Sakura, o Sango e o Kokuyō.

《Amo》

— Já sei.

Interrompendo a fala do Sango, ativei discretamente [Shield]. No instante seguinte, uma flecha disparada do topo de uma árvore próxima veio na nossa direção.

— !?

Enquanto a Sakura prendia a respiração, surpresa, a flecha foi barrada e desviada pelo escudo invisível. Olhando pro topo da árvore de onde veio a flecha, havia alguém vestido de preto, com um rosto mascarado.

Uma máscara com uma pintura estranha. Extremamente suspeito. Assim que dei um passo em direção a ele, surgiram do chão três homens vestidos igualmente de preto, com máscaras iguais. Eu tinha sentido várias presenças, mas será que vocês estavam enterrados esse tempo todo?

Nas mãos, empunhavam adagas curvas, e, olhando com atenção, o fio parecia molhado. Provavelmente com algum veneno passado nele.

Sem dúvida. Esses são assassinos.

— …Onde está o soldado gigante?

— Soldado gigante? Você tá falando do Frame Gear?

— Responda a pergunta.

— Não tenho obrigação nenhuma de responder. De qual país vocês vieram?

Perguntei aos três à minha frente, mas nenhuma resposta. Se respondessem direitinho, eu ia deixar passar sem mais problema.

Me aproximei dos três num instante e toquei o ombro de cada um deles.

— [Gravity]

— Guh!?

Fiz cair no chão com magia de peso. Vendo aquilo, o quarto homem pulou do topo da árvore, tentando fugir.

— [Slip]

— Guah!?

Assim que tocou o chão, o quarto homem escorregou e bateu forte a nuca. Ah, que azar de tempo.

Deixando esse de lado por ora, olhei pros três caídos à minha frente, aproximando-me pra arrancar as máscaras deles. Mostra a cara, seus desgraçados.

— Não faz isso!!

De repente, a Sakura puxou meu braço, me derrubando pra trás. No instante seguinte, as três máscaras explodiram.

— O quê…!

Envolvidos em fumaça e pedaços de carne espalhados, os três pararam de se mexer. Bom, se a cabeça inteira explode, continuar se mexendo depois disso seria monstruoso demais.

Autodestruição, é? Pra não deixar que os capturassem e arrancassem informação deles? Já vi cena de filme de época antigo, com ninja capturado que morde a própria língua pra morrer… mas, bom, parece que morder a língua não garante morte certa, então autodestruição deve ser mais confiável mesmo…

Olhando pro que caiu com [Slip], já não havia mais sinal dele. Havia, cravada numa árvore próxima, uma arma parecida com uma kunai, presa a uma corda. Deve ter usado isso pra escapar do chão de [Slip].

Tentei fazer uma busca por "máscara", mas não encontrei nada. Deve já ter tirado a máscara e fugido. No fim, não deu pra descobrir a identidade deles. Preciso agir antes que a coisa complique de vez. Briga comprada, eu compro.

Na sala de reuniões, a vice-capitã Nicola-san fazia o relatório.

— Não encontramos nada nos corpos dos três que pudesse identificar quem são. O que fugiu também está desaparecido.

Não queria que isso virasse um caso grande, mas, sendo um ataque contra o próprio rei do país, não dá pra deixar assim mesmo. Na sala de reuniões, estavam reunidos os altos escalões da Ordem de Cavaleiros, o primeiro-ministro Kōsaka-san, e a Tsubaki-san, da inteligência.

— E aí, moleque? Não tem nenhuma ideia de quem seja?

— Não… acho que não. Mas parece bem claro que era o Frame Gear que eles queriam.

— Aí então qualquer país vira suspeito, hein.

O velho Baba cruzou os braços e se recostou na cadeira com um "hmm". Bom, dá pra entender esse ponto. Visto como arma, qualquer país ia querer isso, sem dúvida. Provavelmente, eles pretendiam me sequestrar ou algo assim, pra arrancar de mim a localização do Frame Gear. Talvez atirando na perna com flecha pra me imobilizar, depois me nocauteando. Aquela adaga estava mesmo com veneno paralisante, pelo visto.

— Mas é pouco provável que seja um país da Aliança do Oeste. Existe a possibilidade de algum poderoso descontrolado ter agido por conta própria, mas dificilmente seria coisa orquestrada pelo próprio país. Não seriam tão tolos a ponto de não saber o que aconteceria se isso viesse à tona.

O Kōsaka-san tem razão. Se o plano fosse descoberto, os outros países da Aliança deixariam de dar qualquer atenção àquele país. Isso equivaleria a destruir o próprio país.

E, além disso, aqueles caras falaram "soldado gigante". Existe a possibilidade de nem conhecerem o nome "Frame Gear". Sendo assim, faz mais sentido pensar que seja obra de um país com pouca relação conosco.

Enquanto eu pensava nisso, a Tsubaki-san levantou a mão em silêncio.

— Uma coisa me deixou curiosa. Vossa Majestade mencionou que os assassinos usavam máscara…

— Desde sempre, muitos grupos de assassinato ou agências de inteligência costumam usar máscara. Não tem nada de estranho nisso, tem?

— Sim. Só que fiquei pensando se dava pra descobrir algo a partir dessa máscara…

Bom, é que… a máscara foi explodida sem deixar vestígio nenhum. De fato, como o senhor Yamagata disse, a Lapis-san e a Cecile-san, quando estavam na "Espion", agência de inteligência de Belfast, também usavam máscara branca. Será que a máscara carrega características do país de origem?

— Como era essa máscara, exatamente?

— Tinha uma pintura, tipo aquelas de ator de kabuki ou ópera de Pequim…

— Kabuki? Ópera de Pequim?

A capitã Rain-san inclinou a cabeça, curiosa. As orelhas de coelho se inclinaram junto. Bom, faz sentido não conhecer mesmo. Ah.

Peguei um papel em cima da mesa e ativei [Drawing]. Na hora, a imagem realista da máscara de quem me atacou surgiu no papel.

— Só agora reparando, mas Vossa Majestade é bem conveniente, hein…

A vice-capitã Norn-san murmurou baixinho, mas, ei, poderia ter dito "a magia de Vossa Majestade", pelo menos…

— Essa aqui é a máscara. Alguém reconhece alguma coisa?

Todo mundo ficou observando o desenho, até que a Tsubaki-san finalmente falou.

— Não tenho certeza absoluta, mas sinto um traço da cultura de Eurono. Se não me engano, ouvi um boato de que existe, naquele país, uma agência de inteligência chamada "Kraw".

— Eurono?

— Império Celestial de Eurono. Um país situado a oeste de Ishen. Governado pelo Imperador Celestial; já travou guerra com Ishen algumas vezes.

Império Celestial de Eurono. Um país vizinho de Ishen, separado pelo mar. É bem longe, hein. Impressionante virem de tão longe até aqui.

Bom, ainda não tem prova nenhuma, mas melhor ficar atento. Não parece que eles vão desistir com isso.

Por ora, vou reforçar a segurança e pedir pra todo mundo ficar de olho em pessoas suspeitas. Se o objetivo deles é o Frame Gear, de qualquer forma, nunca vão conseguir. O único jeito de chegar até Babylon, flutuando lá no céu, é com meu [Gate], ou com o teletransporte de curto alcance das Babylon Numbers, tipo a Shesca.

Claro, se conseguissem voar, dava pra chegar até lá, mas isso só até pouco tempo atrás. Agora que consegui a "Muralha", uma invasão direta de fora se tornou impossível.

Seria bom se eles mirassem só em mim diretamente, mas não dá pra descartar a possibilidade de mirarem alguém à minha volta. Vou pedir pra todo mundo tomar bastante cuidado.

Bom, se acontecer alguma coisa assim, não vou perdoar de jeito nenhum. Vou achar o mandante e fazer com que se arrependa de ter nascido.

Gente que se autodestrói com medo de ter a identidade revelada não deve ser flor que se cheire mesmo.

…Aliás, pensando bem, por que a Sakura sabia que as máscaras deles iam explodir?

Será que a Sakura é gente da agência de inteligência de Eurono? Não, não pode ser. Foi em Ishen que a encontrei, e o olho mágico da Yumina já confirmou que ela não é má pessoa.

Mas, será que, com a memória perdida, o efeito do olho mágico ainda funciona direito? Por exemplo, se uma pessoa extremamente má perdesse a memória e voltasse a uma página em branco, o olho mágico ainda a julgaria como "má pessoa"? Será que consegue enxergar a essência de verdade, mesmo aquela parte que a própria pessoa não tem consciência?

Sinto uma certa inquietação com a possibilidade de a memória da Sakura voltar. Mas, aqui, vou confiar no meu próprio instinto. A Sakura não é má pessoa, com certeza.


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