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Isekai wa Smartphone to Tomo ni – Capítulo 172

O Domínio da Árvore Sagrada e o Início da Partida

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Capítulo 172 – O Domínio da Árvore Sagrada e o Início da Partida

"Ritual da Poda".

Todas as tribos que vivem no Grande Mar de Árvores se reúnem diante da árvore sagrada chamada Grande Árvore Sagrada, e, sob a proteção do espírito da grande árvore, competem em bravura marcial… bom, é literalmente um "Torneio de Luta do Grande Mar de Árvores".

Nós vamos participar como membros da tribo Lauri, tentando vencer e alcançar o título de "Tribo do Rei das Árvores".

Sinceramente, fico pensando se precisava mesmo chegar a esse ponto, mas, já que continuar sendo perseguido pela Pam também não seria bom, e o "Ritual da Poda" em si termina em uns três dias, achei que tudo bem. Além disso, a Elsie e a Hilda estavam ansiosas pra lutar. Também tem um lado de testar as próprias habilidades. E, se der certo, existe o cálculo de que conseguiríamos uma conexão com a "Tribo do Rei das Árvores", que domina as tribos do Grande Mar de Árvores.

Ah, e, por sorte, consegui evitar o disfarce de roupa feminina completa. Basta usar [Mirage] pra fazer parecer que sou mulher só na aparência, e já resolve. A Lindsey insistiu que, se alguém me tocasse, poderia perceber, mas não tenho intenção nenhuma de vestir a roupa tradicional da tribo Lauri, já tão reveladora por si só!

Já mandei a Pam de volta pra vila da tribo Lauri com [Gate].

Além disso, achando que a comunicação seria complicada, aprendi a magia nula [Translation]. Resumindo, é uma magia de tradução. Nossa língua soa como a língua deles pros ouvidos deles, e vice-versa.

Talvez essa magia seja parecida com a telepatia que existe entre mim e o Kohaku e os outros.

Por ora, os membros representantes são: Pam, Yae, Elsie, Hilda, Lu. Achei que teriam reservas, pra caso alguém se ferisse, mas parece que é só esses cinco mesmo, até o fim.

Eu também poderia ter participado, mas fui veementemente contra por todos, incluindo a própria Pam e os demais da tribo Lauri. Parece que não pode colocar um homem como representante no sagrado "Ritual da Poda" da tribo Lauri. Aceitam reforço, mas nesse ponto não cedem.

Deve ser aquilo de "homem fica quieto e observando". Sinto um certo desconforto com isso. Quase fiquei com inveja da tribo Balm.

Bom, de qualquer forma, um mês depois.

Chegamos à base da Grande Árvore Sagrada, onde o "Ritual da Poda" acontece.

— Fuaaaaa…

Que árvore enorme, hein… Essa foi minha impressão completa ao ver a Grande Árvore Sagrada.

Quantas dezenas de metros de diâmetro será que tem. Do tronco extremamente grosso, se estendem galhos e folhas viçosas em todas as direções. Comparado ao tamanho do tronco, a altura talvez nem seja tão grande assim. É tipo um guarda-chuva com o cabo cortado bem curto.

Entre os galhos e folhas, a luz do sol filtra e ilumina o chão com um brilho fantástico. Sob essa luz, várias tribos diferentes do Grande Mar de Árvores estão todas reunidas.

Na base da Grande Árvore Sagrada, há vários tocos de árvore, de tamanhos variados; mesmo o menor tem uns 20 metros de diâmetro. Cada um desses funciona como palco de combate, sendo, na prática, parte da própria Grande Árvore Sagrada.

O número total de tribos do Grande Mar de Árvores é de cerca de 240. Uma delas, a tribo Jaja, também chamada de "tribo dos juízes", é quem conduz esse "Ritual da Poda". Por várias gerações, cuidam desse ritual, e são a única tribo autorizada pelos espíritos a viver na base da Grande Árvore Sagrada, o "Domínio da Árvore Sagrada". Em troca, não têm permissão de participar do "Ritual da Poda". Devem ser tipo sacerdotes, transmitindo a vontade dos espíritos às tribos.

— Que variedade de tribos, hein…

Olhei ao redor, curioso. Tribos de porte grande, tribos de porte pequeno. Tribos com adornos estranhos na cabeça, tribos com pulseiras tilintando. No quesito peculiar, tinha tribos com barba absurdamente comprida, e tribos completamente envoltas em manto verde com capuz.

Fora algumas exceções, a maioria, tanto homens quanto mulheres, usava roupas bem reveladoras. Bom, não tinha ninguém completamente nu, mas algumas tribos tinham trajes bem ousados, deixando meus olhos sem saber pra onde olhar.

— Isso ajuda a gente não chamar tanta atenção, decerto…

— Touya-sama? É melhor não ficar encarando outras mulheres desse jeito. Aparentemente, você é do mesmo gênero que elas, então vai parecer estranho.

Sentindo uma leve farpa na fala da Lu, tossi de propósito e ajeitei a postura. As pessoas ao meu redor estavam vestidas no estilo da tribo Lauri. Basicamente, uma faixa cobrindo o peito e uma tanga. Talvez achando que só isso fosse constrangedor demais, enrolaram uma espécie de pareô na cintura e vestiram um poncho curto por cima.

Só eu, com [Mirage], estava disfarçado com aparência de mulher da tribo Lauri. Por precaução, pra não ficar óbvio demais caso me tocassem, estava com manga curta e shorts. Se alguém segurasse meu braço e sentisse tecido de roupa ali, ia complicar.

A Sue também estava no estilo Lauri, mas, no caso dela, ainda dava mais uma impressão fofa do que sensual. Só que, olhando pro resto do pessoal, meu coração acelerava um pouco, e eu acabava desviando o olhar pra outro lado.

Bom, comparado às tribos ao redor, que eram ainda mais ousadas, nem dava pra falar muita coisa.

— Então, é ali em cima daquele toco que vocês vão lutar?

— Isso. Ali, a proteção dos espíritos está em ação, e qualquer ataque que pudesse tirar a vida é atenuado. Mesmo que decepassem a cabeça com espada de verdade, e tudo.

Sendo um golpe fatal, claro, o adversário desmaia, mas.

Não sei bem que tipo de magia é essa, mas parece ser mesmo poder dos espíritos. Será algo parecido com meu [Shield]? Não, deve ser diferente — mesmo sem matar, o dano ainda passa. Em termos de jogo, seria tipo parar exatamente em 1 de HP.

Basicamente, dizem que não morre, mas o impacto da queda ou outros fatores ainda podem causar morte, mesmo que raramente, então não dá pra baixar a guarda de vez. Os tocos têm uns 2 metros de altura do chão, e cair dali já é derrota por queda, mas, dependendo de como cai, ainda existe risco real de morte.

— Magia também não pode ser usada, né?

— Sim. Isso também é anulado. E, além disso, é melhor nem usar fogo pequeno aqui. Se for usar, saia do "Domínio da Árvore Sagrada". Senão, a tribo dos juízes vai ficar de olho em vocês.

Então magia também é anulada. Isso quer dizer que o [Boost] da Elsie não funciona ali em cima. Encantamento mágico em arma também é anulado, então o que todo mundo carrega hoje são armas comuns.

Faz sentido proibir fogo. Se pegar fogo, seria um desastre. Logo na saída do "Domínio da Árvore Sagrada" tem um córrego grande de água limpa, e a refeição parece ser preparada ali.

Os companheiros de tribo que vieram torcer assistiam ao combate de arquibancadas montadas em outras árvores.

— Quando começa a partida?

— Logo, logo. Hoje, se vencer três tribos, já termina. Aí passa pra luta de amanhã.

Hmm, cerca de 240 tribos, lutando três vezes… isso reduz pra uns 30 e poucos, mais ou menos. Hoje deve ser tipo a fase classificatória, e a partir de amanhã, a fase principal.

Shalin, um som de sino ecoou de algum lugar. O burburinho ao redor cessou, e uma voz solene se ergueu.

— É hora. Quem não for competidor, se retire deste local. O resto, siga a orientação dos espíritos.

Um homem da "tribo dos juízes", vestido com uma túnica branca tipo poncho tradicional, anunciou solenemente. Ao mesmo tempo, o pessoal das outras tribos foi se movendo, aos poucos, em direção às arquibancadas tipo casa na árvore, às pontes suspensas entre árvores, ou diretamente sobre os galhos das grandes árvores.

Nós também devíamos ir.

— Então, boa sorte, gente. Não forcem demais.

— Entendido, decerto.

— Tudo bem.

— Deixe comigo!

— Vamos dar o nosso melhor.

— Vamos.

Guiadas pela Pam, a Yae, a Elsie, a Hilda e a Lu foram andando em direção aos tocos onde seria o palco de combate.

Nós também nos movemos pra arquibancada montada na árvore. Subindo a escada instalada na lateral de uma árvore enorme de vários metros de diâmetro, garantimos um bom lugar com boa visão.

— Ai, que emoção.

A Sue se debruçou no corrimão, olhando pro local da partida lá embaixo. A arquibancada nesta árvore estava ocupada só pela nossa turma da tribo Lauri.

Embora sejamos um grupo de torcida de umas 50 pessoas, sinceramente, é meio desconfortável ser o único homem no meio de um grupo só de mulheres. Mesmo pro pessoal da tribo Lauri, minha aparência é de mulher, mas eles sabem que, na verdade, sou homem. Hmm, pensando bem, será que não teria sido melhor ficar invisível com [Invisible]?

Mas, nesse caso, ficaria mais difícil intervir numa emergência. Mesmo sendo chato, é melhor manter a postura de "sou da tribo Lauri".

— …Ah, olha, Touya-san. Aquilo.

— Ó?

No ponto que a Lindsey apontava, a luz do sol filtrada pelas árvores caía sobre cada representante das tribos, feito holofote. Aos poucos, a luz começou a se mover, guiando os representantes até os respectivos palcos.

Surpreso, ergui os olhos pros galhos acima, e as folhas se moviam livremente, ajustando a luz que passava por elas. Sério mesmo… Então essa Grande Árvore Sagrada realmente tem vontade própria. É essa orientação que decide os adversários.

Enquanto eu pensava nisso, a luta já tinha começado. Ah, é, não teve nem discurso de abertura de cerimônia nenhum.

— O formato da partida é 1 contra 1, todos os cinco lutando?

— Se vencer três primeiro, os outros dois já vencem sem precisar lutar, é isso?

Ou seja, mesmo tendo só um guerreiro excelente, se os outros quatro forem ruins, perde assim que tomar três derrotas. Se fosse eliminação simples, dava até pra um só derrotar os cinco sozinho.

Perder por incapacidade de continuar, ou por render-se. Também é derrota se cair pra fora do palco. Basicamente, não existe falta, mas quem cometer um ato que manche gravemente a honra como membro de uma tribo do Grande Mar de Árvores é desclassificado.

Observando a partida num dos palcos, um homem grandalhão desferiu um golpe de machado erguido, que parecia ter rachado a cabeça do adversário. Mas, na realidade, a cabeça não se partiu, e o homem simplesmente desabou devagar no chão.

Será que é isso a proteção dos espíritos. O corpo do adversário caído tinha inúmeros ferimentos e hematomas, então dá pra ver que nem todo o dano é anulado. Será que só ativa quando recebe um golpe fatal de verdade? O adversário parecia completamente desmaiado.

— Ah, parece que a partida da tribo Lauri vai começar.

O lugar que a Yumina apontou ficava numa posição difícil de ver daqui. Então usei [Mirage] e [Long Sense] pra projetar a imagem do palco no ar.

Ooh, subiu um murmúrio de espanto do resto da tribo Lauri. Então magia funciona normal fora do palco mesmo.

Ajustei pra um tamanho de tela maior, pra todo mundo assistir junto. Parece que a primeira a lutar é a Lu.

O adversário era um homem alto, empunhando uma lança de aparência experiente. A diferença de altura devia ser de uns 40 centímetros. Em contraste, a Lu segurava duas espadas curtas, de uns 30 centímetros de lâmina, uma em cada mão.

— Começar!

No instante em que o braço do juiz de traje branco desceu, a Lu já se movia. Avançou direto pro interior da guarda do homem da lança. Reagindo, ele tentou perfurá-la com a lança, mas foi desviada pela espada da Lu, indo pra uma direção qualquer.

Deslizando pra dentro da guarda do adversário, a mão esquerda da Lu relampejou, atingindo o flanco do homem.

DO! Um som surdo ecoou, e o homem da lança desabou por completo. Nem tinha passado um minuto.

UOOOOOOOOOOOH! Um grito de festa subiu de todo o pessoal da tribo Lauri atrás de nós.

Não é à toa que ela treina comigo e com a Yae. Do ponto de vista da Lu, prever um movimento desses deve ser natural.

Afinal, usuária de duas espadas depende justamente da agilidade. Confunde o adversário com movimento, atacando de ângulos imprevisíveis. Não tem o impacto pesado de um machado ou espada grande, mas é uma técnica de espada que ataca com quantidade de golpes.

Isso não quer dizer que não consiga derrubar o adversário num só golpe. Mirando num ponto vital, como fez agora, é perfeitamente possível. Claro, isso exige, além de agilidade, também precisão.

A Lu acenava bem grande na nossa direção.

Assim, deu-se início à nossa batalha.


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