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Isekai wa Smartphone to Tomo ni – Capítulo 182

O Reino dos Demônios e o Enigma

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Capítulo 182 – O Reino dos Demônios e o Enigma

— Encontraram uma ruína de Babylon? Onde?

《Sim. Na região central do Reino do Rei Demônio Zenoas, na área montanhosa.》

Ouvindo o relatório da Kōgyoku, fiquei um pouco pensativo.

O Reino do Rei Demônio Zenoas, hein. O reino fechado onde vivem os demônios. Governado por uma figura chamada Rei Demônio, é um país que não deseja muito contato com outros. Mesmo sendo um ambiente rigoroso, de terreno inóspito, dizem que várias raças diferentes vivem ali, e que também é uma terra selvagem cheia de feras mágicas e suas subespécies vagando à solta.

Será que tá tudo bem ir de repente pra um país completamente desconhecido… Por precaução, chamei um dos demônios da nossa Ordem de Cavaleiros pra confirmar algumas coisas.

— É sobre Zenoas?

Quem convoquei foi um jovem Vampiro, de olhos vermelhos, pele clara e orelhas pontudas. O nome dele é Rushēdo. É uma pessoa peculiar, sendo Vampiro mas com aversão a sangue. Segundo ele mesmo, sangue é apenas um item de apreciação — não é algo necessário pra sobreviver.

Ele destruiu completamente a imagem que eu tinha de Vampiro. Primeiro, sol não é problema, e ele até gosta de comer comida com alho. Cruz também não faz efeito, arma de prata também não incomoda. Não se transforma em morcego, e, o mais importante, tem aversão a sangue.

Fora essa aversão pessoal a sangue, parece que é assim mesmo o Vampiro deste mundo. Ah, e também, não é que a vítima vira vampiro só por ser mordida.

Eles têm outras habilidades de destaque, como visão noturna, força sobre-humana, alta capacidade de regeneração, mas, talvez pela impressão pouco confiável desse rapaz, não bate direito.

Mesmo assim, os Vampiros parecem ser um clã de status bastante elevado em Zenoas, então achei que ele saberia de algo, e o chamei. É um mistério por que alguém nascido num clã de status tão alto veio parar aqui. Na entrevista, ele disse que queria viver por conta própria.

— Em Zenoas não tem gente além de demônios?

— Não, existem também humanos e semi-humanos, ainda que em número pequeno. Só que não buscam relação ativa com outros países, mas não chega a ser isolamento nacional de verdade. Só que é difícil demais de morar lá em vários sentidos, então pouca gente escolhe viver ali.

— Como assim?

— Primeiro, a variação de temperatura é extrema. De dia, é um calor de verão escaldante; de noite, um frio congelante de inverno. Tem muita fera mágica, e o risco de ataque dispara assim que se sai da cidade. E também tem a comida. Talvez não tenha muita coisa que humano costuma comer. Você gostaria de comer geleia de slime ou carne de orc?

Orc é aquele, né? Homem-porco. Cabeça de porco com corpo humano, tipo o Zhu Bajie. Come isso!? Não, talvez seja parecido com carne de porco, mas, cara, come porco normal, ué!

Geleia de slime também… hmm, dá arrepio. A diferença de cultura alimentar é meio difícil pra mim…

Perguntei se não tinha algo mais aceitável, e ele mencionou sopa de mini-minhoca e morcego gigante grelhado inteiro. Impossível, impossível, impossível. Pra mim é impossível, sim. Deve ser gostoso, mas, visualmente, não dá.

— Mesmo eu já me acostumei tanto com a comida daqui que já sinto falta às vezes de um certo prato de lá.

O Rushēdo falou isso com um sorriso amargo. Bom, faz sentido, o sabor da terra natal é difícil de esquecer.

De qualquer forma, se não é estranho ter humanos em Zenoas, não deve ter problema. Vou me infiltrar discretamente até a ruína de Babylon. Se me acharem, digo que sou filho caçula de algum samurai pobre. Bom, sem alarde nenhum, claro. Nem sou general nem nada.

Certo, vamos lá. Infelizmente, o Rushēdo nunca esteve perto daquela ruína, então vou teletransportar pra Eurono primeiro e depois voar com [Fly].

Como vou de [Fly] de novo, pedi pra todo mundo esperar no castelo. Pra ter contato em caso de emergência, ia levar um dos familiares do Kohaku, mas quase virou briga entre eles, e deu trabalho pra parar.

Com um "sorteio" feito pela própria Yumina, decidiu-se que o Kohaku iria comigo, e teletransportei logo com [Gate] até Eurono, onde já enfrentamos os Phrase antes.

Continua sendo aquela mesma planície vazia de sempre. Não tenho assunto por aqui. Fiz o Kohaku flutuar com [Levitation] e voei de uma vez rumo a Zenoas com [Fly].

Por precaução, contra a possibilidade de sermos vistos, ativei também [Invisible].

Ao entrar no espaço aéreo de Zenoas, vi algumas figuras vindo voando em nossa direção. Reduzi a velocidade pra observar, e eram dois demônios, com metade superior de mulher e metade inferior e braços de pássaro.

《São Harpias. As garras da parte inferior do corpo são bem poderosas, dizem que derrubam até urso. Se não provocarmos, não devem fazer nada.》

Como disse o Kohaku, as duas Harpias passaram direto por nós sem fazer nada e voaram embora. Bom, provavelmente nem chegaram a nos ver. Já que temos a barreira mágica ativada, o cheiro também deve estar bloqueado.

Aquilo não é fera mágica, é demônio mesmo. A linha é difícil de traçar, mas, basicamente, chamam de "demônio" quem consegue se comunicar e é mais próximo da forma humana. Mesmo sendo próximo da forma humana, como o Dullahan, que não consegue se comunicar, é classificado como fera mágica; e mesmo conseguindo se comunicar, algo como o unicórnio, longe da forma humana, também é fera mágica. Bom, os detalhes da distinção eu não entendo direito.

— Bom, melhor ter cuidado, mesmo assim. Deve ter bastante fera mágica desconhecida por aí.

Continuei voando em direção ao destino. Olhando pro chão, se estendia um terreno selvagem, montanhas rochosas, e florestas densas. De fato, dá pra sentir que viver aqui deve ser difícil.

Tem algo parecido com estrada, mas de jeito nenhum parece pavimentada.

— Que ambiente bem selvagem, hein. Bom, deve ser diferente perto da capital.

《A concentração de mana também parece alta, e há muita fera mágica. Este lugar parece ser difícil pra habitação humana. Só uma raça com corpo tão robusto quanto a dos demônios…》

De certa forma, deve ser natural que este lugar tenha virado o país dos demônios.

Mas que calor, hein. Aqui não é inverno? O sol tá torrando com força total. Sinto que, só aqui em cima, os raios do sol estão amplificados de algum jeito. Será que isso também tem relação com essa tal concentração de mana?

Por precaução, meu casaco tem resistência a calor, então tá tudo bem.

Enquanto voava observando o chão, vi de novo algo vindo voando do outro lado. Outra Harpia?

Não, é um pássaro. Um pássaro tipo condor azul. Aquele deve ser um dos súditos da Kōgyoku.

O condor voou à nossa frente, como se nos guiasse. Por fim, chegamos a uma área montanhosa, e ele nos guiou até um vale numa das regiões.

— Isso é…

Encaixado entre montanhas rochosas, havia uma ruína tipo arco de triunfo.

Ao pousar no chão, examinei o material do portal, e parecia o mesmo material das ruínas de Babylon. Acertei.

O portal tinha uns 3 metros de altura, e, ao entrar, havia um cômodo tipo quarto pequeno, com caracteres gravados na parede. Do lado esquerdo, havia cinco formas geométricas alinhadas verticalmente.

No centro, um único pilar de pedra até a altura da cintura. Em cima dele, uma pedra mágica vermelha de atributo Fogo brilhava.

Mais do que caverna… parece um pequeno santuário. Ao redor, tudo é feito daquele mesmo material tipo mármore negro de sempre.

— Hmm? Diferente de antes, hein… Como assim isso?

Por ora, canalizei energia mágica de atributo Fogo no pilar de pedra diante de mim. Ouvi um som tipo "buzz", parecido com um sinal de erro. Hmm? Isso é tipo aquele som de resposta errada de programa de perguntas. Será que quer dizer errado? Incorreto?

— Será que os caracteres e as formas nesta parede são mesmo a dica? Isso é a língua mágica antiga, né? [Reading] / língua mágica antiga.

A magia ativou, e os caracteres escritos na parede ficaram compreensíveis.

"Organize as formas à direita na ordem correta, de cima pra baixo. Não é necessário reorganizar fisicamente — basta visualizar mentalmente, tocar a pedra mágica e canalizar energia mágica."

Que isso. É um quiz? Formas, seriam essas cinco ao lado, tipo círculo e triângulo?

Ilustração do capítulo 182

De cima pra baixo, estava: quadrado, meia-lua, estrela, círculo, triângulo, e, no centro de cada uma, havia pontinhos: cinco, três, um, quatro, dois.

— Será que é só organizar na ordem desses pontos do centro… não deve ser tão simples assim.

Mesmo assim, por ora, visualizei mentalmente na ordem estrela, triângulo, meia-lua, círculo, quadrado, e canalizei energia mágica. Mas, de novo, "buzz", o som de erro tocou. Bom, imaginei mesmo.

— Hmm… ah, será isso — o número de linhas retas?

Círculo é 0, meia-lua é 1, triângulo é 3, quadrado é 4, estrela é 5. Se não tem o 2, é porque não existe forma feita só de linha reta pra esse número… ué?

Se meia-lua é permitido, o 2 também podia ser algo tipo um círculo dividido em quatro partes, não?

Por ora, tentei organizar como círculo, meia-lua, triângulo, quadrado, estrela.

Buzz. Errado.

— Será que os pontos do centro têm relação mesmo?

《Será que essas formas representam outra coisa?》

— Hmm… se o círculo é "sol", a meia-lua deve ser "lua", né. Se a estrela é literalmente "estrela"… será que representa algo dos astros celestes? Então o que seriam o triângulo e o quadrado?

Organizar de cima pra baixo… será organizar pela distância da Terra? Então o mais distante seria "estrela", depois "sol", "lua"… o triângulo seria "casa", e o quadrado, "terra"? Tentei reorganizar.

Buzz.

— Argh. Hmm hmm… Será que os pontos do centro têm mesmo alguma dica…

Depois disso, ficamos um bom tempo encarando as formas geométricas, tentando erro atrás de erro. E, alguns minutos depois…

Ding-dong-ding-dong-ding-dong.

— MAS QUE PORRAAAAA!!

《Ah, Amo! Entendo o sentimento, mas se acalme!》

Quase chutei a parede com os caracteres gravados, que já deslizava lateralmente com um som de "gogogogo", mas o Kohaku se agarrou em mim e consegui parar bem na hora.

— Existe resposta assim!? Que tipo de pergunta é essa!!

《Não, bom, eu concordo plenamente com o sentimento…》

O Kohaku deu um sorriso amarelo. A resposta pra aquela pergunta de antes era:

"Não existe forma nenhuma à direita."

Não é motivo pra ficar bravo assim!? Tá certo que as formas estavam do lado esquerdo, mas! Isso é simplesmente uma "charada", não um enigma de verdade!

Enquanto eu tentava me acalmar, o próximo cômodo tinha os mesmos caracteres gravados na parede, e, no centro, um pilar de pedra com uma pedra mágica azul encaixada. De novo!?


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