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Isekai wa Smartphone to Tomo ni – Capítulo 183

Charadas e a "Biblioteca"

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Capítulo 183 – Charadas e a “Biblioteca”

"Existem 8 moedas de ouro e uma balança. Só que, dessas moedas, uma é falsa. A moeda falsa é ligeiramente mais leve que a verdadeira, e a balança revela isso na hora. Agora, pra encontrar a moeda falsa usando a balança, qual é o número mínimo de pesagens necessárias? Atenção: errar esta pergunta te leva de volta à entrada, à força."

…Isso é charada mesmo, na cara. Bom, essa aqui ainda é razoável.

É um problema que dá pra resolver pensando um pouco. A resposta correta é… não, espera aí.

Canalizei a resposta que reconsiderei, junto com energia mágica de atributo Água.

Ding-dong-ding-dong-ding-dong.

Como eu imaginava! Que personalidade ruim, sério… Encarei a parede, que já abria com aquele som de "gogogogo".

《Amo, qual foi sua resposta agora há pouco?》

O Kohaku me perguntou. Hm? Ah, é verdade, como só visualizei mentalmente, ele não soube.

— Pensando de um jeito normal, quantas vezes você acha que precisaria?

《Dividindo em grupos de 4 e pesando, 1 vez. Dividindo o grupo mais leve em dois de 2 e pesando de novo, 2 vezes. Por fim, pesando essas duas últimas, a mais leve é a falsa — então, 3 vezes, eu diria.》

— É isso mesmo. Mas, se você colocar 3 de cada lado da balança e pesar: se equilibrar, a falsa é uma das 2 restantes, resolvendo em 2 pesagens. Se não equilibrar, pega as 3 mais leves, coloca 1 de cada lado: se equilibrar, a que sobrou é a falsa; se não, a mais leve é a falsa. De qualquer jeito, resolve em 2. Normalmente, essa seria a resposta certa.

Normalmente, né.

《Não é 2, então?》

— A resposta certa é 1. Pega 2 moedas quaisquer entre as 8 e pesa na balança — "se tiver sorte", descobre em 1 pesagem só, né?

《"Se tiver sorte"…》

— O problema não especificou "com certeza" ou "de forma garantida", né? A pergunta pede o número mínimo de pesagens usando a balança.

De fato, esta é a ruína de Babylon. As perguntas são maliciosas assim mesmo. Bem a cara daquela doutora. Já que a convivência é longa, de certa forma já consigo prever o que ela pensa… e isso também é meio triste, hein… Fui corrompido…

Depois disso, também apareceu:

"A equação a seguir segue uma certa regra, gerando o resultado correspondente. Descubra o número que preenche o □."

36 = 1

108 = 3

2160 = 2

10800 = □

Um problema relativamente razoável desse tipo apareceu, e isso me fez desconfiar que tinha alguma pegadinha escondida.

No fim, não tinha pegadinha nenhuma, e a resposta era simplesmente "5".

De qualquer forma, isso não é bem um enigma no sentido sério — é charada mesmo, literalmente. De fato, não são difíceis, mas o problema é que, se errar, volta pra entrada. A parede fecha de novo, e muda pra uma pergunta nova. Resumindo rapidamente, apareceram outras como:

"Existem duas cordas mágicas incombustíveis que, se acesas na ponta, queimam completamente em exatamente uma hora. Como medir exatos 45 minutos usando essas cordas, sem sobrar nenhuma?"

"Um homem preparou 4 peixes pro jantar, mas 3 gatos vieram e cada um fugiu carregando 1 peixe. Mesmo assim, a família do homem, de 4 pessoas, conseguiu comer 1 peixe cada uma no jantar, sem problema nenhum. Por quê?"

"Um saco tem 27 moedas de ouro dentro. Três aventureiros vão dividir isso igualmente, mas precisam deixar pelo menos 5 moedas no saco. Qual o número máximo que uma pessoa pode ganhar?"

São charadas mesmo, no sentido pleno. Como não quero voltar, mesmo depois de pensar numa resposta, acabo reconsiderando de novo, procurando se não deixei passar algo, se não tem alguma pegadinha, e isso acaba tomando tempo — e a sensação de estar dançando conforme a batuta daquela doutora me irrita.

Aliás, as respostas das perguntas de antes eram:

"Das duas cordas, acende as duas pontas de uma delas, e só uma ponta da outra. Quando a corda com as duas pontas acesas terminar de queimar, acende a outra ponta da corda restante — aí, 30 minutos mais 15 minutos dá exatos 45 minutos."

"Os 3 gatos fugiram 'carregando' 1 peixe cada — então o total de peixes era 7. Nenhum problema."

"9 moedas. Divide igualmente, e uma pessoa fica com o saco inteiro junto."

E assim por diante.

Ding-dong-ding-dong-ding-dong.

Ao atravessar o último cômodo, de atributo Nulo, encontrei o de sempre: um círculo de teletransporte com seis pilares de pedra.

— Até que enfim… Que trabalho danado ela me deu, hein…

Deve ser mais uma das brincadeiras de mau gosto daquela doutora, mas quero ver ela no meu lugar, tendo que aguentar isso. Cansado, canalizei energia mágica nas seis pedras mágicas e fiquei de pé no centro do círculo de teletransporte, junto com o Kohaku. Canalizei energia mágica de atributo Nulo pelos pés, e ativei o círculo.

O jorro de luz se dissipou, e, ao abrir os olhos, era a paisagem de sempre de Babylon. As árvores balançavam ao vento, e, ao longe, se estendia um mar de nuvens.

Olhando ao redor, dava pra ver um prédio além das árvores. Bom, será "Depósito", "Biblioteca" ou "Laboratório"?

Ao caminhar do círculo de teletransporte em direção ao prédio, assim que a forma completa dele apareceu, já dava pra saber o que era.

O formato do prédio era circular, tipo uma lata de atum. Coberto de vidro por completo, dava pra ver claramente o interior pelas janelas. O que se via lá dentro era um cômodo com estantes de livros até onde a vista alcançava, e uma montanha de livros amontoados nelas.

É a "Biblioteca". Sem dúvida.

Contornei o prédio pra procurar a entrada. Por fim, uma porta grande e luxuosa nos recebeu.

Ao abrir a pesada porta dupla, havia mais uma porta logo depois, e, abrindo essa também, entramos na "Biblioteca".

— Uau…

《Isso é…》

Fiquei sem palavras junto com o Kohaku. Livros, livros e mais livros, até onde a vista alcançava. As estantes se alinhavam com mais de 10 metros de altura, mas, seguindo a curva da parede externa, parece um labirinto.

Tem livro numa altura que parece impossível de alcançar, mas como será que pegam eles? Não tem escada nem nada parecido ao redor…

Pisando no tapete vermelho do chão, decidi ir em direção ao centro do círculo, por ora. Como o caminho é sinuoso, não dá pra ir direto. Sinceramente, acho que isso é erro de planejamento na disposição das estantes.

Mesmo assim, olhando pro teto, dava pra ver as junções irradiando em direção ao centro, então usei isso como referência pra seguir em frente.

Depois de andar um tempo, o espaço se abriu de repente, e mesas e cadeiras começaram a aparecer aqui e ali. Sobre uma mesa, uma pilha de vários livros diferentes, e, no sofá logo atrás, uma garota estava sentada.

Com o olhar fixo no livro que segurava, nem olhou na nossa direção. Cabelo castanho-avermelhado cortado curto, e, no perfil dela com óculos, dava pra ver traços em comum com as outras Babylon Numbers. As roupas também eram iguais às das outras. Essa garota deve ser a administradora da "Biblioteca".

— Ahn…

— Faltam cerca de 30 minutos pra eu terminar de ler, então não fale comigo.

— Ah, tá bom…

Impossível quebrar o gelo. Completamente tratado como estorvo. Não tem jeito, vou esperar. No espaço silencioso, só o som das páginas virando da garota pairava no ar. Sem nada pra fazer, peguei sem querer um livro qualquer por ali e abri.

— Não consigo ler…

Que língua é essa? Não é a língua mágica antiga, nem a língua élfica antiga. Será língua Parteno antiga?

— [Reading] / língua Parteno antiga.

Ah, agora dá pra ler, dá pra ler. Mas… é difícil demais, não entendo bem. Parece algo tipo um relatório de pesquisa e reflexão sobre feras mágicas.

Talvez por ter ativado [Reading], em alguns pontos os títulos escritos na lombada dos livros ficaram legíveis. Todos aqueles devem estar escritos em língua Parteno antiga.

"Controle e Interferência em Regulação de Fluido Mágico"

"Botânica Mágica e Poções Secretas"

"Introdução às Técnicas Noturnas — Nível Iniciante"

Ei. Diante de um título tão explícito assim, acabei esticando a mão e folheando por dentro, e, como esperado, era exatamente esse tipo de manual de instruções.

"Pra que ambos aproveitem, comecem eliminando a tensão. Se não for menor de idade, beber um pouco e tomar emprestada a força do álcool não é de todo ruim. Mas, se exagerar, estraga tudo, então mantenha só no nível de degustar. Em seguida, do parceiro…"

Hmm hmm… o-oh… e-entendi…

Isso pode ser mais útil do que eu imaginava… Espera, isso é… sério mesmo? Não, mas, hein, a barreira é alta, viu. Esse "com naturalidade" aí é difícil, né…

— O que você tá lendo?

— Wraaa!?

Levei um susto com a voz vinda de trás. Que susto! Ué? Já se passaram 30 minutos!?

Enquanto inclinava a cabeça, desconfiada, olhando pra mim, a garota abriu a boca.

— Bem-vindo à "Biblioteca" de Babylon. Sou o terminal que administra esta "Biblioteca", meu nome é Iris Fam. Pode me chamar de Fam.

— Ah, é, Fam, entendi. Sou Mochizuki Touya. Muito prazer.

Enquanto respondia, coloquei o livro de volta no lugar original, escondendo com a mão nas costas. Será que ela viu…

— Já que você veio até aqui, significa que resolveu os problemas da doutora. Confirmo que a condição foi cumprida — a partir de agora, a unidade número 24, nome individual "Iris Fam", é transferida a você. Conto com sua colaboração, Mestre.

Ah, então era mesmo obra da doutora aquelas perguntas. Não precisava criar um negócio assim, com tanto trabalho. Bom, ao menos não fui exposto a mais alguma armadilha "erótica" a mais dessa vez… Ah, espera!

Percebi a sequência que vinha a seguir e tentei me preparar, mas já era tarde demais — a Fam já tinha roubado meus lábios. A língua dela entrou rápido, invadindo minha boca por dentro. Comparado a quando foi com a Riola, da "Muralha", esse ato terminou rápido e sem muita cerimônia.

— Registro concluído. Memorizei o material genético do Mestre. A partir de agora, a posse da "Biblioteca" é transferida ao Mestre.

Argh, será que não aprendo mesmo. Sabia que ia acabar assim. Bom, não tem opção de não fazer, então mais cedo ou mais tarde teria que acontecer de qualquer jeito — melhor assim do que numa situação estranha qualquer.

— Nesse caso, quantas Babylons já foram reunidas até agora?

— Ah? Ahn, "Jardim", "Oficina", "Ala de Alquimia", "Hangar", "Muralha", "Torre" — essas seis, e agora, com essa "Biblioteca", são sete.

— Entendo. Então, vamos rumo até lá.

Ela digitou algo num terminal sobre a mesa, e a "Biblioteca" começou a se mover silenciosamente. Deve estar indo em direção às outras Babylons que já estão sobre Brunhild, pra fazer o encaixe.

— Mestre. Tenho um pedido. Gostaria que trouxesse livros novos pra essa "Biblioteca"…

— Ainda precisa de mais livros? Aliás, quantos você tem aqui mesmo?

— Aproximadamente não menos que 20 milhões de volumes.

Impossível…! A Biblioteca da Dieta Nacional do Japão não tinha mais ou menos 10 milhões de volumes de acervo? Se contar tudo, revistas, jornais, materiais que não são livro propriamente, chega a algo em torno de 35 milhões, mas…

— Já li quase tudo, então quero ler algo novo. Peço que providencie isso o quanto antes.

— "Já li"… 20 milhões de livros!?

— Em média, um livro a cada duas horas, e, mantendo isso por 5000 anos, chega nesse número.

Não, não, não. Sem descansar nunca, 24 horas por dia!? A Shesca e a Belflora até ficaram dormindo em cápsulas de sono por vários anos, e a Noel, da "Torre", ainda continua dormindo até agora!?

— Eu não me movo muito, então dá pra fazer isso. Mesmo assim, depois de 5000 anos funcionando sem parar, já tô começando a apresentar problemas. Bom, se encontrarmos o "Laboratório", provavelmente dá pra fazer uma manutenção decente.

Então ela ficou lendo livros sem parar por 5000 anos… Que amor incondicional pela leitura. Do tipo viciada em texto impresso mesmo. Que absurdo.

Por ora, melhor avisar a Leen que a "Biblioteca", tão sonhada por ela, foi finalmente encontrada. Conhecendo a Leen, ela deve acabar morando lá dentro.


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