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Isekai wa Smartphone to Tomo ni – Capítulo 193

Um Lucro Enorme e os Aventureiros Novatos

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Capítulo 193 – Um Lucro Enorme e os Aventureiros Novatos

— Então, aqui está o valor referente ao restante do material de dragão.

Abri o saco pesado que a Relisha-san me entregou e conferi o conteúdo. Cerca de 12 sacos com 100 moedas de ouro real cada. 1200 moedas de ouro real. Não dá pra comparar diretamente com a moeda do meu mundo original, mas, pela experiência que já tive, calculando cada moeda de ouro real em uns 10 milhões de ienes, dá 12 bilhões de ienes. Uma fortuna e tanto.

Aliás, moeda de ouro real quase não é usada, exceto em negociações entre países ou grandes comerciantes. Perder uma dessas seria um problemão.

E isso é só a parte referente aos dragões que atacaram Brunhild. Os 350 dragões derrotados na Ilha Dragoness ainda continuam adormecidos no [Storage].

Poderia ter vendido tudo de uma vez, mas parece que soltar demais no mercado causa vários inconvenientes, então evitei. A guilda também deve lucrar bastante com esse material. Como a própria guilda não distribui tudo de uma vez pro mundo, vou vender aos poucos também.

— O mundo tá bem agitado com esse boato, sabia. Que a Ordem de Cavaleiros de Brunhild venceu esmagadoramente um bando enorme de dragões.

— Só de ouvir, será que acreditam mesmo?

— É verdade. Mesmo eu, que estava lá presente, mal conseguia acreditar. Mesmo assim, com certeza a mensagem de que este país é forte já se espalhou. Será que agora diminui o número de países que tentam interferir de forma estranha por aqui?

Bom, se for assim, é uma bênção. Já enjoei de lidar com casos tipo Eurono. Ainda hoje, parece que existe gente de Eurono espalhando que aquela grande invasão foi manipulação de Brunhild. Gritam que "Brunhild deve admitir a culpa e pagar", exigindo indenização. Claro, não pretendo pagar nada disso.

Também dizem que fui eu quem assassinou o novo Imperador Celestial. Depois daquilo, foram aparecendo, um atrás do outro, gente afirmando "na verdade, sou filho secreto do Imperador Celestial" e se autoproclamando Imperador, e Eurono virou um estado sem governo de fato. Está num tal estado de decadência que mal funciona como país.

Nesse tipo de situação, normalmente outros países ajudariam, mas, por causa da conduta passada de Eurono e da diplomacia cheia de mentiras vazias, parece que ninguém quer se envolver. Bom, colheu o que plantou. Não é problema meu.

Guardei o dinheiro no [Storage] e deixei a guilda. Com isso, dá pra pagar bônus pra todo mundo. Quanto será que dou pra cada um? Deixa eu ser generoso e ir com tudo dessa vez.

Pensando nisso, cheguei na frente do portal de teletransporte da masmorra, e falei com o "tōha", subordinado da Tsubaki-san, que continua vendendo na barraca de sempre.

— E aí.

— Ah. Cliente, hoje tem uma raridade.

Ué? Aconteceu alguma coisa? Agachei e escutei enquanto pegava um dos produtos expostos.

— Apareceram alguns mortos.

— …Entendi. Não tem como evitar, sendo aventureiro, mas, hein. Morreram por fera mágica?

— Parece que sim. Não voltaram depois de entrar. Como todos eram aventureiros de rank baixo, provavelmente agiram de forma imprudente, sem calcular a própria capacidade.

Será que se empolgaram e acabaram indo pra andares mais baixos demais. O certo é voltar assim que perceber "opa, apareceu adversário forte demais". Afinal, sem a vida, nada mais importa.

— Só que tem uma coisa estranha. Desses aventureiros que morreram, além da carteira de aventureiro, não sobrou pertence nenhum.

— Pertences? Além do corpo ser dissolvido pelo slime, o equipamento, tipo espada e armadura, também?

— Isso. Bom, dizendo isso, existe gente tipo hiena entre os aventureiros também…

Quer dizer que tem gente saqueando arma, armadura e pertences de aventureiro morto. Isso, por si só, não é bem algo elogiável, mas também não é exatamente crime.

Ao encontrar equipamento de aventureiro morto, o costume é entregar pra guilda pra devolver aos companheiros ou família do falecido. Mas não existe obrigação de seguir isso. É só costume mesmo.

Existe uma história assim: certo aventureiro gastou uma fortuna e conseguiu uma armadura cara demais pro próprio nível. Tão feliz, vivia se gabando dela em toda oportunidade. Alguns dias depois, encontraram o corpo dele numa masmorra, morto, sem a armadura cara.

Será que ele foi morto por monstro da masmorra, e depois outro aventureiro que encontrou a armadura cara acabou pegando pra si?

Ou será que outro aventureiro, de olho naquela armadura, o matou de propósito? A verdade se perdeu nas trevas.

Bom, no caso dessa vez, parece que eles não tinham equipamento ou item caro nenhum, então não deve ter sido morte por interesse.

— Quantos morreram até agora?

— Carteira de aventureiro encontrada, foram 10. Nenhum outro pertence de nenhum deles.

10 pessoas morreram, hein. Fico com um peso no coração. Talvez seja melhor criar zonas seguras dentro da masmorra, protegidas de ataque de fera mágica, ou até círculos de teletransporte de volta à superfície. Pelo menos nos andares mais rasos, onde iniciantes costumam circular.

Me despedi do tōha e fui até o portal de teletransporte.

Chegando no portal da "Amaterasu", vi um grupo de garotos pagando a taxa de entrada, 1 moeda de cobre, em dez moedas de bronze, ao funcionário do balcão. Idade por volta de 12, 13 anos. Grupo de 4, dois meninos e duas meninas.

Os meninos estavam equipados: um com lança curta e armadura de escama, outro com arco curto de caça e armadura de couro.

As meninas: uma com espada de ferro e armadura de couro, e a outra com cajado iniciante e manto. Um clima bem típico de aventureiro novato, mesmo.

Os quatro, animados, atravessaram o portal da "Amaterasu" e sumiram rumo à ilha da masmorra.

Depois de ouvir aquela conversa de agora há pouco, fico meio preocupado com garotos assim.

…Será que devo ir atrás deles? Não, não, isso seria tipo perseguidor. Se tivesse algo tipo escola profissionalizante pra aventureiro, dava pra ensinar vários conhecimentos e técnicas.

…Não, pensando bem, pode ser até uma boa ideia. Como instrutor, dá pra contratar aventureiros aposentados.

Mas será que dá pra manter isso funcionando? Isso aqui? Cobrar taxa de matrícula alta também não parece certo. Será melhor cobrar só depois da formatura? Se contar com a colaboração da guilda, dá pra ver, pela carteira de aventureiro, quais missões cada um pegou e quanto ganhou.

Vou consultar a Relisha-san sobre isso. Talvez ela tenha alguma outra boa ideia.

— Ué? Touya?

Ao ouvir uma voz me chamando, me virei e vi a Leen, com a Paula, parada ali. Como sempre, vestida naquele estilo gótico-lolita preto, com aquela sombrinha preta também.

— Ah, Leen. O que faz por aqui?

— Vim dar uma olhada, de passagem numas compras. Achei que talvez tivesse alguma raridade. E você?

— Ah… tava pensando em reformar um pouco a masmorra. Achei que seria útil ter uma zona segura pra descanso.

— Ah é? Parece interessante. Posso ir junto?

Sem esperar minha resposta, a Leen já segurou meu braço. Ugh. Desde aquele dia, a Leen tem se aproximado ativamente de mim. Será que ela tá falando sério mesmo sobre querer casar comigo?

Como a aparência dela é quase igual à da Yumina e das outras, pra quem olha de fora deve parecer só irmão e irmã, mas mesmo assim fico meio sem graça.

Andando com passos rápidos até o balcão do portal da "Amaterasu", a Leen tirou uma moeda de cobre da bolsinha na cintura, entregou pro funcionário, e escreveu o nome no caderno disponível.

Mesmo sem estar registrado na Guilda de Aventureiros, dá pra atravessar pagando o nome e a taxa de entrada. Anotar o nome é pra ter registro de quando entrou e quando saiu. Claro, com carteira de aventureiro, resolve na hora.

Mas eu também escrevi meu nome e paguei a moeda de cobre. Minha carteira é dourada, então chama muita atenção… Escrevi um nome falso, "Takeda Shingen". Não existe regra que obrigue a escrever o nome verdadeiro. Na volta, quando pergunto, basta responder o mesmo "Takeda Shingen".

Atravessando o portal, a luz forte do sol caiu sobre nós. Comparado ao pleno inverno de Brunhild, aqui é bem quente. Olhei ao redor, mas não vi o grupo de 4 novatos de antes. Já devem ter entrado na masmorra.

Nós também entramos na masmorra, levando a Paula junto. A Leen fechou a sombrinha e ativou [Light].

— Por ora, vamos até o terceiro andar do subsolo.

Se não me engano, a masmorra "Amaterasu" já foi explorada até o sexto andar do subsolo. Abri o mapa e fui em direção à escada do segundo andar.

— …Por que será que você conhece o mapa inteiro dessa masmorra, hein.

— Não me pergunta. Só sei mesmo, e é isso.

A Leen murmurou, meio incrédula, olhando pro mapa projetado no ar. Eu mesmo nunca imaginei que fosse conseguir isso.

Sem hesitar, seguimos direto até a escada e descemos pro segundo andar do subsolo. Repelindo de vez em quando alguma fera mágica ou monstro que aparecia, continuamos descendo até o terceiro andar do subsolo do mesmo jeito. Levou um certo tempo.

— Quero criar uma zona segura por aqui, pra descanso, mas onde seria um bom lugar…

Fui procurando um local adequado, observando o mapa projetado no ar. Por precaução, também configurei o mapa pra mostrar os aventureiros. Não quero atrapalhar a exploração deles, afinal.

— Que tal aqui? Fica igualmente perto de várias escadas, e tem um tamanho razoável.

O lugar que a Leen apontou era um espaço bem aberto, dando pra várias equipes descansarem ao mesmo tempo. E, além disso, tem rota alternativa, então não precisa passar por aqui pra não atrapalhar. Vou usar esse local mesmo.

Avançamos pela masmorra derrotando as feras mágicas pelo caminho. Que chato, esses inimigos aparecendo toda hora. Queria um item tipo "água benta" de jogo, pra repelir monstro.

Por fim, chegamos no destino e começamos a examinar o local. Parece que não tem armadilha nem porta secreta.

Logo usei [Program] e [Enchant] pra impedir que feras mágicas e monstros entrassem nesse cômodo. E, além disso, escrevi na parede inteira algo tipo: "Feras mágicas e monstros não conseguem entrar neste cômodo. Sintam-se à vontade pra descansar aqui."

Como poderiam desconfiar que fosse armadilha, resolvi assinar também.

— "Mochizuki Touya, Príncipe do Principado de Brunhild"… certo, assim tá bom.

Espero que isso dê tranquilidade pra eles. Aliás, pensando bem, não encontrei aquele grupo de novatos de antes. Bom, sendo iniciantes, devem estar rodando pelo primeiro andar mesmo.

Já que me lembro do rosto deles, deixa eu fazer uma busca. Deixa eu ver, aventureiro comum em azul, e o grupo de novatos que vi na frente do portal em verde…

Ah, opa. Que surpresa. Já desceram até o segundo andar do subsolo. E não são só quatro. Tem mais três aventureiros junto. Será que foram convidados por essa equipe pra se juntar?

Hã? Que estranho, esse movimento… Será que estão lutando contra monstro?

— Encrenca só com sete pessoas, será que são novatos demais?

— Pelo menos quatro deles pareciam bem iniciantes mesmo. Aquele clima de "acabou de sair do interior".

Será que não é que eles sejam fracos, mas que o número de adversários seja grande. Até Kobold ou Goblin, se atacarem em mais de 10, já é bem perigoso.

Deixa eu ver, exibir monstro ou fera mágica na área… Ué?

Não aparece? Não, em outros mapas aparecia normalmente. Quer dizer que…

— Como assim isso?

— …Esses quatro estão sendo atacados. Pelos outros três aventureiros.

Que absurdo isso.


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