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Isekai wa Smartphone to Tomo ni – Capítulo 209

O Pós-Guerra e o Roubo

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Capítulo 209 – O Pós-Guerra e o Roubo

O surgimento da espécie dominante. Isso causou um baita impacto pra todos nós. Um ser ainda mais forte que a espécie superior. E, ainda por cima, um Phrase de tamanho humano, difícil de lidar com Frame Gear.

Claro, veio uma enxurrada de perguntas dos reis de cada país, que assistiam à transmissão, mas eu também não sei nada. Só sei que aquilo é um ser acima da espécie superior, e que tem emoções.

Falava uma língua incompreensível, mas o Ende parecia conversar normalmente com ela, então deve ser um adversário com quem dá pra se comunicar, ao que parece…

De qualquer forma, o combate terminou, e o processo pós-batalha já foi resolvido em boa parte. O dano em Lodmea, que eu temia, foi muito menor comparado a Eurono. Mesmo assim, uma montanha inteira teve o topo destruído, e o campo de batalha virou terra completamente devastada por causa do canhão de partículas disperso da espécie superior.

Do nosso lado, não houve morte, mas teve bastante ferido grave. O tsunami de terra da espécie superior causou vários feridos. Depois de serem teletransportados pro quartel-general, a Sue e a Leen usaram magia de cura, e a Belflora cuidou com remédios, então se recuperaram rápido.

Mesmo com toda essa preparação, ainda chegou a esse ponto. Mas dá pra dizer que só ficou nesse nível porque, dessa vez, sabíamos do surgimento com antecedência.

Graças à nossa atuação, Lodmea acabou não sofrendo tanto dano com os Phrase, mas parece que foi bem mais doloroso o fato de a capital da província central ter sido destruída pelo Golem de Madeira Armado (modificado).

Como forma de assumir essa responsabilidade, o doutor Bowman foi enviado às minas. Dizem que serão mais de 10 anos de trabalho forçado.

E também, por negligenciar as medidas de segurança do laboratório e ser cobrado pela má gestão como responsável, o Governador-Geral Volk Rajil foi acusado pelos outros governadores de província.

Por fim, com o consenso geral dos outros governadores, Volk Rajil perdeu o cargo, e um jovem nobre da província central assumiu o novo posto de governador.

E, escolhida como nova Governadora-Geral de Lodmea, foi justamente a governadora da Província das Colinas, que respondeu rapidamente à resolução do problema desta vez: Audrey Reliban.

Que jeito oportunista, hein, sem deixar escapar chance nenhuma. Sinto que fomos meio usados a nosso favor, mas, já que não estamos fazendo nada de errado, bom, tanto faz.

Da nossa parte também, é bem mais fácil de lidar com a Audrey-san do que com aquele Rajil de sorriso besta.

Como primeira ação, a Governadora-Geral Audrey suspendeu de vez o desenvolvimento do Golem de Madeira Armado no instituto de magia. Bom, faz sentido. Não dá pra correr o risco de outro descontrole assim.

Em seguida, conversando com os outros governadores, decidiram por unanimidade a entrada na Aliança Leste-Oeste. Parece que o principal motivo é poder emprestar Frame Unit e, em caso de emergência, o Frame Gear pra o país aliado.

Usando Frame Gear pra remover escombros, a reconstrução avança bem mais rápido. Já emprestamos umas 10 unidades de cavaleiro pesado, mas, como ainda não tem ninguém de Lodmea capaz de pilotar, enviamos alguns membros da Ordem de Cavaleiros de Brunhild, incluindo a vice-capitã Nicola-san, como instrutores até lá.

Graças a isso, a remoção dos escombros avançou bem, e a cidade parece estar recuperando aos poucos a calma.

Desde que a Audrey virou Governadora-Geral, Lodmea também suavizou a rivalidade com Regulus, firmando vários acordos comerciais.

Um país que era rival por tanto tempo não vira amigo assim tão rápido, claro, mas é sem dúvida um grande avanço.

Por posição geográfica, Lodmea sempre teve o comércio centrado principalmente em Regulus, Ramish, o Reino de Felsen, e o Império Celestial de Eurono. Mas, com o colapso de Eurono outro dia, já não dava mais pra contar com esse comércio de jeito nenhum.

Nessa situação, melhorar a relação com Regulus deve ter sido uma tábua de salvação e tanto. Bom, acho que foi bom assim.

— Mestre, será que dá um instante?

— Hm?

Fui chamado pela Rosetta, que consertava o Cavaleiro Dragão do Ende no "Hangar". O braço direito destruído — ou melhor, destruído pelo próprio Ende — já está sendo restaurado. Dessa vez, incorporando o esqueleto do novo modelo pra reforçar ainda mais, então não deve quebrar tão facilmente de novo.

A Rosetta desceu do guindaste.

— Na verdade, aconteceu algo estranho no combate do outro dia.

— Algo estranho?

Naquele dia, deixei a Rosetta e a Monica encarregadas da manutenção e ajuste das máquinas reserva.

E, ao mesmo tempo, na verdade, também as deixei encarregadas de observar, investigar e registrar o comportamento dos Phrase. Pra ser exato, na observação, elas atuavam de auxiliares. É que deixar isso só por conta da Paruche me deixava inseguro demais… afinal, ela é desastrada raiz.

— Nesse combate, o número de pilotos que sofreram dano grave ou médio e foram transferidos pro quartel-general foi 36. E, depois do fim do combate, os Frame Gears destruídos que o Mestre recolheu do campo de batalha foram 35 unidades. Falta uma.

— …O quê?

Como assim. Depois do combate, recolhi tudo com [Storage], especificando até as peças de Frame Gear. Você tá dizendo que não estava no local?

— Pra ser exato, estava tudo separado: cabeça, unidade principal do peito, braço superior esquerdo, e perna completa direita. Todas peças de cavaleiro pesado.

— Quer dizer que algum dos cavaleiros que pilotavam guardou escondido durante o combate?

— Não. Ao contrário, pelo fato de estar separado peça por peça, acho que alguém recolheu o Frame Gear destruído. Olha só isso.

A Rosetta ligou o monitor colocado no canto da garagem. Começou a passar a imagem aérea gravada do combate do outro dia. Ainda antes da espécie superior surgir. O que tem isso?

— Aqui.

PI, a Rosetta pausou a imagem. Na ponta da tela, aparecia o tronco de um Frame Gear destruído.

A Rosetta soltou a pausa e a imagem voltou a correr. Nesse momento, o tronco do Frame Gear destruído que estava ali desapareceu.

— …Como assim isso?

— Se trocar pra imagem de detecção de energia mágica…

— Ah.

Apareceu a imagem de algumas pessoas tentando carregar o tronco do Frame Gear. Envoltas numa luz azulada vaga, os detalhes não davam pra distinguir bem, mas era claramente uma figura humana. Talvez semi-humana, mas, sem cauda ou orelha visível, não parece ser fera-humana.

— Parece que estão usando alguma magia ou artefato pra ficar invisíveis. Só que ficou totalmente detectável na detecção de energia mágica. E o Frame Gear também apareceu perfeitamente.

Ah, é porque a blindagem do Frame Gear é colorida com tinta mágica. Mas quem seriam esses caras.

Difícil de imaginar que sejam gente da Aliança Leste-Oeste. Já que estamos emprestando as máquinas mesmo, não teriam motivo pra fazer isso.

Se for assim, seria de outro país fora disso? O surgimento desse combate já era conhecido com dias de antecedência. Quer dizer que teve gente se aproveitando disso pra agir.

— Que absurdo, agindo tipo saqueador de desgraça alheia… busca. Peças destruídas de Frame Gear.

《…Busca concluída. Exibindo, iSS.》

O mapa apareceu projetado no ar, mas o pino apontava só aqui, Brunhild. Como assim isso? Já entendo que, especificando "peça destruída", não reage aos Frame Gears que estão emprestados em Lodmea, mas…

— Provavelmente, deve ter uma barreira de energia mágica de interferência aplicada. Do mesmo tipo usado em Babylon.

Ah, entendi. Quer dizer que rastrear é impossível.

— Dá pra fazer Frame Gear com essas peças roubadas?

— Impossível, iSS. Talvez, com tempo, dê pra montar de volta em cavaleiro pesado original, mas produção em massa é impossível, iSS.

Faz sentido mesmo. Nem tem líquido de Éter, e, além disso, se tivessem tecnologia pra isso, nós não sofreríamos tanto pra desenvolver.

— Só que existe o risco de a tecnologia usada no Frame Gear ser aplicada de forma copiada. Talvez consigam criar uma imitação de qualidade inferior, iSS.

— Hmm. Que coisa chata, hein…

Enquanto eu ficava pensativo, a Monica, que também fazia manutenção no Cavaleiro Dragão, montada no ombro dele, interveio de cima.

— Acho melhor avisar os países sobre o roubo, viu? Se algum falso cavaleiro pesado sair por aí causando estrago, e a culpa cair em cima da gente, seria um saco, né?

Faz sentido mesmo. Mesmo considerando a questão do líquido de Éter, achando que não deve ser tão fácil assim de fazer funcionar, mas, por precaução, melhor avisar.

Imitação inferior de Frame Gear… produto pirata, é? Que pressentimento ruim, hein.

— Bom, por mais que se esforcem, é impossível fazer uma máquina melhor que o cavaleiro pesado, então vou deixar quieto, iSS.

— Não, acho que deixar quieto também não é ideal…

Bom, não que eu tenha alguma contramedida em mente. Será que devia colocar dispositivo de autodestruição? Ah, é verdade, teve um protagonista de anime de robô que fez uma autodestruição espetacular. Será que é uma questão de estética. Talvez até seja válido pra proteger segredo desse tipo.

— Mais do que isso, sobre as máquinas da senhora Yae e da senhora Hilda, vamos seguir como está planejado, iSS?

— Hm. Sem mudança nenhuma. Yae fica bem com modelo especializado mesmo. Ela não é do tipo habilidosa em várias coisas. E a da Hilda também acho que tá bom do jeito que tá.

— Entendido, iSS. Então, depois disso, a máquina de quem vem?

— SOU EU!

Na entrada da garagem do "Hangar", parada com pose firme, estava a Sue, e, atrás dela, a Shesca vestida de criada. Será que a Shesca trouxe ela até aqui. Que susto.

A Sue correu e, de repente, se abraçou em mim.

— Já chega! Deixa eu pilotar Frame Gear de uma vez! Já cansei de treinar só no Frame Unit!

Esfregando a cabeça na minha barriga, a Sue insistia. Hmm, a Sue, é…

Sinceramente, fico preocupado. Não, não é com a habilidade dela. No desempenho de combate usando Frame Unit, ela é bem talentosa. Dizem que crianças, sem preconceito nenhum, costumam demonstrar habilidade superior nesse tipo de coisa, mas a Sue tinha um talento quase genial como piloto.

Só que sinto que, de certa forma, ainda parece encarar isso como um jogo. No fim das contas, no campo de batalha, a vida está em jogo. Será que ela tem essa consciência.

— Será que não precisa mesmo a Sue fazer algo tão perigoso assim?

— O que você tá dizendo! Eu também sou noiva do Touya! Vou lutar quando for preciso lutar! Não tenho intenção nenhuma de me esconder num lugar seguro e virar esposa de enfeite! Eu também quero proteger todo mundo!

A Sue olhou pra mim com os olhos sérios. Essa garota tá falando sério. Sendo criada como membro da família real, talvez ela já tivesse essa determinação formada há tempo.

Será que eu tava tratando ela como criança demais.

— …Tá bom. Então vamos construir uma máquina exclusiva pra Sue. Que tipo você quer?

— Forte, de qualquer jeito!

Meio vago, hein. Achei que tava perguntando que tipo específico ela queria.

— Quero uma grande. Tipo a da Elsie, que consegue destruir o adversário com força total. Ah, aquela máquina normal que se combina e vira uma gigante, que o Touya me mostrou!

Ué, será que eu mostrei isso pra ela…

— E também quero arrancar o núcleo do Phrase assim, e ter um braço giratório que voa e destrói o inimigo! Ah, e também quero um martelo dourado!

Aah, entendi mais ou menos. Aquilo, né…

Hmm, se é assim, tipo força bruta, então. Defesa sólida, com poder destrutivo. Mobilidade, nesse caso, vou deixar de lado. Braço que voa… dá pra usar a tecnologia do Fragarach, talvez consiga fazer algo.

Mas combinação, como será? Controle remoto… não, sem algo tipo IA autônoma, seria impossível. Se for tripulado, seria possível, mas, nesse caso, precisaria de mais um piloto.

— Acho que dá pra resolver, iSS. Se não me engano, tinha algo bem adequado no "Depósito".

…Sério? Bom, já que a Paruche consegue insuflar vida numa moldura de quadro, talvez tenha esse tipo de coisa mesmo. Se tiver algo tipo inteligência artificial, dá pra reaproveitar como mecha de suporte da Sue.

— Hmm… bom, tanto faz, vamos testar. Vou tentar.

— CONSEGUI! O Touya é mesmo o melhor marido do mundo!

Segurando a Sue, que se abraçou no meu pescoço, levei um susto quando ela me deu um beijo leve nos lábios. E, ainda por cima, esfregou o rosto no meu depois. Tá ficando cada vez mais atrevida, hein.

Achando isso, percebi que, atrás de mim, a Shesca fazia sinal de positivo com o polegar erguido, na direção da Sue. Foi você quem incentivou isso, né!? Essa aí é péssima influência de verdade!


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