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Isekai wa Smartphone to Tomo ni – Capítulo 216

A Aeronave e o Guerreiro Demônio Prateado

Capítulo 216 – A Aeronave e o Guerreiro Demônio Prateado

— Que velocidade impressionante, hein.

— Né?

Eu estava voando pelo céu numa aeronave de alta velocidade que dormia no "Hangar". No momento, sobre o céu de Regulus. A Monica cuidava do comando.

Aeronave de alta velocidade "Gungnir". O formato do casco é tipo folha curta de bambu, inflada só no meio… uma forma parecida com a ponta de uma lança, com uma asa pequena atrás.

Do ponto de vista aerodinâmico, não parece nem um pouco capaz de voar, mas, já que voa de verdade, alguma força deve estar agindo ali.

Classificada como aeronave, dá pra pousar na água, mas também consegue pousar em terra. Voa numa velocidade e tanto, mas, sinceramente, voar com [Fly] em toda velocidade é mais rápido que isso.

Capacidade pra uns 12 passageiros. Tem espaço razoável reservado.

Originalmente, funcionava consumindo líquido de Éter como combustível, mas reconstruíram todo o sistema, aplicando o mesmo princípio do novo modelo de Frame Gear, amplificando energia mágica de luz e ar como fonte de energia.

— Essa máquina vai se combinar com o Frame Gear da Sue, né?

— Essa máquina se transforma na peça das costas dela, viu. Mas, nessa hora, a combinação é automática, então nem precisamos estar aqui, viu.

Essa máquina também pode mudar pra modo automático. Tem até função de reconhecimento de voz, então, na prática, basta embarcar e pedir "leva até tal lugar" que ela vai sozinha. Só que não consegue lidar com situações imprevistas, então deixar tudo por conta do piloto automático também é problema.

— Por precaução, tem barreira de camuflagem também, então, em voo, não deve dar pra ver de fora. Bom, o som de voo deve dar pra ouvir.

— Essa aeronave tem algum armamento?

— Nenhum, viu. Mas é bem resistente, então dá até pra derrubar espécie inferior de Phrase com investida direta.

Bom, contra espécie inferior deve dar. Mas, pra espécie superior, prefiro que ninguém tente investida suicida com essa aqui.

O Gungnir atravessou Lodmea e chegou até o céu de Eurono.

— Que terreno árido e ruínas por toda parte, hein…

Terra pisoteada e árvores derrubadas pelos Phrase, casas destruídas — tudo isso chama muita atenção.

Nesse meio, dá pra ver vilas e cidades sendo reconstruídas aos poucos. Mesmo depois de algo assim, tem gente decidida a continuar vivendo nessa terra com todo empenho.

Fico meio deprimido pensando que essas pessoas devem me ver como inimigo.

《Amo》

— Hm? Kohaku?

Enquanto observava a paisagem embaixo, chegou um recado telepático do Kohaku. Aconteceu alguma coisa?

《A Yae-sama disse que quer falar com o Amo… guwe! "Touya-dono! Consegue me ouvir?"》

— Consigo, consigo ouvir, então não maltrata tanto o Kohaku assim.

A voz da Yae vinha misturada com o recado telepático do Kohaku. Aquele grito de dor de agora há pouco era do Kohaku. O que será que a deixou tão apressada assim.

《Chegou uma carta da minha mãe pelo Espelho-Gate agora há pouco! O exército Hashiba iniciou uma invasão até Oedo, e a guerra começou! O exército Hashiba tem 200 mil, e a aliança Tokugawa-Date, 60 mil… com uma diferença de mais de três vezes na força, e, no primeiro combate, o senhor Ietasu já se feriu…!》

— O QUÊ!?

O exército do Hashiba Hideyoshi que a Tsubaki-san mencionou. Será que decidiram unificar Ishen antes de invadir Eurono?

《Vou entrar com a "Schwertleite" e dispersar o exército Hashiba!》

— Não, isso não é bem uma boa ideia.

Usar Frame Gear numa guerra entre humanos, não sei se é certo. Se acalma, Yae. Tá em pânico, hein. Bom, faz sentido, com a família em perigo.

— Monica, muda a rota pra direção de Oedo, em Ishen.

— Entendido, viu.

Como não sei onde é o campo de batalha, vamos direto pra lá. Daqui, deve chegar em cerca de 10 minutos até os arredores de Oedo.

《De qualquer forma, vou abrir um [Gate].》

Saindo da cabine de comando em direção à cabine dos passageiros, abri um [Gate], e, de dentro dele, a Yae e o Kohaku saltaram pra dentro. Bom, "saltaram", mas o Kohaku foi mais tipo puxado pela nuca.

— Touya-dono! …ué, onde é isso aqui?

Olhando ao redor da nave, o Kohaku escapou da mão da Yae. Caído no chão, o Kohaku ficou de costas, revirando, e virou de barriga pra cima.

《Guuu…》

Soltando um gemido pequeno, o Kohaku ficou de olhos revirados, esparramado. Que dó.

— Isso aqui é o interior de uma aeronave. Tava fazendo teste de voo. Agora tô indo pra Ishen.

— Muito grato… Como meu pai e meu irmão também foram pro campo de batalha…

Já aconteceu isso antes também. Naquela vez foi contra os soldados de máscara de oni dos Takeda.

Mas o que fazer, hein. Se fosse país aliado, tudo bem, mas é uma guerra interna do país. E, ainda por cima, apoiar diretamente o Ietasu-san, que é só um senhor entre vários, será que é arriscado? Se usar Frame Gear, com certeza vão descobrir.

Vai que aparece gente falando "estão tentando fazer de Ishen um estado vassalo". Provavelmente vindo de Eurono.

— Bom, acho que vou ter que me disfarçar de um general mascarado de passagem, hein.

— Mascarado, decerto?

Tirei fragmento de mithril do [Storage] e transformei numa máscara fina. Não tipo máscara de ferro cobrindo o rosto todo, e sim uma que cobre só a metade de cima. Com isso, dá até pra ir num baile de máscaras. Vou colocar uns chifres também.

E também deve ter, entre as roupas que o Zanack-san me deu, uma roupa estilo Ishen. Hakama e casaco, tabi e sandália de palha, e, colocando por cima uma jinbaori, deve parecer alguém de Ishen. Podia usar [Mirage] pra criar uma ilusão, mas isso dá trabalho.

Ativei [Invisible] ao redor e me troquei rápido, invisível. Mesmo sendo minha noiva, tenho resistência de trocar de roupa na frente da Yae.

Ah, esqueci a espada. Se não me engano, ainda tenho um protótipo da "Tōka" que fiz pra Yae. Tirei isso também e encaixei na cinta na cintura, depois de me trocar.

Por fim, coloquei a máscara, e o Guerreiro Demônio de passagem estava completo. Hakama e jinbaori pretos, ficou até bem elegante, penso eu.

— Como ficou?

— Bom, mesmo perguntando isso… bom, decerto parece alguém de Ishen mesmo…

A Yae me olhava com uma expressão indescritível. Será que ficou tão estranho assim? Bom, ninguém com máscara na cara vai parecer normal mesmo.

— Mestre. Céu de Ishen, viu.

Com a voz da Monica vindo da cabine de comando, olhei pela janela, e, diferente daquele Eurono de antes, se estendia um terreno todo verde.

— Tem gente reunida numa planície a noroeste de Oedo, viu. Provavelmente, ali é o campo de batalha, viu.

— Vai direto pra lá. Velocidade máxima.

— Vixe. Chega em 1 minuto, viu.

Por fim, no meio da planície que se estendia, apareceu um castelo, apoiado por uma colina atrás. O castelo tinha estilo japonês, misturado um pouco com estilo ocidental. Ao redor, várias camadas de fosso circundavam o local.

E, cercando isso, dezenas de milhares de soldados disparavam flechas. Alguns dos soldados carregavam bandeira enfileirada com cabaças douradas nas costas. Aquilo deve ser o exército Hashiba. Não parece nem de longe 200 mil, mas talvez seja só a tropa de vanguarda. Mesmo assim, deve ter várias dezenas de milhares.

Além da ponte que atravessa o fosso, na frente do portão do castelo, soldados carregando toras chamadas de "aríete" avançavam com força repetidas vezes. Flechas eram disparadas do castelo contra eles, mas um vento se erguia e desviava as flechas. Tem mago de Vento ali.

Enquanto isso, a tora ia quebrando o portão do castelo. Opa, não é hora de ficar só olhando. Preciso me apressar.

— Yae, entra no castelo e procura o senhor Jūbei e o senhor Jūtarō, e avisa que eu vim. Ah, segredo pros outros. Eu vou junto com o Kohaku dispersar o pessoal na frente do portão.

— Entendido, decerto. …Será que tudo bem sem eu usar essa máscara?

— Deve ficar tudo bem. Diferente da Yumina e das outras, o noivado com você não foi anunciado publicamente. O quê? Quer usar?

— Brincadeira. Meu pai e meu irmão iam ficar preocupados, decerto.

Que sentido é esse?

De qualquer forma, teletransportei a Yae com [Gate] até perto da torre principal do castelo, e eu mesmo, levando o Kohaku, já grande, teletransportei pra cima do portão do castelo.

— O QUÊ!?

— O QUÊÊ!?

Diante do tigre branco e do homem de máscara prateada que apareceram de repente, os dois lados ficaram surpresos, mas, sem me importar, desci na frente do portão.

— Ei! Estorvo! Sai da frente!

O general que comandava o aríete deu ordem de ataque aos soldados. Quer dizer que vão tentar quebrar o portão do castelo comigo junto.

Diante da tora avançando com força na minha direção, estendi a mão direita.

— [Gravity]… [Power Rise]

ZUSHII! Segurei a tora com uma mão só. Segurei firme, e arremessei junto com os homens agarrados nela pro fosso do castelo. Aumentei meu próprio peso e usei a magia nula [Power Rise], de aumento de força, pra segurar.

— O QU-QUÊÊÊ!?

Diante do exército Hashiba em pânico, o exército aliado Tokugawa-Date, que até agora apontava flechas pra mim do alto da muralha, baixou a mira, julgando que eu não era inimigo.

O rugido tremendo do Kohaku virou onda de choque, arremessando de uma vez o exército Hashiba que estava sobre a ponte.

— Um aviso. Recuem daqui. Senão…

— S-senão o quê, você quer dizer!?

Do outro lado do fosso, um comandante meio acuado perguntou. Tirei o smartphone de dentro da roupa e confirmei que a fixação de alvo estava completa. Claro, o alvo é o exército Hashiba.

— [Slip]

— DUAAA!?

No instante seguinte, um impacto tipo terremoto leve ecoou vindo do chão. Ooh, ver essa quantidade de gente caindo ao mesmo tempo é realmente impressionante. Os soldados na minha frente caíram todos em fileira.

Os que estavam montados em cavalo pareceram bem. Deve ser porque a mira era "o chão sob os pés dos soldados do exército Hashiba". Bom, tudo bem. Não tenho coragem de machucar cavalo.

— O que estão fazendo!? Levantem!

— Tá de brincadeira!? Tamos em guerra!

Do alto do cavalo, um oficial que não entendia a situação gritava com raiva. Não quero servir sob comando de gente assim. Quem não percebe essa anormalidade vai se dar mal.

— Certo, hora de fazer um exercício, pra variar.

Tirei do [Storage] uma lança estilo Ishen. Essa tem a lâmina embotada, e também tem o efeito de [Paralyze] — perfeita pra essa situação.

Poderia usar [Paralyze] em todos (mesmo que alguns sejam bloqueados por amuleto ou coisa assim), mas dá trabalho depois disso. Como refém, são muitos demais, e também não quero que o exército Tokugawa-Date massacre os que ficarem imóveis, sabendo que não podem reagir. Isso deixaria um gosto ruim.

Vou machucar até certo ponto e fazer eles recuarem.

Montei de leve nas costas do Kohaku.

— Tá pronto, Kohaku? Vamos atravessar o campo inimigo de uma vez.

《Como desejar.》

Girei a lança uma volta, "bun", e a segurei junto ao corpo.

— Guerreiro demônio de prata, avançando.

Sempre quis dizer isso.

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