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Isekai wa Smartphone to Tomo ni – Capítulo 220

A Convalescença e o Poder Divino

Capítulo 220 – A Convalescença e o Poder Divino

Ao voltar pra superfície, o Castelo de Osaka já subia em chamas. O resultado já estava decidido, e brados de vitória ecoavam aqui e ali. Vitória completa da aliança Tokugawa-Date.

Diante daquele ataque surpresa repentino, o exército Hashiba não conseguiu fazer nada.

Antes de voltar pro acampamento do Ietasu-san, cortei o poder divino e voltei à aparência de sempre. A cor do cabelo voltou ao normal, mas o comprimento que cresceu ficou do mesmo jeito. Será que, toda vez que libero o poder divino, o cabelo cresce mais? Se continuar assim, será que um dia o cabelo vai se esgotar?

Ignorando essa ansiedade, ao voltar pro lado do Ietasu-san, a Yae e o Kohaku vieram me receber.

— Que cabeça é essa, decerto!?

— Muita coisa aconteceu. Ah, e derrotei o Hideyoshi, por sinal.

Diante do meu relato, o Ietasu-san e os outros soltaram um grito de festa. Com isso, a vitória realmente ficou decidida, então faz sentido mesmo.

Provavelmente, com isso, o exército Hashiba vai desmoronar, e a maior parte de Ishen vai cair nas mãos da casa Tokugawa, do Ietasu-san. De certa forma, é igual à nossa história, mas, ao mesmo tempo, completamente diferente.

Curei os feridos com magia de cura, e nos despedimos. Daqui pra frente, é assunto de Ishen. Os outros senhores que estavam sob manipulação do Hideyoshi devem voltar ao normal.

Por precaução, avisei o Ietasu-san pra tomar cuidado com um tal Ishida Mitsunari, mas a resposta foi "quem é esse?". Parece que esse Mitsunari não existe por aqui. Não entendo bem essa parte.

Embarcando no Gungnir, pilotado pela Rosetta, todos nós, incluindo as irmãs, voltamos pra Brunhild.

Naquele dia, já tava esgotado, então terminei o relatório rapidamente e fui dormir cedo. Vários me perguntaram por que meu cabelo cresceu tanto assim.

E, no dia seguinte, minha saúde piorou bastante. Sinto febre, tontura, sem força nenhuma. Sem apetite, e simplesmente exausto. Cheguei a usar [Recovery] e [Refresh], mas não tiveram efeito nenhum.

— Parece sintoma de resfriado, mas parece ser diferente disso, iSS. Diz que sente febre, mas não tem febre nenhuma, iSS.

Olhando o termômetro, a Belflora, de uniforme de enfermeira, inclinou a cabeça, confusa. Enrolado no cobertor sobre a cama, observava isso com a cabeça meio zonza.

— S-será alguma doença!? O-o que fazer…!?

Ao lado da cama, raramente, a Yumina se agitava desesperada. Haha. Até essa garota fica assim desesperada às vezes.

Ao lado da cama, estavam reunidas as noivas Yumina, Elsie, Lindsey, Yae, Lu, Sue, Hilda, Leen, e, dentro do quarto, também o primeiro-ministro Kōsaka-san, o intendente Lime-san, a capitã Rain-san, as criadas Lapis-san e Rene, a Shesca, a Belflora, a irmã Karen, o Kohaku, a Ruri, a Kōgyoku, o Kokuyō, a Sango, e a Paula — todos reunidos. Gente demais, hein.

Fico feliz que vieram preocupados, mas…

— Certo, certo, o Touya-kun tá bem, então todo mundo pode voltar ao trabalho, tá? Foi só o cansaço de ontem aparecendo, não tem problema. Deixem o resto comigo.

A irmã Karen bateu palmas e expulsou todo mundo. Ouvi vozes tipo "precisa deixar o doente descansar" ou "invadir assim, todo mundo junto, atrapalha", mas, sinceramente, tô esgotado demais pra sequer levantar.

Assim que a porta bateu fechando, só a irmã Karen ficou, sentada na cadeira ao lado da cama, olhando pra mim.

— Tá me ouvindo? Esse mal-estar aí é provavelmente reação do primeiro despertar do poder divino. Se dormir um dia, o corpo deve se acostumar, então melhor ficar quietinho na cama hoje.

Ah, então era isso mesmo. De algum jeito, já suspeitava. Não é que doa em algum lugar específico, então ainda é melhor, mas… como direi, essa falta de força e exaustão discreta é bem chata. Cabeça também meio flutuando, num estado meio sonhador.

Bom, como a irmã Karen disse, melhor ficar quieto deitado mesmo. Pensando vagamente nisso, a sonolência veio, e caí num sono leve.

Ao acordar, ainda sentia exaustão e sem força nenhuma. Ao abrir as pálpebras, o interior do quarto foi aparecendo vagamente. Aquele teto familiar.

— Ah, acordou?

Sentada na cadeira ao lado da cama, lendo um livro, a Lindsey ergueu o rosto na minha direção. Será que ficou junto o tempo todo. Deixando de lado o título meio "romântico" do livro que ela lia.

Da jarra em cima da mesinha de cabeceira, ela serviu num copo e me entregou. Levantei um pouco e bebi, depois voltei a me enfiar no cobertor.

Ah, que exaustão, hein…

— Não tá com febre, sabia… será que tá tudo bem mesmo…?

— Ah… tá tudo bem, tudo bem… Disseram que dormir já resolve~

— Que bom saber que até o Touya-san fica de cama às vezes. Fico aliviada.

Tratar as pessoas como monstro… bom, deve ser parecido mesmo… Um dia desses preciso contar tudo direitinho…

— De certa forma, é meio estranho, sabia. Conheci o Touya-san num beco de Riflet, e, desde então, foi conquistando cada vez mais destaque, e, agora, já é rei de um país. Às vezes, sinto que você virou alguém distante. Por isso, sei que é falta de consideração dizer isso, mas, vendo o Touya-san assim fraco, sinto de algum jeito ele mais próximo, e isso me deixa aliviada.

— …Eu não mudei nada. Tô sempre perto de você e das outras. Por isso, quero que você também fique sempre perto de mim. Se vocês estiverem comigo, eu fico forte… Vou fazer todo mundo feliz, com certeza…

Hmm… tô ficando com sono de novo… Enquanto sentia, vagamente, um beijo na bochecha, num estado de consciência flutuante, mergulhei de novo na sonolência.

Na manhã seguinte, ao acordar, o corpo estava leve, como se tivesse renascido. De fato, dormindo um dia inteiro, sarou mesmo.

Pensei em pedir pra Lu, que é habilidosa, cortar meu cabelo incômodo de uma vez, mas, achando que talvez cresça de novo se eu liberar o poder divino outra vez, decidi deixar pra depois por ora.

— Ah! Já tá bem, irmão Touya?

Ao sair pro corredor, a Rene, carregando um cesto de roupa lavada, veio correndo em minha direção. Trabalhadora desde cedo, hein.

— Tô bem, já não sinto mais nada. Obrigado pela preocupação.

Afaguei a cabeça da Rene e me afastei do local. Preocupei muita gente diferente, hein.

Por ora, preciso perguntar detalhes sobre o poder divino. Deixa eu ver, a irmã Karen… deve estar dormindo, com certeza. Se for assim, a irmã Moroha. Nesse horário, deve estar no campo de treino.

Puxei a irmã Moroha, que se dedicava ao treino matinal com a Ordem de Cavaleiros desde cedo, pra um lugar sem gente, e perguntei sobre o poder divino.

— Modo de usar poder divino, hein. Cada deus é diferente nisso.

A irmã Moroha inclinou a cabeça, meio sem jeito.

— No caso da irmã Moroha, como você usa?

— Eu? No meu caso, uso direto contra o adversário como contenção às vezes, mas o principal mesmo é a criação de arma.

Dizendo isso, a irmã Moroha tirou uma adaga da cintura e, num instante, envolveu com poder divino, criando uma lâmina de luz reluzente. Uma lâmina de luz se estendia na continuação da lâmina curta da adaga. Ooh! Isso é espada de laser!?

— Basicamente, não tem forma fixa de uso. É poder divino, dá pra fazer de tudo. Só que não recomendo tanto usar com frequência.

— Por quê?

— Primeiro, porque é um poder que não existe na superfície. Como não usa energia mágica, com certeza vão perceber que não é magia. Segundo, causa carga no corpo. Vai acostumando aos poucos, mas melhor não forçar demais. E, por último, não precisa se apressar tanto assim pra virar deus.

Entendo o que a irmã Moroha diz. A Lindsey também comentou isso. Originalmente, poder divino não é algo que deveria ser necessário.

Mesmo assim, não quero me arrepender de não ter poder na hora que precisar. Por isso, quero fazer o que posso.

Separei a energia mágica e o poder divino dentro do corpo, e amplifiquei só o poder divino, circulando por todo o corpo.

Um brilho divino ofuscante irradiou do corpo, e a cor do cabelo mudou de novo pra loiro-platinado. Ou melhor, cresceu de novo mesmo… Empurrei o cabelo comprido, que já chegava até o joelho, incômodo, pras costas.

— Será que dá pra fazer algo com isso?

— Hmm, se eu mexer de forma errada, pode ser que caia todo em vez de crescer, sabe…

— Deixa assim mesmo.

Não tenho intenção nenhuma de virar monge. Depois, peço pra Lu ou alguém cortar de novo.

— Já que a transformação acontece toda vez que "libera o poder divino", será que animais pequenos sem resistência vão desmaiar toda vez, sabe…

— Que incômodo, hein.

Depois disso, imitando a irmã Moroha, tentei concentrar o poder divino numa adaga na mão. Ngh… É mais difícil que canalizar energia mágica.

Mesmo assim, consegui, de algum jeito, estender uma lâmina de poder divino da adaga. Só que levei bastante tempo, comparado à irmã Moroha, que fez isso num instante.

Ainda não dá pra usar isso na prática, viu.

— Se for se acostumando com o tempo, vai conseguir usar bem.

— Aliás, nesse estado, dá pra usar magia sem incantação, mas isso é normal?

— Sei lá. Nós nunca usamos magia.

Não deu. Não serviu de referência nenhuma. No fim, só resta dar um jeito sozinho mesmo.

Testando, disparei [Fire Arrow] pro céu, e uma coluna de fogo de espessura absurda disparou voando.

Uoi. Será que tá certo soltar algo desse tamanho assim?

Ué? O poder divino diminui bastante, hein… Diferente da energia mágica, a taxa de recuperação também não é tão rápida assim. Não sei se é porque ainda não me acostumei, ou se é assim mesmo, difícil de julgar.

Por ora, desativei a "divinização" (nome que dei) e voltei ao estado normal. Certo, de fato senti um pouco de cansaço, mas não tanto quanto da última vez.

Voltando ao campo de treino com a irmã Moroha, peguei a Lu, que veio pro treino da manhã, e pedi pra ela cortar meu cabelo, sentado no banco do canto do campo.

Tirei tesoura do [Storage] e entreguei pra Lu.

— Por que cresceu tanto assim de ontem pra hoje!?

— Por que será, hein. Eu também queria saber.

A Lu foi cortando com habilidade, "choki-choki". Não precisava ser tão cuidadosa e minuciosa assim. No pior caso, se errar, é só deixar crescer de novo mesmo.

Só fico preocupado se não vou ficar careca… Espero que não aconteça de a raiz do cabelo morrer por já ter crescido o suficiente pra vida inteira.

— Aconteceu alguma coisa?

— Não, é que fico na torcida pra não ficar careca no futuro…

— Eu não me importo, viu? Mesmo careca, mesmo gordo, o Touya-sama continua sendo o Touya-sama.

A Lu disse isso, mas careca e gordo junto seria péssimo demais… Careca até tudo bem, mas vou me esforçar pra não engordar…

— Aliás, Touya-sama. Outro dia, o senhor perguntou sobre o Reino de Felsen, aconteceu alguma coisa?

— Ah, é… foi só uma coisa. Tem algo que te preocupa?

— Sim. É o país onde minha irmã está de intercâmbio, então fico um pouco preocupada. Se houver algum sinal de que vai acontecer alguma coisa, achei que seria melhor trazê-la de volta pro país.

Ué? Ah, é verdade. A segunda princesa imperial de Regulus — irmã logo acima da Lu, que ainda não conheci — está de intercâmbio justamente no Reino de Felsen.

Sendo intercâmbio em Felsen, também chamado de Reino Mágico, a segunda princesa deve ter talento em magia também.

Mas, se for assim, fico um pouco preocupado, hein… Ainda não é certo que o próprio país seja o culpado, mas é quase certo que existe gente escondida ali que roubou o Frame Gear. Duvido que fariam algo com a princesa de Regulus, mas…

— Ué? Quer dizer que Regulus e Felsen são bem países amigos?

Um país que não se dá bem normalmente não deixaria sua própria princesa fazer intercâmbio lá.

— É. Amigos… ou melhor, uma relação de interdependência. Eles têm tecnologia mágica e artefatos; nós, material metálico, armas, armaduras, pedra mágica valiosa — fazemos um comércio razoável.

— A Lu já conheceu o rei de lá?

— Só uma vez. Fui convidada pra uma cerimônia de lá. Como direi… não parecia mago nenhum. Parecia mais um mercenário robusto.

Mercenário!? Que rei mais confuso, hein…

Hmm. Se não me engano, Felsen também tem relação com Lestia. Já que tenho essa conexão, será que vou até lá pessoalmente?

Sem isca, não pesca peixe nenhum, afinal.

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