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Isekai wa Smartphone to Tomo ni – Capítulo 223

O Pedido de Casamento e a Sociedade Dourada

Capítulo 223 – O Pedido de Casamento e a Sociedade Dourada

— E então, qual era o assunto?

— Hmm. Bom… é sobre o casamento com a Erisia… na verdade, ainda não avisei Regulus sobre isso.

— Hã? Por que não? Isso não devia ser a primeira coisa a avisar?

O que foi? Será que o pedido de casamento foi ontem? Se quiser que eu leve até Regulus, eu levo.

— Vim pra este país de intercâmbio pra estudar engenharia mágica. O Rei de Felsen me acolheu de bom grado, e, conforme fui recebendo conselhos dele, aos poucos, foi acontecendo isso…

Coradinha, minha cunhada baixou o olhar. Bom, é justamente esse processo que eu não entendo. Só por receber conselhos, se apaixonar por um maníaco de arma desses assim?

Dizem que gosto é gosto, mas minha cunhada parece ser bem peculiar mesmo.

Bom, uma princesa de um país aprender engenharia mágica, ainda por cima no estrangeiro, já é peculiar por si só.

O Rei de Felsen abriu a boca, com uma expressão séria.

— O Imperador de Regulus confiou a mim, com pura intenção de que ela aprendesse engenharia mágica, uma princesa tão importante, e chegou a isso. Não me arrependo, mas me sinto culpado por isso… Por isso, achei que talvez pudesse intermediar isso, já que Vossa Majestade Príncipe de Brunhild está na mesma posição…

Hmm. "O que você fez com a minha filha, seu desgraçado! Pega isso, é guerra!" — não seria estranho reagir assim. …Ah, não, duvido que aconteça. Aquele Imperador de Regulus, tão calmo e sereno, não parece o tipo pra reagir de forma tão precipitada assim.

Mesmo assim, isso é falando como Imperador. Como pai, será que reagiria diferente?

No meu caso, foi bem tranquilo. Será que dá pra comparar isso com a situação de agora.

— De qualquer forma, não dá pra deixar de contar. Só resta criar coragem e explicar a situação diretamente. Se quiser, posso até levar até Regulus.

— De repente assim!? Ma-mas eu ainda não tô mentalmente preparado!

— Se ficar esperando isso, nunca vai avançar. Como dizem, "hoje é o dia certo pra agir assim que se decide".

— Nunca ouvi esse ditado…

Ué? Será que não existe esse provérbio por aqui. Bom, tanto faz. Por ora, vou mandar uma carta pelo Espelho-Gate pedindo audiência.

Vendo isso, o cunhado rei-cavaleiro perguntou preocupado.

— Como pretende fazer isso? Levar o Rei de Felsen até Regulus não seria arriscado?

— Se fizerem alarde tipo "sequestro", seria complicado. Melhor pedir pra ele vir até lá.

— Isso também traz risco pra segurança de Sua Majestade Imperial…

— Enquanto eu estiver lá, com certeza não deixo nada acontecer.

Claro, o outro lado também deve trazer os próprios guardas.

Perguntei ao Rei de Felsen se tinha alguma sala apropriada pra reunião, e ele, apressado, mandou os subordinados prepararem.

Isso é aquilo, né, "me dê sua filha!". Só que o pedinte não é bem da minha idade.

O Rei de Felsen, em pânico, tentou correr pra fora do quarto pra trocar de roupa, e ficou chacoalhando a maçaneta da porta.

— A-a porta! A porta não abre!?

— V-Vossa Majestade! Não puxe, empurre, por favor!

— O quê? Ah, é verdade!

Diante da fala do guarda, BAM!, ele abriu a porta com força e saiu correndo, quase tropeçando. Que nervosismo, hein.

— Será que vai ficar tudo bem, aquilo…

— É justo essa parte dele que é fofa.

Devolvi um sorriso meio forçado diante da minha cunhada se derretendo assim naturalmente, mas continuei sem entender. Não faço ideia do critério de "fofura" dela.

Talvez sejam realmente um casal de gente peculiar, combinando bem um com o outro.

Após um tempo.

— Certo, entendi a história.

Sentados diante de Sua Majestade Imperial, o Rei de Felsen com semblante tenso, e a segunda princesa de Regulus, corada, com o olhar baixo.

— Se fosse história de concubina ou amante, seria diferente, mas, sendo esposa oficial, pra Regulus, isso também é uma boa oportunidade de estreitar laços.

— Pai!

— Então!

— Do nosso lado, também não temos motivo pra recusar. Mas… Touya-dono.

— Sim?

O olhar se voltou pra mim, sentado noutra mesa, acompanhando o desenrolar da conversa junto com o rei-cavaleiro.

— Desculpe, mas será que dá pra fazer com que o som deste quarto não vaze pra fora?

— ? Sem problema, mas?

Ativei [Silence] pra bloquear qualquer som de sair pra fora. Deve ser algo que não pode ser sabido se descoberto.

— Certo, com isso, a conversa aqui não vaza pra fora.

— Certo. Touya-dono, aquele assunto, já contou pro Rei de Felsen?

Aquele assunto? Ah, o caso do roubo do Frame Gear?

— Não. Ainda não contei. Ou melhor, será que tá tudo bem contar?

Pessoalmente, acho a possibilidade de o Rei de Felsen ser o mandante bem baixa, mas, por outro lado, isso significa que ainda existe uma possibilidade pequena de ele ser sim. Não tinha certeza se era certo contar.

— De qualquer jeito, sem esclarecer isso, não dá pra deixar a Erisia se comprometer com ele. Não é assim?

— Bom, é verdade, mas…

— Q-que assunto é esse, afinal? Não posso comprometer!? S-se eu tiver algum defeito, vou corrigir. Então, por favor, quanto ao casamento com a princesa…

Acalmando o Rei de Felsen, que se levantou apressado, e fazendo-o se sentar de novo, decidi explicar a situação.

Contei sobre os que roubaram Frame Gear na batalha de Lodmea, a tecnologia de camuflagem usada, e a suspeita recaindo sobre Felsen pela rota de importação do material metálico.

— Como assim…! Espera aí! Nosso país nunca faria algo tipo saqueador oportunista assim. Acredite em mim!

— Entendo. Sabemos que Vossa Majestade não fez isso. Mas existe grande chance de o ladrão estar dentro deste país. Não tem nenhuma pista?

De novo, o Rei de Felsen tentou se levantar, e, dessa vez, o rei-cavaleiro de Lestia o conteve. Meu cunhado rei-cavaleiro já tinha dito desde o início que achava que não era ele mesmo.

O Rei de Felsen colocou a mão na barba, pensativo.

— Organização que busca obter e usar tecnologia da civilização antiga… hmm? Não me diga, seria a "Sociedade Dourada"? Não, mas…

— O que é essa "Sociedade Dourada"?

Uma palavra-chave chamativa apareceu, então perguntei mais fundo. Só conheço o "Nó Górdio".

— Este Felsen, sendo chamado de reino mágico, tem várias pesquisas de magia em andamento. Mas também existem magias consideradas tabu.

— Magia tabu… é?

— Sim. Por exemplo, algo que impõe uma maldição incurável mesmo por magia, ou magia que causa catástrofe através de múltiplos sacrifícios. Coisas assim trazem só infortúnio pro mundo. Por isso, são chamadas de magia tabu.

Maldição e catástrofe… ué?

— O país oficialmente proíbe pesquisa de magia tabu, mas existem os que fazem isso secretamente, pesquisando, experimentando, tentando reviver a tecnologia derivada disso. Esse grupo é a "Sociedade Dourada".

— Entendi. Quer dizer que eles são os suspeitos de roubar o Frame Gear?

— Não passa de suposição. Mas o objetivo deles não é só reviver magia tabu — também pesquisam e produzem artefatos poderosos. Dizem que os membros incluem magos, engenheiros mágicos, acadêmicos, comerciantes, de vários campos diferentes.

O Rei de Felsen e o Imperador de Regulus conversavam, assentindo, mas eu tava com o coração cheio de desconforto.

Porque, aquela tal "magia tabu"… eu consigo usar. Ou melhor, o livro de magia disso tá normalmente na "Biblioteca" de Babylon.

Não sabia que era algo tão perigoso assim… E, na verdade, já cheguei até a usar a "maldição"… Bom, melhor ficar quieto. Chamar atenção estranha também não seria bom. Bom, meio tarde pra isso, mas.

Só que, sobre a catástrofe, se não me engano, não deveria precisar de sacrifício nenhum. Precisa de uma quantidade absurda de energia mágica, então precisa de milhares canalizando o feitiço junto, e, claro, deve ter alguns que desmaiam nisso. Talvez isso tenha sido exagerado e distorcido na transmissão do boato. Em poder, dizem que dá pra afundar até uma ilha pequena.

— Touya-dono, sua magia de busca consegue localizar essa "Sociedade Dourada"?

— Se eu souber o rosto deles. Ou, se conseguir distinguir só de olhar, talvez consiga fazer alguma coisa.

Respondi assim à pergunta de Sua Majestade Imperial, mas, mais do que isso, esse país tem locais de barreira demais. Até casa comum tem barreira instalada facilmente. Não dá pra conferir um por um, e nem sei se o alvo está na capital real.

— De fato, deve ser difícil. Eles temem até o próprio país, então não agem abertamente. Ou melhor, a Sociedade Dourada deveria já ter sido destruída uma vez.

— Como assim?

— Há vinte anos, a Sociedade Dourada tentava reviver uma magia tabu. Mas quem percebeu isso a tempo e impediu foi meu irmão, o rei anterior, Leold Frost Felsen.

— Oficialmente, é considerado um acidente mágico, mas a verdade é que a morte do rei meu irmão foi resultado de um confronto com a Sociedade Dourada — eles se autodestruíram levando meu irmão junto.

— O rei anterior foi pessoalmente até o local?

A pergunta do rei-cavaleiro de Lestia faz sentido. Será que um rei iria pessoalmente até onde estão os que tentam reviver magia tabu? Normalmente, isso não seria deixado a cargo de vassalos?

— Na verdade, o líder da Sociedade Dourada da época era um amigo íntimo do meu irmão. Meu irmão jamais imaginou que a pessoa que confiava como braço direito estivesse fazendo esse tipo de atividade clandestina. Deve ter pensado que era ele mesmo quem tinha que corrigir o erro do amigo. Ele tinha um forte senso de justiça…

O Rei de Felsen falou isso com um ar melancólico. Ao lado, olhando com preocupação, a princesa Erisia — dava pra sentir que ele realmente a ama. …Mas continuo achando que parecem pai e filha.

— Se essa tal Sociedade Dourada tiver ressurgido, tem alguma ideia de quem estaria liderando agora?

— Bom, é uma pergunta difícil… não, tem uma pessoa que me vem à mente. Não faço ideia de onde ele está ou o que faz agora, no entanto.

— Quem é?

— Garzeld Goldy. Filho do Garland Goldy, o antigo líder da Sociedade Dourada.

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