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Isekai wa Smartphone to Tomo ni – Capítulo 224

A Ponte Concluída e o Curry com Arroz

Capítulo 224 – A Ponte Concluída e o Curry com Arroz

— Filho do antigo líder da Sociedade Dourada, hein… Faz sentido ele assumir depois do pai e fundar uma nova sociedade…

Será que o objetivo desses caras é mesmo reviver magia tabu ou artefatos? Sinceramente, sinto uma certa incoerência nisso.

Talvez a sociedade antiga agisse baseada nessa filosofia mesmo. Mas a "nova Sociedade Dourada" (provisório) parece estar agindo com um objetivo diferente… bom, isso é só intuição.

Enquanto eu ficava pensativo, o Imperador de Regulus abriu a boca.

— Não adianta discutir algo tão incerto agora. Só acho que devemos manter isso em mente, que talvez exista alguém assim.

— Concordo. Vamos ficar de olho também do lado de Felsen. Se descobrirmos algo, entramos em contato.

Se for assim, entreguei três Espelhos-Gate pro Rei de Felsen, pra contato de emergência. Com isso, dá pra mandar carta num instante pra Brunhild, Regulus e Lestia. Claro, também entreguei Espelhos-Gate voltados pra Felsen tanto pro Imperador de Regulus quanto pro rei-cavaleiro de Lestia.

Surpreendentemente, quem mais se empolgou com o Espelho-Gate foi a princesa Erisia. Mandava papel de um espelho pro outro várias vezes, com os olhos brilhando. O que ela tá fazendo, minha cunhada… Faz sentido, sendo alguém que veio estudar engenharia mágica, se interessa mesmo por essas coisas.

— Certo, então. Com isso, já tenho a autorização dos quatro países. Vamos logo construir a ponte.

Diante do meu murmúrio, o Rei de Felsen abriu a boca com um rosto de dúvida.

— A essa altura, mas será que realmente dá pra construir a ponte? Você disse antes que seria em três dias…

Opa? Então ele não acreditava mesmo. A área do Mar de Rondo onde flutua a Ilha Enrush tem bastante monstro, mas a correnteza é relativamente calma. Pretendo erguer rochas do fundo do mar em vários pontos, criar bases, e transferir as peças da ponte, montadas em Babylon, encaixando tudo.

Sendo uma ponte bem longa, vou preparar também alguns espaços amplos no meio do caminho, pra descanso. Tipo aquelas áreas de serviço de rodovia. Colocando cavaleiros e guardas de cada país de plantão lá, dá pra manter alguma segurança. Ah, melhor colocar banheiro também.

Se fosse por mim, gostaria até de fazer um trem passar por aqui, mas ainda é cedo demais pra isso. Por precaução, pensando no futuro, pretendo deixar largura suficiente pra isso.

Por ora, vou construir hoje pelo menos as bases. Enquanto a "Oficina" monta a ponte, preciso resolver o problema das feras mágicas da ilha também.

Não dá pra simplesmente exterminar tudo, como fiz ao construir Brunhild. São muitas demais.

Vou jogar algumas na nossa masmorra, e o resto mando tudo pra Ilha Dragoness, onde fica o ninho de dragões. Os dragões também pareciam estar com dificuldade de encontrar comida, então, se aumentar as feras mágicas na ilha, eles não precisam ir caçar em outros países. Bom, já que mais da metade dos dragões já foi caçada pela nossa Ordem de Cavaleiros, talvez nem precise se preocupar tanto assim.

Certo, bom, vamos seguir com esse plano.

— Que absurdo…

— Inacreditável…

Vendo a ponte se estendendo sem fim até o outro lado do mar, os líderes reunidos — de Lestia, Lodmea, Lyle e Felsen — arregalaram os olhos, de boca aberta.

Já se passaram três dias desde então. A ponte foi concluída exatamente no prazo. Pra apresentar isso, reunimos todo mundo na ponte do lado de Lestia.

— O material da ponte foi fornecido por cada um dos países, e eu apliquei magia de reforço. É bem resistente, então deve aguentar até desgaste natural e desastres, até certo ponto.

— Quantos anos ela deve durar?

— Não posso garantir com precisão, mas, mais ou menos, uns mil anos, tranquilamente.

— MI… MIL!?

A Governadora-Geral de Lodmea, que fez a pergunta, congelou. Visualmente, é uma ponte de pedra simples, com vários arcos desenhados, mas a resistência e robustez são garantidas. Tenho confiança de que nem um "Explosion" de mago qualquer conseguiria destruir. Reforcei bem a fundo, afinal.

Em seguida, teletransportei todo mundo até um ponto de descanso. Um espaço amplo, estendendo-se pros lados da ponte, com banco, banheiro e quiosque com telhado instalados.

— A cada poucos quilômetros, tem um ponto de descanso desses. Talvez seja bom vender comida e bebida aqui. Se instalarem posto de guarda, viajantes também podem descansar com tranquilidade.

— De fato. Já que precisa pagar pra atravessar, o risco de bandido entrar deve ser baixo, mas pode ter conflito entre comerciantes ou viajantes.

O Rei de Felsen assentiu. Cada um, acompanhado dos próprios guardas, foi olhando ao redor do ponto de descanso. Por precaução, coloquei terra ali também, com um jardim pequeno e alguns arbustos plantados. Verde é necessário, afinal.

Por fim, teletransportamos até a Ilha Enrush.

— Olhem os pés de vocês. Tem uma estaca de pedra cravada, viram? Isso é o marco de fronteira. Entre essas estacas, fica a divisa de território. Cedida por Lestia, essa ilha foi dividida em quatro. Dividindo a área corretamente em quatro partes, fica assim.

Projetei o mapa no ar e mostrei a visão geral da ilha. Fiquem à vontade pra construir cidade ou vila no próprio território, como quiserem. Ou melhor, daqui pra frente não é mais assunto meu. Podem construir cidades separadas, ou construir juntos uma cidade grande com os quatro países. Talvez isso prospere como centro de comércio livre.

— Ouvi dizer que a Ilha Enrush tem muita fera mágica violenta…

Olhando ao redor, preocupado, o Rei do Reino de Lyle. Um velhinho baixinho, meio gordinho, de longa barba branca. Dizem que tem sangue de anão misturado. Falando em anão, penso em teimoso, animado, bebedor, hábil com as mãos — mas esse rei parece o oposto de tudo isso. Ou seja, gentil, delicado, fraco pra bebida, e desajeitado.

Nunca conheci um anão, mas parece que tem bastante no Reino de Lyle. A personalidade parece bater com a imagem que eu tinha. Queria conhecer um algum dia.

— Já removi quase todas as feras mágicas de Enrush. Só ficaram as espécies sem ameaça grande.

— Removeu… como…

— Teletransporte forçado pra ilha dos dragões. Devem estar sendo bem saboreados agora mesmo.

O Rei de Lyle ficou sem palavras diante da minha resposta.

Com o desaparecimento das feras mágicas, talvez o ecossistema sofra algum problema, mas, pelo menos, o risco de vida desapareceu. Aliás, invoquei um Kraken no Mar de Rondo também, limpando as feras mágicas marinhas perigosas.

— Hmm. Já que temos os representantes dos quatro países reunidos, vamos aproveitar pra decidir taxa de passagem e outros detalhes aqui mesmo. Não deve demorar muito.

— Ah, então vou tirar mesa e cadeira. Como sou parte de fora, vou sair da roda.

— Desculpe incomodar.

Dizendo isso, a Governadora-Geral curvou a cabeça, e, respondendo que não precisava se preocupar, tirei mesa e cadeiras do [Storage]. Os quatro se sentaram e começaram a discutir taxa de passagem e regras de construção conjunta de cidade. Bom, vou ficar meio ocioso um tempo. Mas também não posso simplesmente deixar todo mundo pra trás e ir embora.

Ah, é verdade. Se não me engano, ainda tinha carne de dragão guardada no [Storage]. Já que tá quase na hora do almoço, vou preparar comida pra todo mundo e passar o tempo.

Tirando mesa de cozinha, utensílios e ingredientes. Espetinho é clássico, mas serve.

Cortei a carne de dragão retirada em tamanhos apropriados e fui espetando alternado com vegetais. Temperei com sal e pimenta, e coloquei os espetos num prato. Pra assar a carne, tirei também uma caixa de ferro com pernas, coloquei carvão dentro e acendi o fogo. Coloquei uma grelha em cima, e pronto.

Agora, separadamente, vou tirar arroz quentinho, e também preparar o famoso prato de Mismede, "Karae" — não, "curry". Ainda bem que pedi pra Clara-san, nossa chef, preparar antes. Preparado há um mês, mas, guardado no [Storage], continua quentinho. Ah, será que curry fica mais gostoso depois de descansar um dia?

De qualquer forma, com isso, tá pronto o "curry com arroz", colaboração entre Ishen e Mismede. Preparei versão suave e semi-picante direitinho. Já que o Karae de Mismede, no original, é bem picante.

Preparei também jarra e água de fruta… acho que tá bom assim? Só faltou o picles roxo japonês (fukujinzuke), mas tudo bem.

— Touya-dono, Touya-dono.

Ao ser chamado, virei, e o rei-cavaleiro, e todo mundo, estava olhando na minha direção.

— Isso parece delicioso, o que é?

— O almoço de vocês. Espetinho de carne de dragão e curry com arroz. Já terminaram a discussão?

— Bom, digamos que decidimos rápido porque estávamos curiosos com isso… mas basicamente sim. Mas "curry com arroz" é um prato que nunca ouvi falar.

— É arroz de Ishen com "Karae" de Mismede por cima. Tem uma versão mais suave também, então mesmo quem não gosta de picante deve conseguir comer.

Dizendo isso, servi arroz num prato e coloquei curry suave por cima. Coloquei uma colher e entreguei primeiro pra Limit-san, a comandante que veio como escolta da Governadora-Geral de Lodmea.

Não entregar direto pra ela mesma é também um jeito de testar veneno. Mesmo sendo feito à mão por um rei de outro país, precisa seguir esse tipo de protocolo.

A Limit-san provou uma colherada de curry, e, na hora, o rosto se abriu num sorriso.

— Delicioso. Já provei o Karae de Mismede, mas isso é bem menos picante, fácil de comer. Prefiro esse.

— Sirvam-se, todos. Tem bastante, então os guardas também.

Tirei mais algumas mesas e cadeiras do [Storage], garantindo lugar pra todo mundo. Enquanto cada um servia o próprio curry no nível de picância preferido, fui colocando os espetos de carne de dragão na grelha pra assar.

— Hmm! Isso é delicioso!

— Sério mesmo. O picante moderado deixa a vontade de comer mais.

— Hmm… queria comer isso no meu próprio país também.

— Touya-dono, a forma de preparar esse prato…

— Não é difícil, mas o arroz, por enquanto, só se consegue em Ishen. Tô pensando em começar plantação séria disso em nosso país este ano.

Parece que o curry com arroz agradou bem aos reis. Já ganhei bastante saco de arroz do Ietasu-san como agradecimento pela guerra outro dia, mas realmente preciso começar o cultivo de arroz em Brunhild logo.

Todo mundo pediu bastante repetição, cada um querendo experimentar picância diferente. Tem bastante quantidade, então não tem problema.

O espetinho assado também foi bem aceito, ainda bem. Bom, quanto ao espetinho, só espetei e temperei, viu. Ah, e o curry também não fui eu quem fez.

Como pediram pra levar um pouco pra família experimentar também, distribuí de presente pra cada país a receita do curry com arroz, junto com um pouco de arroz e tempero. Ficaram bem contentes, mas acho que agora vai aumentar bastante o pedido de arroz e tempero pra Ishen e Mismede. Que absurdo o poder do curry.

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