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Isekai wa Smartphone to Tomo ni – Capítulo 228

O Ataque e a Segunda Espécie Dominante

Capítulo 228 – O Ataque e a Segunda Espécie Dominante

— Sinceramente, não sei nem como agradecer… Muito obrigada por salvar minha filha.

— Não precisa se preocupar. Só fiz o que era natural fazer.

Falei assim com a mãe da Sakura, Fiana-san, que já vinha curvando a cabeça repetidamente há um tempo.

Como ela parecia com a saúde debilitada, lancei magia de cura, [Recovery] e [Refresh], e o rosto dela melhorou bastante. Bom, sem dúvida, o que mais fez efeito foi o sorriso da filha, sentada ao lado dela.

— Eu também, e minha filha também, não temos como agradecer o suficiente. As duas somos gratas.

Quem também curvou a cabeça, do mesmo jeito, foi a mulher Elfa das Trevas sentada na cadeira da sala de visitas — a mãe da Spica-san, Swella-san.

Pele morena, cabelo prateado, orelhas compridas — aparência parecida com a da Spica-san, mas, acima de tudo, parece jovem demais… Ao lado dela, sentada, a Spica-san parece mais irmã do que filha.

Bom, tanto elfo quanto Elfa das Trevas são de vida longa mesmo. Não param de crescer no meio do caminho, tipo a Leen. Quantos anos ela deve ter… Fico curioso, mas não sou tão sem noção a ponto de perguntar direto.

O marido, pai da Spica-san, parece que não está em casa, então agora estamos tomando chá eu, o Kohaku, mãe e filha Sakura, e mãe e filha Spica.

— Nunca imaginei que existisse alguém capaz de curar a Doença do Endurecimento Mágico…

— Se pesquisarmos o patógeno no nosso país, parece que dá pra criar um remédio específico. Se conseguir, entrego a vocês.

— Muito obrigada de novo.

A Swella-san curvou a cabeça.

A Belflora disse que talvez consiga criar um remédio de cura a partir da pele descamada da Spica-san. Afinal, mesmo em pequeno número, temos demônios no nosso país. Nunca se sabe quando pode acontecer com alguém.

Certo, agora vamos ao assunto principal.

— Então, é o seguinte. A pedido da Sakura… ou melhor, Farne, será que dá pra Fiana-san vir pra Brunhild, se possível…?

— Eu, é?

A Fiana-san arregalou os olhos, surpresa.

— Já ouvi mais ou menos a situação. Com todo respeito, ficando aqui, não há garantia de que a Sakura não seja atacada de novo. Não quero assustar, mas, ao contrário, também existe a possibilidade de você, sendo parente de sangue, virar alvo. Por ora, como a Sakura é considerada morta, deve estar segura, mas…

Acho que as pessoas dessa mansão são aliadas, mas nunca se sabe de onde algo pode vazar. Bom, mesmo que vaze, estando em Brunhild, não deve ser tão fácil colocar as mãos nela. Com o extermínio de Phrase e a caçada de dragão, o nome do nosso país já reverbera bastante por aí.

Com expressão inquieta, a Fiana-san falou com a Sakura.

— Você quer isso?

— Sim. Brunhild é um país muito bom. Convive bem, sem distinção entre demônio ou fera-humana. Mãe também vai gostar, com certeza. Garanto.

— Certo.

A Fiana-san sorriu diante da filha que afirmou isso com tanta firmeza. Virou-se pra mim e abriu a boca.

— Existe algo que eu possa fazer nesse país?

— Tem alguma habilidade específica?

— Bom… Um pouco de costura e bordado. E também, tempos atrás, quando morava em Felsen, eu ensinava crianças…

Ah, então a Fiana-san é natural de Felsen. Se ela já ensinava, talvez seja uma boa oportunidade.

— Na verdade, tô pensando em criar uma instituição pra ensinar as crianças do nosso país. Se possível, ficaria agradecido se pudesse dar aula lá.

— Se não for algo muito acadêmico especializado, acho que consigo…

— Sim, algo tipo leitura e escrita, matemática, história, ética. Claro, pretendo aumentar mais o quadro de professores também.

— Se for isso, acho que dá pra fazer.

Precisamos mesmo de uma escola. Fico agradecido se a Fiana-san puder ser professora lá.

— Mas, Vossa Majestade. Eu e minha filha sempre vivemos dependendo da proteção do pai dela, o Rei Demônio. Se formos deixar essa proteção, quero explicar direito a situação antes de sair deste país.

— Ah… faz sentido mesmo…

— E também, ele deve ficar feliz ao saber que a Farne está viva. Ouvi dizer que, quando souberam que ela tinha morrido, ele ficou extremamente abalado.

Hmm. Então, no fim, ele se preocupava com a filha, de alguma forma. No meu caso, iria invadir Eurono direto.

— Será que dá pra encontrar com o Rei Demônio?

Perguntei à Swella-san, sentada ao lado da Spica-san.

— Vou perguntar quando meu marido voltar pra casa. Acho que deve ser possível.

Segundo a Swella-san, o marido, pai da Spica-san, serve de escolta do Rei Demônio. Dizem que são amigos desde criança, com uma relação bem próxima, então provavelmente conseguem me arrumar um encontro.

Bom, eu também sou, mesmo pequeno, rei de um país, então acho que não vou ser recusado na porta.

— Certo, o que fazemos agora. Vamos voltar uma vez pra Brunhild e…

Enquanto eu falava isso, DOGAAAAN!! o chão tremeu forte. Com um impacto tipo algo enorme caindo, todos os vidros do cômodo vibravam ruidosamente.

— O que é isso!? Terremoto!?

Diante do acontecimento repentino, enquanto observávamos a situação, uma criada da família Frennel abriu a porta com força e entrou correndo.

— S-senhora! O-o castelo… o Man Ma Den…!!

Corri pro jardim e decolei com [Fly]. Sob um céu nublado, erguendo-se com curvas estranhas, o Man Ma Den, palácio real do Reino do Rei Demônio Zenoas, estava em chamas.

A torre do lado direito desabou. O que está acontecendo, afinal!?

《Kohaku, protege todo mundo. Vou até o castelo dar uma olhada.》

《Como desejar. Por favor, tenha cuidado.》

Passando isso pro Kohaku por telepatia, voei de uma vez em direção ao castelo.

Vista de cima, fumaça subia por todo lado do castelo, e cadáveres se espalhavam por toda parte. Parecem todos cavaleiros e guardas de Zenoas.

Pousando no chão, tentei procurar alguém com vida, mas ninguém sobreviveu. Que expressão apropriada pra isso — "montanhas de cadáveres empilhados".

Corri pelo interior do Man Ma Den, na direção onde os corpos de demônios estavam espalhados. Isso é massacre unilateral. Todos, sem exceção, tinham o coração perfurado de um golpe.

— GYAAAAAAAAAAAA!!

Um grito arrepiante. Fui na direção de onde veio isso. Num espaço aberto tipo jardim interno, cercado por vários cavaleiros demônios, estava ele.

Um "tipo humanoide", com o corpo coberto de cristal angular, exceto da testa até o umbigo.

Olhos vermelhos, cabelo cristalizado eriçado.

— Espécie dominante…!!

Que essa hora, justamente esse lugar, é brincadeira, né…

Diferente da espécie dominante que já vi antes, o peito não é volumoso, e a estrutura corporal parece um pouco mais musculosa. Tipo masculino, então.

Por que num lugar desses…! A placa de detecção… ah, é verdade, Zenoas não tem guilda…!

Diante de mim, o "homem" ria. Rindo, esticando o braço direito, transformado em algo tipo lança pontiaguda, contra os cavaleiros à frente, matando-os um atrás do outro. Preciso parar isso…!

— [Shield]!

GYIN! A lança de cristal foi bloqueada por um escudo invisível. Aquele rosto que ria voltou o olhar na minha direção, sem mais sorriso.

— #Im*@n+oh@o々m@〆ek@?

— …Não entendo nada disso. Fala em idioma comum.

O homem espécie dominante chutou o chão e, num instante, se aproximou de mim. Rápido! Mas…

— Teleporte!

Usei o teletransporte instantâneo, recém-aprendido, e me movi pras costas dele.

— E aí, [Power Rise]!!

Direto, desferi um chute com força aumentada nas costas dele. Como uma bala, a espécie dominante foi arremessada, batendo na parede do jardim interno, e a parede desmoronou com um estrondo.

Na hora, os escombros voaram, e, de dentro, a espécie dominante, coberto de terra, se levantou. Não fez efeito, hein.

— *Y@r€un#@, o×m=@〒e

— Já falei que não entendo isso.

De repente, a espécie dominante cravou o braço-lança direito na cabeça de um cadáver caído perto. Ao puxar de volta na hora, algo brotou da cabeça daquele cadáver. Num instante, cresceu, florescendo uma bela flor de cristal. Mas, logo depois, a flor também se despedaçou, e, no centro, onde estava a flor, ficou pendurado algo tipo amêndoa. Aquilo é… fruto?

A espécie dominante arrancou aquilo e jogou na boca, mastigando com estalos e engolindo.

— +No#dom¥o÷tu々ku=rik%@ene△eto€ik〆en*eek@

Ele quebrava algo na garganta, "goki-goki", com a mão esquerda. O que é isso?

— #T€o、@、@… Ah, será assim?

— Falou…

— Ah, conectou. Você entende minha língua, né?

Sorrindo, a espécie dominante voltou os olhos vermelhos na minha direção.

— Você é bom, hein. Digno de ser morto. Interessante.

— Você… é espécie dominante, né. Como veio parar aqui?

— Ah? Óbvio que forcei uma fenda na barreira. Meu plano era matar todo mundo aqui antes do "efeito de retorno" acontecer. Bom, ficou interessante, então tudo bem mesmo.

"Efeito de retorno"? O que seria isso? Ignorando minha dúvida, o homem espécie dominante transformou a lança do braço direito numa espada fina. Vendo isso, saquei a Brunhild da cintura e mudei pro modo lâmina.

— Você também tá procurando o núcleo do "Rei"?

— Sim. Vou matar todos esses estorvos e pegar o núcleo do "Rei" pra mim, Gira. Não vou deixar ninguém atrapalhar. Então… morra.

Desviei por um triz da espada do tal Gira, que veio investindo. A irmã Moroha é mais rápida. Girando meio-volta, contra-ataquei com um golpe, mas a própria lâmina foi segurada pela mão esquerda do Gira. Nem a lâmina de material de cristal, capaz de cortar até escama de dragão com facilidade, funciona.

— Modo arma!

Transformei rápido a forma da lâmina e, fugindo daquela prisão, disparei os seis tiros de bala de cristal, todos direto no peito do Gira, à queima-roupa. Recarreguei na hora e disparei tudo de novo, mirando a cabeça.

Girando e arremessado longe, o Gira, mesmo caindo, mantinha um sorriso.

— HAHAHA! Que ótimo, ótimo! Parece que vou me animar depois de um tempo! Devolvendo o favor, recebe isso!

Dizendo isso, os cinco dedos da mão esquerda dele dispararam, tipo balas, voando na minha direção. Consegui desviar de quatro, mas errei o último, e ele perfurou fundo meu ombro esquerdo.

Ugh, devia ter desviado com "teletransporte instantâneo".

Regenerando os dedos da mão esquerda na hora, o Gira avançou pra cortar.

— Teleporte!

Desviei disso com teletransporte instantâneo e me movi pro telhado do castelo. Enquanto o Gira, sem me encontrar, olhava ao redor, aproveitei essa breve brecha pra curar o ferimento do ombro com magia de cura.

No instante em que ele me encontrou, dessa vez tirei do [Storage] um martelo gigante de material de cristal.

Erguendo bem alto, saltei do telhado.

— [Gravity]!

Aumentando o peso do martelo, desferi um golpe de peso absurdo no Gira.

— ESMAGA!

— Gu… GRAAAA!!

Bloqueando com os dois braços cruzados, o Gira empurrou o martelo pro lado. O impacto foi tão forte que o chão afundou, e terra e pó voaram pro ar. Que cara absurdo.

Desativei [Gravity] do martelo e saltei pro lado. Os dois braços do Gira estavam rachados, prestes a quebrar, mas, num instante, foram regenerando. Droga, esse também é Phrase mesmo.

— Cara, você me pegou, hein. Nunca imaginei que quebrasse meu braço. Isso já vai precisar que eu leve a sério.

GAKYAAN!, com um som tipo vidro se estilhaçando, o espaço se rasgou dos dois lados do Gira, e Phrase espécies inferiores tipo grilo surgiram. Esse aqui consegue chamar outros Phrase!?

Segurando os dois com as mãos, "baki-baki-baki", as espécies inferiores foram sendo incorporadas em cada braço dele. Digamos, uma fusão — os dois braços do Gira ficaram parecidos com um alienígena tipo cigarra de certo programa tokusatsu. Claro, muito maior do que aquilo, e não em forma de tesoura.

No centro de amêndoas gigantes, onde estava o núcleo das espécies inferiores, luz começou a se concentrar. Não me diga, isso é…!

— VOA EM PEDAÇOS!!

— [Reflection]!!

Ergui às pressas uma grande barreira de reflexo, num ângulo de 45 graus, bem na frente.

Sem intervalo, o jorro de luz disparado dos dois braços do Gira veio contra mim, mas foi refletido pela barreira, mudando de direção, fluindo pro céu.

— Gu… uh… esse…!

Reforcei a energia mágica pra não deixar a barreira se despedaçar. Foi menos de dez segundos, mas pareceu absurdamente longo.

— Você… o que é, afinal?

— Mochizuki Touya. Sou o inimigo natural de vocês, Phrase. Guarde bem isso.

Com um estrondo, as espécies inferiores nos braços do Gira se despedaçaram. O rosto dele já não tinha mais o sorriso de antes.

De repente, a figura dele tremeu levemente.

— Tsc, veio o "efeito de retorno", hein. Interessante aqui, mas só até aqui. Touya, foi isso? Na próxima vez que nos encontrarmos, com certeza te mato.

Não sei o motivo, mas deve ser devolvido pra fora da barreira. Como uma transmissão de TV quebrada, a figura do Gira foi ficando indistinta.

Droga, se ele fugir assim, é como se ele tivesse vencido a escapar — não é nada divertido.

— [Slip]!

— OA!?

SUTEEEN!, o Gira caiu de repente, escorregando com força. Ku ku ku, seu idiota. Enquanto estiver pisando na terra, nem você escapa do [Slip]!

— Han.

Olhei com um olhar de puro deboche pro Gira, caído, e ri pelo nariz.

— S-SEU…!!

Prestes a saltar contra mim, o Gira desapareceu de repente, "fut". Restaram só as espécies inferiores destruídas.

— Fuuuuh…

Soltei um suspiro profundo. Que cansaço… Talvez seja a primeira vez que gastei tanta energia mágica assim. Que adversário terrível. Se não fosse por "Teleporte", talvez tivesse sido ruim.

Olhando ao redor, dessa vez, os cavaleiros observavam a mim, com desconfiança, como se eu fosse suspeito.

— Ahn… sou Mochizuki Touya, Príncipe do Principado de Brunhild. Será que dá pra pedir uma audiência com Sua Majestade, o Rei Demônio de Zenoas?

Se não der, tudo bem também. Já tô cansado de tudo isso, sinto que até amanhã já serve… Sinceramente, queria simplesmente desabar.

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