Switch Mode

Isekai wa Smartphone to Tomo ni – Capítulo 232

A Lâmina de Luz e o Cavaleiro Gato

Capítulo 232 – A Lâmina de Luz e o Cavaleiro Gato

— Hee, nunca vi um uso de poder divino assim antes.

Cruzando os braços, a irmã Moroha me olhava, impressionada.

[Divine Release], liberado envolto em poder divino. Dizem que, no mundo celestial, os deuses fazem isso no dia a dia, tipo respirar, mas, no meu caso, causa carga no corpo.

Por isso, tentei ver se conseguiria extrair o poder divino só de uma parte, concentrando só no pulso pra frente da mão direita, e fiz surgir uma lâmina de poder divino.

No começo não conseguia fazer direito, mas, ao pegar o jeito, ficou fácil.

Por precaução, pra não ser visto por ninguém, treino no meio da floresta, longe do castelo.

— A gente nunca precisou conter o poder, então nunca pensei em fazer assim.

— Eu não aguento mais o cabelo crescendo toda vez, viu.

Mesmo assim, mantive em segredo que fiquei preocupado com a possibilidade de sair pelo doidão pelo do braço.

— Mas isso dá trabalho pra manter a forma se eu não concentrar, hein…

Aquilo que se estende da minha mão direita, tipo uma espada de fóton, se eu relaxar um pouco, começa a tremer e quase desaparece.

— Acho mais fácil segurar em algo e envolver aquilo com o poder.

A irmã Moroha jogou um graveto que estava por perto, casualmente, na minha direção.

Peguei aquilo e fui estendendo o poder divino como se fosse uma extensão da mão. Ah, de fato. Fica mais fácil, já que não preciso focar em manter a forma.

Balançando o graveto de leve, uma árvore grande da floresta foi cortada com facilidade. Ei, ei, isso corta mais que a espada de cristal…

Joguei o graveto fora e segurei uma pedra que estava por perto, e essa também se espatifou com facilidade. Testei com a mão esquerda também, mas não deu certo dessa vez.

Hmm. O pulso pra frente da mão direita é algo diferente mesmo. Bati o punho direito naquela árvore grande que caiu antes, e não senti dor nenhuma, e o punho afundou dentro dela. Parece que o poder divino envolvido no punho tá raspando a madeira. Se eu empurrar com força, será que atravessa?

Originalmente, poder divino não é uma força que deveria ser usada na superfície. Por isso, as irmãs também só usam quando envolve deus subordinado. Mas eu, estando fora dessa regra, pareço ser uma exceção.

Sinceramente, acho melhor não precisar usar, se possível, mas não dá pra garantir que não existam outras espécies dominantes tipo aquele Gira de outro dia. Não, com certeza existem. Quanto mais contramedida, melhor.

Ao voltar pro castelo, a Sakura e a Lindsey estavam conversando algo no jardim interno. Essas duas têm personalidade parecida em algum sentido, então se dão bem. As duas são tímidas, mas a Lindsey é mais no sentido passivo, e a Sakura, mais no sentido indiferente.

— O que estão fazendo?

— Rei.

Ilustração do capítulo 232

— Ah, Touya-san. A Sakura-chan disse que quer aprender magia, então tava verificando os atributos dela.

Ah, aquilo com a pedra mágica de identificação. Eu também passei por isso no começo. Já que a Sakura consegue usar [Teleporte] (embora ainda não domine direito), pelo menos deve ter aptidão pra magia nula.

— E aí, quantas aptidões ela tem?

— Nula, água e trevas.

Uau. Três, hein. Bastante, viu. Mas, como magia nula é basicamente magia individual, geralmente só dá pra dominar um tipo, então, na prática, seriam duas.

— A energia mágica dela também parece bem alta. Claro que não chega ao nível da Leen-san, mas deve ser mais que a minha.

Bom, sendo da linhagem que reina no topo dos demônios, faz sentido ter isso. Ou melhor, então a Leen tem ainda mais que isso… Bom, ela também é a líder da raça das fadas, especialista em magia.

— Água eu posso ensinar, mas nula ela vai ter que aprender sozinha. Nesse caso, contanto que aprenda a manejar energia mágica, acho que não tem problema, mas trevas só a Yumina ou o Touya-san conseguem ensinar…

Ah, é verdade, a Leen não tem atributo de trevas.

Aliás, nossos atributos são assim:

Touya — Todos os atributos Elsie — Nulo (Boost) Lindsey — Fogo, Água, Luz Yumina — Vento, Terra, Trevas Yae — Nenhum Lu — Nenhum Sue — Luz Hilda — Nenhum Sakura — Água, Trevas, Nulo (Teleporte) Leen — Fogo, Água, Vento, Terra, Luz, Nulo (Program, Transfer, Protection)

E assim vai.

Ué? Se não me engano, a Leen tinha dito antes que tinha quatro magias nulas. Falta uma. Ela disse que a raça das fadas tem alta aptidão pra magia nula, então geralmente já tem pelo menos uma.

— Ara, o que estão fazendo, todo mundo reunido?

Opa, falando no diabo. A pessoa em questão apareceu. Claro, a Paula também vem correndo atrás dela, "toc-toc".

Levantando o braço rápido, tipo "e aí!", a Paula. Animada como sempre. Bom, não sei se um bicho de pelúcia tem esse conceito de ânimo ou não.

— A magia nula da Leen são quatro, né? [Program], [Transfer], [Protection], e a última é qual?

Perguntei diretamente o que fiquei curioso. Não deve ser nada pra esconder.

— Ara, não te contei? É uma magia de busca, igual seu [Search], chamada [Discovery].

Discovery. Isso significa "descoberta", né?

— Visualizando com clareza o que quero encontrar, dá pra saber mais ou menos a localização. Só que, se não imaginar com bastante detalhe, o efeito fica fraco, então é difícil de usar direito.

— Sério? Parece útil pra achar coisa perdida.

— Por exemplo, imagina uma maçã em cima da mesa, e eu tento achar ela com [Discovery]. Se nada mudou nela, talvez ache. Mas, se você tiver dado uma mordida nessa maçã, já era.

Ué, só isso já invalida? Discrepância no objeto-alvo enfraquecer o efeito é uma limitação comum em magia de busca.

— Pra ser exato, se for "maçã", pode acabar detectando outras maçãs também, então é difícil de achar de qualquer jeito. Eu mesma só uso mais pra achar a Paula quando ela some por aí.

Achar criança perdida, hein. Hmm, de fato, deve ser difícil de usar. No mundo de onde vim, com certeza usaria pra achar controle remoto de TV, chave de casa ou de carro, celular. Ah? Que útil, hein.

Resolvido o mistério da Leen, voltamos ao treino de magia da Sakura.

Sobre o atributo de trevas, atualmente só é reconhecido como "magia de invocação".

Homem-lagarto, Lobo Prateado, e outros, são chamados de algum lugar de outro mundo, e, uma vez feito o contrato, podem ser invocados conforme a ocasião.

O Kohaku e os outros também parecem ter sido invocados uma vez a cada várias dezenas de anos, desse outro mundo (vamos chamar provisoriamente de Mundo dos Espíritos Fantásticos), mas, na maioria das vezes, é chamada aleatória, por acaso, e o alvo não chega a fazer contrato.

Uma coisa que pensei: será que as feras mágicas são descendentes dos que vieram desse Mundo dos Espíritos Fantásticos.

Por exemplo, um Lobo Prateado invocado deixa filhote com um lobo normal deste mundo, e depois volta pro mundo original. O filhote nascido é uma espécie diferente do lobo comum — ou seja, o nascimento de uma fera mágica. Se for assim, talvez seja por causa da magia de invocação que este mundo continua infestado de feras mágicas até hoje.

Bom, não tem como confirmar isso, e, mesmo que confirmasse, não teria o que fazer a respeito.

E, além da magia de invocação, o atributo de trevas tem outros tipos.

— Coisas que afetam a mente, tipo [Confusion], [Sleep], [Charm], também são trevas. Essas são classificadas como magia antiga já perdida, mas, como tinha o livro de magia na "Biblioteca", dá pra aprender. Só avisando, magia mental não funciona em quem tem energia mágica alta, tá?

A Sakura me olhou com um rosto decepcionado. Será que ela pretendia usar [Charm]. Bom, já é como se todo mundo aqui já estivesse enfeitiçado mesmo, mas melhor não falar isso. Encabulado.

— Por ora, que tal tentar invocar alguma coisa? Serve de treino também pra manejar energia mágica.

— Hm. Quero tentar.

A Sakura assentiu de leve. A Leen ensinou o procedimento de invocação, e, enquanto isso, eu e a Lindsey desenhamos o círculo de invocação no jardim interno. A Paula também ajudou. Que bicho de pelúcia bem-feito.

Preparação pronta, a Sakura, sob orientação da Leen, se concentrava enquanto canalizava energia mágica. Dentro do círculo mágico, uma névoa preta começou a pairar de leve, e, aos poucos, foi se concentrando no centro do círculo.

— Que tipo de criatura vai aparecer, será?

— Fico até animada, né.

Sussurrei baixinho com a Lindsey, que segurava a Paula no colo. Já que a Sakura é boa em canto, será que vem uma sereia? Se vier um coral de canto, seria divertido.

Por fim, quando a névoa preta se dissipou, a pequena sombra agachada ali se levantou de repente com força, sacou uma espada fina e ergueu bem alto, começando a gritar.

— Gato é pelos homens! Homem é pelos gatos! O céu sabe, a terra sabe, o gato sabe! Contemplem, minha via do cavaleiro gato! Nyaa!

Botas altas. Chapéu com pena longa. Luvas. Manto. Rapieira. Cinto com bainha. E um gato preto. Bem animado, mas esse aqui…

— Chat Botté. Um espírito invocado de gato.

— Opa, sou cavaleiro gato, nyaa. Essa parte é importante, nyaa.

O cavaleiro gato corrigiu a explicação da Leen. Com "nyaa" no final de cada frase, é? O tamanho é igual a de um gato comum, mas será que esse aqui luta? Espírito invocado que fala é raro, mas.

— Quero fazer contrato com você. Apresenta suas condições.

Diante da fala da Sakura, o cavaleiro gato tirou o chapéu com pompa e fez uma reverência.

— Condição, nyaa, nada disso. Ajudar mulher frágil é dever de cavaleiro. De bom grado, ofereço minha espada à senhorita, nyaa.

— E se for homem?

— Arranho e vou embora, nyaa.

O cavaleiro gato respondeu com naturalidade à minha intervenção. Ei, isso é código de cavalaria mesmo? Que ar de feminista se dá, mas esse aqui é macho.

— Se der um nome, o contrato tá completo.

— Nome… Rei, tem alguma ideia boa?

Ouvindo a explicação da Leen, a Sakura se virou pra mim.

Só que o Chat Botté balançou o dedo de um lado pro outro, "tch tch tch", interrompendo. Chato demais nos detalhes. Fico meio irritado.

— Ser nomeado por um homem, nyaa, nem pensar. Mesmo parecendo assim, eu tenho orgulho alto. Ser nomeado por qualquer joão-ninguém sem procedência…

— …[Gate].

Abri [Gate] na frente do Chat Botté e chamei o Kohaku.

No instante em que viu o Kohaku aparecer de repente, o movimento do cavaleiro gato, antes cheio de pose, congelou na hora. Logo, o corpo começou a tremer, e os dentes bateram, "cata-cata". Todo pelo do corpo se eriçou, ficando arrepiado por completo.

— Nya, nya, nya-nya por que o "Imperador Branco" tá aqui…!?

《Senhor. O que é esse gato?》

— É o espírito invocado da Sakura. Parece que não gostou muito, mas tava pensando em dar o nome eu mesmo, agora.

Ao encarar com o olhar fixo, o cavaleiro gato se prostrou com força absurda, esfregando a testa no chão.

《Meu senhor não está satisfeito de eu dar o nome?》

— D-de jeito nenhum! F-fique à vontade pra fazer como quiser! Nyaa!

Que mudança de atitude absurda, hein. Certo, então, vamos dar o nome.

— Nyantarou…

Ao murmurar isso, o rosto do Chat Botté, cheio de desespero, é meio engraçado. Que gato mais expressivo, hein.

— Ou D'Artanyan, qual você prefere?

— D'Artanyan, por favor, nyaa!!

Diante do cavaleiro gato prostrado, a Sakura deu o nome, e ele saiu do círculo mágico com um ar aliviado. Mantendo uma certa distância de mim e do Kohaku, mas, bom, não tem jeito.

— Aliás, Sakura, quanto de energia mágica o Nyantarou consome?

— Hm. Razoável. Acho que não dura nem uma hora.

— Meu nome mudou, nyaa! Não é Nyantarou, é D'Artanyan, nyaa!

Sei que sei, falei de propósito. Nome oficial D'Artanyan, apelido Nyantarou.

Tirei do bolso um anel, igual ao que já entreguei a todo mundo, e entreguei à Sakura. Meio encabulada, ela aceitou.

— Esse anel acumula energia mágica, então dá pra extrair daqui e passar pro Nyantarou. Acho que dura uns seis meses. Quando acabar, me avisa que eu reabasteço.

— Hm. Obrigada.

— D'Artanyan, nyaa!

Ainda insistindo nisso. É um cara bem engraçado, então vou deixar ele residente por aqui. Se conseguir virar guarda-costas de todo mundo, igual à Spica-san, já é um ganho e tanto. Se jogar ele lá com a irmã Moroha, seja gato ou o que for, ela vai treinar até virar um Super Chat Botté.

A Paula deu um tapinha no ombro do Nyantarou, que protestava, como quem diz "calma, calma".

Pensando que, surpreendentemente, esses dois podem virar uma boa dupla, de repente, a Kōgyoku voou de algum lugar e pousou no meu braço.

— Eeee, até o Imperador de Fogo tá aqui, nyaa! O que tá acontecendo aqui, nyaa!?

Dando uma olhada de relance pro Nyantarou, que já tinha perdido as forças das pernas, sem interesse nenhum, a Kōgyoku abriu a boca.

《Senhor. Parece que encontramos o que deve ser o último resquício de ruína.》

— Sério mesmo?

Se for uma ruína de Babylon, dá pra descobrir o último "Laboratório".

De alguma forma, achando o "Armazém" já me deixou meio aliviado, mas acho melhor mesmo reunir tudo. O "Laboratório" deve ser onde a Shesca e os outros Números de Babylon nasceram, um lugar com instalações médicas e vários experimentos.

Aliás, se não me engano, a Monica disse que não se dava bem com o gerente do "Laboratório". Será que tem algum problema de personalidade?

…Pensando bem, nenhum deles tem personalidade lá muito normal mesmo. Bom, é tarde demais pra reparar nisso agora.

Certo, então vamos completar o castelo flutuante.

Comentários

Opções

não funciona no modo escuro
Redefinir