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Isekai wa Smartphone to Tomo ni – Capítulo 253

O Fim da Sobrevivência e os Ninjas

Capítulo 253 – O Fim da Sobrevivência e os Ninjas

— Primeiro, esses aqui já são inaceitáveis. Vivem tagarelando desde antes. Falta tensão.

— Esse e esse ficam atentos, cuidando bem do entorno. Dessa vez, vamos deixar passar.

— Esses três… difícil decidir. Vamos decidir depois de lutar contra eles.

Definimos, mais ou menos, nesse momento, quem deixar passar e quem desclassificar. Quem for desclassificado sem dúvida, ou quem deixarmos passar, dá pra derrubar num golpe só. Depois, é só decidir se rouba o crachá ou não.

Quem gera dúvida, vamos lutar até certo ponto, e, se superar o nível mínimo, deixamos passar; abaixo disso, desclassifica. Bom, no fim, todo mundo vai ficar inconsciente mesmo.

Como estratégia, vamos na direção de derrubar todo mundo.

Especialmente aquele grupo discriminador, não sinto necessidade nenhuma de moderação. Bom, isso é um exame, então vamos só fazer eles saírem rápido, sem torturar demais.

— Certo, então vamos.

Cada um pegou o bastão elétrico no comprimento de espada ou lança que era mais familiar, colocou a máscara e se levantou.

Conforme combinado, nos dividimos em três direções dentro da mata ao redor da fogueira. Fazendo emboscada de uma vez, primeiro resolvendo com um golpe só os já decididos como desclassificados.

Cada um na própria posição, ajustamos o horário com o smartphone do velho Baba, da Nicola-san e o meu, e, no exato momento combinado, saltamos das três direções.

— …3, 2, 1, 0!

De uma vez, saltamos de dentro da sombra da mata em direção ao pessoal ao redor da fogueira.

— Oni!!

— Ataque! É um ataque! Contra-ataquem!

— T-tem daqui também!?

— De lá também!?

Os que faziam a guarda gritaram em uníssono, mas a maioria não conseguiu reagir a tempo, ficando confusa.

Bati o bastão elétrico na barriga do candidato que tentava apressado sacar a própria espada, ao cruzar por ele. Lento demais! A diferença entre quem tava atento e quem não estava aparece justamente nesse tipo de situação.

— GUHA!?

— HIII!

— UGOE!?

Um atrás do outro, os candidatos foram sendo derrubados por só uns 10 onis.

Tinha até candidata mulher entre eles, mas isso também é trabalho, então, com pesar, derrubei sem cerimônia. Ainda assim, com um golpe um pouco mais leve. Nos homens, sem clemência nenhuma.

— Ugh!

— Opa?

Hee. Suavizei o golpe, mas ele aguentou o primeiro impacto. Bom, caiu no segundo golpe. Por precaução, vou lembrar o número dele. Vamos deixar esse.

Distinguindo assim conforme derrubava, do outro lado, os que expulsaram aquele grupo de demi-humano e demônio enfrentavam a Nicola-san, que segurava um bastão elétrico tipo cajado, de uns 2 metros.

— Ugh! Uraa!

— …Que fraco.

Um golpe implacável de estocada da Nicola-san acertou a barriga do homem que veio investindo.

— GUHOEE!?

Arremessado, o homem caiu no lugar com os olhos revirados, perdendo a consciência. Ei, será que isso desmaia mesmo sem o efeito do bastão elétrico…

— Ugh…!

Como se pressionados pela Nicola-san, os homens foram recuando aos poucos, pra trás.

— …O que foi? Sendo tantos contra uma única demi-humana, não conseguem fazer nada? Só sabem falar, hein.

Vestindo máscara e roupa preta, dava pra esconder de algum jeito as orelhas de raposa que apareciam na cabeça da Nicola-san, mas o rabo fofo não dava pra esconder. Com certeza o adversário já entendeu que ela é demi-humana.

Sendo a única demi-humana raposa entre nós, se investigarem, é óbvio quem é. Aí perguntam se então não fazia sentido nenhum a fantasia de oni, mas, bom, isso é questão de estética formal mesmo.

— C-cerquem ela e ataquem todos de uma vez!

— Ora.

Uns seis candidatos cercaram a Nicola-san. O velho Baba e os outros onis perceberam isso, mas, de propósito, não estenderam a mão pra ajudar. Não é necessário.

— URAAAAAAAAAAAA!!

— TOMA ESSA!!

Mais rápida que as armas disparadas em uníssono, a Nicola-san cravou o cajado no chão e, usando isso como eixo, saltou reto pra cima.

Pousando fora do cerco formado por eles, foi desferindo golpes de estocada fatais, um atrás do outro, incapacitando-os.

— GAH!?

— BUFUU!?

Um deles, atingido no estômago, talvez estivesse acabando de comer — antes mesmo de cair, expeliu o conteúdo do estômago ainda não digerido no chão, e, gentilmente, afundou o rosto justo ali dentro. Uwaa.

Sem conseguir acertar sequer um golpe na Nicola-san, os candidatos foram caindo, um atrás do outro. Aquela luta implacável demais era mesmo digna de "oni". Tem oni por aqui, viu.

A Nicola-san avançou em direção ao último restante.

— H-hi…!

— É melhor não subestimar tanto a Ordem de Cavaleiros de Brunhild. Não é tão fácil assim pra gente de visão tão estreita como vocês entrar aqui.

— UWAAAAAAAAAA!!

Desviando com facilidade do candidato que veio cortando, ela desferiu um golpe de cajado no pescoço dele. Convulsionando, com os olhos revirados, o último caiu no chão.

Olhando ao redor, quase tudo já tinha sido resolvido. Fui até a Nicola-san e falei com ela.

— Ei, bom trabalho, bom trabalho.

— …Acabei ficando um pouco sério demais. Peço desculpas. Parece que ainda me falta treino…

— Não tem problema? Afinal, agora somos "oni". Se fosse eu, deixaria todos pelados, pendurados nas árvores.

Tentei consolá-la um pouco, já que parecia meio abatida, com uma piada, mas a Nicola-san só deu um sorriso meio forçado. Ué? Levou a sério mesmo?

Depois de um tempo, todos os candidatos ao redor da fogueira já estavam desmaiados, sem exceção. O bastão elétrico feito por mim e pela Doutora não só paralisa, como também consegue tirar a consciência. Parece que a facilidade do efeito varia conforme a resistência mágica individual e a robustez física.

Cada oni foi roubando o crachá de quem tinha derrotado. Os que tinham algo promissor, dessa vez decidimos deixar passar, mas, mesmo tendo uns 100, não chegaram nem a 10.

Por precaução, devem acordar dentro de uns 30 minutos. Não pode acontecer de outro candidato roubar o crachá enquanto estão desmaiados, então todos os onis voltaram pra dentro da mata e monitoraram de longe até recuperarem a consciência.

— Aqui nós cuidamos, então Vossa Majestade pode ir até outros candidatos.

— É mesmo? Certo, então vou indo.

Aproveitando a oferta da Nicola-san, saí do local.

Fui saltando de galho em galho, dentro da floresta. Só agora percebo, mas será que eu sempre enxerguei tão bem à noite assim. Quando me concentro, dá pra enxergar bem até na escuridão. Sinto que tô despertando alguma habilidade estranha…

Naquela noite, derrotei mais algumas feras mágicas que atacavam candidatos (derrotei também candidatos de nível incapaz de vencer fera mágica), e ajudei candidatos presos em armadilhas instaladas na floresta (claro, quem caiu nelas foi desclassificado), e assim, de algum jeito, chegou a manhã.

Finalmente, os três dias daquele teste de sobrevivência se passaram, e a voz da capitã Rain-san ecoou pelos crachás dos candidatos.

— Tempo de exame encerrado. Parabéns. A partir deste momento, quem estiver com o crachá em posse está aprovado no segundo exame. Removam o crachá e serão teletransportados de volta ao quartel-general.

Um atrás do outro, os aprovados foram sendo teletransportados de dentro da floresta pro quartel-general. Claro, eu também removi o crachá e me teletransportei.

No quartel-general, os aprovados já teletransportados iam declarando número e nome completo. A entrevista, daqui a dois dias.

Olhando pros aprovados, encontrei o ninja, o homem de armadura, e o garoto do inhame, aqueles em quem eu tinha posto o olho. O garoto do inhame conseguiu sobreviver bem, hein… Parece bem abatido, mas deve ter ficado escondido em algum lugar o tempo todo.

E também, a fera-humana leão, o homem alado, o jovem Wardog e a garota Aracne, expulsos daquela fogueira, também passaram. Que bom, que bom.

Por precaução, confirmei com magia de busca se não sobrou ninguém na floresta. Certo, parece que todos voltaram.

Discretamente, fingindo ser um dos aprovados, a Tsubaki-san se aproximou de mim, e perguntei casualmente o número de aprovados.

— O número de aprovados é 416. A partir daqui, na entrevista de daqui a dois dias, reduzimos pra aproximadamente 150.

— A Yumina também vai ajudar, então, se tiver alguém suspeito ou com pensamento inadequado, deve ser eliminado nessa hora, mas o problema é se vão sobrar 150 mesmo. Ainda assim, não tenho intenção de aceitar gente inadequada.

Digamos que, a partir daqui, é a parte principal. Vamos julgar com cuidado se são adequados pra nossa Ordem de Cavaleiros.

Já pedi pra Doutora fazer o detector de mentira, e, combinando com o olho mágico da Yumina, não deve ser difícil conhecer a verdadeira natureza deles.

Aliás, quando apresentei o detector de mentira, minhas noivas fizeram várias perguntas pra mim. Claro que não respondi a nenhuma pergunta perigosa!?

Sendo um artefato mágico que julga verdade ou mentira, se eu não responder, não reage. Direito de silêncio!

Não deveria precisar responder se prefiro seios grandes, ou qual cor de roupa íntima gosto mais, essas coisas. Só respondi mesmo à pergunta se gosto de todas elas.

— Aliás, tinha um cara parecendo ninja entre os aprovados, aquele era recomendado pela Tsubaki-san?

Pedi pra alta cúpula da Ordem de Cavaleiros avisar se tivessem alguém pra recomendar, mas, mesmo assim, fizeram o exame junto com todo mundo. Tendo capacidade real, deveria conseguir passar de qualquer jeito; mesmo sendo recomendado, isso só ajuda um pouco na entrevista.

— Talvez seja um deles. Quem eu contatei foram ninjas de Ishen. Naquele incidente do Hideyoshi, algumas famílias foram extintas, e teve gente sem rumo, então fiz contato com alguns.

— Ué? "Alguns"? Não é só um? Todos ninjas?

— Sim. Um de Koga, um de Iga, e um de Fūma.

Koga e Iga? E Fūma também. Que variedade grande de estilos diferentes, hein. E, além disso, Iga e Koga não são rivais?

Perguntando isso pra Tsubaki-san, ela disse que não é bem assim. Deve ter individualmente quem se veja como rival, mas esses dois não é o caso. Parece que serviam originalmente à mesma família, que foi extinta, e acabaram vindo parar aqui. Parece que essa família estava do lado do Hashiba.

— Hmm, aquela batalha eu também tive uma parte de responsabilidade, então fico com sentimento complicado, mas…

— Os dois deixaram a família Sanada a quem serviam, e vieram pra Brunhild buscar novo lugar pra servir, então não precisa se sentir culpado, Vossa Majestade.

— Bom, tudo bem falar isso, mas… espera, Sanada?

Sanada… a família Sanada? Ninjas de Koga e Iga que serviam à família Sanada… não me diga.

— O sobrenome desses dois, será que, por acaso… Sarutobi e Kirigakure…?

— Ué? Isso mesmo, mas… como sabe?

Sério isso?

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