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Isekai wa Smartphone to Tomo ni – Capítulo 255

O Preto e o Azul, e a Pesca

Capítulo 255 – O Preto e o Azul, e a Pesca

Inúmeras balas explodiram contra os escombros de soldado de ferro colocados na terra baldia. Do braço direito, equipado com Gatling gun, disparando centenas de balas por segundo, era a máquina preta da Leen, "Grimgerde". Mesma coloração do cavaleiro negro da Nicola-san, mas, sendo formato bem diferente, não deve ter problema.

O peitoral da Grimgerde se abriu, e, de dentro, um Gatling gun duplo instalado disparou fogo.

Em seguida, ambos os ombros se abriram tipo asa de gaivota, disparando o pod de mísseis sêxtuplo, e, do mesmo jeito, das pernas também abertas, mísseis foram lançados.

De todos os dedos da mão esquerda também saíram tiros, e, do canhão Vulcan da cabeça, mais disparos. Verdadeiramente, uma chuva de balas.

— Uhya~… que assustador…

O soldado de ferro semi-destruído, tirado do [Storage] como alvo, virou lixo de metal em pedaços num piscar de olhos, muito além de virar um "ninho de vespa".

A Grimgerde, terminado o disparo, parou de se mover. A fumaça branca subindo do corpo inteiro mostrava que a máquina estava carregando calor considerável.

— Quantos tiros deram só nesse disparo?

— Aproximadamente, não menos que 50 mil.

Fiquei sem palavras diante da resposta da Rosetta, ao meu lado. Tanto assim? Ou melhor, de certo modo, isso não seria invencível? Se a Gerhilde da Elsie ou a Schwertleite da Yae recebessem esse ataque, não sairiam ilesas de jeito nenhum… Mesmo protegidas até certo ponto pela blindagem de material de cristal, dano grande seria garantido.

De algum jeito, talvez só a Ortlinde Overload da Sue conseguisse bloquear.

— Mas tem pontos fracos consideráveis também, sabe? Primeiro, contanto que o paiol de Babylon transferido não esgote, basicamente não fica sem munição, mas o próprio corpo da máquina não aguenta disparo contínuo. Ao disparar full, precisa entrar em modo de resfriamento por alguns minutos, como agora, criando brecha.

— E também, a estrutura da máquina consome bastante energia mágica, então o cansaço do piloto deve ser considerável também. É um nível que só a Leen, o Touya-kun, ou talvez a Lindsey conseguem operar de algum jeito.

Escutando a explicação da Rosetta e da Doutora, fiquei convencido. Bom, faz sentido. Enquanto dispara, é praticamente como se estivesse ativando [Explosion] sem parar.

— Que caloor!

O hatch de abertura no meio do corpo se abriu, e a Leen e a Paula saíram voando de dentro. Com o impulso, a Paula rolou pra fora da cabine e bateu no chão. Tudo bem, ei?

— Ei! Isso virou tipo sauna a vapor!

— Ahh, esqueci de resfriar ao redor da cabine, hein.

Cruzando os braços, a Rosetta refletiu, "muum". Isso é crítico, né. Não precisa aplicar magia de isolamento térmico na cabine?

— E também, o som da explosão é tão alto que acho que nem dá pra ouvir comunicação, assim.

— Entendi. Barreira de isolamento acústico também é necessária. Melhor deixar pra abrir e fechar livremente.

Faz sentido, sendo o Gatling gun duplo do peitoral bem em cima da cabine. Deve ser barulhento mesmo.

Em termos de poder destrutivo de área ampla, por ora, é a número um entre os Frame Gears. Só que existe o risco de envolver aliados também, então não é adequada pra combate em grupo. Mais pra combate um contra vários, tipo máquina de aniquilação.

KIIIIIIIIIN…

— Opa?

Olhando pro céu de onde vinha o som de voo, um caça azul se aproximava voando.

Reduzindo a velocidade, descendo em nossa direção, o caça começou a se transformar no ar, virando uma figura humanoide fina, e pousou.

É o Frame Gear transformável da Lindsey, "Helmwige".

O hatch do peitoral se abriu, e a Lindsey desceu. A Helmwige é um Frame Gear de linhas angulares afiadas. Como o mecanismo de transformação em caça é baseado no protagonista de anime de robô, tem um escudo comprido equipado na mão esquerda.

Esse escudo forma a base inferior no modo caça, então tem o ponto fraco de não conseguir transformar se o escudo for destruído. Por isso, o escudo da Helmwige foi feito com mais energia mágica canalizada que o material de cristal comum, dando bastante dureza a ele.

— E aí? Já se acostumou a voar no céu?

— Sim, mais ou menos. Ainda não consigo alcançar tanta velocidade assim.

A Lindsey respondeu com um sorriso meio amargo. Se acostumar a pilotar a Helmwige, talvez fique tranquila até pra voar de [Fly] junto comigo.

A Helmwige ainda consegue transformar mais uma vez e se combinar com a Gerhilde da Elsie, virando máquina de suporte de voo, mas parece que essa função ainda não está pronta agora.

— A máquina da Leen-dono e da Lindsey-dono estão praticamente completas, mas, e as restantes, da Sakura-dono, da Lu-dono e da Yumina-dono, como fazemos?

A Rosetta me perguntou.

— A Doutora já decidiu qual fazer primeiro?

— Por ora, o candidato é a Sakura. Tô pensando numa máquina que usa magia de suporte utilizando "som". Magia não funciona em Phrase. Mas é possível aplicar magia em Frame Gears aliados. Aumentar velocidade da máquina, expandir barreira individual, coisas assim. Se conseguir aplicar isso em área ampla, carregado pelo som…

— Modelo de suporte pra combate em grupo, é.

Ah, então é como meu [Multiple], estrutura de expansão múltipla. Som, ou melhor, no caso da Sakura, seria canto, né. Aplicar magia em todo mundo através disso.

Elevação de moral através de canção de guerra, ou efeito de música — já se ouve isso há muito tempo, mas, nesse caso, seria mais tipo magia de canto mesmo, digamos.

Hmm, não é má ideia.

— Certo, então, começamos pela máquina da Sakura.

— Entendido.

Junto com a Grimgerde e a Helmwige, teletransportei a Doutora e a Rosetta de volta pra Babylon, e levei a Leen e a Lindsey de volta ao castelo atravessando [Gate]. Mas logo voltei à terra baldia.

Esqueci a Paula.

Ao passar em frente ao campo de treino do castelo, teletransportado de volta, vi os novos cavaleiros caídos, tipo montanha de cadáveres. Parece intenso hoje também, hein.

O boot camp que a irmã Moroha iniciou pros novatos já terminou, mas, claro, o treino da manhã e da tarde acontece todo dia.

Alguns são isentos, mas, mesmo assim, a maioria continua sendo forçada pela irmã Moroha, de manhã e à tarde, assim. Já que passaram no exame, ninguém foge, mas mesmo assim.

— [Mega Heal], [Refresh].

Passando por ali, curei os ferimentos e a fadiga de todo mundo caído no campo de treino.

Curados de ferimento e cansaço, todos finalmente perceberam minha presença e curvaram a cabeça em uníssono.

— Certo, o treino da manhã termina aqui. Cada um, em ordem, toma banho e faz o café da manhã, e vai pro próprio posto.

— «« «« «« SIM! »» »» »»

Diante da fala da irmã Moroha, todos foram em direção ao chuveiro nos dormitórios separados de homens e mulheres da Ordem de Cavaleiros.

Os novos cavaleiros já têm alocação definida, e estão na fase de aprender o trabalho. Quem tá na guarda do castelo aprende como agir com visitantes ou em caso de invasão de bandido; quem tá na patrulha da cidade aprende rota de ronda e como resolver problemas; quem tá em atividade de inteligência aprende forma de contato e coleta de informação.

Além disso, quem tem talento pra desenvolvimento agrícola, trabalho administrativo, gestão de construção, foi alocado pra essas áreas.

Os novatos, além disso, também vão passar por treino de Frame Gear usando Frame Unit.

Atualmente, a Ordem de Cavaleiros já passa de 200 pessoas, e, exceto quem tem dificuldade de entrar na cabine, tipo as irmãs Lâmia Myuret e Sharet, ou o Ogro Zamza, quase todos vão aprender a pilotar de forma básica.

Nunca se sabe quando Phrase aparece. Melhor estar preparado.

— Desenvolvimento pesqueiro, é?

— Sim.

O primeiro-ministro Kōsaka-san trouxe esse assunto no escritório.

Pesca é pra pegar peixe, claro. Mas por que agora? Bom, no nosso país, faz sentido ter poucas oportunidades de comer peixe.

— Quer dizer, aumentar a captura de peixe nos rios que passam pelo nosso país?

Brunhild não tem mar. Peixe, basicamente, é só peixe de rio.

— Não é rio. É fazer pescadores pegarem peixe no mar, e gerar lucro com isso.

— Ué? Mas a gente não tem mar nenhum…

— Tem sim. Do outro lado do portal de teletransporte.

— Ah.

Isso mesmo. Do outro lado do portal de teletransporte, as sete ilhas com masmorra. Aquilo também é nosso território.

Fazendo sentido, é só pegar peixe lá e trazer pra cá. Sem mar por aqui, peixe fresco deve vender bem. Talvez até dê pra comer sashimi.

— Entendi. Boa ideia. Então, desenvolver parte da ilha e virar porto?

— Isso mesmo. Sendo a ilha pequena, não dá pra desenvolver a ponto de virar cidade portuária, mas. E também, tem fera mágica perigosa na ilha, então precisamos decidir o que fazer com isso.

Hmm. Podia até caçar tudo eu mesmo, mas o material dessas feras mágicas vende por um bom preço. Não quero tirar o ganha-pão dos aventureiros também… Mas, será que existe alguém que queira pescar num lugar perigoso assim…

— Será que aplicamos uma barreira anti-fera-mágica no porto?

— Isso seria razoável. E também, talvez precisemos investigar que tipo de fera mágica marinha existe.

De fato. Se navio de pesca for atacado, não adianta nada.

Bom, isso deve resolver se eu invocar um Kraken ou dragão marinho por ali, e ordenar que cacem as feras mágicas que atacam gente ao redor da ilha.

— Será que dá pra reunir pescadores?

— Isso é comigo. Ainda não sei a quantidade de captura possível, então não posso garantir nada, mas acho que não sai no prejuízo.

Se for assim, vamos tentar. Por ora, autorizei fazer pesca em caráter experimental.

Amanhã mesmo, vou até a ilha e invoco um Kraken ou dragão marinho.

O dragão do mar que protegia o Reino de Iguret, quando visitei pra procurar a ruína de Babylon. Vou chamar um dragão parecido, tipo dragão-guardião, e colocar pra proteger. Vou pedir pra Ruri chamar alguém adequado, parente dela.

De quebra, vou pedir também pra evitar que navios suspeitos se aproximem da ilha. Já chega de navio de comércio de escravos como aquele de antes.

Depois que o Kōsaka-san saiu, conferi os relatórios empilhados na mesa. Preciso conferir a voz do povo da cidade e os casos importantes.

Sobre a situação mundial, ou informação desse tipo, recebo quase tudo por e-mail da Mestra da Guilda, Relisha-san.

— Se fosse no mundo original, resolveria com notícia da internet, hein.

Mesmo assim, recebo várias informações por e-mail dos reis de cada país. Do Imperador de Regulus, anúncio do noivado da segunda princesa com o Rei de Felsen; do Rei de Belfast, que o Príncipe Yamato começou a andar de pé — com foto anexada, aliás.

Por causa desse tipo de relação, os países da Aliança Leste-Oeste quase não têm conflito entre si. Cada um busca ponto de acordo, e, quando não decidem, às vezes o assunto vem parar comigo.

Hoje em dia, Belfast e Mismede têm intercâmbio mais profundo que antes, e a relação entre Regulus e Lodmea também melhorou. A Teocracia de Ramish parou de se fechar, e Riinie começou a estabelecer relação amistosa com o Reino de Paruhu ao norte. Que bom.

Pensando nisso, fui lendo os relatórios, e tinha bastante relato de Phrase surgindo em cada país. Como quase todo aparecimento foi de espécie inferior, parece que foram derrotados por aventureiros de rank vermelho ou superior.

Quando derrotamos Phrase pela primeira vez, se não me engano, o rank da Guilda era… ué? Espera aí…

Chamei do arquivo de fotos do smartphone a foto tirada na primeira vez que encontrei Phrase, e projetei no ar. A ruína já foi destruída e o objeto original não existe mais, mas eram pictogramas que pareciam desenhados há 1000 anos.

Naquela época, não consegui decifrar, mas, agora, será que consigo decifrar com [Reading] ou algo assim? Pra isso, preciso identificar o tipo desse pictograma, mas será que a Fam sabe. Sendo a gerente da "Biblioteca", talvez ela consiga identificar.

Só que, se for uma escrita que não existia há 5000 anos, talvez não dê pra identificar. Também dizem que não era a escrita usada em Belfast há 1000 anos, então talvez quem construiu aquela ruína nem fosse gente de Belfast de 1000 anos atrás.

Se for assim, quem, e com que propósito… E também, aquele Phrase selado junto é estranho.

Ugh, comecei a pensar nisso e já fiquei curioso demais.

Decidi ir procurar a Fam na biblioteca do castelo.

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