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Isekai wa Smartphone to Tomo ni – Capítulo 267

O Dano Contínuo e a Ilha Misteriosa

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Capítulo 267 – O Dano Contínuo e a Ilha Misteriosa

— Mas aparecer justamente em Lestia, isso foi inesperado, hein.

Já se passaram uns dez dias desde que a segunda cidade de Sandra, Astal, desapareceu. O próximo lugar onde o Phrase esqueleto apareceu foi Merica, cidade ao sul do Reino de Cavaleiros de Lestia.

Parece que o senhor feudal de Merica, se aproveitando de ficar bem distante da capital de Lestia, extraía impostos absurdamente pesados do povo. Naturalmente, tinha gente esperta se aproveitando disso, e gente sofrendo com isso. Sem chegar ao nível de Astal, sem dúvida, "sentimento negativo" se acumulou ali, como eu previa.

Resultado, toda a população da cidade de Merica teve a alma devorada, virando Phrase esqueleto. Precisamente falando, zumbi com osso de cristal. Na nossa vez, tínhamos queimado o corpo, afinal.

Esses zumbis foram derrotados por aventureiros de cidades vizinhas e pela Ordem de Cavaleiros de Lestia que acorreu ao local.

O Phrase esqueleto em si não é tão forte assim. Mas a população inteira de uma cidade virar zumbi já é uma ameaça considerável. Se der ruim, a cidade vizinha também poderia ser atacada por esses zumbis.

Depois disso, nem aventureiros nem cavaleiros de Lestia apresentaram anomalia, então provavelmente não é patógeno contagioso mesmo.

"Algo" está devorando almas. Provavelmente, algo que deveríamos chamar de "forma larval de deus maligno".

E, ainda por cima, isso vem de fenda dimensional, igual Phrase, ataca humanos, e volta pra fenda dimensional, ao que parece. Talvez tenha um "efeito de retorno" igual espécie dominante, mas, dessa vez, isso funciona ao contrário, atrapalhando.

Com a placa de detecção, dá pra prever aparição só de espécie inferior, média e superior. Se ao menos o deus maligno agisse junto com alguma espécie inferior, seria possível detectar.

Que irritante, hein. Se eu encontrasse, ia esmagar completamente.

— Touya-sama. Tá com ruga entre as sobrancelhas, viu?

— Ué? Ah, desculpa. Fiquei meio irritado.

Num cômodo do castelo, a Hilda, sentada à minha frente, falou comigo sorrindo, vendo eu ficar absorto em pensamento.

Pra acalmar o coração, tomei de uma vez o chá já frio, morno.

— Homens, quando o desejo se acumula, ficam assim, sabe. Como tratamento, dá pra fazer tipo assim assim…

— Hã? Éé? Isso é…

— Ei, você aí, criada erótica. Não fica sussurrando invenção no ouvido dela.

A Hilda, com algo sussurrado no ouvido pela Shesca, ficou com o rosto completamente vermelho. Já sei mais ou menos o que ela sussurrou, então preciso negar aqui, ou vai virar problema depois.

A Hilda, tanto em sentido bom quanto ruim, confia demais nas pessoas. Digamos, fácil de enganar. Em duelo de espada, ela nunca cai em finta, mas costuma cair em mentira que nem criança perceberia.

Deixando de lado a posição de princesa inocente do mundo, não dá pra negar que foi criada focada demais só na espada. Mesmo tendo avô daquele tipo tarado, nesse sentido ela é completamente inocente.

Bom, nisso, a Elsie e a Yae também são parecidas. As nossas artistas marciais parecem ser fracas nesse tipo de assunto, todas juntas. Ainda bem que não parece ser por falta de interesse.

Será que é isso, hein, quem pratica artes marciais acaba sublimando esse tipo de pensamento impuro. Tipo "mente sã em corpo são"?

Já as tipo Lindsey, Leen, Yumina, do grupo de magas, às vezes agem de forma bem ousada.

Pensando nisso, abri a boca em direção à Hilda, ainda com o rosto vermelho.

— Eu só tava pensando no incidente de Lestia.

— Ah… o irmão também ficou meio abatido. Se tivesse percebido mais cedo a corrupção do senhor de Merica…

— Por mais excelente que seja o rei, não dá pra ter conhecimento de todo o território. Não tem jeito.

Mesmo dizendo isso, sendo país grande como Lestia, talvez seja inevitável; mas, num principado pequeno como Brunhild, quero manter os olhos atentos até o último canto.

País existe pra proteger o povo. Não é que o povo existe pra proteger o país.

Por precaução, no nosso país, com cavaleiro de patrulha, cavaleiro de inteligência, e o pelotão de gatos do Nyantarou, qualquer coisa já chega aos meus ouvidos na hora.

— E então, o que fazem com a cidade de Merica?

— Perguntei ao irmão por telefone… parece que estão tentando reconstruir… ou melhor, o prédio ainda está intacto, então parece que estão recrutando novos moradores. Mas, sendo cidade onde surgiu tanto zumbi assim… parece difícil.

Faz sentido mesmo. Pedir pra morar numa cidade onde zumbi morava. Difícil evitar suspeitar que aquela terra seja amaldiçoada.

Terra amaldiçoada, cemitério, pântano venenoso. Lugares assim são inseparáveis de zumbi mesmo.

No fim, deve ser lugar onde alma morta tem dificuldade de alcançar paz. Assim, a alma se fixa no corpo físico, virando zumbi. Mesmo tendo alma devorada por "devoração de alma", também vira zumbi.

Pensando bem, zumbi e esqueleto, no fim, são meio a mesma coisa? A diferença é só ter carne ou não. Será por causa disso que esqueleto se move mais rápido, tenho essa sensação. Bom, mesmo assim, não é tão rápido assim.

— Entendo o sentimento de ter medo.

— Se esse tipo de "sentimento de medo" se espalhar, e isso servir de gatilho de novo pra atrair mais "devoração de alma", seria terrível.

Nnnh. Isso também pode acontecer, né… Fiquei pensativo diante da fala da Shesca.

"Medo" é um dos sentimentos negativos mais fáceis. Se esse tipo de incidente se repetir várias vezes, as pessoas ficam ansiosas. Ansiedade, eventualmente, chama novo medo. Esse "sentimento negativo" atrai "devoração de alma" ou "deus maligno"… e isso vira uma espiral negativa de deflação.

Pra cortar esse ciclo vicioso, preciso mesmo esmagar a raiz do mal. Pra isso, preciso, de qualquer jeito, agarrar o rastro do "deus maligno"…

— Touya-sama, de novo a sobrancelha.

— Ah.

Será que, por estar sempre um passo atrás, ando ficando irritado com mais facilidade. Sinto que tô sendo perseguido por assédio persistente em lugar que não vejo, e isso me deixa de mau humor. Sensação de estar sofrendo bullying dissimulado.

— Haa… será melhor fazer alguma mudança de ares, hein.

— Isso aí é um convite indireto pra fazer coisa erótica, viu.

— É-é mesmo!?

— Ela mente mais de 90% das vezes que fala, não acredita.

Sinceramente… acumulando estresse demais.

Caminhando pelo corredor, a Kōgyoku veio voando na minha direção, batendo asas.

— «Senhor.»

— Kōgyoku, o que foi?

— «Chegou contato das aves subordinadas soltas naquela ilha. Parece que conseguiram entrar, de algum jeito, mas…»

— Aconteceu algo?

— «Sim. A ilha inteira tá cheia de feras gigantes.»

— O QUÊ!?

Cheia de feras gigantes? Que isso, hein… Achei que tivessem passado por evolução diferente, mas isso foi inesperado.

— Tem gente morando lá?

— «Em algumas áreas protegidas por barreira que nem fera gigante consegue entrar, parece que estão vivendo, divididos em vários assentamentos. Digamos, escala de cidade-estado. Quatro no total, leste, oeste, norte e sul. Na região central da ilha, existe algo tipo templo construído.»

Tem gente, hein. E, ainda por cima, tendo barreira instalada em cada cidade, isso fica cada vez mais parecendo envolver o tal "Sábio do Tempo" de que a Doutora falou.

— A barreira é do tipo "bloqueio de energia mágica"?

— «Não. No céu, é "dispersão de energia mágica", e no mar, "desvio de rota", parece.»

Entendi. Barreira que dispersa energia mágica de artefato mágico, interrompendo o suprimento, e barreira que desorienta a direção do navio. Por isso a aeronave caía e o navio errava o rumo.

Se for assim, dá pra abrir [Gate]. Com minha quantidade de energia mágica, mesmo dispersando um pouco, não deve ter problema.

Entendi que existe essa ilha misteriosa. Tem gente morando lá. Certo, o que fazer com isso.

Sendo Galápagos de outro mundo, com evolução tão peculiar assim, cheio de feras gigantes.

De fato, ilha misteriosa. Fico curioso. Mas será que é certo interferir.

Talvez as pessoas dessa ilha nem conheçam o mundo externo. Talvez sejam pessoas que não aceitariam bem nossa visita.

— Certo, o que fazer, hein…

Um rei ardente de ambição diria "conquista! expansão territorial!" e invadiria? Ou estabeleceria relação diplomática e promoveria comércio? Igual ao Comodoro Perry, que chegou com navios negros.

Pensando bem, aquele jeito de decorar a cronologia… "Odeio isso, senhor Perry", né? Nnnh. Parece que vou ser malvisto.

Provavelmente, se eu sozinho disser "sou rei de um país estrangeiro, vamos estabelecer relações diplomáticas", nem vão me dar atenção. Se der ruim, podem até achar suspeito e me matar.

Se não fizer o outro lado pensar "veio alguém impressionante" ou "precisamos ouvir com atenção", nem chegam à mesa de negociação.

Será que vou com uns cem Frame Gears reunidos?

Isso ia acabar sendo igual ao Perry, né… Não tenho intenção de ameaçar, mas, se não me ouvirem, não tem jeito mesmo.

E também, será certo decidir isso só com Brunhild? Posicionalmente, se for comerciar, seria Hanok, Elfrau, Paruhu, talvez. Zenoas provavelmente não tem intenção de intercâmbio.

Hanok, Elfrau e Paruhu também não têm muito contato com a gente, hein.

Hanok, via Sua Majestade Imperador de Regulus; Elfrau, via a Mestra da Guilda Relisha-san; Paruhu, via o Rei de Riinie, país vizinho — é esse tipo de relação.

Forçar abertura de país sem benefício claro pra nós também, hmm, complicado.

— Não tem jeito. Por ora, continua o reconhecimento assim mesmo. Reúnam vários tipos de informação, investiguem que tipo de cultura e sociedade construíram. Claro, segurança em primeiro lugar.

— «Entendido.»

Se existisse alguma magia deixada por esse tal "Sábio do Tempo", ajudaria bastante. Parece que essa pessoa era excelente em criar barreira, então talvez… talvez, mas… será que não foi ele quem restaurou a barreira do mundo?

Se for assim, talvez o método secreto disso ainda esteja preservado.

Pode terminar em busca completamente vazia, mas, se existe qualquer possibilidade, mesmo que pequena, não custa tentar.

Se isso for necessário pra salvar o mundo, não deve ser em vão.

Decidi isso silenciosamente comigo mesmo, e comecei a caminhar de novo pelo corredor.


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