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Isekai wa Smartphone to Tomo ni – Capítulo 268

A Situação da Ilha e o Iminente Conflito

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Capítulo 268 – A Situação da Ilha e o Iminente Conflito

— Então, o que vocês descobriram?

— Deixa eu ver. O nível cultural não é tão diferente do nosso. Só que a área habitável é absurdamente pequena. Bom, tendo fera gigante por todo lugar, faz sentido mesmo. Por isso, a cidade só se desenvolveu dentro da barreira limitada. Fora disso, só existem assentamentos bem esparsos.

Comendo o lámen que a Clara-san preparou, respondi à pergunta da Elsie. Ensinei detalhadamente foto, ingredientes e modo de preparo pela internet, e ela conseguiu reproduzir esplendidamente. Sinto que ficou um pouco mais suave, mas já tá bem gostoso mesmo assim. Reproduzir até o naruto foi impressionante.

Da próxima vez, quer tentar gyoza. Sinto que dava até pra abrir uma rede de lojas.

No refeitório, só estamos eu, as irmãs Elsie e Lindsey, e a Yae. A Yumina foi ver o irmão Yamato, a Hilda foi visitar o irmão, o rei-cavaleiro de Lestia, e a Sue não veio hoje. A Lu tá ajudando a Clara-san, fazendo pudim de amêndoa de sobremesa. A Sakura tá na escola, ajudando a mãe Fiana-san, e a Leen, mesmo já passando do meio-dia, ainda tava dormindo. Parece que ficou pesquisando algo na "Biblioteca" até tarde da noite.

— Se moram numa ilha assim, dá pra achar que teriam como usar a barreira também, mas…

A Lindsey também comia o lámen, "fū fū". Ela não é muito boa com hashi, então usava garfo.

— Parece que essa barreira em larga escala existe só na ilha inteira, nas quatro cidades cardeais, e no templo central. Provavelmente, isso mesmo já deve ser um legado do "Sábio do Tempo".

Ou seja, é artefato. Por isso, não dá pra aplicar de novo em outro lugar. Ter zona segura de habitação tão limitada assim deve ser difícil. Bom, mesmo fora da barreira, não deve ser tão fácil ser atacado por fera gigante assim, sem parar.

Nesse tamanho, comer humano não enche a barriga deles. Devem mirar outras feras mágicas grandes, que rendem mais.

Se construir cidade fora da barreira, um único monstro gigante passando já devasta tudo. No máximo, dá pra construir umas casas, formando algo tipo vila.

— Não caçam feras gigantes? Aceitando algum sacrifício, será que não dá pra vencer lutando?

— Ah, parece que lutam sim. Dizem que existe catapulta móvel grande na cidade. Quando fera gigante se aproxima, saem da barreira e afugentam com isso.

Senão, não teria como sobreviver por 5000 anos de qualquer jeito. Devem ter até método de lidar com fera gigante mais avançado que nós, do continente. Mesmo assim, provavelmente depende bastante da barreira defensiva.

— Existencialmente, só tem raça humana lá, decerto?

Diferente da Lindsey, essa aqui usa hashi habilmente, sorvendo o lámen — a Yae. Ishen também tem soba e udon, então já tá acostumada. Aliás, esse já é o terceiro prato que ela come agora.

Comendo tanto assim e não engordando é realmente algo misterioso. Bom, faz exercício na medida do que come também, é verdade.

— Não, tem humano em maioria, sim, mas parece que tem demi-humano e demônio misturados também, de forma sutil. Diferente daqui, parecem não ter preconceito, e vivem juntos numa mesma cidade.

Nesse aspecto, gostaria que aqui também aprendesse com eles. Bom, num espaço de vida tão limitado assim, talvez seja inevitável se dar bem uns com os outros. Pra sobreviver num ambiente severo, precisam cooperar entre si.

— E também, comparado ao tamanho do território, a população é surpreendentemente pequena. Isso talvez esteja relacionado ao ambiente difícil pra agricultura e pesca.

Mesmo tendo terra grande à disposição, se o plantio for destruído assim que feito, deve ser insuportável. Pode acontecer de a colheita, cultivada com esforço durante um ano, ser esmagada por completo antes da colheita. Dá vontade de chorar mesmo.

Dependendo do ponto de vista, talvez seja melhor plantar dentro da barreira mesmo. Construir casa ao redor da barreira, e, se fera gigante atacar, fugir pro campo dentro da barreira.

A casa pode ser destruída, mas a comida sobra. Isso talvez tenha mais chance de sobrevivência como espécie…

— Mesmo assim, ilha de fera gigante, hein… Por que será que evoluíram assim?

— Parece que tem relação com a concentração de energia mágica ambiental. Foi o que a Doutora disse.

— Concentração de energia mágica ambiental?

Sem estar acostumadas com essa expressão, a Elsie e a Yae inclinaram a cabeça.

Fera mágica é, em boa parte, animal comum que absorveu energia mágica do ambiente e evoluiu. Por isso, muitas têm habilidade parecida com magia. Tipo o urso-trovão, que dispara raio.

Entre eles, os que continuaram absorvendo especialmente energia mágica de concentração alta viram fera gigante, segundo a teoria.

Normalmente, energia mágica se dispersa, e não chega a concentrar tanto assim. Mas, no fundo da grande floresta, no mar profundo, em montanha sagrada intocável, existe, raramente, o chamado "acúmulo de energia mágica".

Segundo a teoria, esse "acúmulo de energia mágica" seria o fator que gera fera gigante.

E, por que existiria esse "acúmulo de energia mágica" — a Doutora dizia que talvez seja influência de haver muito pouco ser vivo que absorve energia mágica (não só animal e fera mágica, mas humano também conta), e o fluxo de ar e água ficar estagnado com facilidade.

E, sobre essa "Ilha sem Retorno", a ilha inteira tá cercada por barreira. Ou seja, energia mágica não tem pra onde escapar. Mesmo se dispersar pela barreira, se o único destino é a própria ilha, não faz diferença nenhuma. Dispersão não é o mesmo que desaparecimento.

Resultado, fica mais fácil formar algo tipo acúmulo de energia mágica. Isso talvez esteja gerando as feras gigantes.

— Mas essa tal "acúmulo de energia mágica"? Humano não sofre influência?

— Humano não absorve mais energia mágica do que a própria capacidade permite, então tá tudo bem, irmãzinha. Só que deve causar mal-estar.

A Lindsey respondeu à dúvida da irmã. Mesmo fera mágica vivendo naquele acúmulo de energia mágica, não vira gigante de repente. Repetindo geração após geração, deve nascer, por fim, algo próximo de mutação, virando fera gigante.

Claro, sendo mutação, feras gigantes não devem formar par, então, em teoria, deveriam desaparecer numa única geração. Bom, mesmo assim, o tempo de vida de fera gigante parece bastante mais longo que o da espécie original.

O problema é que essa mutação parece surgir com facilidade absurda…

Entre elas, talvez haja encontro entre espécies próximas, gerando segunda geração. Se for assim, já não seria mais mutação, e sim nova espécie?

Parece que até existe combate entre feras gigantes, verdadeira ilha de monstros gigantes. Será que não vem um guerreiro prateado do espaço. Se só consegue lutar por 3 minutos, não serviria de nada.

— Ou seja, se desativar essa barreira, o "acúmulo de energia mágica" também desaparece, e a possibilidade de nascer fera gigante diminui, decerto?

— Bom, seria isso mesmo. Se sabem ou não disso, continuam mantendo a barreira ativa… difícil de saber.

Ou talvez não consigam desativar por conta própria. Pensando assim, os moradores dessa ilha talvez sejam gente presa lá, sem escolha.

— De qualquer jeito, tô pensando em tentar contato, mas preciso explicar aos países vizinhos também. Elfrau e Hanok parecem que vão participar da reunião, mas Paruhu ainda não deu resposta. Espero que o Rei de Riinie consiga convencer bem, mas ainda não dá pra explicar sobre a ilha nesse estágio…

Na pior das hipóteses, seguiria sem Paruhu. Se estabelecer comércio com aquela ilha, acho que ficaria mais fácil conseguir material de fera gigante. Só que, sendo moeda própria da ilha, provavelmente viraria escambo. Bom, parece que existe moeda de ouro, prata, cobre, então acho que tem valor por si só.

— Contato ainda deve demorar um pouco, hein… Bom, não é assunto urgente, mas mesmo assim,

— É grave!

BAM!, abrindo a porta do refeitório, a chefe das criadas, Lapis-san, entrou correndo. Uwaa, que susto! A Lindsey engasgou, será que entalou cebolinha na garganta.

— Agora há pouco, chegou uma carta pelo Espelho-Gate da Pam-sama, da Grande Selva, dizendo que uma tribo da Grande Selva foi atacada pelo batalhão de guerreiros feras mágicas de Sandra!

— O QUÊ?

Não me diga que Sandra invadiu a Grande Selva? Por que isso, hein… A tribo da Grande Selva e o Reino de Sandra deveriam ter um pacto tácito de não-agressão…

— O exército de Sandra que atacou capturou aquela tribo, um atrás do outro, e mandou pra capital real, Curei. Parece que atacaram o assentamento pra escravizar. Diante disso, a Pam-sama e a "tribo do rei da árvore" estão tendo dificuldade de conter outras tribos, que querem partir pra Sandra pra resgatar os companheiros capturados…

Atacaram pra escravizar, é. Ei, ei, se fosse bando de bandidos ainda vá lá, mas um pelotão oficial de um país agir assim significa confronto direto com a tribo da Grande Selva, né? Lá, mesmo sendo formado por várias tribos diferentes, funciona basicamente como uma comunidade unificada, tipo um país só. Se provocar briga a sério, vira guerra…

— Será que o boato sobre a produção em massa aprimorada da "Coleira de Escravização" era verdade mesmo?

— Nnnh…

Pra confirmar se esse boato era verdade, eu tava justamente mandando o trio de kunoichi pra Sandra.

Se a "Coleira de Escravização" aumentar, isso significa mais força pro batalhão de guerreiros feras mágicas. Por mais corajosa que seja a tribo da Grande Selva, enfrentar um exército de fera mágica deve ser duro.

Será que pretendem invadir a Grande Selva com esse exército?

Talvez tenha alguma relação com o desaparecimento de Astal também…

— Por ora, é péssimo se a tribo da Grande Selva invadir Sandra. Se isso acontecer, vira guerra completa.

— O que vai fazer?

A Elsie perguntou, franzindo a testa.

— Felizmente, Brunhild mantém relação amistosa com a tribo Lauri, "tribo do rei da árvore". Vou mediar entre a tribo da Grande Selva e Sandra, e exigir de Sandra a devolução da tribo capturada.

— Será que vão devolver?

— Se devolverem e pagarem indenização por vários danos, de algum jeito… A relação deve ficar péssima, mas talvez consiga evitar guerra. Talvez seja possibilidade de descontrole de uma parte só, também.

Se o objetivo é escravizar, acho que não devem ter massacrado ninguém. Se tiverem matado… talvez já não dê mais pra voltar atrás.

O povo da floresta preza acima de tudo companheirismo e orgulho guerreiro. Não vão perdoar Sandra por ferir qualquer um dos dois.

— Certo, hein… De certo modo, isso talvez seja uma boa oportunidade de conhecer Sandra. Vou entrar em contato com a Pam e mandar oficialmente um emissário de Brunhild pra Sandra. Vamos ouvir a opinião do rei e dos altos funcionários lá.

— Quer dizer, enviar um emissário, é? Quem exatamente? Não dá pra mandar a capitã da Ordem de Cavaleiros, então seria a vice-capitã Nicola-san, ou a Tsubaki-san?

Diante da fala da Lindsey, sorri de forma maliciosa.

— Eu vou.

— O QUÊ!?

— Mudando de aparência, não tem problema nenhum. Vai ser "emissário de Brunhild, encarregado de entregar carta de protesto da tribo da Grande Selva".

E também, será que consigo mandar nosso pessoal importante pra um país tão perigoso assim. Um país de onde só ouço boato ruim. Até tem apelido de "reino do sequestro".

Existe a opção de mandar a irmã ou primos, que não morrem fácil assim, como emissário, mas todos são inadequados pra negociação… Talvez o tio Kōsuke servisse.

Bom, dessa vez, é pra sondar o pensamento de Sandra, então acho melhor eu ir mesmo.

Já encontrei magia na "Biblioteca", e a "arma secreta" que pedi pra Tica, do "Laboratório", e a Doutora já ficou pronta, então tenho vários recursos pra lidar com qualquer situação de emergência.

Entrego a carta de protesto, e, se a resposta for a pior possível, o Reino de Sandra nunca mais será chamado de "reino escravocrata".

Também tenho rancor de Sandra, por causa dos novos aventureiros que vieram pra nossa masmorra terem sido perseguidos. Aquilo foi obra individual do comerciante de escravos, mas é fato que, por trás disso, o próprio Reino de Sandra estava comprando escravos.

E, ainda por cima, parece que deram informação sobre nosso país por conta própria. Devem ter pensado em conseguir escravo sem sujar as próprias mãos, jogando esperto.

Confirmei com outros reis, e até os bandos de bandidos que atacam vila pra capturar humano e demi-humano como escravo parecem ser guiados pelos comerciantes de escravos ligados a Sandra.

Ou seja, o próprio comércio de escravos daquele país é patrocinado pelo estado. Sequestro em massa organizado pelo país. Digamos, é praticamente um reino criminoso.

O problema é se o rei sabe disso e faz de propósito, ou se está sendo manipulado sem saber de nada… De qualquer forma, parece péssimo dos dois jeitos.

Vou verificar isso pessoalmente. Dependendo do resultado, não vou ter piedade nenhuma.


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