Capítulo 286 – Mais Países Participantes e a Declaração de Abertura
Os preparativos do festival foram avançando aos poucos.
Inicialmente, o plano era de dois dias, mas isso se estendeu pra quatro. Foi porque surgiu o pedido de querer assistir não só um, mas os outros torneios também.
De fato, seria uma pena fazer a final do torneio de shogi e a final do torneio de artes marciais no mesmo dia e horário, em vários sentidos.
Então, o cronograma ficou assim:
■ Primeiro dia Cerimônia de abertura Torneio de beisebol (primeira rodada)
■ Segundo dia Torneio de beisebol (até a final) Torneio de shogi (classificatória)
■ Terceiro dia Torneio de shogi (fase final) Torneio de artes marciais (até a classificatória)
■ Quarto dia Torneio de artes marciais (até a final) Cerimônia de encerramento
Mais ou menos isso.
Claro, se um participante avançar em algum torneio, fica difícil assistir aos outros.
E também, veio pedido de participação de outros países.
Basicamente, a intenção era convidar só os países membros da Aliança Leste-Oeste, mas o Reino de Paruhu ainda não faz parte da aliança. Então, ficaria estranho ignorar outros países, e decidimos mandar convite pra todos os reis com quem já tínhamos nos encontrado pessoalmente ao menos uma vez.
Ou seja: Hanok, Felsen, Lyle, Zenoas, Elfrau.
Sobre Ishen, como nunca me encontrei com o rei (ou melhor, imperador), por precaução, mandei convite pro Senhor Ietasu Tokugawa. Na prática, ele governa como se fosse o próprio, afinal.
E, sinceramente falando, a intenção era do tipo "se eu não convidar, pode dar problema depois. Provavelmente não vão vir mesmo" — só isso. Mas… acabou virando uma situação absurda, com todos os países aceitando o convite.
— Será que acharam que, se não aceitassem o convite, isso magoaria Vossa Majestade, e Brunhild invadiria com Frame Gear?
Foi o comentário da nossa vice-capitã, a Nicola-san. Não vou fazer isso!?
E, além disso, cavaleiros e lutadores de cada um desses países também vão participar do torneio de artes marciais. Claro, são recomendados por cada rei, mas, no caso de Felsen, parece que o próprio rei pretende participar.
Aliás, aquele homem é colecionador de armas mesmo… e burro de músculo. Felsen é conhecido como reino mágico, viu. Tá tudo bem mesmo isso?
Mas que virou algo absurdo mesmo, hein… reunindo VIPs do mundo inteiro.
Não tô tão preocupado com segurança, mas conflito individual entre pessoas é algo que não dá pra controlar.
Por exemplo, se o Rei das Feras de Misumido e o Rei de Felsen se enfrentarem no torneio de artes marciais. Não é impossível que o perdedor guarde rancor do vencedor. Seja o próprio interessado ou os súditos dele.
Bom, acho que a chance disso acontecer entre esses dois é baixa.
Como estão participando disfarçando a identidade, não é como se perder manchasse a honra deles, também. Bom, por outro lado, também não ganham honra vencendo, mas isso já tá considerado.
Talvez seja interessante fazer o campeão enfrentar a irmã Moroha. Não, melhor não estragar a alegria deles.
Quero, ao máximo, evitar problema.
— O Rei Demônio vem…?
— Ah, não precisa fazer essa cara feia assim.
A Sakura faz uma cara séria, rara nela. Se o Rei Demônio soubesse disso, choraria…
Como sempre, a relação com o pai continua sendo de mão única.
— Preciso avisar minha mãe pra evacuar…
— Não, não, não, isso seria cruel demais, né. Deixa ele encontrar com ela.
— Muu…
A Sakura bebe o chá preto emburrada. Bom, de fato, aquele Rei Demônio é chato mesmo, mas. Também preciso tomar cuidado pra não ser abordado por ele. Desde aquele incidente, ele virou um pai bobo apaixonado (só pela filha).
— Do nosso lado, o irmão tá tudo bem, mas o avô vindo também é motivo de preocupação…
Quem solta um suspiro é a Hilda. Ah, então aquele velhinho também vem. Ex-aventureiro de rank ouro, igual eu.
Bom, aquele general tarado, se mostrar uma revista de fotos de garota de biquíni, deve ficar quietinho, né? Num certo sentido, é mais fácil de lidar que um pai bobo.
— Meu irmão mais velho vem acompanhando o Senhor Ietasu. Como faz tempo que não vejo, tô ansiosa.
Quem sorri satisfeita, ao contrário, é a Yae. O irmão mais velho da Yae, o Jūtarō-san, não vem como guarda-costas do Ietasu-san, e sim pra participar do torneio de artes marciais. Parece que também tem outros participantes vindos de Ishen.
— Virou um festival inesperadamente grande, hein.
— Sem problema, se for divertido. Ah, parece que a tia Lana e a irmã Emma também vão vir.
— E aquele tio?
Diante da fala da Elsie, me lembro daquele tio excessivamente assustado com nobre e afins.
— O tio não vem, não. Se chamasse ele pro castelo, a alma dele podia sair do corpo e não voltar mais.
Fico convencido com as palavras da Lindsey. De fato. Se der azar, ele pode acabar dando de cara com o próprio Imperador de Lifris, seu rei.
Ou melhor, vai dar trabalho recebendo todo mundo no dia. Principalmente eu. Quantas vezes vou ter que abrir [Gate], hein.
Bom, se todos se reunirem previamente, não deve levar nem um minuto por país.
Países membros da Aliança Leste-Oeste:
■ Reino de Belfast ■ Império de Regulus ■ Império de Lifris ■ Reino de Misumido ■ Teocracia de Ramish ■ Federação de Lodmea ■ Reino de Cavaleiros de Lestia ■ Reino de Riinie
Somando o nosso Principado de Brunhild, são nove.
Não membros, mas com quem já temos relação ou nos encontramos com o representante:
■ Reino Sagrado de Ishen ■ Reino Demoníaco de Zenoas ■ Reino de Paruhu ■ Reino Mágico de Felsen ■ Reino de Elfrau ■ Reino de Lyle ■ Reino de Hanok
São sete. E, sem relação nenhuma com a gente:
■ Reino de Iguret ■ Reino de Horn ■ Reino de Nokia
São três.
Por ora, o mundo é composto por 19 países.

Além disso, tem a Ilha Parelius encontrada recentemente, e a tribo da Grande Selva também, mas aquilo é tipo país sem ser país de verdade. Em Eurono e Sandra, que desmoronaram, ainda vive gente, mas já não funcionam mais como país.
De qualquer forma, praticamente todos os representantes de país deste mundo vão se reunir neste país. …Pensando de novo nisso, é bastante coisa mesmo, hein. Só agora que percebo.
De qualquer forma, o que importa é que todo mundo se divirta.
Certo, então vamos com garra nisso.
E, chegou o dia do festival.
Desde a manhã, teletransportando pra vários países, recebo os convidados.
Pros nobres e realeza, liberamos os aposentos individuais e o grande salão dentro do castelo, e já tem gente conversando animadamente ali, e gente circulando pra cumprimentar conhecidos.
Já terminaram de trocar de roupa pro disfarce, e, olhando assim, parecem cidadãos comuns. Mas, mesmo vestindo roupa simples, dá pra sentir que são diferentes de alguma forma — será que é a boa criação de nascimento? Cada gesto e postura tem um jeitão característico.
— Vossa Majestade, isso ativa só de carregar comigo?
O rei-menino de Paruhu pergunta isso, prendendo no peito o distintivo em formato de estrela que entreguei há pouco. Por estar vestindo roupa comum, em vez da vestimenta enfeitada de nobreza, parece uma criança comum qualquer.
— Passe um pouco da sua própria energia mágica nessa estrela. Assim, a pedra no centro da estrela muda de "vermelho" pra "amarelo", viu? Nesse estado, o Rei de Paruhu vai aparecer com aparência de outra pessoa.
— Mas, Vossa Majestade, pra mim, o Ernest não parece diferente de nada…
A irmã Lucienne, em pé ao lado, inclina a cabeça olhando o irmão que deixou a estrela "amarela". No peito dela também brilhava o mesmo distintivo em formato de estrela. A cor ainda continua "vermelha".
— Independente da ativação, não funciona em quem tem a mesma estrela. Senão, ninguém saberia distinguir quem é quem, né. Se experimentar tirar essa estrela e olhar pro Rei de Paruhu, vai entender.
Como disse, a princesa coloca o distintivo na mesa e, olhando pro irmão, fica surpresa. Deve estar vendo um menino completamente desconhecido.
Aliás, como eu também tô usando o distintivo, todo mundo continua me vendo normalmente.
— Essa estrela também tem função de proteção, e, adicionando mais energia mágica, a pedra fica "azul". Nesse estado, se acontecer algo — seja magia ou espada — que ameace ferir quem usa, automaticamente é teletransportado pra este quarto. Durante o festival, deixem na cor "azul", e nunca tirem, por favor.
Claro, entreguei a mesma estrela pros guarda-costas que cada país trouxe. Se os guarda-costas também ficarem no estado "azul", caso apareça um invasor, o teletransporte aconteceria assim que o ataque atingisse, então deixei eles no estado "amarelo".
Pessoas como o Rei das Feras de Misumido, que vão participar do torneio de artes marciais, também deixam em "azul" exceto durante a partida. Bom, hoje não tem torneio de artes marciais, então isso não importa ainda. Pro Rion-san ou o Jūtarō-san, que não têm posição social tão alta assim pra precisar de disfarce, não seria necessário, mas, por conveniência de distinguir os outros, entreguei também.
— E também, levem esse aqui junto.
Invoco, do círculo de invocação, um filhote de cachorro branco. Pras pessoas que não receberam smartphone, ou seja, representantes de países fora da Aliança Leste-Oeste, deixei um espírito invocado como acompanhante.
— Se acontecer algo, toque nele e fale, que vai conseguir entrar em contato comigo. É razoavelmente forte também, então serve de proteção.
— Muito obrigado! Aah, que fofo.
Ao se agachar e acariciar a cabeça do filhote, o Rei de Paruhu recebe de volta um olhar satisfeito, com o rabo balançando animadamente. Disse cachorro, mas, precisamente, é um lobo. Filhote de Snow Raul, que vive nas planícies nevadas.
Vendo esse filhote de lobo, quem fica de olho de rabo de olho no canto do quarto, desde há um tempo, é a Rachel, filha do Duque Rembrandt. Parece que ela também quer brincar com o filhote, mas, como eu tô por perto, deve estar difícil de se aproximar. Ai, ai, parece que plantei um trauma completo nela.
Assim que curvo a cabeça e me afasto do grupo de Paruhu, ela vai correndo até o rei-menino e começa a acariciar o filhote também. Faz sentido mesmo.
Certo, com isso, terminei de explicar pra todos os reis. Alguns já voltaram pro aposento individual, mas parece que a conversa tá fluindo bem entre todos. Tem gente que raramente se encontra também.
Deixando esse lugar com a Yumina, a Lu e as outras, teletransporto pra estalagem "Lua de Prata", na cidade, onde estão reunidos os outros convidados.
Ao ir pro refeitório grande da estalagem, já tem várias pessoas tomando café da manhã, e vejo a Elsie e a Lindsey entre elas.
Ao redor, tem a tia delas, a Lana-san, e os filhos. Somando a filha mais velha, a Emma-san, que é mais velha que a gente, são sete no total. Exceto o filho mais velho, que parece já ter se independentizado, todos os outros estão tomando café da manhã.
— Ah, Touya. Terminou lá no castelo?
— Por ora, terminei o básico. E por aqui?
— Bom, nada de especial. Diferente de lá, aqui não é tão disfarçado assim.
Trocando algumas palavras leves com a Elsie, cumprimento também a tia Lana e a Emma-san.
No refeitório, também estão o Baral-san, da loja de armas, e o Simon-san, da loja de ferramentas, convidados de Refret. Levanto a mão levemente e cumprimento eles também.
Incluindo eles, hospedagem e refeição de todos os convidados são por nossa conta. Na "Lua de Prata", também reservamos os quartos melhores especialmente.
— Aliás, não vi o Dolan-san por aqui, será que aconteceu algo?
— O Dolan-san tava ajudando na cozinha, com a Mika-san. Parece que, por causa do festival, o restaurante ficou lotado, e faltava gente.
A Lindsey me conta isso. Opa, então ele já tá dando trabalho até aqui. Quer dizer que a filial dois também deve estar corrida.
Bom, aqui é oficialmente a filial de Brunhild da "Lua de Prata", e o Dolan-san é dono da "matriz", então não tem problema nenhum em ele ajudar.
— Aliás, a que horas começa o festival mesmo?
— A partir das oito. Falta mais ou menos uma hora. Depois de uma saudação rápida transmitida, vamos fazer alguns combates de treino no grande campo de treino do norte. Pensei em começar com algo chamativo logo de cara.
— Grande campo de treino do norte, quer dizer, com Frame Gear?
Diferente do campo de treino dos cavaleiros dentro do castelo, o grande campo de treino do norte é um campo de treino vasto pra Frame Gear, um pouco afastado da vila-castelo. Por precaução, é proibida a entrada de quem não tem relação, mas não é que tenha segredo nenhum — é simplesmente porque é perigoso.
Dentro do campo de treino, está aplicada uma barreira poderosa, feita pra nunca causar dano ao exterior. Afinal, incluindo experimentos onde magia e bala voam por todo lado, sem isso não daria pra garantir segurança.
Basicamente, como o próprio Frame Gear já é grande, o treino é totalmente visível de fora, e não tem como manter segredo mesmo.
Na hora do treino, parece que se forma uma multidão do lado de fora do campo de treino, e assistir o combate virou um tipo de entretenimento pro povo da cidade. Dessa vez, a ideia é transformar isso num evento de verdade.
— Depois disso, entra na primeira rodada do torneio de beisebol. Primeiro e segundo estádio, um jogo de manhã e um de tarde. Só hoje já são quatro jogos. Com isso, decidimos as quatro equipes que avançam pro jogo de amanhã.
— Os adversários já estão decididos?
— Ainda não. Vamos decidir depois por sorteio, com imparcialidade.
Como só tem oito times no total, não deve demorar muito, então decidimos transformar isso também num evento.
Nosso time, Brunhild, é liderado pelo Logan-san, da Ordem de Cavaleiros, como capitão, mas, sinceramente falando, é um time de força meio duvidosa. Nem muito forte, nem muito fraco. Dependendo do adversário, pode até mirar o campeonato tranquilamente. Bom, espero que se esforcem e aproveitem o jogo.
Em seguida, presenteio a tia Lana e os filhos com alguns cupons de desconto de 50% válidos só nas barraquinhas de Brunhild, e me teletransporto pra escola da vila-castelo.
— Uoh! Que isso, hein!?
Fico meio surpreso com a quantidade enorme de gatos alinhados no pátio da escola. Malhado, pintalgado, preto, branco, listrado de tigre — vários tipos de pelagem diferentes, e, na frente do olhar de todos os gatos, estava a figura do Nyantarou, em cima de uma caixa de laranja, erguendo a espada pro céu.
— Companheiros! Hoje é nosso grande palco, nya! Neste exato momento, não é exagero dizer que a paz desta cidade depende de nós, nya! Cada um, com garra total, façam a patrulha, nya!
— Nyaaa!!
— Vigiem qualquer suspeito de cabo a rabo, nya! Se acontecer algo, corram imediatamente pro posto da Ordem de Cavaleiros e guiem eles até lá, nya!
— Nyaaa!!
— Gato existe pelo bem do humano! Humano existe pelo bem do gato! Meus companheiros de elite, ao fim da missão, a glória espera vocês, nya! Especificamente falando, um pedaço de katsuobushi, nya! Vamos lá, nya!!
— Nyaaaa!!!
Todos os gatos correm de uma vez em direção à cidade. Que capacidade de liderança impressionante, como sempre… quase parece desperdício ele ser gato. Parece que a força do katsuobushi também ajudou um pouco.
— Ooh, não é Vossa Majestade, nya? Veio inspecionar, nya?
— Bom, mais ou menos isso. Parece que não precisa se preocupar mesmo.
— Certamente! Durante o festival, a paz da cidade e a segurança da mãe da princesa serão protegidas por este Nyantaro… quer dizer, pelo D'Artanyan, nya!
Ele mesmo errou o próprio nome verdadeiro agora há pouco, né? Bom, tanto faz… ah é, preciso avisar uma coisa.
— O Rei Demônio de Zenoas deve vir visitar a Fiana-san…
— Já ouvi isso da princesa, nya. Disse que, se ele fizer alguma coisa indecente com a mãe dela, pode cortar sem hesitar, nya…
— Que violento, hein!
Isso com certeza vira problema internacional! A Sakura também não perdoa mesmo o próprio pai! Mesmo sendo Rei Demônio, se recebesse esse tipo de tratamento da própria filha, o dano seria enorme. Coitado.
Por ora, peço pra evitar cortar de qualquer jeito, e limitar a atuação apenas à vigilância.
Aí, chega uma mensagem da Doutora no smartphone do bolso, então decido voltar pro castelo. Parece que os preparativos ficaram prontos.
Voltando ao castelo, já estava reunida a equipe de espíritos invocados: Kohaku, Kōgyoku, Sango, Kokuyou, Ruri.
— «Senhor. A partir de agora, nossos subordinados também vão fazer segurança e vigilância pela cidade.»
— Certo. Se acontecer algo, me avisem.
O Kohaku vigia através dos olhos de animais tipo cachorro e rato; o Kōgyoku, através dos passarinhos; o Sango e o Kokuyou, através de pequenas cobras. A Ruri, como não dá pra chamar o próprio dragão que é subordinado dela, vigia sobrevoando o céu da cidade. Se acontecer algum tumulto, deve perceber na hora.
Chegando na frente do portão do castelo, bem na hora, o grupo de Sua Santidade a Papisa de Ramish estava descendo em direção à cidade. Parece que alguns grupos de outros países já saíram pra cidade também.
Ao me perceber, Sua Santidade veio até mim, trazendo uma sacerdotisa. Ué? Achando que era alguém, é a Phillis-san.
Depois daquilo, ela virou cardeal, se não me engano. Ela é a primeira pessoa, além de mim, a conhecer o Deus. Bom, além dela, só a própria Papisa.
As duas estão usando o mesmo distintivo em formato de estrela. Certo, tá corretamente "azul".
— V-Vossa Majestade. Quando "Aquela Pessoa" virá?
O "Aquela Pessoa" que a Papisa fala é o Deus… o Deus do Mundo. Quando avisei a Papisa que ele desceria à terra, ela entrou em pânico bastante, mas parece ter se acalmado um pouco. Mesmo assim, ainda parece meio inquieta. Bom, não tem jeito mesmo.
— Pelo menos hoje, acho que não vem não. Disse que ia avisar no dia anterior, então deve ser amanhã ou depois. Vou avisar direitinho, então fique tranquila.
— S-será que ele ainda se lembra de mim…?
Dessa vez, com ar preocupado, a Phillis-san abre a boca.
— Tá tudo bem, viu. O Deus do Mundo ainda não ficou senil, viu?
— Uwa, susto! Já falei pra não aparecer de repente assim!?
Diante da pergunta da Phillis-san, a irmã Karen, que surgiu de repente atrás de mim, responde. Literalmente onipresente e imprevisível mesmo, francamente!
— Hoje eu também vou abrir um consultório de aconselhamento amoroso na igreja, viu. Vou resolver tudo, um atrás do outro. Tô ansiosa pra usar minha habilidade!
Muu, hein. Devia ser algo bom, mas por que sinto essa inquietação vaga? Espero que não cause nenhum tumulto estranho.
— Certo, vocês duas, partiram pro combate, viu! As ovelhinhas perdidas estão esperando!
— A-aguarde, Karen-sama!
— D-desculpa, Vossa Majestade! Então, com licença!
Puxando as mãos das duas, a irmã Karen caminha em direção à cidade. Seguindo isso, os cavaleiros sagrados de escolta correm apressados atrás das três. Sinto uma pena, mas, enquanto a irmã Karen estiver junto, aquele grupo deve ficar tranquilo.
Depois disso, mais alguns grupos partem rumo à cidade, e chega a hora de abertura marcada.
A torre do relógio no centro da cidade marca oito horas, e vários fogos de artifício combinados com Babylon estouram no céu.
Junto com isso, a música tocada no violino do irmão Sōsuke ecoa em alto volume da torre do relógio.
Marcha composta por Edward Elgar, "Pomp and Circumstance".
Essa melodia, chamada "威風堂々" no Japão, dizem que na Inglaterra é conhecida como "Land of Hope and Glory". Sendo tão amada a ponto de ser chamada de "segundo hino nacional inglês", é uma história estranha essa canção tocar em outro mundo.
Desejando que Brunhild também se torne uma "terra de esperança e glória", vou até o microfone conectado diretamente ao alto-falante da torre do relógio, e declaro oficialmente a abertura do festival.