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Isekai wa Smartphone to Tomo ni – Capítulo 287

O Festival e o Primeiro Dia

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Capítulo 287 – O Festival e o Primeiro Dia

Primeiro dia do festival.

A cerimônia de abertura chamativa, com combate de treino entre Frame Gears, terminou sem incidentes, e a vila-castelo estava mais animada que nunca com o povo que saiu pra rua.

Nas ruas, várias barraquinhas alinhadas, e cheiro de comida gostosa vindo de todo lado. Depois eu também compro alguma coisa, quem sabe.

Pela cidade, misturados com pessoas vindas de outros países pra aproveitar o festival, cavaleiros de segurança circulam patrulhando.

Além disso, nos becos e em cima dos muros, os gatos subordinados do Nyantarou, e, nos telhados e galhos de árvore, os passarinhos subordinados do Kōgyoku, ficam de olho brilhando feito câmera de vigilância, prontos pra chamar imediatamente o cavaleiro mais próximo caso surja alguma emergência.

Por isso, digamos que eu nem precisaria patrulhar pessoalmente.

— Bom, eu também quero aproveitar um pouco, né.

— Não é? Um pouco não faz mal. Os outros reis também têm cavaleiro de escolta, e, com aquele distintivo, tá seguro, não é?

Com o mesmo vestido gótico-lolita preto de sempre, e sombrinha aberta, a Leen, caminhando ao meu lado, responde assim.

Todo mundo mais tá acompanhando cada um a própria família que veio, e por isso saíram. Só que a Sakura parecia incomodada com o Rei Demônio tentando puxar assunto com ela. Deve não querer levar ele até a Fiana-san, a mãe.

A Leen também se ofereceu pra guiar o Rei das Feras de Misumido, mas ele decidiu andar sozinho, dizendo que não precisava de atenção especial, então ela acabou vindo comigo.

Parece que a Leen também tinha chamado amigos e conhecidos de Misumido, mas parece que não vêm hoje.

Claro, o urso Poala também vem tranquilamente atrás de nós. De vez em quando, crianças tentam se aproximar dele, e ele resiste desesperadamente.

— Opa, ué?

Na direção do meu olhar, no palco montado na frente da torre do relógio, estava a figura do irmão Sōsuke tocando piano, e mulheres se aglomerando, absortas ouvindo. Concerto? O que ele tá fazendo, hein…

Melodia tocada por deus deve ser chamada de "música divina", será? A música que ele toca é a peça representativa de um pianista francês, chamado "príncipe do piano", que costuma vir se apresentar no Japão todo mês de maio.

Óbvio que sim, mas a técnica de piano do irmão Sōsuke ultrapassa em muito a minha. Queria ficar ouvindo pra sempre, mas não dá, então passamos direto na frente da torre do relógio, rumo ao primeiro estádio.

Hoje, no primeiro e segundo estádio, um jogo de manhã e um de tarde cada, totalizando quatro jogos.

As combinações de confronto são:

Primeiro Estádio Manhã: Brunhild vs. Lestia Tarde: Misumido vs. Lifris

Segundo Estádio Manhã: Belfast vs. Lodmea Tarde: Regulus vs. Riinie

É isso.

Isso foi resultado do sorteio feito pelo capitão de cada time, logo depois de terminar o combate de treino de Frame Gear há pouco.

O adversário do nosso Brunhild é o Reino de Cavaleiros de Lestia. Como característica de time, é um time focado em ataque. Não é que tenham muitos batedores fortes, mas têm ótima taxa de embasamento, um time que acumula ponto com segurança.

A maioria dos jogadores tem ótima visão de bola, e não caem em provocação nem finta ruim — foi o que disse o capitão do nosso time, o Logan-san.

No primeiro estádio, o jogo já tinha começado. Ainda segundo turno de ataque, 0 a 0, o ataque de Lestia acabou de terminar.

Ao ir pra arquibancada, o Rei das Feras de Misumido e seus jogadores, e o Imperador de Lifris com os jogadores dele também, acompanhavam o rumo do jogo.

Quando esse jogo terminar, à tarde é Misumido contra Lifris. Como o time que vencer esse jogo talvez enfrente a gente amanhã, faz sentido estarem assistindo.

Indo pra arquibancada do lado da primeira base, do outro lado, na arquibancada da terceira base, dava pra ver a figura do Rei Cavaleiro de Lestia. À direita dele, a Hilda; à esquerda, o avô, ex-rei anterior de Lestia, o velho Garen.

Do lado de Brunhild, um dos Quatro Reis Celestiais, o velho Naitō, tava assistindo o jogo com uns subordinados, cerveja na mão.

Pro pessoal da Ordem de Cavaleiros e os funcionários do castelo, dei um dia de folga dentro dos quatro dias de festival. Quero que eles também aproveitem. Tentei dar prioridade pra data desejada por cada um, mas, pra não ficar concentrado demais num dia só, deixei essa decisão a nosso critério.

Como hoje, primeiro dia, só tem classificatória de beisebol, quem tirou folga hoje, se puder dizer assim, tirou o dia "azarado". Mesmo assim, parecem estar aproveitando bem, então fico aliviado.

— Ora, Vossa Majestade. Patrulhando?

— Só dando uma olhada. Todo mundo tá se divertindo?

— Claro que sim. Festival numa cidade que construímos nós mesmos. É o máximo.

Normalmente, esse senhor tem jeitão de "lâmpada de dia" (sem graça), mas hoje parece com mais animação, talvez por causa da bebida.

O grupo do Naitō cuida da construção do país e desenvolvimento agrícola, então a alegria dele deve ser ainda maior.

Este estádio também, a fundação eu que fiz, mas foram eles que ampliaram e deram forma final. Sem essa pessoa, talvez a cidade não tivesse se desenvolvido até este ponto.

Por ora, decidimos assistir um pouco também, comprando pipoca e bebida da vendedora ambulante.

— Foi por pouco, hein.

— É mesmo, hein. Se ao menos tivesse saído um rebatida ali…

O jogo contra Lestia terminou 2 a 3, vitória de Lestia, e infelizmente nosso Brunhild foi eliminado. Não que fôssemos inferiores ao adversário, mas, bom, isso acontece mesmo. Dizem que jogo é sorte do momento também. Depois, vou mandar algum presente pros jogadores, dizendo que se esforçaram bem.

No segundo estádio, o jogo da manhã, Belfast contra Lodmea, parece que Belfast venceu.

Depois disso, à tarde, começam Misumido contra Lifris, e Regulus contra Riinie. Com os quatro times vencedores, disputam a final de amanhã.

Falando nisso, já ia dando meio-dia, então, caminhando pela cidade procurando algo pra almoçar, avisto o pessoal de Paruhu comendo num café ao ar livre na esquina. O rei-menino de Paruhu e a irmã, o tio duque e a filha dele, e os guarda-costas, fazendo uma refeição leve.

Testando tirar o distintivo, parece só uma família comum se dando bem. Parece que tá funcionando corretamente. Aliás, a Leen ao lado também tem distintivo. Como não faz diferença se formos reconhecidos, deixamos completamente desligado.

— Ei, almoçando?

— Ah, Vossa Majestade! Sim, já demos uma volta completa, então…

Quando falo com eles, o rei-menino oferece o assento ao lado, então sento sem cerimônia. A filha do duque, a Rachel, sentada em frente ao rei-menino, abraçando o filhote de Snow Raul que confiei a ela, desvia o olhar. Hmm, será que ainda tô sendo evitado mesmo.

— E vocês, o que vão fazer à tarde?

— Pretendemos ir ver o jogo de Riinie. Ainda não vimos beisebol de verdade direito, então…

A irmã, Princesa Lucienne, responde animada. Deve ter sido convidada pelo Rei de Riinie. Que bom que estão aproveitando por aqui também.

— Não, tudo é tão novo e curioso que a manhã passou voando. Tem várias coisas que gostaríamos de trazer pro nosso país também. Cidade realmente esplêndida, viu.

O regente, Duque Rembrandt, observando a paisagem vista do café, comenta sobre a cidade. Ser elogiado por gente de outro país é sempre bom mesmo.

— Só um detalhe, o único problema é que ele acaba gastando dinheiro demais.

— Auu…

O rei-menino fica murcho diante do pequeno riso do duque. Hmm? O que houve?

— O El ficou girando a cápsula que tinha na frente da rua comercial várias e várias vezes. O dinheiro em si não é problema, mas atrapalhou outras pessoas que também queriam, e ele levou uma bronca do papai agora há pouco.

— É que o Cavaleiro Branco não saía, e sem querer eu…

Seguindo o olhar da Rachel, que explicava, vejo o saco de papel deixado na cadeira cheio de cápsulas de brinquedo. Nossa, girou mesmo bastante, hein.

Ué? A Rachel falou comigo agora? Será que não tô sendo tão evitado assim?

Olhando de relance pra ela, de novo ela desvia o olhar meio sem jeito. Hmm?

— E, conseguiu completar tudo?

— Bom, ainda falta esse aqui, a Grimgerde…

— Ara, o meu?

— Hã?

O rei-menino, observando o pedacinho de papel dentro da cápsula, levanta o rosto diante da voz da Leen.

Explicando que a operadora daquela máquina, a Grimgerde, é a Leen, todo mundo fica surpreso também.

A garota na minha frente (na verdade, com 612 anos) provavelmente não conseguiam imaginar pilotando aquele Frame Gear que mostrou combate intenso na cerimônia de abertura.

A posição da Leen — maga da corte de Brunhild, ex-chefe da tribo das fadas, e uma das noivas de mim, o príncipe — é conhecida. Mas o fato de ela pilotar Frame Gear, muita gente de outros países não sabe.

A Leen me cutuca com o cotovelo.

— Você não tem um seu também?

— Não, tenho, mas… bom, tudo bem.

Originalmente, seria melhor deixar quem quer conseguir sozinho na sorte, mas, já que compraram tanto assim, deixa eu dar um bônus.

Tiro do [Storage] a figurinha da Grimgerde, o Frame Gear preto de armamento pesado, e coloco na mesa. A Leen pega e entrega pro Rei de Paruhu.

— Toma. Cuida bem, viu.

— Muito obrigado! Uwaa, com isso completou tudo!

— Opa, mês que vem entram o "Waltraute" da Lu e o "Rossweisse" da Sakura, então ainda tá longe de completar tudo, viu.

— Éééé…

Diante da minha fala, todo mundo ri da voz decepcionada que o rei-menino soltou.

Aliás, como o Waltraute da Lu é tipo de troca de equipamento, tem quatro tipos: A, B, C e D. Vai ser difícil completar a coleção.

Parece que a companhia do Olba-san também vai abrir loja em Paruhu em breve, então acho que dá pra conseguir por lá também. Espero que ele consiga colecionar com paciência.

Não só Frame Gear, também vão entrar tipo de fera mágica: Heavy Kong, Ground Boar, Power Bison, Needle Rat.

Mas, hein, se até essa linha de hobby vende tanto assim, será que valeria fazer boneco de vinil de fera gigante, ou modelo em kit de Frame Gear…?

Fazer produto que monta sem cola parece exigir tecnologia considerável, hein… Hmm. Primeiro, nem tem plástico neste mundo.

Se der certo, talvez, feito anime, dar pra fazer um sistema pra mover o modelo em kit de forma simples com magia…

Enquanto ficava absorto pensando nisso, a Leen me cutucou de novo com o cotovelo. Ah, não, não, deixo assunto de negócio pra depois.

Depois de comer juntos, nos despedimos do pessoal de Paruhu, que iam ver o jogo de Riinie.

Enquanto pensávamos pra onde ir agora,

— Ei, e-espera aí!

Diante da voz que me chamou, ao me virar, lá estava a figura da Rachel. Ainda abraçando o filhote de Snow Raul. O que foi?

— De-desculpa por aquela vez… percebi… percebi o quanto eu era fraca…

Fico surpreso. Aquela mocinha arrogante, se desculpando. Deve ter refletido bastante mesmo. Quer dizer que aquela atitude de agora há pouco não era tanto por me odiar, e sim só constrangimento mesmo.

— …É verdade. Se achar que é o mais forte, aí já acabou. No mundo, existe gente muito, muito mais forte ainda. Aliás, eu também tenho gente que nem chego perto de vencer. Perco todo santo dia.

— Ééé!? Ex-existe gente assim!?

Bom, mais que pessoa, é deusa, né. Será que um dia consigo vencer… tenho a sensação de que nem mil anos bastariam.

— Eu… preciso proteger o El, então… achei que não podia perder pra ninguém… mas perdi pro Príncipe, e fiquei pensando o que era minha força, afinal…

O tom de voz da Rachel foi ficando cada vez mais baixo, e ela abaixa o olhar. Ihh, dessa vez fui eu que fiz ela perder confiança. O que fazer, hein… foi só que o adversário era ruim, não precisa se preocupar… mas, dito por mim, que a espanquei, com certeza soaria só sarcasmo.

Enquanto pensava em como falar, a Leen ao meu lado abre a boca primeiro.

— Se você ficar forte, com certeza vai conseguir proteger o Rei de Paruhu de inimigo externo. Mas isso também dá pra fazer com cavaleiro ou guarda-costas. Só que tem coisa que só você consegue fazer, sabia?

— Só eu…?

Diante da fala da Leen, a Rachel, que estava de cabeça baixa, ergue o rosto.

— Seja o suporte do coração dele. Ficar perto da pessoa importante, se preocupar junto, pensar junto, rir junto, se alegrar junto… isso virar a força dessa pessoa, você não acha lindo? Isso é algo que só você, que vai virar esposa dele, consegue fazer. Vire o escudo que protege o coração dele. Igual eu.

Dizendo isso, a Leen segura meu braço. Ei, isso é meio constrangedor. Aos meus pés, a Poala se encolhe, escondendo o rosto tipo "kyaa~". Por isso que sua capacidade de atuação é ridiculamente alta, sua bicho.

— Será que consigo… virar o escudo do El…?

— Mulher boa é aquela que valoriza o homem. Consegue virar existência insubstituível. Você tem qualidades mais que suficientes pra isso. Eu garanto. Só você consegue apoiar o coração do rei e caminhar junto com ele, sabia? Levanta a cabeça, viu.

— …! Sim!

Curvando a cabeça alegre pra nós, a Rachel corre com força de volta em direção ao pessoal de Paruhu. Ou melhor, ela se recupera rápido demais, hein. Ah, e já foi abraçar o braço do garoto.

— …Conselho bem interessante esse, hein.

— Bom, é emprestado. Da sua irmã.

Da irmã Karen, é… faz sentido. Mas tô com receio de que outras coisas também tenham sido incutidas nela. Dá até medo.

— Certo, pra onde vamos agora?

— É, aquele, o braço…

Desde há pouco ela continua segurando. Fico meio constrangido, viu.

— Que foi? Não quer ficar de braço dado comigo? Diferente das outras garotas, eu não sou muito boa com esse tipo de contato próximo, mas isso já é reunir coragem, viu?

— Ah… foi mal. …Então, parece que tem apresentação de teatro de fantoches acontecendo, quer ir ver?

— Como desejar, meu senhor.

Rindo junto com ela, que responde de forma brincalhona, começamos a caminhar.


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