Switch Mode

Isekai wa Smartphone to Tomo ni – Capítulo 290

O Terceiro Dia, da Manhã ao Meio-Dia

💗 Apoie o Nihon Project

Vire um apoiador mensal e ajude a manter as traduções saindo, com prioridade de capítulo e outras recompensas.

Apoiar no Apoia.se

Capítulo 290 – O Terceiro Dia, da Manhã ao Meio-Dia

Terceiro dia do festival. Desde cedo pela manhã, a fase final do torneio de shogi já tinha começado.

Nos quatro monitores grandes instalados no local, 16 partidas simultâneas são projetadas.

Observando isso de longe, sentamos numa cadeira de barraquinha alinhada desde a madrugada, comendo, no lugar do café da manhã, ensopado de inhame tipo tonjiru. Isso, sim, tá gostoso. O inhame taro cremoso, junto com o nabo crocante, é irresistível.

— Hoje tem a final do torneio de shogi e a classificatória do torneio de artes marciais, né?

Parando de comer o ensopado, a Yumina, sentada ao meu lado, puxa assunto.

— Sim, Belfast, Regulus, Lifris, Paruhu, Lodmea têm cada um seu rei participando do shogi, e Misumido, Lestia, Ishen, Felsen e afins foram pro torneio de artes marciais.

Do nosso lado, no torneio de artes marciais, temos o velho Baba e o velho Yamagata participando, será que vai dar certo.

Como favorito, deve ser o Rei Cavaleiro de Lestia mesmo. Se magia fosse permitida, o Rei das Feras de Misumido, dono de [Accel], também seria candidato forte.

Claro, deve ter outros lutadores fortes escondidos participando também. Só de ter tanto aventureiro nesta cidade, já era de se esperar quem quisesse testar a própria força.

— O Touya-sama, o que vai fazer hoje?

A Lu, que provava o gosto do ensopado pra tentar reproduzir em casa, pergunta sobre meu plano.

— De qualquer forma, o torneio de shogi só deve se decidir no fim da tarde, e o torneio de artes marciais hoje ainda é classificatória. Hoje vou dar uma olhada em outros lugares. Também tenho compromisso na igreja.

Como juízas do torneio de artes marciais, a irmã Moroha e a irmã Karina se ofereceram, então não deve ter problema. O torneio de shogi também tá sendo bem organizado pela nossa vice-capitã, a Nicola-san.

— A Yumina e a Lu, o que vão fazer? Belfast e Regulus tão no shogi, né.

No torneio de artes marciais, o comandante da Ordem de Regulus, o Gaspar-san, também tá participando, claro, com status e aparência disfarçados.

Comandante da Ordem indo pra esse tipo de torneio, francamente, mas o General Leon de Belfast também tá participando. Bom, se ninguém descobrir, tudo bem.

— O papai e os outros tão no shogi, mas disseram que não precisamos nos preocupar com eles, então não tenho plano específico.

— Por isso, hoje eu queria ficar o dia todo com o Touya-sama.

Então era por isso que fui convidado desde tão cedo. Bom, não tenho motivo pra recusar mesmo.

Pagando a conta, devolvendo o pote vazio de ensopado ao dono da barraquinha, começamos a caminhar.

A Lu no braço direito, a Yumina no braço esquerdo, vêm se aconchegando firme. Sinceramente, tá bem difícil de caminhar assim, mas, vendo elas sorrindo felizes, como será que eu conseguiria me soltar delas? Não, não tem como.

As duas cresceram bastante desde que nos conhecemos, mas, comparadas às outras, ainda são meio baixinhas, e ainda parecem mais novas que a idade real.

Pela sensação no braço, esse desenvolvimento também não parece estar indo tão bem assim…

De longe, deve parecer só um irmão mais velho levando as duas irmãs mais novas mesmo.

— Touya-san?

— Hm? Ah, nada não.

Pra não ser percebido pela intuição afiada delas, respondo casualmente demais de propósito.

— Opa?

Ah, hoje também tá tendo apresentação de piano do irmão Sōsuke no palco da torre do relógio. Essa música é… música ocidental?

Minha preferência musical ocidental é influenciada bastante pelo vovô, então tende bastante pro "oldies". Digamos, música dos anos 1950 a 1960. Ou seja, esse é o tipo de música que ensinei ao irmão Sōsuke também.

A música que ele tá tocando agora também é uma das clássicas do rock and roll representativas dos anos 1950. Impressionante que a gravação original tenha sido levada como disco a bordo das sondas Voyager 1 e 2, destinadas a inteligências extraterrestres.

Aliás, teve aquele filme onde o protagonista, viajando numa máquina do tempo em formato de carro, toca essa música na guitarra numa festa de dança do passado. Aquele foi um filme divertido.

De qualquer forma, sendo uma música bem animada, todo mundo ouvindo também balança o corpo no ritmo.

Ué? Olhando bem, além do irmão Sōsuke, tem gente tocando instrumento de corda tipo violão e instrumento de percussão tipo tambor.

— Aquilo é…

— Parece ser uma trupe de músicos viajantes. Dizem que por acaso passaram por este país. Ontem também tocaram aqui junto com o Sōsuke-kun.

Quem respondeu à minha pergunta sozinha foi o dono da barraquinha montada num cantinho da torre do relógio. Achando que era alguém, é o tio Kōsuke, nosso deus da agricultura.

— Espera, o que você tá fazendo, hein!?

— Tô vendendo curry feito com nossas próprias colheitas, viu. Também quis participar do festival.

Rindo com os olhos fechados, o tio Kōsuke tinha na sua barraquinha uma panela funda cheia de curry, arroz recém-feito, e, ao lado, numa caixa de madeira, vários vegetais empilhados feito montanha. E, percebo que tinha um garoto descascando batata e cenoura, absorto, sem parar.

— Ué!? Er, você… era o Kalon, né?

— Hã? De fato sou o Kalon, mas… quem é o senhor?

O garoto que descascava batata olha pra mim com olhos confusos. Ué? Ah, deve ser efeito do distintivo. Como não funcionava com o tio Kōsuke, não percebi, mas parece que tava ativado. Desativo o distintivo, que estava com centro amarelo, pra azul.

— Ah, é, ei, Vossa Majestade!?

O Kalon pisca os olhos rapidamente, finalmente me reconhecendo.

O jovem Kalon é um dos cavaleiros da mesma turma de admissão do Lantz, que hoje também tá sendo usado na estalagem "Lua de Prata".

Sendo entendido de plantas agrícolas, e de família de herbalista, deveria estar designado sob comando do velho Naitō, encarregado de missão de desenvolvimento agrícola.

— Ele mostra bastante talento nisso, sabe. Pedi pra ele me ajudar.

Entendi. Faz sentido. No treino de sobrevivência do teste de admissão, ele conseguiu vários tipos de ingrediente na floresta, afinal.

Mesmo assim, ser bem-visto por um deus da agricultura já é algo e tanto, né…? Será que ele não vai receber proteção divina?

— Vocês dois cuidam dessa barraquinha sozinhos?

— Não, a Rakushe-san também tá ajudando. Agora foi buscar tempero. Só que a Rakushe-san é fraca contra fogo, então não posso deixar ela cozinhar.

Ah, a Rakushe alraune. Sendo demônio tipo planta, faz sentido ela ser fraca contra fogo. Se não me engano, ela também é do setor de desenvolvimento agrícola, então faz sentido o tio Kōsuke gostar dela também.

Barraquinha de curry do deus da agricultura, hein. Fico curioso, mas já comi o ensopado agora há pouco.

Ah é, verdade. Cochicho discretamente com o tio Kōsuke.

— Aliás, por volta do meio-dia, o Deus do Mundo vai na igreja…

— Já ouvi da Karen-san. Mas não precisa se preocupar comigo.

— Tá tudo bem mesmo? Depois de tanto tempo, não vai encontrar?

— Na sensação de deus, mesmo milhares de anos não fazem tanta diferença assim ontem. Se eu quiser encontrar, consigo num instante.

Essa sensação de tempo deve continuar sendo de deus mesmo. Bom, não é como se eu pudesse fazer nada, e, se ele mesmo diz isso, deve estar tudo bem.

Nos afastando da torre do relógio, vamos observando o festival, espiando os produtos das barraquinhas.

— Isso é…

— Aquilo é um enfeite, produto típico feito na região norte de Regulus.

Um urso de trovão mordendo um peixe estranho. A Lu me explica sobre o enfeite de madeira esculpida que estava sendo vendido na barraquinha, enquanto eu observava.

Então existe esse tipo de coisa em qualquer lugar, hein. Bom, ouvi que, no nosso mundo original, o número de artesãos que fazem esse tipo de coisa também tá diminuindo.

— E esse aqui…

— É um boneco-amuleto, feito com o desejo de que a felicidade continue de geração em geração.

Boneco em formato de tubo. Separando de cima e de baixo, feito aquele estojo de diploma, sai de dentro um boneco parecido, um tamanho menor. Abrindo esse boneco, sai outro ainda menor que o anterior, e, abrindo de novo, sai outro ainda menor…

Isso é aquilo, né. Aquele famoso souvenir russo. Só que este aqui tem construção mais simples.

Observar as barraquinhas também é interessante, de outro jeito. Tem coisa parecida com o mundo original, e tem coisa nunca vista. Passamos a manhã caminhando de barraquinha em barraquinha, comprando de vez em quando algo que chamava atenção.

Já quase na hora do meio-dia, vamos em direção à igreja.

Esta igreja, construída no topo de uma colina baixa, normalmente só tem um padre e dois sacerdotes enviados pela Teocracia de Ramish. Mas, agora, mais dois padres também vieram.

Com o distintivo que entreguei, a aparência tá alterada, mas são Sua Santidade a Papisa de Ramish, Elias Ortola, e a cardeal que dizem ser a próxima Papisa, a própria Phillis Rugitto.

Ao redor, tem gente disfarçada de aventureiro, mas devem ser os cavaleiros sagrados de Ramish protegendo as duas.

O deus da luz que a Teocracia de Ramish adora tem alguns poucos fiéis até no nosso país. Se o "Deus da Luz" for o Deus do Mundo, talvez eu também possa ser chamado de fiel.

Mas, considerando minha posição de subordinado divino, ser fiel de alguém que é como família também é meio estranho, então não divulgo isso abertamente. Aliás, quase não frequento igreja também.

Ao entrarmos na catedral, no clima solene, um dos padres, na verdade a Papisa disfarçada, contava a história de um milagre acontecido em Ramish.

O chamado "Milagre de Isura".

Um ano atrás, junto com o mensageiro da luz, o "Deus da Luz" desceu na capital de Ramish, Isura, e salvou a cidade de um deus maligno de trevas que estava prestes a engolir Ramish.

Esse milagre teve muitas testemunhas, e, por ser visto até por não-fiéis e comerciantes de fora de Ramish, se espalhou pelo mundo num instante.

Na maioria dos países, não acreditaram, mas, mesmo assim, com o relato de tantas testemunhas, dizem que ao menos o fato de um milagre ter acontecido é certo.

Na verdade, aquilo foi uma fraude em massa que eu mesmo montei.

Desde então, acho que Ramish tá caminhando pra uma direção melhor. Dizem que já não existe mais gente cometendo abuso de poder brandindo uma espécie de indulgência "em nome de Deus".

Terminando a fala da Papisa, as pessoas dentro da catedral saem pra fora.

Enquanto íamos em direção à Papisa e à Phillis-san, que já tinham terminado de falar, dessa vez foram elas quem vieram correndo apressadas em nossa direção.

— H-Vossa Majestade! Será que "Aquela Pessoa" já chegou por aqui!?

— Ah, ainda não.

Diante da minha resposta, falo de novo com as duas, que ficam abatidas.

— Calma, calma, não precisa ficar tão ansiosa assim, deve chegar em breve…

— Já cheguei, viu.

— Waaah!?

Diante da voz que veio bem do lado, solto um grito alto sem querer.

Bem ao meu lado, vestindo roupa simples, com o mesmo sorriso tranquilo de sempre, estava o Deus do Mundo em pé. Aah, susto! Esse cara sempre aparece de forma repentina demais!

— Ei, não me assusta assim! Desde quando você tá aqui!?

— Hohoho, agora há pouco, usei magia de teletransporte, pá. Ooh, vocês duas, quanto tempo.

O Deus do Mundo fala com a Papisa e a Phillis-san. Imediatamente, as duas tentam se ajoelhar ali mesmo, apressadas, mas o Deus do Mundo as impede gentilmente.

— Vocês duas também têm sua posição, né. Aqui não precisa desse tipo de cuidado. Ninguém vai se importar.

— S-sim…!

Ih, não. As duas tão completamente tensas. Achei que a imunidade construída com a irmã Karen e a irmã Moroha tivesse ajudado, mas.

Mas, já que veio por magia de teletransporte, será que dessa vez não é um avatar? Será que ele veio materializado como pessoa, igual as irmãs?

— Er… Touya-san, quem é esse aqui?

De trás, a Yumina, que observava a gente, pergunta. Ao lado dela, a Lu também tinha expressão de curiosidade olhando pra cá.

Ah, como explico isso, hein…

— Olá, senhoritas. Sou Mochizuki Kaminosuke. Sou o avô do Mochizuki Touya-kun aqui presente.

Kaminosuke, francamente. Que nome direto demais, hein. E chamar o próprio neto de "-kun" também é meio estranho.

Contrastando com meu sorriso meio tenso, a expressão da Yumina e da Lu mudam pra surpresa.

— Avô do Touya-san? Ué, mas o Touya-san veio de outro mundo…

Diante da fala da Yumina, o Deus do Mundo coloca o dedo indicador na boca, fazendo "shh". Só isso já bastou pra elas entenderem. Devem ter concluído que ele é da mesma categoria da irmã Karen e da irmã Moroha.

— I-isso foi falta de educação minha. Sou Yumina Elnea Belfast, noiva do Touya-san.

— T-também sou noiva dele, Lucia Rea Regulus. Desculpe o atraso na apresentação.

— Não precisa se preocupar. Ora, ora, as duas são bonitas mesmo, hein. O Touya-kun é um sortudo por ter conseguido noivas assim.

Diante das duas se curvando profundamente, o Deus responde rindo. Será que foram elogiadas de "bonitas" e ficaram felizes, as duas coram e ficam constrangidas. Droga, que fofas.

— Er, vovô também consegue usar magia de teletransporte, hein.

— Consigo usar quase toda magia, viu. Só que a intensidade é meio difícil de controlar.

— Digno de ser o avô do Touya-sama…

Provavelmente, igual eu, ele deve ter todos os atributos e bastante energia mágica, hein. Não, talvez nem tenha limite nenhum.

— Ah, mundo… quer dizer, vovô? Já se encontrou com a irmã Karen?

— Vovô? Ooh, "vovô", é. Que som bom. Karen, você fala, ah, a menina do amor… ah, é aquela menina, né. Certo, certo, então elas também viram netas minhas. Ainda não me encontrei, mas deve vir logo daquele lado.

Diante da nossa conversa desajeitada, a Yumina e a Lu se entreolham. Bom, faz sentido, sendo avô e neto improvisados assim.

A Yumina e a Lu sabem que eu vim de outro mundo, mas nunca imaginariam que essa pessoa seja o deus supremo, hein.

— Hoje, pensei em conversar um pouco por aqui, e depois passear pela cidade. Tá tudo bem?

— Como tá a agenda da igreja daqui pra frente?

— A-a, sim, sim! Tá tudo bem! Vou deixar livre a partir da tarde!

A Phillis-san responde com voz ainda não liberada da tensão. Ao lado dela, a Papisa também assente repetidamente. Será que tá tudo bem mesmo, essas duas.

Mas, "conversar", o que será que ele vai falar?

Quando o mundo ainda não tinha tomado forma, os espíritos já existiam ali, junto com a energia mágica.

Diz-se que os espíritos, sendo mãos e pés do deus, deram forma ao mundo, gerando várias coisas diferentes.

O espírito da água encheu o mundo com mar, o espírito da terra criou o continente. O espírito do fogo fez os vulcões explodirem, o espírito do vento trouxe o ar quente.

O espírito da grande árvore fez a floresta crescer, o espírito da luz iluminou o mundo, e o espírito das trevas trouxe a paz da noite.

E, assim, enquanto vários espíritos diferentes iam gerando várias coisas, nasceram os subordinados dos espíritos neste mundo.

Fera divina, fera sagrada, fada, pássaro sagrado, árvore divina — vários tipos de subordinados foram nascendo, e, por fim, nasceram vidas como demi-humanos, tipo fera-humano e elfo, anão, e humanos.

O Deus deu todo este mundo aos seres recém-nascidos, e voltou sozinho pro céu.

Foi porque achou que, pra tornar este mundo um lugar melhor, era melhor ele não estar presente.

— Por que o Deus voltou pro céu?

Um menino sentado na fileira da frente pergunta ao Deus do Mundo, que contava a história da criação do mundo.

— É porque achei que, o que vocês mesmos conseguem fazer, deviam fazer vocês mesmos. Se, pra qualquer coisa, ficarem só dependendo de que o Deus vai ajudar, não tem futuro. Sem se afastar dos pais, não dá pra amadurecer.

Basicamente, os deuses não interferem naquele mundo. Foi exatamente por isso que, no meu mundo original, eu não ressuscitei. Naquele mundo, uma pessoa que morreu uma vez não volta à vida. Justamente porque isso seria um milagre divino.

Se eu tivesse morrido neste mundo, talvez tivesse ressuscitado. Aqui, embora de alto risco, existe magia de ressurreição.

— Vocês foram confiados por Deus a cuidar deste mundo. Cada um se esforçar pra tornar este mundo melhor — acho que isso é o que mais deixa o Deus feliz.

O Deus do Mundo, vestindo o manto de padre emprestado da Papisa, observa as pessoas reunidas na catedral. Todo mundo ouvia atentamente a história do Deus.

— Pode ser pequeno, tudo bem. Façam o que vocês conseguem fazer pelos outros. Só isso já basta. Isso vira o pilar que sustenta este mundo. Sem distinção nenhuma. Criança e adulto, homem e mulher, rei e mendigo, rico e pobre, todo mundo é igual. Todo mundo pode virar pilar que sustenta o mundo. Vivam com sinceridade, com todo empenho.

O Deus do Mundo curva a cabeça pra todos na catedral e desce do púlpito.

Entendi, então os espíritos ajudaram o Deus a criar este mundo. Só conheci o espírito da grande árvore e o espírito das trevas, mas não pareciam ter poder tão grande assim.

Será que perderam poder ao longo do tempo, ou será que aquele poder de criação do mundo só existia porque estavam sendo comandados pelo Deus? Ao menos atualmente, não devem ter mais poder tão grande quanto naquela época.

Aliás, o espírito das trevas eu mandei voar com um soco, né. Bom, dizem que espírito é imortal, então talvez já tenha se recuperado.

— Bom trabalho. Foi interessante.

— Não, de vez em quando, é bom fazer isso também. Normalmente, só fico ouvindo reclamação de outros deuses, quase nunca sou eu quem fala.

Enquanto ficava com a cabeça inclinada pensando se isso era bom ou ruim, a Papisa e a Phillis-san vêm correndo até nós.

— Muito obrigada mesmo por essa história tão maravilhosa! Essa história será transmitida de geração em geração no nosso país!

— Não é nada tão grandioso assim, viu… bom, façam como quiserem.

O Deus do Mundo ri meio sem jeito diante da fala da Papisa. Será que isso também conta como "revelação divina"? Ao menos a história da criação do mundo parece que vai virar parte oficial da doutrina.

— O que vai fazer depois disso? Se puder, gostaria de apresentar você a todo mundo.

— Certo. Hoje pretendo passar a noite por aqui, então isso pode ficar pra depois. Mais que isso, queria caminhar pela cidade, será que dá pra me guiar?

— Isso eu faço, viu.

Vindo de algum lugar, interrompendo nossa conversa, era a irmã Karen. Por que essas pessoas divinas sempre aparecem assim de repente, hein… já entendi que são "onipresentes e imprevisíveis", mas gostaria que aparecessem normalmente.

Sem se abalar com a aparição repentina da irmã Karen, o Deus do Mundo, sorrindo, fala com ela animado.

— Ooh, quanto tempo. Tá bem?

— Graças a Deus, tô passando bem todo dia. Mais que isso, eu que vou guiar, então, vovô, não vai atrapalhar o encontro do Touya-kun, viu?

— Ooh, é mesmo. Não tinha percebido isso. Desculpa, senhoritas.

— N-não, imagina, a gente não é bem assim…

Diante do Deus do Mundo rindo meio de brincadeira, a Yumina e a Lu ficam com o rosto vermelho, balançando a mão às pressas em negação.

Parece que a irmã Karen vai guiar o Deus do Mundo pela cidade, então deixo isso com ela. Se acontecer algo, com essas duas, deve ficar tudo bem.

Por algum motivo, junto com a irmã Karen, a Papisa e a Phillis-san, e até os cavaleiros sagrados de escolta de Ramish, acabaram indo junto também… bom, tanto faz.

Por ora, saímos da igreja, e nós três vamos em direção ao local do torneio de shogi. Já deve estar terminando a primeira rodada e entrando na segunda, imagino.

Ao chegar no local, comparado à manhã, tinha mais gente assistindo, mas muitos já tinham terminado o próprio jogo, e o monitor mostrava nome de vencedores e perdedores.

— Er… ah, nossa, já resolveu bastante coisa, hein.

Entre conhecidos, o Baral-san e o Simon-san de Refret, o Imperador de Lifris, e a Governadora-Geral de Lodmea já foram eliminados. Exceto o pessoal de Refret, claro, todo mundo com nome falso.

— O papai também foi eliminado.

A Lu, encontrando o nome falso do Imperador de Regulus, murmura isso.

Ou melhor, o adversário do Imperador é o Rei de Paruhu, né. Parece que tá se esforçando bem, esse menino.

Olhando ao redor do local, tinha um grupo sentado nas cadeiras perto de um monitor, olhando fixamente pra tela. Aquele ali deve ser o grupo de Regulus e Lifris.

Vamos até esse grupo, e falamos com o Imperador e o Imperador-Rei.

— Boa tarde. Que pena, hein.

— Ooh, Touya-dono. Não, foi razoavelmente divertido. Ano que vem, gostaria que fizesse torneio de mahjong também.

— Foi uma pena perder, mas percebi meus próprios defeitos, então da próxima vez não perco.

Como os dois parecem não se importar tanto assim com a derrota, fico aliviado.

Olhando de relance a tela do monitor, com um "pachiri", a peça "prata" se move. Diante disso, os dois soltam um "muu" com voz complicada.

— Essa partida é…

— É do Rei de Paruhu contra o Rei de Belfast. Não, essa aqui é uma partida bem interessante.

Aqueles dois, é? Nível de derrotar o Imperador de Regulus. Será que o Rei de Belfast também tá tendo dificuldade?

Aquela "prata" agora foi jogada pelo rei-menino, então vem assim, e assim…

— …Se ele pegar a "prata" com o "cavalo voador", não seria melhor?

— Não, isso é uma "isca". Pode virar uma jogada que quebra o equilíbrio. Melhor não mexer descuidadamente.

Diante da fala do Imperador de Regulus, encaro de novo o monitor. É isso mesmo? Hmm, sinceramente, já não tô acompanhando mais…

Igual o beisebol, quando as pessoas deste mundo se viciam em algo, a velocidade de progresso é absurda. Bom, sendo um mundo com poucas formas de entretenimento, quando se viciam, vão até o fim mesmo.

Esse tipo de paixão é algo que dá pra aprender. Já sou leigo demais em shogi e fiquei pra trás, parece.

Por ora, o torneio de shogi ainda deve levar um tempo, então vamos dar uma olhada na classificatória do torneio de artes marciais. Talvez tenha conhecido aventureiro participando também.


💚 Gostou do capítulo?

Um PIX rápido ajuda demais a manter o site no ar. Arrecadado esse mês: R$ ...

Fazer um PIX

Comentários

Opções

não funciona no modo escuro
Redefinir