Switch Mode

Isekai wa Smartphone to Tomo ni – Capítulo 291

O Terceiro Dia, do Meio-Dia ao Entardecer

💗 Apoie o Nihon Project

Vire um apoiador mensal e ajude a manter as traduções saindo, com prioridade de capítulo e outras recompensas.

Apoiar no Apoia.se

Capítulo 291 – O Terceiro Dia, do Meio-Dia ao Entardecer

No coliseu, seis participantes trocavam golpes intensos.

Ataque, defesa, desvio, bloqueio, estocada, corte. Eventualmente, um a um, vão caindo.

Quem cai e desmaia no local é imediatamente teletransportado pra fora, recebendo magia de cura das enfermeiras de plantão.

Naquele coliseu, existem vários mecanismos aplicados pra proteger a vida dos participantes. Esse teletransporte pra fora também é um deles.

Por fim, os dois últimos que sobram trocam golpes. Um aventureiro usuário de espadão, e um jovem empunhando katana.

O jovem não é outro senão o irmão mais velho da Yae, o Kunoe Jūtarō-san.

As armas dos participantes são emprestadas por nós. Mas, mesmo estando cega a lâmina, levar um golpe de espadão daquele tamanho, na melhor das hipóteses, quebra osso, na pior, pode até matar.

Bom, se não for morte instantânea, dá pra curar, e, se realmente for julgado perigoso, a árbitra, a irmã Moroha, deve interromper.

Desviando ágil, ágil, do espadão que era balançado, o Jūtarō-san vai recuando.

À vista, parece que o usuário de espadão está levando vantagem, mas será que ele tá esperando o momento certo? — pensei, e, no instante em que pensei isso, o Jūtarō-san avança de repente pra frente.

Da entrada tipo relâmpago, a katana disparada acerta precisamente o tronco do adversário.

Don! Junto com o som de impacto, o usuário de espadão tomba pra frente e é teletransportado pra fora.

— Até aqui! Vencedor do Bloco G, Kunoe Jūtarō!

Diante da voz da árbitra, a irmã Moroha, a arquibancada envia gritos e aplausos.

O Jūtarō-san, curvando a cabeça no local, desce do coliseu, que fica cerca de 1 metro elevado, e vai embora rumo à sala de espera dos participantes.

— Venceu sem sustos, hein.

— Sendo meu irmão, isso é moleza mesmo.

Diante da fala que a Yumina soltou, a Yae assente com orgulho.

Eu, a Yumina e a Lu, que viemos assistir a classificatória do torneio de artes marciais, já tínhamos nos juntado à Yae, à Hilda e ao pessoal já presentes na arquibancada do local.

A classificatória parece estar avançando tranquilamente, com quase metade dos participantes da fase final já decididos. Como o número de participantes é grande, a classificatória virou tipo battle royale, mas isso, em si, também empolga bastante.

— O Rei Cavaleiro de Lestia… o Reinhardt-san já passou da classificatória, né?

— Ele tava no Bloco A, então passou logo cedo. Deve estar assistindo o jogo lá embaixo agora mesmo.

A Hilda aponta pro primeiro andar do local de combate, formato coliseu, onde fica a sala de espera.

Ah, é verdade. Dependendo da combinação, existe possibilidade dos irmãos da Yae e da Hilda se enfrentarem. Pra qual dos dois torço? Bom, meio clichê, mas só dá pra dizer "boa sorte pros dois" mesmo.

— Entre conhecidos, quem mais já passou da classificatória?

— O comandante Gaspar de Regulus, o General Leon de Belfast, e o nosso Baba-dono.

Até o velho Baba tá avançando, hein… sendo a idade que é, seria melhor não forçar tanto assim. Bom, mesmo idoso, faz sentido, sendo um dos Quatro Reis Celestiais de Takeda.

— Touya-sama, aquilo é…

Na direção que a Hilda aponta, entre os próximos participantes do Bloco H que estão em pé no coliseu, encontro um rosto conhecido.

Orelhas pontudas e pele cor de cobre com padrão de escamas. Dois chifres se projetando da cabeça e um rabo grosso, indicando ser da raça dos dragonoides.

— Então a Sonia-san também tá participando, hein.

Guerreira de artes marciais da raça dos dragonoides. Aventureira, conhecida nossa desde o torneio de artes marciais da Grande Selva, o "Ritual da Poda", e companheira que ajudou a encurralar o falso imperador celestial em Eurono, já colapsada.

Depois de derrotar o falso imperador celestial, parece que ela virou aventureira ativa na nossa masmorra, então não é surpresa nenhuma ela participar deste torneio. Originalmente, ela andava pelo mundo pra treinar artes marciais.

Se for isso, o parceiro dela, o Renetsu-san, também deve estar participando, com certeza. Lembro do rosto do usuário de bastão careca. Ele também disse que estava em jornada de treinamento marcial.

Enquanto pensava nisso, o combate no coliseu já começa, e num instante vira um combate caótico generalizado.

O usuário de machado que ataca a Sonia-san recebe em cheio o punho da manopla dela, sendo arremessado até quase a borda da arena.

Achando que ele conseguiu se firmar de algum jeito, o usuário de machado recebe de repente mais um impacto invisível vindo de frente, e é jogado pra fora da arena. Claro, cair fora significa desqualificação.

Será o "Hakkei" (emissão de força) especialidade da Sonia-san? Aquilo que vem de distância intermediária é bem incômodo mesmo.

No fim, o Bloco H virou palco solo da Sonia-san, garantindo vaga na fase final sem sustos. Como colega guerreiro de artes marciais, o General Leon de Belfast também participa, mas, mesmo assim, acho que o general ainda tá um pouco acima dela…

Bom, disputa é sorte do momento, e não dá pra saber até chegar a hora.

— Também queria ter participado, viu…

— Eu também…

— Ei, ei, nós somos meio que reforço de apoio caso aconteça algum problema, viu? Não relaxem.

Diante da voz decepcionada que a Yae e a Hilda soltaram juntas, aviso rindo meio sem graça.

Bom, isso é mais tipo pretexto oficial mesmo — na verdade, fico um pouco receoso de que, se essas duas, e também a Elsie, todas participassem, algo grave poderia acontecer.

Já recebendo bastante favor divino demais. Se der ruim, é bem possível que do primeiro ao terceiro lugar seja tudo monopolizado por Brunhild. Isso ia ficar sem graça como festival. E também não quero que pensem que é armação.

— Do torneio de artes marciais, por ora, parece que tá tudo bem, então vamos passear por outros lugares. Aliás, na escola, a Sakura e o pessoal tavam…

E, no momento que ia contar sobre o encontro de leitura pra todo mundo, uma comunicação mental chegou de um dos espíritos invocados espalhados pela cidade.

— …Desculpa, apareceu um assunto urgente.

— Hã?

Deixando todo mundo, me teletransporto com [Teleporte] pra logo fora do coliseu.

Como me teletransportei na sombra de um prédio, não causou alvoroço. Saio direto pra rua principal da cidade, cheia de gente.

Abrindo caminho pela multidão, vejo um homem de bandana preta caminhando de frente vindo em minha direção. Atrás dele, um rato subordinado do Kohaku vinha seguindo discretamente. É esse aí.

Fico parado em silêncio na frente do homem de bandana.

— Ah? Quem é você?

— Devolve o que tá no seu bolso.

— …Não sei do que tá falando.

— Você tá com ele, né? A carteira que roubou.

Tsc, o homem de bandana estala a língua e, em vez da carteira, tira uma faca do bolso, apontando na minha direção. Se fugisse logo já resolveria, mas parece meio burro mesmo.

Desviando da faca que se aproximava, seguro a mão dele e torço pra fora. Diante da dor do braço torcido na direção contrária da articulação, o homem deixa a faca cair e se estatela no chão.

— Guah!? S-seu! O que tá fazendo, hein!

Ora, quem atacou primeiro fui eu, é? Que absurdo. O ratinho puxa a carteira do bolso do homem imobilizado. Saiu uma carteira de tecido de aparência cara, nada a ver com o jeitão de bandido de rua desse aqui.

Pelo relato do ratinho, esse aqui roubou de um comerciante viajante agora há pouco. Por coincidência, eu era quem estava mais perto, então ele veio voando me chamar.

Pouco depois, ouvindo o alvoroço, chegaram uns membros da nossa Ordem de Cavaleiros, e prenderam o sujeito de vez.

No início, ele gritava dizendo "essa carteira é minha", "tem prova de que eu roubei?", mas, quando revelei minha identidade, e usei a magia de recuperação de memória [Recall] pra ler a memória do ratinho, projetando como imagem o instante exato do crime, ele se resignou e ficou quieto.

Depois de ver os cavaleiros levarem o batedor de carteira pro posto, decidi devolver a carteira em mãos pro dono original. Como tinha bastante dinheiro dentro, o dono deve estar em apuros mesmo.

Felizmente, com a memória do ratinho, dá pra saber quem foi roubado.

Faço busca de mapa, e encontro rapidinho. Parece estar na frente de uma barraquinha um pouco à frente, então decido devolver logo.

Chegando com passo rápido na frente da barraquinha, um homem gordinho com jeitão de comerciante e uma senhora com jeitão de dona de barraquinha de soba estavam discutindo.

Na memória em imagem do ratinho era em preto e branco, então não dava pra saber, mas a roupa que o comerciante vestia era um traje excessivamente vermelho. Que comerciante chamativo, hein.

— Como assim não tem dinheiro, hein! Se você tinha intenção de comer sem pagar desde o início…

— Não é isso! Perdi minha carteira! Deve ter caído, ou fui roubado, ou…

Opa, parece que, sem carteira, ele quase virou "comer e fugir sem pagar". Foi por pouco, hein.

— Desculpa. Essa carteira que perdeu é essa aqui?

— Hã? Ah, minha carteira!?

Falando por trás, estendo a carteira que tinha na mão pro comerciante. Parece que sem dúvida é a dele.

Explicando à dona da barraquinha o que aconteceu, e deixando claro que não teve má intenção nenhuma, ela se convence e recebe o pagamento do comerciante.

— Muito obrigado. Me ajudou bastante.

O comerciante curva a cabeça, dizendo isso. Desde a primeira vez que vi esse comerciante, tinha uma coisa que me chamou atenção.

Além da roupa vermelha, a aparência dele — turbante na cabeça, barba negra, mais de 40 anos, corpo robusto, exatamente o visual de "comerciante" árabe — mas o que chamou minha atenção mais que o visual foi a cor da pele.

Pele ainda mais vermelha que a da Sonia-san, da raça dos dragonoides. Digamos, gente vermelha. Será que essa pessoa é…

— Será que, por acaso, o senhor é do "povo vermelho"… a tribo Arcana?

— Ora? Conhece a minha tribo?

Então era isso mesmo. A tribo antiga que considerava o vermelho cor sagrada. Selou Phrase no subsolo da antiga capital de Belfast e deixou uma escrita secreta misteriosa. Tribo misteriosa que dizem ter visitado até o país gelado de Elfrau há mil anos. Esse comerciante deve ser descendente deles.

— Se o senhor for da tribo Arcana, tem uma coisa que gostaria muito que visse.

— Ora?

Tiro do [Storage] algumas fotos que estavam guardadas. A parede inteira coberta de escrita secreta que fotografei da primeira vez que encontramos Phrase.

Talvez essa pessoa consiga ler.

Olhando a foto entregue, o comerciante vermelho murmura sem querer, surpreso.

— Isso é… escrita secreta antiga transmitida na tribo Arcana. Hoje em dia, quase ninguém da minha tribo consegue usar isso, viu?

— Então nem o senhor consegue ler, é isso?

— Não, eu consigo ler. Minha avó era xamã da tribo, então me ensinou essa escrita. Hoje em dia, incluindo eu, acho que não passa de cinco pessoas que conseguem ler.

Tão poucos assim? Essa escrita, além de ser antiga, talvez fosse usada só pra registrar algo sagrado ou importante mesmo. Provavelmente, não era escrita de uso cotidiano.

— Er… "Nós, o povo vermelho, registramos aqui. O bando de demônios brilhantes veio do buraco do mundo demoníaco e fez do povo sacrifício. Quando a capital caiu, os pequenos cavaleiros negro e branco que serviam ao rei derrotaram os demônios no limite do tempo e do espaço, fecharam o buraco do mundo demoníaco, e partiram pra algum lugar. Ao fim de longo tempo, se o buraco do mundo demoníaco abrir de novo, pra destruir os demônios, deixamos aqui o cadáver do demônio. Absolutamente, não derramar vida nele." …seria isso mais ou menos.

Diante do conteúdo que ele leu, fico pensativo de novo.

Demônio brilhante deve ser referência a Phrase. Buraco do mundo demoníaco deve ser referência à fenda da barreira.

Mas, o que seriam esses cavaleiros negro e branco, afinal?

— Onde encontrou isso?

— Foi deixado numa pequena ruína no subsolo da antiga capital de Belfast.

— Entendi… já ouvi falar que, há muito tempo, gente que se separou da nossa tribo se mudou pra terra de Belfast. Talvez tenha sido essas pessoas quem deixaram isso.

A invasão de Phrase que atacou a antiga capital de Belfast há mais de mil anos. Pra transmitir esse fato às gerações futuras, o povo vermelho, a tribo Arcana, construiu aquela ruína. Mas, por algum motivo, isso foi enterrado nas trevas da história, tratado como se nunca tivesse acontecido… será?

Talvez tenha sido ordem do rei da época, ou talvez tenha sido esquecido ao longo dos anos. Não, talvez a tribo vermelha tenha usado sozinha o subsolo daquela ruína pra selar o Phrase… mas o problema não é bem esse.

Provavelmente, o que está escrito ali é verdade. Phrase atacou a capital, e a cidade caiu numa crise sem precedentes.

Alguém, com certeza, derrotou ou repeliu aquilo.

Os cavaleiros negro e branco. Esses dois são a chave.

Será que era um golem invocado do "mundo sombrio" com seu usuário, ou realmente uma dupla de cavaleiros — fico em dúvida de como julgar isso. Que coisa. Sinto como se as peças do quebra-cabeça já estivessem todas reunidas, mas eu não soubesse como encaixar. Preciso mesmo ir de novo ao "mundo sombrio".

— Muito obrigado. Me ajudou bastante.

— Não, imagina, eu que agradeço. Esse dinheiro era o fundo que eu usaria pra compra desta viagem, teria sido um prejuízo enorme. Deixe eu agradecer de novo.

O povo vermelho, a tribo Arcana, migrando por vários lugares, parece ter estabelecido morada estável numa ilha flutuando entre o Reino de Hanok e o Reino Demoníaco de Zenoas.

Pela posição, parece ser uma ilha mais próxima de Zenoas, e, nessa ilha, também vivem demônios juntos, dizem.

O comerciante… o Senhor Polunga, parece ter deixado a ilha ainda jovem pra entrar no ramo do comércio, e agora já é comerciante experiente, viajando pelo mundo. Veio até Brunhild também pra comprar produtos raros que só se encontram aqui.

Sendo assim, apresentei ao Senhor Polunga a Companhia Strain do Olba-san. Lá, tem bastante produto raro à venda mesmo.

Depois de me despedir do Senhor Polunga, relembro de novo as palavras dele há pouco.

— Dois cavaleiros… hein.

Hmm… não, não dá, ainda não entendo direito. Por ora, deixo isso pra depois.

— Ah, achei. Touya-san!

Diante da voz que me chamou, me viro, e, abrindo caminho pela multidão, a Yumina e a Lu vinham acenando na minha direção.

— Como conseguiram achar aqui?

Mesmo sendo perto, chegaram rapidinho até onde eu tinha me teletransportado. Achando estranho isso, pergunto, e as duas se entreolham, inclinando levemente a cabeça.

— Hmm… não sei bem por quê, mas ultimamente já sei mais ou menos onde o Touya-san tá. A Lu-san também disse a mesma coisa…

— Meio que por instinto, tipo "ah, deve ser por ali", esse tipo de sensação… parece que todo mundo tem essa sensação parecida também.

Espera, que sensor é esse!? Será que isso também é efeito da divinização!?

De fato, se o vínculo comigo ficar mais forte, faz sentido que isso se torne possível. Deve ser parecido com a habilidade que o Kohaku e os outros já têm.

Mas ter minha localização sempre precisamente rastreada pelas próprias esposas… isso não é meio perigoso, hein? Nem dá pra fazer nenhum deslize! Não, não que eu vá fazer, viu!

— A Yae e a Hilda?

— Disseram que vão continuar assistindo o torneio de artes marciais. Parece que a Elsie-san também vai chegar depois.

Bom, faz sentido, sendo nosso trio de artes marciais.

Desnecessário dizer, o trio de artes marciais é Elsie, Yae e Hilda. Lindsey, Leen, Sakura seriam grupo de magia, e as restantes, Yumina, Lu, Sue, grupo de realeza? Não, a Hilda e a Sakura também são realeza, mas.

Depois disso, fomos ver o encontro de leitura da Sakura e do pessoal, aproveitamos o show de artista de rua viajante, e disciplinamos um bêbado que causava confusão em plena tarde.

No encontro de leitura, foi marcante o Rei Demônio narrando pras crianças com uma intensidade quase sinistra. Por que ele fala com esse tom de vilão, hein. Teve criança que se assustou e chorou, e a Sakura repreendeu bastante o Rei Demônio por isso.

Percebendo que já estava chegando ao entardecer, decidimos voltar ao local do shogi. Será que já tá começando a final?

Ao chegarmos no local, os quatro monitores grandes instalados mostravam todos a mesma partida. Parece que a final já começou.

— Er… ooh, é o Rei de Paruhu contra o Dolan-san? Que impressionante, hein.

Entre os espectadores ao redor, tinha até quem soltasse voz de surpresa.

O jovem rei-menino do Reino de Paruhu, Ernest Din Paruhu. Aqui, ele parece usar o nome falso "El Pals".

Pelo efeito do distintivo que entreguei, deve parecer completamente outra pessoa pros outros, mas a idade deve continuar a mesma.

Um menino de meros 10 anos, misturado com adultos, avançou até a final. Faz sentido causar surpresa mesmo.

— Sem dúvida, esse menino também é gênio, hein. Junto com a prima Rachel, os dois vão ser assustadores no futuro.

Olhando de relance a arquibancada, vejo a figura da Rachel observando o noivo garoto. Ao redor, também dá pra ver a escolta de Paruhu.

A Rachel continua observando com a respiração presa. De vez em quando, parece pedir explicação da partida ao pai, o Duque Rembrandt, sentado ao lado. Deve estar preocupada mesmo.

Sabendo ou não desse sentimento, o rei-menino concentra toda a atenção nas peças do tabuleiro.

O adversário, o Dolan-san, dono da estalagem "Lua de Prata" de Refret, também deixava o rosto habitualmente carrancudo ainda mais carrancudo, encarando as peças no tabuleiro. Que medo, hein… uma criança comum sairia correndo na hora, imagino.

As peças já ficaram cinza, e o tempo limite se aproximava. Então, a mão do Dolan-san se estende até a peça, e a "prata" se move na diagonal direita.

No instante seguinte, o rei-menino franze a testa e começa a pensar profundamente. O Dolan-san vira a ampulheta ao lado da mesa. A cor da peça volta ao normal. Agora é a vez do rei-menino.

— Quem tá vencendo?

— Hmm, só olhando o tabuleiro, parece que é o Dolan-san, mas…

Respondo assim à pergunta da Lu, mas, sinceramente, não tenho confiança nenhuma. Como vai se desenrolar daqui pra frente depende do adversário, então nunca se sabe.

No espaço vago da arquibancada, tem gente reproduzindo a partida dos dois com peças na própria mão, discutindo isso e aquilo.

Mesmo quem não conhece muito de shogi parece estar sendo tragado pela intensidade séria que os dois emanam.

De novo, a peça fica cinza. O tempo limite se aproxima.

A mão do Rei de Paruhu se move. O "cavalo" que estava no tabuleiro dele voa na diagonal.

No instante em que a peça é colocada com um "pachiri", a cor volta de novo ao normal. Dessa vez, o rei-menino vira a ampulheta.

O rosto do Dolan-san fica ainda mais tenso. Ué? Será que o rei-menino tá levando vantagem? Não entendo bem. Hmm, talvez, a partir do ano que vem, seja melhor deixar um comentarista fixo do lado da arquibancada.

Pensando até o limite, a peça do Dolan-san se move de novo. Num clima onde até dizer "força!" em voz alta parece hesitante, só nos resta observar em silêncio o confronto sério dos dois.


💚 Gostou do capítulo?

Um PIX rápido ajuda demais a manter o site no ar. Arrecadado esse mês: R$ ...

Fazer um PIX

Comentários

Opções

não funciona no modo escuro
Redefinir