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Isekai wa Smartphone to Tomo ni – Capítulo 292

O Terceiro Dia, do Entardecer à Noite

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Capítulo 292 – O Terceiro Dia, do Entardecer à Noite

— …Desisto.

Assim que o Dolan-san declara a desistência, o pessoal de Paruhu na arquibancada se levanta e explode em gritos de comemoração.

Sem perceber quando, ao lado, já estavam a Princesa Lucienne, irmã do Rei de Paruhu, e o Rei de Riinie, enviando aplausos generosos junto com todo mundo de Paruhu.

A Rachel, com o dique de lágrimas rompido, chora aos soluços, sendo consolada pelo pai, o Duque Rembrandt. Aquilo é choro de alegria pela vitória do noivo, né?

O próprio vencedor está completamente exausto, largado na cadeira, meio desligado. Deve ter esgotado toda a força mental. Faz sentido, sendo criança.

O Dolan-san, de braços cruzados, solta um suspiro profundo, e fecha os olhos com pesar.

De fato, foi uma pena, mas ainda assim é vice-campeão. Acho que já é impressionante o suficiente, mas ele deve ter algo em mente mesmo.

— …No início do ano.

— Hã?

O Dolan-san abre os olhos e fala baixinho com o rei-menino na sua frente. Reagindo a isso, o Rei de Paruhu se ajeita apressado na cadeira.

— No início do ano, vai ter um torneio de shogi na cidade de Refret. Que tal você participar também? Não vai ser um local chamativo como este aqui, mas vamos ter uma revanche por lá.

— Ah… s-sim! Vamos fazer de novo!

O menino El aperta com força a mão que o Dolan-san estende.

Mesmo sem saber, o Dolan-san acabou convidando um rei de verdade pro evento da própria cidade dele.

Mas, mesmo com diferença de idade e status, pareceu que, entre eles, nasceu um laço misterioso, criado através da disputa a sério. Talvez seja bom emprestar o distintivo pro torneio de Refret também.

De qualquer forma, a longa batalha teve um desfecho. O local passa direto pra cerimônia de premiação, e, igual no beisebol, entrego medalha comemorativa e escudo a cada um.

Campeão: El Pals, ou seja, o Rei Ernest de Paruhu. Vice-campeão: o Dolan-san de Refret. Terceiro lugar: um homem que veio da inscrição livre.

Coloco no pescoço de cada um a medalha reluzente. O Rei de Paruhu segura na mão, olhos brilhando, a medalha feita de oricalco, observando.

Deve estar muito feliz mesmo. É a prova conquistada só pela própria força, sem depender de ninguém. Espero que isso ajude ele a ganhar um pouco mais de confiança em si mesmo.

— Parabéns pelo campeonato.

— Ah, muito obrigado mesmo! Vou guardar isso como tesouro pra vida toda!

Que bom que ficou feliz.

Terminando a cerimônia, quando todos descem do palco, a Rachel corre em velocidade máxima e abraça o menino El. Oh.

— Você conseguiu! Eu confiava que o El ia vencer!

— Espe… R-Rachel, tá sufocando…

Contrastando com a Rachel abraçando feliz, com força, o rosto do Rei de Paruhu vai ficando azul. Hmm, dá até graça e medo ao mesmo tempo. Bom, harmonia é bela mesmo.

Com isso, o torneio de shogi também termina, falta só a final do torneio de artes marciais de amanhã. Depois disso, é cerimônia de encerramento e festa noturna final, encerrando o festival.

Apesar de ter começado meio apressado, parece que vai terminar tranquilamente assim…

Pensando isso, como se tivesse esperado exatamente esse momento, o smartphone no bolso vibra em modo silencioso.

Ligação da mestra da guilda, a Relisha-san. Já tenho um pressentimento ruim.

Mas não dá pra não atender, então toco o ícone de chamada.

— …Alô, sim?

— Vossa Majestade? Aqui é a Relisha. A placa de detecção mostrou sinal de surgimento de Phrase. Local: leste do território de Eurono, quantidade: escala média, entre 500 e 1000. Nenhuma reação de espécie superior.

— Qual a vila ou cidade mais próxima do local?

— A mais próxima é uma cidade chamada Feihan, mas fica a uns 50 quilômetros. Só que, com a guerra civil de Eurono, essa cidade virou cidade-fantasma, então não deve ter morador. Se tiver alguém, deve ser tipo bandido.

— Horário previsto de surgimento?

— Hoje à noite. Provavelmente daqui umas cinco horas.

Tsc. De novo apressado assim. Daqui a cinco horas seria… por volta das dez da noite.

Entre 500 e 1000, sem espécie superior, será que 30 Frame Gears bastam?

Pela experiência até agora, mesmo com 1000 aparecendo, a espécie média costuma ser uns 10 a 20% do total.

Com o pessoal das máquinas exclusivas da Yumina e outras, deve dar conta tranquilamente.

Aviso a Relisha-san que entendi, desligo o telefone, e ligo imediatamente pra Rosetta e a Monica, da Babylon, pra prepararem o equipamento de combate.

Aliás, será a primeira vez em combate noturno, sem querer? Se não me engano, existe algum artefato no "Depósito" da Babylon que serviria pra essa situação. Vou avisar a Paruche, a gerente de lá, também.

Parece que vai ser uma noite longa.

— «Vossa Majestade, posicionamento completo.»

— Entendido. Fiquem em espera aí mesmo até chegar o aviso de sinal de surgimento.

Respondo assim à comunicação enviada pelo comandante da Ordem, o Rain-san, e olho pro céu noturno. Céu estrelado sem lua, cheio de estrelas. Em cima do Helmwige da Lindsey, em modo de voo, esperando em prontidão, observo esse céu estrelado. Pensando de novo, não conheço nenhuma constelação daqui, hein.

Nesta área prevista de surgimento, leste de Eurono, se estende uma planície árida e fria.

Por precaução, já avisei os reis de cada país sobre isso. Sendo o lugar que é, ninguém contestou nada sobre sermos nós a lidar com o extermínio.

Eurono, depois da grande invasão de Phrase anterior, e a guerra civil de sucessão do próximo imperador celestial que se seguiu, seguiu um caminho de devastação contínua.

Diante disso, a população foi deixando a área central, e muita gente foi construir vilas e cidades pra reconstrução perto das fronteiras com outros países.

Mas a maioria fluiu em direção a Hanok, no oeste, ou Lodmea e Felsen, ao sul, e quase ninguém foi em direção norte ou leste.

Ao norte fica Zenoas, terra governada por demônios, que não gosta muito de contato com outros países, então isso faz sentido. E ainda por cima, o norte deste continente é severo demais pra vida humana. Talvez seja diferente se tiver corpo robusto tipo demônio.

Mas, a leste, fica o Reino de Nokia. Por que o povo de Eurono não foi em direção ao Reino de Nokia?

Quando faço essa pergunta em voz alta, a Lindsey, sentada ao meu lado, abre a boca.

— Nokia e o Império Celestial de Eurono, originalmente, não são países com boa relação. Dizem que, antigamente, uma parte do povo que fugiu da tirania de Eurono fundou, na região leste, o país que hoje é Nokia.

Entre Nokia e Eurono, se erguem várias cadeias de montanhas íngremes em camadas, e dizem que essa terra, digamos uma fortaleza natural, protegeu o povo que fugiu de Eurono.

No passado, dizem que Eurono invadiu Nokia várias vezes, mas todas essas expedições terminaram em fracasso completo.

Com esse tipo de relação, faz sentido o povo de Eurono não tentar ir pra lá em busca de ajuda mesmo.

Bom, com isso, entendi que Nokia é um país de isolamento nada inferior a Zenoas. Será que país do norte tende a ficar fechado assim? Não, o Reino de Elfrau é diferente, né.

— O vento tá bem frio, hein. Em Eurono, já deve estar entrando de verdade no inverno.

Neste mundo, por causa da interferência dos espíritos e da atuação dos espíritos da terra, o clima varia completamente conforme a região, mas parece que Eurono tem quatro estações, igual Ishen e Brunhild.

Encolhendo o pescoço com o frio, a Lindsey me entrega uma bebida quente numa cantil.

Bem preparada, hein. Esse tipo de cuidado é o ponto forte da Lindsey.

— Nesse combate também, os tipos aéreos ficam a cargo de vocês, tá tudo bem?

— Sim. Além do projétil cristal de dispersão, também equiparam a lâmina de material cristal extra. Tá tudo bem. Parece que a velocidade de transformação também foi reduzida em 0,5 segundo.

Ooh. A Doutora tá fazendo o trabalho direitinho, hein. Achei que, mesmo durante o festival, ela tava totalmente absorta com o portão dimensional e tinha esquecido.

— Mais que isso, a máquina exclusiva do Touya-san ainda não ficou pronta?

— O design já tá quase terminado, parece. Mas, dito assim, o poder atual já é suficiente, e a Doutora ficou de mãos cheias com o portão dimensional.

E assim, isso foi ficando pra depois. Bom, quero que ela faça com calma algo bom, mas, mesmo assim, quero pelo menos ter os preparativos prontos, caso aconteça algo.

— A máquina exclusiva do Touya-san… se não me engano, o nome era… Reginleif…?

— Isso. Igual as de vocês, veio do nome de uma donzela guerreira.

Inicialmente, pensei em algo tipo Odin, mas, achando meio estranho batizar com o nome do deus supremo, mudei.

Também tem o significado de "aquela que herda os deuses". Do jeito que tá, deve ficar pronta só ano que vem.

Enquanto pensava nisso, tomando um gole do café que a Lindsey me deu, chega logo uma ligação no smartphone.

— «Mestre, confirmado sinal de surgimento de Phrase. Em mais ou menos cinco minutos, o espaço deve se abrir.»

Da nave de combate rápido "Gungnir", em espera atrás, veio voando a voz da Paruche.

Ela, gerente do "Depósito", tá me ajudando nesta operação como suporte de informação. Só apoio, claro — quem fica no comando principal é a Shesca, gerente do "Jardim".

Não sou tão excêntrico assim, a ponto de deixar a desastrada no comando da análise de campo de batalha. A criada erótica, comparada a isso, ainda é bem melhor.

— Certo, avisa a todo mundo pra ativar aquele equipamento.

— «Entendido!»

Dessa vez, além de ser combate noturno, nem tem lua. Só a fraca luz das estrelas. As máquinas exclusivas da Yumina e outras já têm equipamento de visão noturna embutido, então tá tudo bem, mas os Cavaleiros Pesados de modelo antigo ainda não tinham isso instalado.

Por isso, decidi instalar equipamento externo de visão noturna, que tava no "Depósito", nos Frame Gears de modelo antigo. Visualmente, parece como se o cavaleiro estivesse com uma viseira abaixada. Com isso, mesmo no escuro, deve dar pra enxergar bem os arredores, iluminados.

Só pra clarear, dava pra usar a magia de luz [Light], mas, se só o nosso lado brilhasse no meio da escuridão, corre risco de virar alvo fácil, então descartei essa ideia.

Claro, eu, que não estou dentro de nenhum Frame Gear, continuo no escuro normal, mas, concentrando levemente poder divino nos olhos, consigo enxergar através da escuridão. Cada vez mais fugindo do comum humano, hein.

Sob a luz das estrelas, a Lindsey se dirige ao cockpit do Helmwige. Em vários lugares, o som de ativação dos Frame Gears começa a ecoar, roncando.

Descendo da máquina Helmwige, no escuro, enquanto eu encarava fixamente o espaço à frente, um grande som rangente de rachadura ecoa ao redor.

— Chegou.

Bakibakin, o espaço começa a se romper aqui e ali, e Phrase, brilhando à luz das estrelas, surgem em fila, feito insetos.

De fato, só espécie inferior e média mesmo.

— Cada um se movam sem ficar isolado, e destruam individualmente. Tipo aéreo fica a cargo da Lindsey, Leen e Yumina. Lu, quero que destrua também, conforme a situação.

— Entendido.

A Grimgerde da Leen, a Brunnhilde da Yumina, e o Waltraute da Lu têm equipamento de tiro. No caso do Waltraute da Lu, precisa trocar de equipamento antes.

— Certo, então, seguindo a teoria de sempre, primeiro solto [Meteor Rain] pra reduzir o número…

No momento em que ia abrir [Gate] no céu noturno, percebi algo estranho.

O movimento dos Phrase tá estranho. Normalmente, deveriam vir direto em nossa direção.

Aqueles bichos atacam humano por instinto. Precisamente falando, vêm pra parar a batida do coração. Por isso, ao pousar deste lado do mundo, deveriam atacar o humano mais próximo, ou seja, a gente.

Mas, dessa vez, especificamente, estão se espalhando pra todos os lados, feito filhotes de aranha se dispersando. Tem uns vindo em nossa direção, mas outros começaram a correr completamente pro lado oposto.

— Que isso? Será que tem outro humano aqui, além de nós?

Não é impossível. De fato, já aconteceu antes de um Frame Gear destruído em batalha ser roubado pela "Sociedade Dourada". Baseado naquilo, chegaram até a criar réplica tipo "soldado de ferro".

Naquela época, usaram artefato com função furtiva de ocultação, então, dessa vez, também pode ser algo do tipo.

Se for isso, não posso usar [Meteor Rain] descuidadamente.

De qualquer forma, não posso deixar escapar.

— Lindsey! Antecipe os que estão fugindo e elimine eles! Yumina, cuida dos que estão indo pra trás!

— Entendido, sim.

— Compreendido.

Seguindo minhas palavras, o Helmwige, em modo de voo, dispara em alta velocidade pelo céu noturno.

Bem embaixo dele, um Phrase que tentava correr pro lado oposto tem o núcleo atravessado por trás e se despedaça.

Do posicionamento atrás, um disparo do rifle sniper da Brunnhilde. O projétil de cristal disparado pela Brunnhilde vai atravessando com precisão, um atrás do outro, os núcleos dos Phrase.

Isso é o brilho absoluto da máquina especializada em tiro certeiro à longa distância.

— Mesmo assim, movimento completamente bagunçado, hein… já não tinham coordenação nenhuma originalmente, mas isso tá ainda pior.

No meio desse combate caótico, a fenda espacial vai se fechando de volta ao normal. Parece que acabou. Certo, então eu também…

— «Mestre! Segunda onda chegando!»

— O quê!?

A voz da Paruche, que fazia análise de campo de batalha no "Gungnir", chega no alto-falante do smartphone.

E, ao mesmo tempo, o espaço que tinha voltado ao normal se abre de novo, se rompendo esplendorosamente.

De dentro da escuridão despedaçada, novos Phrase surgem, rastejando como se avançassem.

— O quê…!?

Aquilo, em tamanho, não era muito diferente de um Phrase inferior comum. Mas o corpo dele não era transparente feito cristal, e sim emitia um brilho opaco dourado-escuro. Espécie mutante, será que dá pra chamar assim? A forma também tinha um contorno distorcido.

Não consigo tirar os olhos daquela figura brilhando vagamente na escuridão.

Porque, mesmo que fraco, aquela espécie mutante estava envolta num brilho de poder divino.

Ou seja, essa é a prova de ser subordinado de um deus.

— Aquele deus maligno… criando coisa incômoda mesmo…!

Sem dúvida, aquilo não é Phrase comum — deve ser algo gerado pela fera do deus maligno que devorou o deus subordinado. Provavelmente, mesmo tendo proteção de poder divino, não deve ser algo forte o suficiente pra ser impenetrável. Mas provavelmente é muito, muito mais forte que Phrase comum.

Se já nasceu algo assim, será que o deus maligno já saiu do casulo?

Como se cortasse meu raciocínio, o Phrase mutante se move de repente. Vai vir!?

— O quê!?

O tentáculo pontiagudo, esticado, do Phrase mutante atravessa um Phrase inferior próximo. Aquele braço acerta com precisão o núcleo do adversário.

Mesmo assim, o inferior não se despedaça. Eventualmente, o inferior começa a passar por uma transformação estranha.

Como direi, tava derretendo? Não como gelo virando água. Igual xarope de malte, mudando pra um estado viscoso.

Eventualmente, isso vai sendo absorvido pelo mutante, e só o núcleo atravessado cai no chão e se despedaça. O mutante que absorveu o adversário parece ter ficado um pouco maior.

Tá devorando. Instintivamente, senti isso.

O que aquilo tá fazendo é "canibalismo". Será que, por acaso, os Phrase que apareceram primeiro estavam fugindo desse mutante? Instintivamente, sentindo que nunca conseguiriam vencer aquele adversário?

Enquanto isso acontece, o tentáculo do mutante continua atacando, um atrás do outro, os Phrase comuns. Ignorando a gente completamente, como se nem estivéssemos ali.

Phrase ataca humano pra encontrar o núcleo do "Rei". Isso é a missão deles, o instinto gravado neles. Mas o mutante parece não ter isso.

Ou seja, virou completamente um apóstolo do deus maligno.

— Touya-san, o que tá acontecendo, afinal?

— Não sei. Só sei que os dois continuam sendo nossos inimigos. Yumina, dessa posição consegue mirar naquele mutante?

— Er… consigo. Consigo mirar.

— Conto com você.

No instante seguinte à resposta da Yumina pela comunicação, o mutante que absorvia um comum recebe o impacto de um projétil de cristal.

No corpo dourado-escuro, surge uma pequena rachadura, e vejo ele se inclinar levemente. Meus olhos, amplificados por poder divino, captam isso com certeza. Que dureza absurda.

Mas essa rachadura logo começa a se regenerar. Só que, mais rápido que isso, o segundo, terceiro projétil de cristal atinge com precisão exatamente o mesmo lugar ferido do mutante. Nossa, essa Yumina é impressionante mesmo… será aquele "pinhole shot"?

Coberto por cor metálica dourada-escura, não dá pra ver a posição do núcleo do mutante. Mas a Yumina, com base na experiência de até agora, deve estar prevendo a localização do núcleo e disparando.

Se o comum é o demônio de cristal, o mutante é feito um demônio de metal. No instante que o quarto projétil de cristal atinge esse demônio metálico, finalmente surge uma mudança.

Soltando fumaça preta, o mutante distorcido começa a derreter. Devagar, feito sorvete derretendo, a forma vai desmoronando. Dentro desse corpo derretendo, vejo o núcleo lascado pelo projétil da Yumina.

Parece que o mutante também para de funcionar assim que o núcleo é destruído. Só que é sinistro o fato de não se despedaçar, e sim se dissolver.

— Não é impossível derrotar… hein. Todo mundo, sem baixar a guarda, ataquem em grupo. Sakura, magia de suporte, por favor.

— Entendido.

Do Rossweisse, pilotado pela Sakura, magia de canto amplificada é lançada no campo de batalha.

Essa música é… ah, é aquela, música da banda de rock de quatro integrantes de Liverpool, na Inglaterra. Banda favorita do meu vovô. Entre as músicas que tenho guardadas, essa é disparada a que mais tenho em quantidade.

— Mesmo assim… será que essa escolha de música é apropriada, hein…

Não, a Sakura não entende a letra em inglês, então deve estar escolhendo baseada puramente em melodia e ritmo mesmo.

Recebendo essa música que significa "me ajude!", o movimento dos Phrase começa a ficar lento. Entendi, limitar o movimento do adversário — digamos, um efeito de suporte de redução de agilidade.

— Vamos! Ordem de Cavaleiros de Brunhild, ataque!

— Sim!!!!

Liderado pelo Cavaleiro Branco pilotado pelo comandante Rain-san, deixando as máquinas de suporte atrás, todas as outras iniciam o ataque em conjunto.

Junto com isso, as máquinas exclusivas da Elsie e outras também mergulham, uma atrás da outra, no combate caótico entre os Phrase.

— [Explosão]!

O Pile Bunker disparado pela Gerhilde da Elsie atravessa o corpo do mutante. Mas, talvez por não acertar direto o núcleo, não consegue derrotar de vez, e recebe contra-ataque com o tentáculo.

No terceiro golpe, finalmente estilhaça o núcleo, e ela salta rapidinho pra trás, se afastando do Phrase mutante que começa a se dissolver, escorrendo.

— Eca. Que nojeira.

Concordo mais ou menos com o comentário da Elsie. Aquilo, mesmo sendo Phrase, não é Phrase — é outra coisa completamente diferente.

Mas, se esse mutante é subordinado do deus maligno, por que estaria atacando os Phrase, afinal? Aquela fera do deus maligno que devorou o deus subordinado não estava sendo controlada por aquela espécie dominante chamada Yura?

— Será que tá acontecendo alguma coisa do lado deles também…?

Se fosse um confronto interno entre eles mesmos, seria bem-vindo pro nosso lado, mas, pelo que vejo, parece só ser uma relação unilateral de predador e presa, então não dá pra esperar muito disso.

Por ora, não parece haver problema em tratar os dois lados juntos com a mesma estratégia.

— «Mestre! O espaço tá se abrindo de novo!»

— O quê…!!

Sem nem tempo de me surpreender com o relatório da Paruche, o que salta pra fora do espaço rompido pela terceira vez…

Era um monstro humanoide, com o corpo envolto em algo tipo cristal.

— Que droga…!

Espécie dominante. Ainda acima da espécie superior, o ser vivo que reina no topo dos Phrase.

E ainda por cima, tenho memória daquele ali. Já lutei contra ele uma vez, no castelo real do Reino Demoníaco de Zenoas. Se não me engano, se chamava Gira?

Exatamente como o nome sugere, com os olhos vermelhos brilhando intensamente, ele, sem dúvida, olha em minha direção com um sorriso beligerante.


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