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Isekai wa Smartphone to Tomo ni – Capítulo 305

Os Dois Mundos e o Ponto de Contato

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Capítulo 305 – Os Dois Mundos e o Ponto de Contato

— Piratas, é? Isso é grave mesmo.

— Sinceramente. Comércio tem sua época certa. Perder essa época significa prejuízo grande. Realmente uma situação irritante.

O comerciante Olba-san solta um desabafo, com as orelhas de raposa no topo da cabeça se mexendo levemente.

Passando pela Companhia Strain de Brunhild, fui convidado pelo Olba-san, que por acaso estava lá, e acabei tomando chá numa sala interna com ele.

A Companhia Strain do Olba-san faz comércio em escala bem ampla, mas a matriz fica na capital real de Misumido, Berge.

O Olba-san não é comerciante exclusivo de Misumido, então originalmente faz comércio com vários países diferentes, mas, basicamente, o transporte de mercadoria é por navio mesmo.

Belfast, Regulus, Ramish, Lodmea, Lyle, Felsen, Lestia, países que ficam à beira do Grande Rio Gau, fazem navio navegar pelo rio, mas Lifris, Riinie, Paruhu, Elfrau e afins, seguem por rota marítima.

Recentemente, começaram a aparecer piratas nessa rota marítima, e vários navios de comerciantes já sofreram dano. De fato, uma história incômoda.

— Deve ter uma base em alguma ilha próxima do mar de Lifris, mas são bem cautelosos, difícil pegar o rastro.

— Lifris tá tomando alguma medida contra isso?

— A marinha reforçou a vigilância, mas… não dá pra ficar escoltando pra sempre os navios de nós, comerciantes.

Tiro o smartphone do bolso e exibo o mapa da região marítima entre Misumido e Riinie.

— Busca. Base de piratas.

— «Buscando… busca terminada. Exibindo.»

Toto toto toto, alguns pinos caem em várias ilhas. Seis? Será que é a base de um bando de piratas só, com seis pontos, ou vários bandos diferentes.

— Isso é…

— São todas bases de bando de piratas mesmo. Duvido que tenham aplicado barreira de proteção, então talvez seja tudo mesmo.

Tiro foto desse mapa com a função de câmera, e ligo casualmente pro Imperador-Rei de Lifris.

— Ah, alô. É Vossa Majestade Imperador-Rei? É sobre o bando de piratas. Sim… sim, isso mesmo. E, então. Consegui localizar algumas bases, vou mandar anexado por e-mail. …Não, imagina, sem problema. É mesmo? Então aceito na próxima vez. Sim. Então, com licença.

Certo, terminado.

— Parece que vão mandar imediatamente toda a marinha de Lifris pra cada base. Com isso, deve ficar um pouco mais seguro.

— Nossa… que decepção, hein. Um problema que a gente vivia de cabeça quente, resolvido em poucos minutos assim… nossa, realmente é sempre assim mesmo.

O Olba-san solta um suspiro com cara meio de resignação. Já tô acostumado com esse tipo de reação, então bebo o chá com cara de desentendido.

— Aliás, Olba-san, tem uma história interessante…

— Hoo, hoo. As histórias de Vossa Majestade nunca decepcionam. Fico feliz em cooperar.

Reproduzo o vídeo no smartphone, mostrando a gravação do Dwerg do outro dia. Claro, esse é depois de a Rosetta e o pessoal consertarem devidamente.

O Dwerg pilotado pela Rosetta caminha "gaccha gaccha", levantando e carregando uma pedra grande.

— Isso é o quê? Não parece ser Frame Gear…

— É uma máquina magi-mecânica chamada "Dwerg", que os anões criaram. Inferior ao Frame Gear, mas acho que serve como veículo de obra civil. Ainda tá em fase de protótipo, mas, na verdade, tem uma proposta pra você virar investidor.

— Investidor… quer dizer, prover fundo pro desenvolvimento?

— Em troca, disseram que deixariam à Companhia Strain o comércio exclusivo do produto acabado, pra vender pra cada país. Acho que não é má proposta.

Já conversei com os anões sobre isso. Sugeri que vendessem pra algum país, mas o objetivo deles não é dinheiro, e sim espalhar essa tecnologia pelo mundo, tornando conhecida como orgulho dos anões.

Será que evitaram entregar a tecnologia dos anões a um país, com medo de ser monopolizada por um só? Como condição, colocaram que deve ser vendido igual, ao mesmo preço, pra qualquer país e qualquer pessoa.

Bom, acho que só o material bruto já custa considerável, e, diferente de mim, eles não têm "Oficina", então não deve dar pra produzir em massa tanto assim.

Talvez pretendam espalhar o "Dwerg" pelo mundo, e fazer com que anões que vivem em outros países também construam coisas parecidas.

— Hmm… de fato, se ficar encarregado sozinho disso, seria um lucro grande.

Debruçando-se na cadeira, o Olba-san observa o vídeo do Dwerg com olhar sério.

— …Entendido. Vou considerar positivamente. Mas fico curioso sobre quanto custo de desenvolvimento vai levar.

— Isso, converse direto com eles. Os anões devem ainda estar hospedados na filial dois da "Lua de Prata". Já avisei sobre você, então, se disser seu nome, devem receber.

Diante das minhas palavras, o Olba-san mostra rosto um pouco surpreso, mas logo abre um sorriso.

— Que preparação eficiente, hein. Não achou que eu fosse recusar?

— Imagina. O Olba-san jamais recusaria uma história de lucro assim, né?

— De fato. Sem dúvida.

Dizendo isso, o Olba-san sorri, semicerrando os olhos. Só fiz a ponte entre os anões e o Olba-san. Não tenho lucro nenhum nisso, mas o "Dwerg" deve se desenvolver eventualmente como uma máquina pesada conveniente, útil até pra quem não sabe usar magia de terra. Se for útil pra sociedade, isso já é o melhor possível.

Agradecendo ao Olba-san, que disse que iria encontrar os anões amanhã mesmo, saio da companhia.

Teletransportando via [Gate] direto pro "Jardim" da Babylon, a Doutora e a Rosetta pareciam ter acabado de terminar o ajuste do portão dimensional.

No topo do portão, parecido com Arco do Triunfo, tinham instalado duas peças tipo carretel de linha, uma em cada lado.

— Terminou?

— Mais ou menos, sim. Ativa com bem menos energia mágica que antes, e já não tem mais limite de peso, então qualquer um consegue atravessar. Se der mais tempo, dá pra melhorar ainda mais, mas, por ora, não deve ter problema.

A Doutora responde isso enquanto guarda as ferramentas na caixa de ferramentas.

Testando logo, toco o portão e injeto energia mágica, e, de fato, com uma quantidade bem menor que antes, já enche quase completamente. O carretel no topo gira devagar, feito medidor elétrico.

— O tanque de energia mágica pra instalar do outro lado já tá pronto também?

— Isso também já tá pronto. Sem problema. Como os dois, aqui e lá, estão vinculados por magia espaço-tempo, o portão de lá também deve precisar de pouca energia mágica.

Se é assim, vamos atravessar de novo. Prometi levar todo mundo, afinal.

Antes disso, preciso aplicar [Translation] em todo mundo.

O bom dessa magia é que, uma vez absorvido um idioma, dá pra compartilhar com outra pessoa.

Se ao menos entendesse também a língua de dragão inferior e afins… aquilo deve ser mais tipo telepatia do que idioma mesmo, provavelmente.

Bom, se entender até a língua de animal e fera mágica, talvez vire mais complicado. Não vou mais conseguir abater galinha, talvez.

Bom, tanto faz. Por ora, vou ligar pra todo mundo.

Enquanto todo mundo se reúne, vou até o "Laboratório", recolho o tanque de energia mágica, e reativo as três Étoile.

Sem perceber quando, as três já estavam vestidas com roupa de criada infantil. Obra da Tica, com certeza. Bom, tá combinando, então tanto faz.

Levando as Étoile reativadas, agora vestidas de criada, ao voltar pro "Jardim", já estava todo mundo reunido.

Até a Sue veio de Belfast. Somando isso com a Doutora, um total de dez pessoas (com as Étoile e a Poala também) indo em bando assim, será que tá tudo bem.

Por precaução, vou avisar ao Kōsaka-san que não tem problema. Quero voltar até o entardecer, mas, com a diferença dimensional, talvez seja só de manhã.

Se não me engano, a Doutora disse que essa diferença também tá sendo corrigida com o aprimoramento, mas não sei quantas horas foi reduzida sem tentar mesmo.

Injetando energia mágica, deixando completamente cheio, o portão dimensional abre como sempre.

— Certo, vamos… ei, gente, vocês…

Todo mundo, exceto a Doutora, tá segurando firme meu casaco. Entendo a insegurança, mas.

— Se me separar do Touya-dono, tenho medo de acabar teletransportada pra algum outro lugar diferente…

— S-segurar já basta, né!?

Com isso como gatilho, a Elsie e a Lindsey se agarram no braço direito, a Lu dá as mãos, no braço esquerdo a Hilda e a Yae, a mão esquerda com a Yumina, na cintura dos dois lados a Leen e a Sakura, nas costas a Sue, e na cabeça a Poala — virou um equipamento pesado inacreditável. Que isso, hein… bom, tanto faz, já que é só atravessar o portão mesmo.

Levando todo mundo, apertados, atravessamos o portão dimensional. Como sempre, tem aquela sensação de atravessar membrana de borracha, mas parece que a resistência é menor que antes. Será graças à melhoria?

Ao atravessar o portão dimensional, era o jardim da mansão na Ilha Draclif. Mas, olhando esse jardim, pisco os olhos sem querer, surpreso.

Nos canteiros, flores desabrochando em profusão, um belo tapete de grama, e paralelepípedo de pedra levando até a mansão. Bem diferente daquele jardim sem graça de outro dia. Renasceu num jardim bem cuidado.

— Que jardim lindo, hein!

Do meu costas, a Sue pula e corre até o canteiro de flores. Seguindo isso, a Yumina e a Lu também vão, e a Poala também desce da minha cabeça.

Certo, por ora, todo mundo em segurança. Parece que não teve problema com o portão dimensional.

— Yae-san, tem tanto dragão assim, olha…

— De fato, parece mesmo a ilha dos dragões, hein…

Acima da ilha que a Hilda e a Yae observam, vários dragões voadores voam de um lado pro outro.

Sem dúvida é a Ilha Draclif, e essa mansão também é a que instalei, mas o que aconteceu com esse jardim, hein. Ah, será que foi o dragão prateado… o Byakugin?

— Todos vocês, sejam muito bem-vindos.

Como se respondesse a isso, do lado oposto da mansão, na entrada do jardim, surge o Byakugin.

Diferente da aparência de outro dia, o cabelo prateado longo até a cintura estava preso com uma fita, e ele vestia traje de mordomo preto com luvas brancas. Argh, homem bonito mesmo! Que legal, hein, droga!

O Byakugin se aproxima de nós e curva profundamente a cabeça. O movimento também combina bem. Reprimindo a leve inveja interna, apresento ele pra todo mundo.

— Gente, esse é o Byakugin. Tá cuidando dessa mansão. Parece dragonoide, mas é um dragão prateado que virou forma humana.

— Sou Byakugin. Muito prazer.

Quando o Byakugin cumprimenta, todo mundo se entreolha com expressão confusa. Ah, é isso, ainda não apliquei magia de tradução. O idioma daqui não deve estar sendo entendido.

— [Translation].

Aplicando magia de tradução em todo mundo, parece que agora dá pra entender direito as palavras do Byakugin.

Cada um cumprimenta, e explico que, exceto a Doutora, todas são minhas noivas. A Doutora também insistiu forçadamente dizendo que era minha amante, mas isso eu não reconheço, viu.

— E, o que aconteceu com esse jardim?

— Sim. Como disse que eu podia mexer livremente, dei um pouco de colorido.

Então foi o Byakugin mesmo. Dragão habilidoso, hein. Dragão que sabe fazer jardinagem é algo bem raro. Como a Ruri disse, a espécie do dragão prateado deve ser bem excêntrica mesmo.

— Então, vou guiar até a mansão. Por favor, minhas senhoras, por aqui também.

Ainda não são minhas esposas, mas, mesmo assim, elas seguem o Byakugin com cara nem um pouco incomodada. Que jeitão de mordomo impressionante, hein.

Dentro da mansão, que originalmente só tinha o mínimo, agora tinha vários móveis comprados.

Tapete luxuoso, lustre de pedra de mágica-luz, armário de louça e utensílios, planta ornamental e quadro, cama com edredom, cortina na janela. Objetos de bom gosto espalhados por todo lado.

— Isso é que se chama capricho, hein…

— Foi divertido demais fazer compra na cidade humana, e acabei me empolgando… achei melhor reunir coisas de qualidade mesmo.

De fato, tem razão. Bom, não é que eu tenha reclamação nenhuma, viu.

— Touya-san, tem até biblioteca!

A Lindsey encontra um cômodo cheio de livros, ficando animada. A Leen também tira um livro e folheia com curiosidade. A Doutora também parece bem interessada.

— Isso também você comprou?

— Sim. Como fiquei uns 200 anos sem contato com o mundo humano, comprei vários pra aprender.

Entendi. De fato, parece cobrir vários gêneros diferentes. Tem livro de história, técnico, de guerra, acadêmico, até livro de culinária. Será que dragão também cozinha?

Saindo da biblioteca em direção à sala de estar, tinha um sofá grande e mesa, e, em cima de um móvel de aparência cara, tinha flor decorada num vaso. Perto da parede, até tem um relógio de pé imponente.

Sentando casualmente no sofá, a sensação é bem confortável. Isso também deve ser objeto bom, provavelmente.

— Fiquem à vontade, por favor. Vou trazer chá agora mesmo.

Curvando a cabeça, o Byakugin sai do cômodo.

— Que mordomo competente, hein. Bom, ainda perde pro velho de casa.

A Sue senta com um "bosu" ao meu lado, e solta esse comentário. Faz sentido, comparado ao Reim-san, deve ser conhecimento improvisado mesmo. Nosso Lime-san também não perde.

— E, o que fazemos agora? Não sei a diferença de horário daqui com lá, então achava melhor voltar até o entardecer.

— É mesmo, hein. Mas queria ver a capital daqui também.

A Lu diz isso, sentando no sofá do outro lado da Sue.

Capital daqui, quer dizer, agora só dá pra ir na capital do Reino Sagrado de Arento, Aren, ou, vizinha dali, na cidade de cassinos do Reino de Strain, Goldos. Ou melhor, só fui nesses dois lugares até agora.

Em termos de diversão, sem dúvida seria Goldos, mas teve aquele incidente do mercado negro também, então existe bastante chance de me meter em confusão. Se é assim, só resta Aren mesmo.

Espero não encontrar a Nia do "Gato Vermelho" ou algo assim… será que ela não vai vir daquele forte na floresta pro esconderijo da capital, né. Se contarem pra todo mundo que eu vi ela de calcinha, o que vão dizer, hein…

— O que foi, hein? Touya-dono?

— Ah, não, nada não.

Respondo isso à Yae desconfiada, sorrindo pra disfarçar.

Por ora, vamos decidir ir pra capital Aren. Mesmo indo pra capital, o único conhecido é o Senhor Sancho e o pessoal do "Gato Vermelho", mas mesmo só passear pela cidade já deve ser divertido.

Avisando isso ao Byakugin, que trouxe o chá, só a Doutora disse que ficaria aqui pra fazer a instalação final do tanque de energia mágica do portão dimensional. Dizendo que queria terminar até o entardecer, de qualquer jeito.

E também, decidi deixar as Étoile aos cuidados do Byakugin por ora. Não exatamente como criadas, mas ele não deve ensinar nada estranho.

Como os golems não obedecem ordem de ninguém além do dono, avisei bem pra elas obedecerem direitinho ao Byakugin.

— Certo, então vamos sair um pouco. Volto até o entardecer.

— Vá com cuidado.

— «Pi.»

— «Po.»

— «Pa.»

Imitando o Byakugin, que curva profundamente a cabeça, as Étoile fazem o mesmo, curvando a cabeça. Sim, parece bom mesmo deixar aos cuidados dele.

Abrindo [Gate], teletransporto do jardim da mansão pro beco deserto da capital sagrada Aren.

Levando todo mundo até a rua principal, dá pra ver aqui e ali golems misturados entre os transeuntes.

Uma pessoa montada num golem parecido com o Dwerg (bem mais compacto comparado ao daqui), puxa algo tipo carrinho de carga. Aí, do outro lado, um golem de armadura pesada de uns 2,5 metros passa na nossa frente, acompanhando um cavaleiro que parece ser o dono dele.

— Fuaaa… sinto de verdade que viemos pra outro mundo mesmo…

— …Susto.

A Hilda e a Sakura fazem esse comentário, observando as pessoas da cidade e os golems.

Todo mundo mais também segue atrás de mim olhando ao redor, feito turista deslumbrado.

Junto conosco, a Poala também vem trotando "tote tote", mas a reação das pessoas da cidade é só um leve olhar, geralmente ignorando. Deve ser alta a chance de acharem que ela também é golem. Bom, melhor assim do que chamar atenção estranhamente.

— Primeiro, vamos até o Senhor Sancho. Meu dinheiro tá meio curto, hein.

— É o comerciante que ajudou o Touya-san, né?

— Sim. Vamos vender ouro e prata pra ele de novo.

O dinheiro que recebi do "Gato Vermelho" como pagamento do metal divino, já gastei quase todo comprando os "Étoile". Ainda dá pra pagar comida, mas, com certeza, todo mundo vai comprar souvenir depois. Melhor ter mais fundo disponível.

Chegando na frente da loja "Companhia Sancho", na frente da loja, o Senhor Sancho e uns homens com jeitão de comerciante conversavam com cara séria.

— Ora, não é o Senhor Toya!? Precisando de algo?

— Boa tarde, Senhor Sancho. Vim de novo pra vender uma coisa que preciso… aconteceu algo?

— Não, veja bem, é sobre o incidente da vila de Jeaure. Parece que eles ouviram o relato de alguém que conseguiu fugir por sorte…

— Incidente?

Será que aconteceu algo? Enquanto eu ficava confuso, o Senhor Sancho arregala levemente os olhos, meio surpreso.

— Não sabe? Na capital sagrada, tá todo mundo falando sobre isso. Até saiu no jornal…

— Desculpa. Ultimamente não tinha vindo na capital, então…

Ou melhor, existe até jornal neste mundo, hein. Aliás, na base do "Gato Vermelho" também tinha equipamento de comunicação, então talvez a tecnologia de transmissão de informação seja bem desenvolvida mesmo. No mundo real, é mensageiro a cavalo, ou, no melhor caso, item de comunicação por artefato mágico.

Bom, mesmo sem jornal em si, existe algo tipo folheto de notícias no mundo real também.

— Se não estava na capital sagrada, faz sentido não saber mesmo. Olha, é isso aqui.

O Senhor Sancho me mostra um maço de papel dobrado que segurava. Ooh, então isso é jornal. Papel meio áspero, não muito bom, e o tamanho é metade do jornal que conheço, mas tá impresso com letra direitinho.

Vendo a manchete impressa em letra grande no meio, prendo a respiração sem querer.

"Surge Monstro Dourado".

E, sem conseguir tirar os olhos da ilustração realista desenhada embaixo dessa manchete. Formato redondo tipo joaninha, espécie nunca vista antes, mas não tinha como confundir aquilo.

— Espécie mutante…!

Monstro dourado. Sem dúvida, era a espécie mutante de Phrase, criada pelo deus maligno.


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