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Isekai wa Smartphone to Tomo ni – Capítulo 307

O Carro Mágico e o Presságio Inquietante

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Capítulo 307 – O Carro Mágico e o Presságio Inquietante

— Esse é o carro mágico.

— Hoo, hoo.

— De fato, é uma carruagem pequena, hein.

Na praça pública ao norte do castelo de Brunhild, estava fazendo demonstração do novo produto pros reis de cada país. Bom, quem fez não fui eu.

Corpo aberto sem teto, quatro rodas finas. Assento de couro pra duas pessoas, e dois faróis instalados na frente do veículo.

Volante simples, buzina, e, aos pés, pedal de acelerador e freio. Na parte de trás do assento, tem até uma capota dobrável, pra proteger de chuva e sol direto.

O carro mágico se inspira num carro chamado Fiat 3½ HP. Em 1899, o primeiro carro a gasolina de quatro rodas produzido pela orgulhosa fabricante italiana "Fiat".

Esse compacto carro mágico foi completado do zero pelos ferreiros da cidade, sob orientação da Rosetta, usando o motor mágico que trouxe do mundo sombrio, levado a essa ferraria daqui.

Ou seja, o corpo em si não usa tecnologia da Babylon nem do reino antigo. Qualquer país consegue produzir, mesmo que custe bastante dinheiro. Bom, o combustível é líquido de Éter, então isso precisam comprar de nós mesmo. Como o Frame Gear já virou modelo novo, não precisamos tanto assim dele.

Na parte de trás do assento, encaixo um recipiente tipo garrafa PET de 500ml com líquido de Éter. Como sempre, a aparência parece refrigerante de melão.

Sentando no assento, faço fluir energia mágica do volante, ativando o motor mágico. Depois de um som baixo de acionamento, ao pisar devagar no acelerador, o carro mágico começa a avançar devagar, do mesmo jeito.

— Oooh!

— Se moveu…!

Como o motor mágico funciona por amplificação de energia mágica via líquido de Éter e pedra mágica, é silencioso, e não cansa. Bom, se ficar passando energia mágica o dia inteiro, deve ficar exausto mesmo.

Não solta gás de escape nenhum, então é ecológico. Em vez disso, solta partícula de energia mágica residual, tipo vapor brilhante, do líquido de Éter, mas isso é inofensivo.

A velocidade é um pouco mais rápida que carruagem comum. Se competir a todo vapor com carruagem, provavelmente perde. Dependendo da modificação, dá pra tirar mais potência, mas, por ora, esse nível deve ser mais seguro.

Viro o volante e faço retorno. Voltando de novo pra perto dos reis, freio e paro o carro.

— Velocidade parecida com carruagem, mas o ponto bom é conseguir controlar livremente. Não precisa mais cuidar de comida e cuidado de cavalo, é?

— Precisa de manutenção periódica, mas, se acostumar, qualquer um consegue pilotar. Mesmo assim, é perigoso, então melhor não deixar criança muito pequena dirigir.

Por precaução, pretendo fazer com que o motor mágico não funcione pra quem não tiver o padrão de energia mágica registrado. Seria grave se criança de 5 anos dirigisse.

— Comparado ao Frame Gear, dá impressão de coisa simples, mas é conveniente sim.

O Rei de Riinie diz isso, mas, comparar com aquilo, francamente. Depois de robô gigante, mostrar carro clássico, de fato não tem tanto impacto assim mesmo.

— E, Touya-dono. Tá tudo bem eu subir nisso?

— Claro. Já que pretendo vender pra cada país, preciso que experimentem a sensação de dirigir.

Diante da fala do Rei das Feras de Misumido, assinto e tiro do [Storage] mais quatro carros mágicos.

No primeiro carro, o Rei de Belfast e o Imperador de Regulus; no segundo, o Rei das Feras de Misumido e o Rei Demônio de Zenoas; no terceiro, o Rei de Riinie e o Rei Cavaleiro de Lestia; no quarto, a Governadora-Geral de Lodmea e a Papisa de Ramish; e no quinto, o Rei de Felsen e o rei-menino de Paruhu entram.

Ou melhor, no quinto carro, o corpo do Rei de Felsen era grande demais, e só o rei-menino de Paruhu conseguia sentar ao lado dele.

Cada um começa a dirigir com cara de medo. Eu e o Imperador-Rei de Lifris, que ficamos de fora, observávamos isso.

— Aliás, Touya-dono, aquele assunto dos piratas que me contou outro dia, me ajudou bastante. Graças a isso, os comerciantes também ficaram felizes.

— Conseguiram acabar com todos de uma vez?

— Sim mesmo. Só que… dos navios que zarparam pra combater os piratas, um ficou desaparecido. Estamos procurando, mas… será que o Touya-dono consegue investigar?

— Acho que não é impossível, mas… sabe alguma característica do navio?

Ouvindo do Imperador-Rei as características detalhadas do navio, faço busca no mapa da região marítima ao redor de Lifris, mas não tem reação. Se for assim, só resta pensar que afundou mesmo…

— Hmm… será que foi mesmo afundado por monstro do mar… desculpa o trabalho. Que pena, mas só resta encerrar a busca.

Monstro do mar capaz de afundar até navio, seria tipo Kraken ou serpente marinha.

Fera mágica terrestre, aventureiro dá conta de derrotar, mas monstro do mar, aventureiro não consegue lidar…

Aliás, o nome do navio desaparecido era "McClane". Achei que fosse alguma brincadeira, e dei uma olhada de relance pro Imperador-Rei careca, parecido com certo ator de Hollywood, mas parece coincidência mesmo. Faz sentido.

Mas, mesmo sendo filme, um navio com o mesmo nome do detetive mais azarado do mundo passar por esse tipo de desastre, dá até pra sentir algo de destino nisso. Espero que tivesse sobrevivido teimosamente igual aquele detetive.

Os reis que testaram o carro mágico, todos satisfeitos, disseram que comprariam vários. Muito obrigado pela compra.

O líquido de Éter dura mais de meio ano com um frasco só, mas dei um segundo de brinde, como reserva. Também incluo pneu sobressalente, e pneu off-road pra estrada ruim. Em Misumido e Zenoas, ainda tem lugar com estrada ruim, afinal.

Se desmontarem o carro mágico comprado, devem conseguir produzir e melhorar no próprio país. Não fiz isso originalmente pensando em ganhar dinheiro, então fico até curioso pra ver que tipo de evolução o carro vai ter em cada país daqui a uns anos.

Dinheiro é só ganhar com o líquido de Éter mesmo. Aliás, a parte do farol também é feita com pedra de mágica-luz, então, discretamente, é impossível de produzir. Bom, isso deve acabar sendo substituído por lanterna comum mesmo.

— Pensando que isso vai começar a circular pelas estradas, talvez precise pavimentar mais as ruas.

— Nesse ponto, parece que os anões estão terminando uma nova máquina magi-mecânica pra obra civil. Acho que vai deixar bem mais fácil trabalhar, mesmo sem ser mago.

O desenvolvimento do Dwerg também parece indo bem, então vou vender isso também eventualmente. Isso não posso decidir preço nem quantidade sozinho, então vai ficar a cargo do Olba-san. Quase não tenho lucro nisso.

Depois disso, os reis continuaram um tempo aproveitando sob o pretexto de "teste de direção" do carro mágico. Até começaram corrida.

Aliás, nisso, o rei-menino de Paruhu foi disparado o mais rápido. Não é técnica de direção nem nada disso. É simplesmente diferença de peso.

No dia seguinte, entrego a cada país a quantidade encomendada de carro mágico (por precaução, decidi limitar em cinco por país), em troca do pagamento, e entrego o dinheiro ao Kōsaka-san.

Saindo pra varanda, olhando pro pátio do castelo lá embaixo, vejo a Lapis-san e as criadas tentando praticar direção com o carro mágico.

No pátio, montei um circuito simples pra prática de carro mágico. Tipo "Estágio 1" de jogo de corrida.

A própria criada-chefe entrando com tanta determinação, mas o carro mágico não precisa de tanto treino assim, tipo bicicleta.

Método de operação também é simples, tipo kart. Se acostumar, até criança consegue dirigir. Talvez devesse ter feito um pouco mais complexo. Mas não tem autoescola nem nada aqui.

A Lapis-san entra sozinha e começa a fazer o carro andar devagar. Dá uma volta no pátio, como se confirmasse o movimento. Direção bem segura mesmo. Se ela conseguir dirigir isso, deve facilitar até fazer compra na cidade. Bom, criada-chefe não deveria precisar ir fazer compra pessoalmente mesmo.

Enquanto observava o pátio assim, de repente o smartphone no bolso avisa ligação. Hã? Ah, é do Rei Demônio de Zenoas. Será que teve algum defeito no carro entregue?

— Alô, sim?

— Ooh, é o Príncipe de Brunhild?

— Aconteceu algo? Se for lamentação relacionada à Sakura, vou desligar, viu?

— Espera aí! Isso também, queria que resolvesse… não, isso agora não tem a ver, é.

— E, então? Aconteceu algo?

— Informação que chegou agora há pouco — aquela espécie mutante de Phrase que o príncipe mencionou, apareceu no nosso reino.

— O QUÊ…!?

Mutante em Zenoas?

— O local é uma cidade chamada Radom. De fato, essa cidade tinha bastante bandido e gente violenta, era uma cidade onde crime era coisa do cotidiano. Se encaixa exatamente no que o príncipe falou de lugar onde acumula sentimento negativo.

— E os moradores da cidade?

— Praticamente todos viraram zumbi de osso de cristal. Só apareceu um mutante. Isso em si, o batalhão Oga que mandamos conseguiu derrotar de algum jeito. Teve algumas vítimas também.

Batalhão Oga, hein. De fato, com o poder de dezenas de Oga, deve ser possível derrotar até mutante. Mesmo assim, não deve ter sido nada fácil…

Ter aparecido esqueleto de cristal significa que teve "devoração de alma". O deus maligno tava fazendo "devoração de alma" em Sandra e Lestia pra ganhar poder. Não me diga que isso também…

Chegando aqui, o mutante começou a aparecer nos dois mundos, real e sombrio. Sem dúvida tem trama oculta do deus maligno mesmo.

Existe alta possibilidade de acontecer coisa parecida depois disso também. A placa de detecção da Guilda de Aventureiros só reage a Phrase comum. Se capturar um mutante vivo e pesquisar, talvez dê pra fazer uma nova placa de detecção.

— O mutante derrotado também derreteu completamente, dizem. O esqueleto de cristal, ao estilhaçar o núcleo, o corpo principal também se despedaçou em pedacinhos, mas parece que recolheram por precaução. Isso é a mesma coisa que o material cristal do Phrase?

— Basicamente, sim. Se concentrar energia mágica, endurece, e tem efeito de pureza mais alta que pedra mágica. Não dá pra combinar peças, então devem ser tudo pedaço pequeno, então o uso é mais limitado que o material de Phrase comum.

— Mesmo assim, já é uma pequena fortuna, hein… mas ser osso de gente que virou vítima também deixa amargo. Nem as vítimas devem descansar em paz.

Como o Rei Demônio disse, quem teve a alma devorada não é mais salvo. Nem vai pro outro mundo. Só sai do ciclo de reencarnação e desaparece. De fato, é amargo mesmo.

Será que o deus maligno tá coletando a energia dessas almas no mutante? Parece que vai acumulando poder aos poucos, o que dá uma sensação sinistra.

De qualquer forma, quem derrotou foi Zenoas, então esse material de cristal, claro, o país pode usar como quiser. Pode virar dinheiro pra compensar família e parentes das vítimas, ou usar pra melhorar equipamento mágico e armamento, preparando pro futuro. Mesmo um fragmento pequeno, processado tipo armadura de escama e carregado com energia mágica, vira um equipamento de proteção esplêndido.

Depois de desligar a ligação com o Rei Demônio, começo a pensar que, se isso continuar acontecendo, talvez precise de colaboradores adequados no mundo sombrio também.

De relance, olho pro pátio, e a Lapis-san corria em velocidade absurda em direção à curva. Uoi! Rápido demais! Desse jeito não vai conseguir fazer a curva… eeeh!?

A Lapis-san desliza a roda de propósito, muda a direção do carro, inclina o corpo pra dentro a ponto de quase se debruçar, e faz a curva sem perder velocidade.

Direção derrapada… ou melhor, "hang-on" de moto? Não, hang-on não, hang-off é o termo, fora do Japão. Bom, tanto faz isso.

Na bicicleta também já tinha pilotado com facilidade, mas será que precisa desse tipo de técnica de direção pra criada da nossa casa? Ou melhor, o pneu vai gastar, hein… vai ficar careca num piscar de olhos.

Pensando isso, ainda assim, penso comigo mesmo se não dá pra fazer corrida de rua tipo Principado de Mônaco.

Técnica de criada, temível mesmo.


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