Switch Mode

Isekai wa Smartphone to Tomo ni – Capítulo 314

O Teletransporte Interdimensional e os Espíritos

💗 Apoie o Nihon Project

Vire um apoiador mensal e ajude a manter as traduções saindo, com prioridade de capítulo e outras recompensas.

Apoiar no Apoia.se

Capítulo 314 – O Teletransporte Interdimensional e os Espíritos

Bom, tomei a decisão, mas, e agora, o que fazer?

Por ora, continuar exterminando Phrase e mutante como sempre, mas não quero que todo mundo entre em pânico quando os dois mundos virarem um só.

Bom, dizer "não entre em pânico" já é meio impossível, mas…

Não só o mundo real, mas o mundo sombrio também deve entrar em confusão.

Certo… por ora, vamos com…

— Queria que me ensinassem [Teletransporte Interdimensional]?

Falo isso pra irmã Karen, que mastigava a torrada do café da manhã "mogu mogu", e pra irmã Moroha e o pessoal, que já tinham terminado de comer e bebiam o chá preto pós-refeição.

— Por que raios de repente… ah, já sei. É aquele assunto de antes, né?

— Sim. Se eu conseguir usar [Teletransporte Interdimensional] pra ir e voltar entre os dois mundos, vai ajudar bastante.

Ficar teletransportando toda hora da Babylon também é chato, e, se eu conseguir usar, o leque de ação aumenta. Antes evitava isso porque me aproximaria ainda mais de virar espécie divina, mas, chegando nesse ponto, já não faz mais diferença.

— Bom, ensinar em si eu não me importo, viu. Afinal, a gente tá aqui justamente pra apoiar o Touya-kun.

— Hmm… só que, na verdade, não tem muito o que ensinar, viu.

— Hã? Como assim?

Diante da resposta da irmã Karen, que já tinha terminado de comer a torrada, levanto a sobrancelha sem querer.

— [Teletransporte Interdimensional], no final das contas, é a mesma coisa que magia de teletransporte, então, se você pegar o jeito da sensação, não é nada difícil. Se der uma volta em alguns mundos com a gente, acho que o Touya-kun também pega o jeito rapidinho.

Dar volta em mundos, quer dizer… não é "neste mundo", né? É "em vários mundos", isso?

— Quem ensina?

— A Moroha-chan tem treino da Ordem de Cavaleiros, então eu ensino. Afinal, eu sou a representante do apoio ao Touya-kun, né? Bom, provavelmente, deve dar pra aprender num dia só.

Bebendo o chá preto, a irmã Karen se levanta. Será que dá mesmo pra aprender num dia… treino espartano até que eu dispenso, mas não tem muito jeito mesmo.

Nós duas vamos juntos até o pátio.

— Certo, primeiro, faz o "ki divino" circular pelo corpo todo. E, envolvendo levemente o corpo, deixa vazar só um pouquinho. Toma cuidado pra não ativar [Liberação da Autoridade Divina] por engano, tá? Só flui devagar, na superfície do corpo mesmo.

Conforme instruído, faço o ki divino circular dentro do corpo, envolvendo só ao redor. Controlar isso, nesse nível, já não é difícil. Progredi mesmo, hein, eu.

— Sim, tá ok. Nesse estado, vamos fazer [Teletransporte Interdimensional], então mantém bem a consciência, viu?

No instante em que a irmã Karen, dizendo isso, segura minha mão, sinto uma sensação de "gyun!", o corpo sendo puxado pra cima.

Achei que sentiria um salto tipo bungee jump invertido, mas, aí, sinto de repente o peso do corpo aumentando várias vezes, quase me esmagando. Sinceramente, sensação horrível.

— Ugh…!

— Certo, cheeegamos~

Diante da voz arrastada da irmã, olho ao redor, e estávamos parados numa terra árida, com rochas avermelhadas rolando por toda parte, e um céu cinza-chumbo se estendendo.

Lugar parecido com Marte, tipo filme de ficção científica. Poeira flutuando, nada até o horizonte. Um mundo onde só a terra vermelha se estende sem fim.

— Aqui é outro mundo?

— Sim. Talvez seja difícil de entender, mas é um mundo praticamente na mesma camada que o de vocês. Bom, quase não tem humanidade aqui, viu.

Ouvindo a explicação de como funciona, aqui aconteceu uma guerra mundial no passado, e, como resultado, a atmosfera foi envenenada, e a humanidade não conseguiu mais viver na superfície, sobrevivendo escassamente em cidades subterrâneas.

De fato, mesmo este lugar onde estamos agora, pra um humano comum, o pulmão apodreceria na hora, morte instantânea. Que veneno é esse, francamente.

— Bom, na superfície, uma espécie cair do posto de dominante assim é bem comum, viu. Olha, aquilo.

Na direção que a irmã aponta, entre as rochas avermelhadas, uma criatura pequena tipo sapo se arrasta "choro choro" com seis pernas. Existe até criatura que se adapta e vive nesse tipo de ambiente…

— Talvez, da próxima vez, essa espécie domine a superfície.

Na Terra também, há cerca de 66 milhões de anos, os dinossauros foram extintos. O motivo tem várias teorias — queda de meteoro, aumento do nível do mar, redução do nível do mar, erupção vulcânica, epidemia, mudança de polo, até invasão alienígena — mas esse tipo de coisa em si não deve ser tão raro assim.

Até no nosso mundo, na prática, estamos sendo atacados por Phrase mesmo.

— Certo, vamos pro próximo~

Quando a irmã segura minha mão, de novo aquela sensação de subida e descida de elevador, multiplicada várias vezes, me ataca. Ugh, que sensação ruim…

Depois dessa sensação passar, o que se estende diante dos olhos não é mais aquela terra árida, e sim uma campina com vento refrescante soprando. No céu, nuvens passam, e, ao longe, dá pra ver montanhas altas. Diferença total do mundo de antes.

— Dessa vez é mundo normal, hein.

— O que se considera "normal" varia de pessoa pra pessoa, viu. Aliás, este mundo não tem animal nenhum.

— Hã?

Como a irmã Karen diz, não tem nem um pássaro no céu, nem um inseto na campina. Será um mundo completamente só de planta?

Mas, sem inseto pra polinizar e tal, não seria um problema? Também acho que ajudaria ter minhoca dentro da terra…

A irmã Karen arranca "puchi" uma folha de grama que estava crescendo, e, dali, imediatamente uma folha igual regenera. Que negócio é esse… Também arranco um pé de grama, mas, dali, imediatamente cresce outro capim, voltando ao estado original. Não faz sentido nenhum…

— Vamos dar mais voltas~

— Ei, já!?

Sem nem conseguir ouvir a explicação desse mundo, a irmã puxa minha mão surpresa e teletransporta de novo.

Depois disso, passamos por vários mundos diferentes. Não lembro direito quantos visitamos, mas acho que peguei mais ou menos o jeito de [Teletransporte Interdimensional].

Igual [Teleporte], primeiro entendo o ponto de partida, e, dali, capturo outro mundo.

De fato, os mundos são tipo escada em espiral, mudando de altura aos poucos, subindo e descendo de camada, mas, se decidir minha própria posição, dá pra entender quantos degraus acima, à direita ou esquerda, ou quantos abaixo, na frente ou atrás.

E ainda por cima, uma vez que já fui, dá pra saltar de novo com sensação parecida a [Gate], sem me perder.

— Certo, então vamos tentar voltar pro mundo original. Mesmo se errar, eu venho te buscar, então tenta com calma.

Diante da fala da irmã Karen, fecho os olhos, imagino nosso mundo, e entendo essa posição. Acho que é mais ou menos por aqui…

Decidido, tento saltar. Já me acostumei bastante, mas, chegando com aquela sensação desagradável, o lugar era uma estrada de campo, tipo interior comum. Montanhas alinhadas e campina. Céu alto, nuvens passando.

Uma carroça passa "gatagoto" pela estrada. Ao longe, vejo uma árvore grande. Hmm? Isso aqui é…

Caminho até a raiz da árvore grande que fica ao lado da estrada. De fato, é aqui mesmo.

O lugar onde cheguei pela primeira vez neste mundo. Foi daqui que tudo começou.

Então isso quer dizer que estamos perto de Rifleto. Enquanto toco a árvore, sentindo algo profundo, a irmã também se teletransporta do mesmo jeito.

— Se tivesse teletransportado direto pro castelo, seria nota máxima, que pena. Mas, bom, como acertou o mundo, te dou uns 70 pontos.

Bem rigorosa. Rindo sem graça, pergunto à irmã algo que tava me deixando curioso.

— …Aliás, com esse [Teletransporte Interdimensional], dá pra ir até o mundo de onde eu vim originalmente?

— O mundo onde o Touya-kun estava é meio distante, então deve ser difícil agora. Mas, se acostumar, talvez dê pra ir. Não recomendo muito, mas…

Bom, faz sentido mesmo. Se um morto aparecer, vira problema de vários jeitos. Só dá até desaparecer e observar de longe mesmo. Um dia, quero ir, mas não é agora.

E, além disso, meu mundo agora já é aqui.

— Esse [Teletransporte Interdimensional] dá pra levar outra pessoa junto também?

— Não é impossível. Só que, como tem mundo tipo aquele de atmosfera venenosa que fomos antes, melhor não levar ninguém pra mundo desconhecido.

De fato. Existe mundo onde, se não usar ki divino tipo o nosso, morre na hora mesmo. …Aliás, será que o Ende lida com isso de algum jeito?

No caso dele, será que primeiro observa de fora da barreira do mundo, e depois teletransporta? Ultimamente não vejo ele, será que tá bem. Acho que não é do tipo que morre fácil assim, mas.

— Aliás, antes, quando lutei contra o deus subordinado, fui jogado pro tal "Mundo dos Espíritos", né? Aquilo também é outro mundo?

— Precisamente falando, é um mundo pequeno anexado a cada mundo. Tipo satélite do mundo que você conhece. Se o mundo principal deixar de existir, esse mundo pequeno também desaparece.

Entendi. Então os espíritos também vão junto na destruição. Ah? Espera aí.

— O Mundo dos Espíritos do mundo real e o do mundo sombrio são coisas diferentes? Se os dois mundos virarem um só, vão se misturar?

— Se estivessem distantes, isso também poderia acontecer, mas, neste caso, como são mundos vizinhos, o Mundo dos Espíritos já é o mesmo. Só que não sei como os espíritos do mundo inteiro vão reagir quando os dois mundos virarem um só. No pior caso, pode virar aumento do nível do mar, elevação de terreno, clima anormal e afins.

— …Peraí, peraí, peraí. Você fala isso com tanta naturalidade, mas isso é coisa importante, viu! Devia ter me falado isso primeiro! Por que ficou quieta sobre isso!

Quando reclamo desse ponto, a irmã Karen fica com cara séria de repente, parando de se mexer completamente. Depois de piscar duas, três vezes, coloca a língua pra fora e dá uma piscadinha.

— …Tehe♪

— Alô, ah, é o Deus do Mundo? Tem uma deusa aqui que fica beliscando doce em vez de trabalhar, será que dá pra trocar ela de posto…

— Nyaaaaaaaaa! Eu ensinei o [Teletransporte Interdimensional]! Não tô matando serviço! Só esqueci por acidente mesmoooo!

Diante de mim fingindo ligar pro Deus do Mundo, a irmã Karen se agarra em mim. Francamente… esqueceu de verdade, hein? Foi por pouco. Se o novo mundo afundasse ou algo assim, seria imperdoável.

— E, o que fazer então?

— Ah… convencer os espíritos pra não ficarem tão assustados assim? Ou melhor, é só fazer eles obedecerem mesmo. O Touya-kun também já é subordinado divino, afinal.

Ah, é verdade. O espírito da areia que conheci em Sandra também falou algo parecido. Que poder de deus é algo absoluto pros espíritos.

— Bom, o Touya-kun ainda não é deus oficial, então pode ter algum que não obedeça fácil, mas, mesmo assim, dá pra fazer obedecer.

— Fazer os espíritos obedecerem… como assim?

— Tem vários métodos, viu.

① Convencer. Conversar e fazer eles ficarem do seu lado. Solução pacífica. Amor e paz.

② Espancar. Ensinar no próprio corpo quem tá por cima. Força é justiça. Buscar e destruir.

…É isso.

— Só tem dois! Não tem "vários" nenhum! Opção estreita demais!

Conversar ou bater! Que solução é essa!

— ③ Descobrir fraqueza e ameaçar…

— É?

— Bom, com o ③, só ficam obedecendo relutantes, então fico em dúvida se vão agir como esperado. Digamos, o Touya-kun é tipo o presidente novo que chegou na empresa. Tem funcionário que obedece, e tem funcionário que zomba e vira as costas. Se tiver tempo, conversar um por um também é bom. Mas, se não tiver tempo…

— É o ②, então…

Buscar e destruir? Não, não, esse tipo de empresa vai falir. Mais que empresa opressiva, é empresa sanguinária. Comparação péssima!

— Que isso, chegando essa altura. Vocês fizeram os espíritos-fera tipo a Kohaku-chan e o pessoal obedecerem de método parecido, né?

Não, bom. Hmm, será que é igual aquilo mesmo?

— Espírito que já obedece, deixa como está, e espírito rebelde, se você mostrar força, acaba reconhecendo. A maioria dos espíritos é raiz simples e dócil.

Será mesmo? Não viro mal visto? Não vão me chamar de caçador de espírito ou algo assim? Vai virar tipo aquele drama de juventude antigo, "se entender batendo um no outro"? Parece mentira.

— …Por ora, só preciso ir pro Mundo dos Espíritos e conversar?

— Bom, é isso mesmo. Diz algo tipo "sou quem vai gerenciar este mundo em breve, vai dar bastante trabalho, mas por favor me obedeçam". Aí, provavelmente, vai dividir entre os que dizem "por favor, conto com você" e os que dizem "não brinca, não vou reconhecer!". Aí, o rebelde é destruir.

Já disse que não pretendo matar, viu. Irmã, você só quer falar isso mesmo, né?

Bom, parece que espírito não morre, e, se deixar quieto, acaba se recuperando eventualmente, então será que não precisa segurar a mão?

Queria fazer isso do jeito mais pacífico possível, viu… rumo ao amor e paz.

Só que, pela experiência até agora, geralmente as coisas caminham pra direção que eu não quero…

…Buscar e destruir?


💚 Gostou do capítulo?

Um PIX rápido ajuda demais a manter o site no ar. Arrecadado esse mês: R$ ...

Fazer um PIX

Comentários

Opções

não funciona no modo escuro
Redefinir