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Isekai wa Smartphone to Tomo ni – Capítulo 315

Buscar e Destruir, e o Rei dos Espíritos

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Capítulo 315 – Buscar e Destruir, e o Rei dos Espíritos

— «Bugoooooh!?»

Recebendo meu soco, o espírito tipo minotauro, cabeça de touro e corpo musculoso, sai voando em parafuso.

Hmm, quem eu acabei de mandar voando agora era o "espírito do cobre", ou era o "espírito do zinco"?

Depois daquilo, vim ao Mundo dos Espíritos junto com a irmã Karen, fiz a saudação e explicação conforme instruído, e, exatamente como esperado, dividiram bem em dois: os dóceis que disseram "entendido~", e os teimosos que disseram "por que raios eu teria que obedecer você, hein?".

E, atualmente, tô "conversando" (na base de soco) com esses últimos.

Como estou divinizado, não canso tanto assim, mas, de qualquer forma, dá trabalho danado. Por exemplo, tanto o "espírito do cobre" quanto o "espírito do zinco", digamos, são metal, mais precisamente, minério, ou seja, subordinados do "espírito da pedra".

Se eu fizer só o "espírito da pedra" obedecer, os outros espíritos minerais provavelmente também obedecem, mas: "não é hora de o irmão Pedra entrar em cena. Pra um deusinho novato desses, eu já basto", ou "o quê! O espírito do estanho perdeu! Mas não se engana, ele é o mais fraco entre nós…" — de qualquer forma, é irritante demais.

— «Kyaaa! Conseguiu! O Touya-sama ganhou de novo!»

— «Que lindo! Espanca mais esses espíritos violentos!»

— «Bem feito! Que satisfação!»

No mundo dos espíritos, brilhante e branco-leitoso, os espíritos que já se renderam a mim acenam e torcem por mim. Por algum motivo, do lado de cá, tem mais espírito de corpo feminino, e, do lado deles, mais espírito de corpo masculino.

Graças a isso, sinto que estou conquistando antipatia numa parte completamente sem relação.

Claro, tem espírito de corpo feminino tipo mana mais velha ou garota rebelde no lado adversário também, mas, mesmo sendo espírito, não posso simplesmente bater numa garota, então tô encerrando com golpe controlado, sem deixar dano de verdade.

Aí, por algum motivo, justamente esses tipos, ao perderem e virarem meu lado, viram apoiadores fervorosos completamente.

— «Touya-samaaan! Vai fundooo!»

— «Tô torcendo por vocêêê!»

…Tem até um espírito de corpo masculino esquisito, que apanhou e ficou torcendo com fervor mesmo assim. Não quero chegar perto desse tipo.

— «O próximo sou eu!»

Diante disso, surge outro corpo musculoso, tipo masculino, torso nu. Cabeça com turbante, calça estilo árabe.

— «Ei, seu! Vento! Não desafie o Touya-sama!»

— «Ca, cala a boca! Nem que fosse pedido da mana Vento, eu não podia deixar barato justamente esse!»

Acima do time de torcida atrás de mim, o "espírito do vento", vestido em roupa verde clara, grita bravo com o corpo masculino. Esse deve ser o "espírito da tempestade". Devia ser subordinado do espírito do vento, mas parece que tá se rebelando.

Bom, o "espírito da pedra" também é subordinado do "espírito da terra", que virou meu aliado, mas também tá se rebelando.

— «Lá vou eu!»

O espírito da tempestade envolve as pernas com vento tipo furacão, avançando explosivamente na minha direção. E, ainda mais, o raio que envolve o punho dele vem como golpe poderoso contra mim, parado — antes disso, atravesso a cabeça dele com a Brunnhild envolvida em ki divino leve.

— «Aaai!?»

Isso terminar só com "ai" mostra a resistência do espírito, hein.

Mando de lado o espírito da tempestade, já sem força, com um soco lateral.

— «Uwaaaaaaah!?»

O espírito da tempestade voa quicando, e para batendo no espírito do zinco que mandei voar antes.

Aah, que saco.

— «Kyaa! Touya-sama, o máximo! Tempestade, não é páreo nenhum! Reflete um pouco, viu!»

O espírito do vento dá o golpe de misericórdia. Ei, ei, sendo subordinado, trata ele um pouco melhor… parece até que tá chorando, o espírito da tempestade…

Existe classificação até entre os espíritos, e tem os chamados grandes espíritos. Figuras importantes do Mundo dos Espíritos, digamos, os representantes dos espíritos.

Um deles é justamente esse "espírito do vento", mas não parece nem um pouco com isso. Sinto uma leveza parecida com a da minha irmã Karen.

— …Tá pensando algo estranho, né?

— …Deve ser impressão sua.

Perspicácia como sempre. Desvio o olhar da irmã Karen, que me encara de olhos semicerrados.

Entre os grandes espíritos, também tem o "espírito da água", o "espírito da terra", o "espírito da luz", e afins, e elas ficaram do meu lado.

O que me surpreendeu foi que o "espírito das trevas", também um grande espírito, já tinha se recuperado, e, ainda por cima, ficou do meu lado.

Talvez seja porque já bati nele uma vez, mas, naquela hora, ele estava selado por centenas de anos, enfraquecido, e parecia fora de si mesmo.

Mas o que mais me surpreendeu foi que aquele monstro-polvo, negro e sinistro, com tentáculos, que era o espírito das trevas, virou uma menininha fofa de cabelo e olho pretos.

Agora mesmo, vestindo um vestido preto, acena timidamente pra cá junto com o espírito da luz. O cabelo curto, tipo bob, balança suavemente, "sara sara", e, ao lado do espírito da luz, de cabelo loiro ondulado, as duas juntas parecem irmãs.

Aquele espírito das trevas que apareceu em Ramish talvez estivesse numa forma contaminada, tomada pelo invocador Ramirez que ele absorveu, e exposta por muito tempo ao sentimento negativo humano.

Ao se recuperar, talvez isso já não seja mais o espírito de antes, e sim, renasce como uma existência completamente diferente.

Toda vez que ela acena pra mim, meu peito dói. Foi mal naquela vez, de verdade foi mal mesmo. Me perdoa, por favor. Não sabia que você era uma menina tão boa assim…

— «Todo mundo é tão covarde! Eu vou ser sua adversária!»

Dizendo isso, quem surge na minha frente é um espírito de corpo feminino, com cabelo vermelho, ardente feito fogo. A roupa leve vermelha que veste é parecida com a do espírito do vento, mas mais curta, feita pra se mover com facilidade.

— Aquele é o espírito do fogo.

— Aquela garota é grande espírito?

— Sim.

A irmã Karen me explica. Ooh, então é o espírito do fogo. Ou melhor, os grandes espíritos são todos de corpo feminino mesmo, hein.

— Grande espírito… ou melhor, espírito em geral, muda de corpo masculino pra feminino, ou vira corpo de dragão ou animal, variando bastante, a cada ciclo de milhares de anos ao se recuperar. Por acaso, nessa época, tinha mais corpo feminino, só isso. Bom, o sentimento parece se inclinar conforme esse gênero.

Ah, é assim, hein. Corpo feminino é difícil de lutar, viu. Mas será que essa é a última rebelde de corpo feminino?

— «Lá vou eu!»

Ecoando explosão de chamas, o espírito do fogo, que dava passos laterais, avança direto pra mim. A cada passo que dá, uma explosão acontece sob o pé, parecendo usar isso como impulso pra acelerar. Essa aqui tem dinamite na sola do pé ou algo assim!?

— «Toma essa!»

Da mão erguida, bolas de fogo disparam uma atrás da outra. Sem se importar com o entorno, transforma tudo ao redor num mar de chamas com as bolas de fogo. Fico preocupado com os espíritos que estão torcendo por mim, mas parece que o espírito da água montou uma parede defensiva.

Voando pelo céu do mundo branco-leitoso, desvio pra direita e esquerda. Divinizado, é conveniente poder voar até sem usar [Fly].

— «Ficando de gato e rato… a próxima é essa!»

Vários pilares de chamas se erguem, bloqueando meu caminho. Isso gira em espiral, virando furacão de fogo, atacando pra me incinerar.

Sem me apressar, corto isso com um golpe da Brunnhild envolvida em ki divino, dissipando facilmente.

— «O quê!?»

— A próxima vez é minha vez de atacar, viu?

A velocidade máxima em estado divinizado ultrapassa de longe a aceleração de [Accel] + [Boost] no plano terreno. Claro, se fizesse isso no plano terreno, desmaiaria na hora, mas, no Mundo dos Espíritos, mais próximo do reino divino do que do mundo terreno, deve ficar tudo bem.

Num instante, entro no espaço dela. Com uma mão, seguro a mão dela, tomando todo cuidado pra não machucar, varro rapidamente a perna dela, girando o corpo dela numa volta completa, desenhando um arco.

— «O quê!?»

Aponto a ponta da espada no peito do espírito do fogo caído. Partida encerrada.

— «Me, me rendo…»

Seguro a mão do espírito do fogo, que admite a derrota, e a ajudo a levantar. Fica meio grogue, com o rosto vermelho, será que tá tudo bem?

— «V-você é forte mesmo, hein…»

— Hã? Ah, bom, mais ou menos. Porque treino todo dia com uma demônio da espada infernal, sabe…

Por mais que eu treine, não consigo imaginar vencer a irmã Moroha na espada mesmo… bom, ela é deusa da espada, então é natural não vencer na espada, mas nem em técnica corporal sinto que consigo vencer…

— Certo, ainda quer continuar? Quem é o próximo? Já que dá trabalho, vem todo mundo junto?

Solto uma provocação barata pro grupo rebelde de espíritos. Sinceramente, isso não tem fim. Já quero acabar logo.

— «E-então, boa sorte. Ah, eu vou torcer por você lá do outro lado, tá.»

— Hã? Ah, obrigado.

Timidamente, o espírito do fogo corre até onde estão o espírito da luz e o pessoal.

Com as orelhas vermelhas, e até uma ondulação tipo miragem de calor acima da cabeça, será que a temperatura corporal é alta justamente por ser espírito do fogo? Quando segurei a mão dela agora há pouco, não senti isso.

A irmã Karen, que observava isso, lança um olhar de desânimo na minha direção.

— …Deve ser por causa da divindade do subordinado do Deus do Mundo, mas você mesmo é naturalmente um caçador-nato de garota-espírito. Assustador o futuro, viu…

— Que isso, "caçador"…

Não matei ninguém, viu.

Reclamando da fala confusa da irmã Karen, viro o olhar pro exército rebelde, e, por algum motivo, estavam emitindo uma intensidade assassina tremenda. Uoh!? Que negócio é esse, será que a provocação de antes funcionou?

— «Maldito…! Nosso ícone de esperança, até o espírito do fogo-san…!»

— «Invejoso… que inveja! Esse desgraçado, não satisfeito só com a menina espírito das trevas… imperdoável…!»

— «Agora eu conseguiria matar um deus…!»

— «Mesmo apagando a chama do espírito do fogo, essa chama de inveja não se apaga…!»

Hã? Hã? Será que estão chorando? Ué, a lágrima deles é vermelha… espírito é esquisito mesmo, hein.

— «««««Aniquilar o inimigo odiado!!»»»»»

— «««««Oooooooh!!»»»»»

Por algum motivo, soltando um grito de guerra trágico, todos os restantes avançam pra cima de mim. Por que raios estão chorando, francamente!? Isso dá até um pouco de medo!

…Dezenas de minutos depois, todos os espíritos que atacaram estavam espalhados por toda parte, feito montanha de cadáveres.

Que negócio é essa sensação péssima, hein… parece que virei o vilão da história.

— «Sem arrependimento… existe hora que precisa enfrentar mesmo sabendo que vai perder…»

— «Mesmo que a gente desapareça, a chama da inveja não se apaga… um dia, um dia, aquele desgraçado…»

— «Menina espírito das trevas-tan… hah, hah…»

Continuam murmurando alguma coisa, mas decido ignorar.

Entre os espíritos que torciam por mim, o espírito da luz dá um passo à frente, erguendo levemente a mão, começando a fazer um juramento.

— «Em nome dos grandes espíritos, reconhecemos o senhor, Mochizuki Touya-sama, como Rei dos Espíritos. Por favor, nos guie conforme achar melhor.»

Seguindo a fala do espírito da luz, o espírito da água, o espírito da terra, o espírito das trevas, o espírito do vento, e o espírito do fogo, também erguem levemente a mão, fazendo o juramento.

Com isso, os espíritos, de algum jeito, foram resolvidos. Embora tenha sido bem na base da força.

Será que não dava pra fazer isso de um jeito mais elegante, hein…


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