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Isekai wa Smartphone to Tomo ni – Capítulo 317

A Extração e o Renascimento

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Capítulo 317 – A Extração e o Renascimento

— Não pode ser…

Por ora, conto sobre o Príncipe Yamato à Yumina, sendo irmã dele, e ao resto do pessoal. Sinceramente, ainda não tenho coragem de contar ao Rei de Belfast e à Rainha Yuel.

Ouvindo isso, a Yumina fica pálida, sentando na cama do meu quarto sem forças.

— Não tem jeito nenhum?

— Não. Existe sim um método. Confirmando bem o núcleo com [Olho Divino], e atraindo com [Apport] reforçado por ki divino, existe possibilidade de retirar. Existe também possibilidade de estar fundido com o tecido corporal, então talvez precise aplicar magia de recuperação imediatamente depois. Só que…

Todos concentram o olhar em mim, que hesito em falar. Como é um assunto sério, quero tomar todo cuidado possível.

— No instante em que o núcleo for retirado do corpo do príncipe, existe possibilidade de todos os Phrase virem em massa de uma vez. Isso é bem plausível. Por isso, a extração deveria ser feita num lugar onde o dano não se espalhe… provavelmente na região desértica perto de Eurono.

O núcleo do "Rei" está se escondendo dos Phrase, usando o batimento cardíaco do Príncipe Yamato como disfarce. Se arrancar isso, todos os Phrase devem se aglomerar ali. Podem até romper à força a barreira do mundo, e, atraído por isso, até o mutante pode aparecer.

— Não seria melhor destruir imediatamente o núcleo retirado do príncipe?

— Seria bom se fosse fácil destruir assim. E, além disso, destruir também pode gerar vários problemas incômodos.

No mínimo, o Ende deve virar inimigo. Ele nunca vai perdoar quem matou a pessoa que ele ama, acho.

Se eu estivesse na posição do Ende, ao invés de me matar, talvez pensasse em matar a Yumina e o pessoal uma por uma, fazendo o adversário sentir a mesma dor.

E também aquela espécie dominante de forma feminina, se não me engano, chamada Nei. Ela, que parece devotada ao "Rei", também deve vir se vingar de mim. Bom, essa já é inimiga desde antes mesmo.

— Então, o que fazer!? Deixar assim, com esse núcleo enterrado no Yamato…!?

— Calma, Yumina. Tenho uma ideia. Primeiro, olha essa magia.

Estendo a mão sobre a mesa grande no quarto, e ativo a magia sem atributo que descobri na biblioteca do sábio antigo Pareliusu, do reino antigo.

— [Prison]!

Um cubo semitransparente azulado envolve a mesa. Instantaneamente, com um som "gugugugu", ele encolhe, virando um cubo de uns 3 centímetros de lado.

— Magia sem atributo [Prison]. Sela num cárcere resistente, seja ser vivo ou objeto não-vivo. É tipo combinação de magia de selamento com magia espaço-tempo. Essa prisão feita com o meu poder não sai nem quebra nem com poder divino, e, ao contrário, protege completamente o que está dentro.

A diferença do [Storage] é que dá pra prender até coisa com vontade própria, mesmo ser vivo.

Na pequena caixa semitransparente, formato de dado, parece que a mesa em miniatura está trancada dentro.

Assim, também dá pra ajustar o tamanho livremente até certo ponto. Pode virar cárcere resistente, ou abrigo seguro.

Consigo especificar de forma livre o que bloqueia e o que não bloqueia, então dá pra cortar oxigênio e sufocar, ou, ao contrário, deixar viver normalmente. Bloquear só homem e deixar mulher passar, esse tipo de coisa também é possível.

O ponto fraco é que, se ampliar o alcance, o efeito enfraquece.

— Liberação.

Junto com minha voz, o dado semitransparente se estilhaça, e a mesa surge de volta no tamanho original.

— O método de liberação do selo dá pra especificar de vários jeitos. Com isso, se selar o núcleo do "Rei" retirado do príncipe, acho que não tem problema.

Um clima de alívio envolve todo mundo. A Yumina também acaricia o peito, aliviada.

Com esse método, deve ser possível extrair o núcleo do "Rei" do Príncipe Yamato.

O problema é o que fazer com esse núcleo selado depois.

Como os Phrase têm como objetivo o núcleo do "Rei", se eu entregar o núcleo, talvez eles se retirem deste mundo.

Mas o mutante não é assim. Aquele pessoal já é praticamente existência de apóstolo do deus maligno. O pior padrão seria: entrego o núcleo do "Rei" aos Phrase, e o deus maligno rouba e absorve dos Phrase. Não quero de jeito nenhum que aquele pessoal ganhe mais poder ainda.

Então entrego pro Ende? Se ele viajar pra outro mundo com isso, os Phrase se afastam. Este mundo deixa de ser atacado. Mas a ameaça do deus maligno continua existindo.

Mas isso não seria justamente colocar outro mundo em crise?

— Isso não é algo que quem pretende gerenciar o mundo devia fazer, hein…

Por ora, decido o que fazer com o núcleo do "Rei" depois, e priorizo usar esse [Prison] pra extrair do Príncipe Yamato.

Só que, pra isso, preciso contar a situação aos pais dele, o Rei de Belfast e a Rainha Yuel. Dá pra fazer sem contar nada, mas isso seria desonesto. Pensando na possibilidade de algo dar errado, acho que devo mesmo contar aos dois pais.

Haa… como será que devo falar…

— O quê… então… então esses Phrase apareciam até agora pra matar o Yamato!?

— Não, o outro lado não faz ideia nem um pouco de que o objetivo deles está dentro do príncipe. Mas, se isso for descoberto, com certeza vêm matar o príncipe.

O núcleo do "Rei", que originalmente estava escondido em outra pessoa, deve ter migrado, na hora em que o hospedeiro morreu, pro príncipe que nasceu bem naquele momento. Pela fala do Ende, isso parece ser completamente aleatório, então só dá pra dizer que foi coincidência o príncipe ter hospedado o "núcleo".

Com a mão tremendo, a Rainha Yuel abraça o filho. Pra não ser ouvido por ninguém, tomando todo cuidado, envolvi esse canto do palácio real de Belfast com [Prison]. Dentro, só estamos eu, a Yumina, o rei, a rainha, e o príncipe, cinco pessoas. A menos que seja o deus maligno, esse [Prison] não quebra.

— Papai, se acalma, por favor. O Touya-san consegue retirar esse núcleo do Yamato. Só que não pode fazer isso sem autorização, então queria a permissão de vocês dois.

— É, é verdade? O Yamato… o Yamato vai ficar salvo, né?

— Se deixar assim como está, pela história, deve conseguir crescer sem obstáculo nenhum… mas ainda acho melhor retirar. Só que não é que não exista possibilidade nenhuma de risco. …O que decidem?

Já que ele mesmo não pode decidir, só resta os pais dele decidirem. Precisar considerar essa possibilidade de risco é lamentável, mas, aconteça o que acontecer, vou proteger a vida do príncipe, com certeza.

O Rei de Belfast me encara com olhar decidido, e abre a boca pesada.

— …Entendido. Faz. Confio o Yamato ao Touya-dono.

— Entendido. Então…

Desfaço [Prison], uso [Gate], e teletransportamos pro deserto de Eurono. Talvez seja exagero, mas isso também é precaução. Se acontecer algo, o dano em Belfast seria grande demais.

Estendo [Prison] de novo, envolvendo nós cinco. Assim, mesmo extraindo o núcleo do príncipe, os Phrase não devem perceber.

— Então, vamos.

Ativo [Olho Divino] no príncipe, dormindo tranquilo, "suya suya", nos braços da mãe. Escondido atrás do coração, "aquilo" pequeno aparece claramente. Do tamanho de uma cereja, esse formato é icosaedro regular… será?

Entendi completamente a posição e o tamanho. Certo, vamos!

— [Apport]!

Na minha mão direita, aparece um cristal do tamanho de cereja. Imediatamente, aplico magia de recuperação na mão esquerda ao príncipe, e confirmo com [Olho Divino] o local onde estava o núcleo, mas não parece ter mudança nenhuma. Por precaução, aplico [Recovery] também.

Vendo o príncipe soltar um pequeno bocejo, como se nada tivesse acontecido, solto um suspiro de alívio, acariciando o peito.

— Sem problema. Extraído com sucesso.

— Sim! Que bom, Yamato!

Deve ter estado preocupado mesmo, o rei tem os olhos levemente marejados, segurando a mão do próprio filho. A Rainha Yuel e a Yumina também demonstram alegria, com lágrimas.

Preocupação antecipada, ao final, tudo passa. Foi surpreendentemente tranquilo.

Certo, o problema é esse núcleo do "Rei", o que fazer com ele, hein…

— Q-que isso!?

Abrindo a mão direita, o icosaedro do tamanho de cereja começa a mudar de forma, com um som seco "paki paki"… não, se multiplicando. Feito estalactite de gelo crescendo, cristais se estendem do núcleo, e, quase engolindo minha mão, jogo isso pra longe.

— Touya-san, isso é…!

— O "Rei" acordou!? De qualquer forma, assim é ruim!

Não posso desfazer [Prison]. Se fizer isso, os Phrase devem vir em massa pra cá.

Sem alternativa, reescrevo a configuração de [Prison], levo a Yumina e o pessoal pra fora, e teletransporto pro palácio real de Belfast. Fico sozinho, observando com tensão, de fora do [Prison], "aquilo" que continua a se multiplicar.

Já na minha frente, a massa cristalina já ficou do tamanho de uma criança, e continua crescendo. Aos poucos, isso vai virando uma pequena mudança, e, eventualmente, começa a formar um corpo delicado.

Forma feminina arredondada. E, envolvendo isso como vestido, o corpo cristalino. O cabelo longo se estende, e a figura vai mudando pra forma de uma garota.

Quando quase toda a transformação termina, ali estava uma espécie dominante em forma de garota, mesma idade que eu, aproximadamente. No corpo, veste algo tipo vestido de belo cristal. Um brilho azul-branco cintilante envolve o corpo dela.

Já vi vários indivíduos de espécie dominante até agora, mas nunca vi uma espécie dominante tão cheia de elegância quanto essa garota. Sem dúvida, ela é o "Rei" dos Phrase.

Os olhos fechados se abrem. Esses olhos guardavam uma cor azul-clara, transparente.

Movendo o pescoço devagar, olhando ao redor, ela pisca repetidamente. Eventualmente, percebendo minha presença, abre a boca em silêncio.

Mas só a boca se move, "paku paku", sem nenhum som chegando. …Ah, faz sentido. Tô bloqueando com [Prison].

A garota "Rei", vendo minha falta de reação, faz uma cara confusa, inclinando a cabeça. Parece que, por ora, não tem hostilidade.

— Pela fala do Ende, o temperamento dela parece ser de não gostar de conflito, mas…

Decidido, dou um passo pra dentro do [Prison].

Com minha aproximação, sinto que uma tensão parecida percorreu o lado dela também.

— @#… @$n/※o〆, ♯h£@j¢ime¥m@◇sh⊇i*t≒e〆

Que negócio é esse? Não consigo entender a língua… bom, faz sentido. É originalmente existência de outro mundo mesmo. Aliás, a Nei e o Gira também falavam língua parecida.

Pra aplicar magia de tradução [Translation], preciso tocar no adversário, né.

Não sei se Phrase tem cultura de aperto de mão, mas, por ora, estendo a mão.

Parece um pouco cautelosa, então, mesmo com o rosto meio contraído, mostro um sorriso, tentando transmitir que não tenho intenção hostil.

Não sei se isso funcionou, mas, timidamente, ela segura minha mão. Estava fria, mas era uma mão macia.

— [Translation].

Nesse momento, ativo a magia de tradução, fazendo minha energia mágica fluir pra ela, e, absorvendo de volta, conecto o canal de linguagem entre nós.

— Consegue entender minha fala?

— ! Si, sim. Consigo entender.

Com expressão surpresa, o "Rei" dos Phrase assente levemente. Que bom, conectou.

— Sou Mochizuki Touya. Rei de um país deste mundo.

— …Perdão pela falta de educação. Atrasei-me na apresentação. Meu nome é Mel. Já fui o "Rei" que governava um mundo chamado mundo cristalino.

O "Rei" dos Phrase, Mel. O "Rei" que os Phrase procuram, agora renasceu bem na minha frente.


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