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Isekai wa Smartphone to Tomo ni – Capítulo 318

O Confinamento e a Engenheira de Golems

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Capítulo 318 – O Confinamento e a Engenheira de Golems

— Como ela está?

— Ruim mesmo. Não reage nem um pouco. Continua abatida sem parar.

O "Rei" dos Phrase, Mel… não, nesse caso, será que devo chamar de ex-"Rei", ou ex-"Rainha", não sei bem, mas, atualmente, ela está no castelo da Babylon.

Bom, "confinando" soa mal, mas é isso mesmo que estamos fazendo. Como o quarto do castelo está bem selado com [Prison], não tem risco de fuga, nem de ser percebida pelos Phrase.

Como esse [Prison] já foi feito com ki divino incorporado, não desaparece nem quando vou ao mundo sombrio — é um cárcere completo, ao mesmo tempo abrigo.

Mas, mais que isso, o que me preocupa é o estado mental dela.

Depois daquilo, contei a Mel tudo, o que aconteceu até agora, e o que está acontecendo atualmente.

Que os que não aceitaram servir o novo "Rei", a quem Mel confiou o futuro do mundo cristalino, ressuscitaram por conta própria a técnica secreta que Mel havia abandonado, obtendo poder de atravessar dimensões.

Que, pra recuperar o poder de Mel, ou pra trazê-la de volta, os Phrase se enfureceram nos mundos por onde passaram, destruindo esses mundos.

Que o Ende e a Rise também atravessaram mundos do mesmo jeito, apoiando e vigiando de longe.

E que, chegando no nosso mundo, o Yura, que obteve poder imenso, está tramando em segredo, e os Phrase também estão em crise por causa do mutante.

Contando vários acontecimentos, parece que Mel recebeu um choque mental considerável, ficando abatida, sem falar quase nada.

Sendo Phrase, parece que não morre nem sem comer, mas, vendo ela tão abatida assim, acabo achando que é porque eu falei coisa demais. …Bom, é verdade mesmo, mas.

— Aquele desgraçado do Ende não aparece de jeito nenhum, hein… justamente numa hora dessas que ele devia aparecer do nada, aquele idiota.

Nem com magia de busca o Ende aparece. Será que tá de novo na fenda dimensional?

Não é que tudo seja culpa da Mel, mas a origem, de fato, é dela. Não pretendo dizer "assuma a responsabilidade" ou "morra pra pagar" a essa altura, mas, pras pessoas mortas pelos Phrase, talvez isso não seja tão simples assim.

Precisamente falando, os mais culpados são aqueles que ficaram perseguindo ela feito stalker, mas.

Se possível, quero que ela convença os Phrase e faça eles saírem deste mundo. Agora que Mel renasceu, isso não deve ser impossível.

No estado atual, não dá pra esperar muito, mas…

— Touya-san, o que você pretende fazer… com aquela pessoa?

A Yumina pergunta preocupada. Já avisei ao Rei de Belfast e à Rainha Yuel que consegui selar o "Rei" com sucesso. Bom, não é mentira.

— O que a Yumina acha que devia fazer? Phrase é nosso inimigo. Melhor matar? Ou selar pra sempre?

Pra evitar solução simplista demais, acabo fazendo uma pergunta meio maldosa. No fim das contas, parece que eu mesmo quero dar um jeito de ajudar a Mel.

E, quanto a isso, o que a Yumina acha?

— Eu… entendo um pouco o sentimento dela também. Porque eu também me apaixonei por alguém de outro mundo. Acho que aquela pessoa só não queria se separar do Ende-san, e se dedicou tanto assim só por isso. A ponto de deixar de ver o entorno. Infelizmente, virou nisso, mas acho que ainda dá pra fazer alguma coisa.

Dizendo isso, a Yumina segura minha mão. Como se incentivasse meu sentimento, os olhos heterocromáticos, olhando de baixo pra cima, me encaram.

— Um desencontro infeliz, um botão apertado errado — o Touya-san deve conseguir consertar isso. Por favor, salva ela.

— Entendido. Vou fazer o que conseguir.

— Conto com você, tá? Nós também vamos ajudar.

Vendo minha noiva sorrindo animada, sinto que meu pensamento já foi completamente lido. Sinto que já tô sendo rolado na palma da mão dela. Parece que nunca vou conseguir virar marido autoritário. Já sabia disso, mas.

De fato, sendo candidato a deus, ao menos isso preciso conseguir fazer.

— Ah, e mais uma coisa. Se encontrar o Ende-san, dá um tapa nele, por favor. Deixar ela triste assim, sozinha, é imperdoável como namorado. Muito errado.

— Não, isso não tem jeito mesmo…

Isso parece injusto, hein. Exagero. Ele não tinha como saber que a namorada estava aqui. E ainda por cima, quem tá fazendo ele não saber sou eu.

Mas, por outro motivo, já tô meio irritado com ele, então talvez dê um soco mesmo.

Decido, por ora, deixar Mel aos cuidados da Riora, da "Muralha".

Acho que vai ficar tudo bem, mas peço pra ela, caso Mel tente algo tipo suicídio, contê-la à força com algemas de material divinizado programado.

Por ora, isso resolve o lado da Mel. O tempo talvez organize o coração dela.

Já resolvi as coisas com os espíritos, então, mesmo os dois mundos se fundindo assim, não deve acontecer nenhum grande desastre natural… acho.

Fiquei um pouco inseguro, então fui até o tio Kōsuke, na área agrícola, perguntar em detalhe sobre isso. Entre os deuses no plano terreno, ele é quem eu mais confio.

Não é que eu não confie no resto do pessoal, é que o método de solução deles é extremo demais…

— Fundir os mundos não significa exatamente sobrepor, sabe. É que mundos vizinhos se conectam.

Dizendo isso, o tio Kōsuke tira as duas luvas de trabalho, esquerda e direita, e coloca as duas lado a lado no chão.

Entendi, então não é sobrepor as luvas, e sim, colar uma na outra, do lado esquerdo e direito.

— Se não fosse o assunto do deus maligno, seria tipo "descobriram um novo continente". Claro, um novo continente perfeitamente simétrico é impossível, mas.

— Então, não precisa alarmar tanto assim, causando confusão no mundo?

— Quanto à fusão dos mundos em si, sim. Mas, quando essa fusão se completar, o deus maligno e seus subordinados devem aparecer com frequência pela fenda dimensional. Afinal, esse mundo já não tem mais a proteção do Deus do Mundo.

Grande invasão de mutantes, hein… No pior caso, talvez dê pra conter o movimento dos Phrase usando a presença da Mel como refém.

Os mutantes absorvem e fortalecem com os Phrase. Pra não dar mais poder a eles, seria bom fazer os Phrase saírem de cena.

— Bom, não precisa ficar tão tenso assim. Achar que consegue fazer tudo sozinho é justamente o começo do fracasso, sabia? As sementes que você plantou neste mundo com certeza estão brotando, florescendo e dando fruto. Não precisa temer nada, mesmo o que o deus maligno faça.

Essas palavras soaram bem reconfortantes pra mim. Faz sentido, sendo o deus da terra, deus da agricultura. Queria fazer certo deus do amor ou certo deus bêbado ouvirem isso.

— O problema é que, mais que o lado do mundo real, que já consegue lidar com ataque de Phrase e mutante, o lado do mundo sombrio me preocupa mais. Golem serve mesmo como meio de defesa suficiente?

— Uma parte tem golem capaz de repelir até mutante. Mas, fora isso…

Pensando assim, de fato… "Coroa" e afins devem conseguir lidar com mutante. Mas, e se aparecer mutante superior? Será que dá pra vencer?

O lado do mundo sombrio também precisa arranjar mais colaboradores.

Por enquanto, tenho o grupo de bandidos justiceiros Gato Vermelho, e… ah, tinha a engenheira Elka. Engenheira de golem vagabunda, que anda com um golem tipo lobo, o Fenrir.

Se não me engano, aquela pessoa é considerada gênio entre os cinco melhores daquele mundo… nem parece isso, mas. Lembrando o cabelo bagunçado, óculos de fundo de garrafa, e o jaleco branco todo amassado, fico com bastante dúvida se ela vai servir de ajuda.

— Teve alguma ideia?

— Por ora, mais ou menos.

— Então, se mexe. Não precisa se apressar, mas também não pode ficar de folga, viu? Sem lavrar o campo e regar, o broto não nasce.

Faz sentido. Primeiro, vou até lá e peço pra aquela engenheira me ouvir. Talvez ela conheça algum golem capaz de enfrentar mutante, não deve ser em vão.

— Então, vou indo rapidinho.

— Que você tenha muita colheita.

Me despeço do tio Kōsuke, que segura a enxada, e uso [Teletransporte Interdimensional] pra ir ao mundo sombrio.

— Certo, então… a engenheira Elka tá… ah, aqui.

Faço busca da engenheira Elka no mapa do smartphone. Parece que ela está numa região bem ao norte de onde a encontrei da última vez, na capital sagrada Aren.

Primeiro, vou até a capital sagrada com [Gate], e dali voo com [Fly]. Aliás, ainda não almocei, então decido resolver isso na capital sagrada.

Teletransportando até a capital sagrada, antes de ir ao café conhecido, compro um exemplar do jornal à venda. O texto da manchete chamou minha atenção.

"Monstro Dourado Aparece de Novo"

Parece que o mutante apareceu de novo neste mundo. E, ainda por cima, justamente aqui, na capital sagrada.

O batalhão de golem comandado pelos cavaleiros sagrados conseguiu derrotar o mutante de algum jeito, mas parece que um grande nobre da capital sagrada foi vítima. Esse grande nobre, ao que parece, estava tramando rebelião contra a família real, e muitos do povo dizem que foi castigo divino.

Chegou a aparecer até nessa capital, hein…

Até agora, o mutante aparecia atraído pelo sentimento negativo humano, mas, chegando nesse ponto, talvez esteja virando indiscriminado.

Não me diga, será que, por causa da fusão dos mundos em andamento, a barreira deste lado também está enfraquecendo?

Se for assim, ainda mais motivo pra resolver isso logo.

Pra encontrar a engenheira Elka o quanto antes, desisto do almoço e decolo de uma vez com [Fly] da capital sagrada.

Não esqueço de desaparecer com [Invisible] enquanto voo. De vez em quando cruzo com dirigível e afins, afinal.

Chego bem ao norte, região que, no mundo real, seria tipo o Reino de Hanok.

— Deve ser mais ou menos por aqui…

Reduzindo altitude e velocidade, observo o solo. Parece que estão se movendo devagar, então devem estar andando pela estrada…

— Hm? Aquilo ali?

Vejo uma sombra solitária na estrada. Um lobo, mordendo a gola de uma mulher vestindo jaleco branco todo amassado, arrastando ela.

Sem dúvida, é a engenheira Elka e o golem tipo lobo, guarda-costas dela, o Fenrir.

A Doutora estava mole, sendo simplesmente arrastada pelo Fenrir. Será que se machucou!?

Desativo [Invisible] e pouso na frente do Fenrir e do pessoal.

— Ei, tá tudo bem!?

— Hmm!? Ooh! Não é o Touya-dono! Quanto tempo, tá bem de saúde?

O Fenrir solta a engenheira Elka que mordia, falando comigo. Como sempre, ótima voz de barítono.

— Deixa isso de lado, o que houve!? A Elka-san se machucou ou algo assim…

— Nu? Ah, não é nada. Na cidade de antes, a mestra gastou dinheiro à toa com coisa inútil, e esqueceu de comprar comida.

— Hã!?

Por um instante, não consegui entender o que ele falava, mas, no som seguinte, ouvi um "gugururururu…" de estômago reclamando com força, e entendi tudo.

— Fo… me… tô com…

Diante da engenheira Elka me encarando com cara de quase morta, fico cheio de dúvida se realmente posso confiar nessa pessoa.

— Será que tá tudo bem mesmo, hein…

Como se respondesse "não tá tudo bem", de novo ecoa o som "gugururururu…" do estômago.

Sem querer, solto um pequeno suspiro.


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