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Isekai wa Smartphone to Tomo ni – Capítulo 319

A Análise e os Golems Militares

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Capítulo 319 – A Análise e os Golems Militares

— Aah, comi, comi. Primeira vez em três dias que como comida normal. Sinceramente, não queria comer inseto nem sapo mesmo.

Depois de devorar bastante espetinho de carne de dragão e afins tirados do [Storage], a engenheira Elka finalmente parece ter se acalmado. Comeu igual à Yae, francamente… bom, tanto faz.

— E, por que raios o Touya-kun tá aqui, hein? Graças a isso me salvei, mas.

— Tava procurando você porque tinha um assunto que queria que ouvisse.

— Comigo? Deduzindo, é sobre golem?

— Bom, isso também, mas… por onde começo, hein… por ora, olha isso.

Tiro o jornal que comprei mais cedo, apontando a matéria do mutante.

Enquanto a engenheira Elka lê, o Fenrir, ao lado, também espia o jornal. Esse golem-lobo até sabe ler, hein…

— Entendi, então é o tal monstro dourado que tá sendo comentado ultimamente. É isso?

— Aquilo é subordinado gerado pelo "deus maligno". Peão que surgiu pra invadir este mundo. Eventualmente, esses aí vão surgir e se enfurecer por todo lugar deste mundo. Este mundo está à beira de uma crise.

— …Sua cabeça tá bem? Quer que eu indique um bom médico?

Feito olhando pra uma criança de dó, a engenheira Elka ajeita os óculos de fundo de garrafa e me encara. Até o Fenrir, ao lado, lança um olhar parecido.

Não, de fato, eu mesmo acho que tô parecendo religioso suspeito ou profeta fajuto!

Ah não, ah não, preciso explicar direito senão vai virar mal-entendido.

— Na verdade, sou um rei que veio de um mundo diferente deste.

— Ah, já é tarde demais, hein…

— «Justamente por parecer decente é que é trágico…»

Não é isso! Não olha pra mim com cara de decepção assim!

Depois disso, levei horas explicando vários detalhes. Palavra é difícil mesmo…

— Entendi, entendi. "Invasor de outro mundo" e "outro mundo vizinho", né. Bom, conceitualmente, não é algo impossível. Senão não teria como explicar a habilidade do Noir.

— Noir?

— O "Coroa" do "preto". Manipula a engrenagem do tempo e o portão espaço-tempo. Consegue puxar pra este mundo o que desejar de mundos paralelos. Não esperava que alguém viesse justamente desse outro mundo, mas.

De novo um "Coroa", hein. Aquele tal "Coroa do preto" parece manipular algo tipo magia espaço-tempo. Será que aquilo que o sábio Pareliusu encontrou, cinco mil anos atrás, era esse "Coroa"?

— Só que, sinceramente, também é difícil de acreditar assim de repente. Se você me disser "vim de outro mundo", e eu simplesmente aceitar "ah, é, entendi", seria estranho. Pode ser algum golpe novo.

— «Se isso for golpe, é um golpe bem burro, viu.»

Que grosseria. Mas, bom, entendo o sentimento. Eu mesmo, falando isso, acho que "parece mentira" também.

Método pra fazer acreditar, hein…

Os Phrase seriam justamente a prova, mas, felizmente ou infelizmente, este mundo não sofreu tanto dano de Phrase assim. Ainda não é material suficiente pra fazer acreditar. Pode acabar sendo achado que é nova espécie de fera mágica, e ficar por isso mesmo.

Por ora, se bastasse fazer essa engenheira de golem acreditar, seria melhor forçar levar ela pro mundo real?

Ah.

— Então, vou te mostrar algo que definitivamente não existe neste mundo.

— Algo que definitivamente não existe?

Diante da engenheira Elka, inclinando a cabeça, abro [Storage] e faço aparecer a Reginleif, guardada ali. Com um estrondo, "zushin", minha máquina pousa os pés no chão.

— Fuoaaaaaaaaaaaaaaaah!?

— «Fuoooooooooooooh!?»

Diante do gigante de armadura de cristal surgindo à frente, um humano e um lobo arregalam os olhos, abrem a boca bem grande, e ficam paralisados, olhando pra cima.

— Isso é o Frame Gear. Máquina de guerra criada pra proteger o mundo dos Phrase… invasores de outro mundo.

— Frame Gear…? Não é golem?

— Diferente. Diferente de golem, o Frame Gear não tem vontade própria. É veículo que a pessoa pilota e move.

— «Veículo sem vontade própria, é. Entendi, de fato, isso não é golem mesmo. Digamos, é tipo arma, tipo ferramenta.»

— Claro, não é só ferramenta comum, é tipo parceiro, existência querida também. Nesse ponto, acho que tem parte em comum com golem.

Fazendo também como demonstração, entro na Reginleif, voo pelo céu e faço alguns movimentos simples. Empolgado, acabei até mostrando a espada voadora.

Confirmando o solo pelo monitor da Reginleif, lá estavam de novo um humano e um lobo, olhando pra cima, paralisados. Parece que consegui surpreender direitinho.

Pousando no chão e saindo da Reginleif, a engenheira Elka vem correndo até mim, a toda velocidade.

— Isso, me dá!

— Não vou.

Diante do corte seco, "zuba!", a engenheira Elka desmorona com cara de fim do mundo. Óbvio que não vou dar tão fácil assim.

Ficou reclamando um tempo, tipo criança pedindo brinquedo, mas o Fenrir morde a bunda dela, e, de algum jeito, ela recupera a calma. Mesmo assim, continuava murmurando alguma coisa.

Por ora, guardo a Reginleif de volta no [Storage], e, já que parece ter finalmente acreditado, entro no assunto principal.

Se o mutante — o monstro dourado — aparecer em massa neste mundo, será que existe meio de resistir?

— Se vários golems poderosos enfrentarem juntos, dá pra derrotar, mas parece bem difícil. Golem também tem de tudo, de excelente a péssimo, tem até uns sem capacidade de combate nenhuma.

Bom, faz sentido. O Canivas, da loja do Senhor Sancho, deve ser golem pra transporte. Dá pra ver de cara que não é feito pra combate. Acho que as três Étoile também não são pra isso.

— «Mestre, e se for golem militar? Nesse caso, em quantidade, não devemos perder.»

— Em quantidade, sim. Mas, neste caso, se a qualidade cair, não adianta de nada, né? Se não conseguir derrotar, não faz diferença.

— Golem militar?

Interrompo sem querer, diante de uma palavra desconhecida.

— Golem, basicamente, é um pra uma pessoa. Isso é por medo do bloqueio de sincronização que acontece ao operar vários golems simultaneamente, mas o golem militar… chamado de "unidade militar", não tem esse problema. Ou seja, consegue operar livremente vários golems com uma pessoa só.

O golem militar, chamado "unidade militar", parece que consegue funcionar tipo um pelotão, através de um golem-líder chamado "sargento militar".

Ou seja, quem faz contrato é só com o sargento militar, e, sob comando dele, existem várias unidades militares subordinadas.

Entendi, assim, sem gerar bloqueio de sincronização, dá pra operar bastante golem com uma pessoa só. Mas…

— Unidade militar é toda de fábrica. Ou seja, não tem habilidade especial. E ainda mais, a quantidade que dá pra operar é limitada por pessoa. Média de uns cinco por pessoa deve ser o máximo. E ainda tem o ponto fraco de que, se o sargento militar contratado for derrotado, as unidades subordinadas também param de funcionar.

— Quer dizer… o quê?

— Que talvez seja melhor um golem só, com habilidade. Depende da situação, mas.

Hmm. Ou seja, o quê? Operar um golem forte, poder 10, ou operar cinco golems poder 2?

De fato, depende da situação, mas…

— Mas eu fiz contrato com três golems de máquina antiga, viu? Bloqueio de sincronização, nada disso aconteceu.

— Máquina antiga? …Por acaso, não é série?

— Ah, era a série "Étoile", três unidades.

— Reunir série completa de máquina antiga é coisa difícil, viu? A maioria são golems sem fabricante conhecido. De fato, talvez não gere bloqueio de sincronização, mas não é realista.

Ah, é verdade. Aquelas três não funcionavam, por isso ficaram encalhadas sem vender. Senão, máquina antiga vende rápido demais.

— Como conclusão, se o tal mutante que você fala aparecer em massa, este mundo praticamente não tem meio de resistir. É isso.

Como eu imaginava, hein. Por mais poderoso que "Coroa" seja, deve ter limite de quantidade, e precisa de "preço" também.

Fora isso, com máquina antiga, se for mutante inferior ainda dá pra dar um jeito, mas médio, muito menos superior, deve ser impossível.

Não tem jeito, só resta mesmo deixar Frame Gear estacionado permanentemente neste mundo, e criar uma organização pra caçar mutante.

No pior caso, só vai restar depender do pessoal da "Gato Vermelho", a Nia e o pessoal, hein, isso…

— Certo, tem uma coisa que eu também queria perguntar… ou melhor, um pedido.

— Hã? O quê? Frame Gear eu não vou dar.

— Tch.

Não estala a língua.

— Pessoalmente, tenho interesse, mas isso fica pra depois. Agora há pouco, você disse que era rei de outro mundo, né?

— Bom, mais ou menos.

— Quer dizer que você tem vários outros desses Frame Gear, e tem poder pra usar livremente?

— Poder, ou melhor… de fato, tenho centenas deles, mas todos são posse pessoal minha. Mais ninguém tem.

Ah, não, dei o Cavaleiro Dragão pro Ende, né.

Basicamente, Frame Gear não é posse de Brunhild, e sim posse pessoal minha. Não usei nem um centavo do dinheiro do país pra custo de produção ou desenvolvimento. Uso tudo através do Olba-san, dinheiro que ganhei com bey blade, equipamento de beisebol, e várias outras coisas.

— O pedido é: existe um país pequeno, com quem eu era próxima, a noroeste daqui, e queria que você emprestasse força pra esse país.

— Emprestar força?

— Atualmente, esse país está sendo invadido pelo país vizinho, numa situação difícil. Será que dá pra fazer essa invasão parar?

O nome do país pequeno é "Primula". O país que está tentando invadir é o "Sacro Império de Toriharan". Hmm, vamos ver, busca…

Projeto o mapa no ar pelo smartphone. Como está invertido, é meio difícil de entender, mas, falando no mundo real, "Primula" seria parte de Zenoas… e quem está invadindo seria Eurono, né…

Ilustração do capítulo 319

…Que isso, hein. Será que, tanto no mundo real quanto no sombrio, gente que vive nessa mesma região faz coisa parecida mesmo? Eurono também tava provocando guerra contra Hanok.

— Aliás, esse "Sacro Império de Toriharan", que tipo de país é?

— É um país com autoritarismo rigoroso, sistema imperial, mas o imperador é só figura decorativa. O órgão máximo do poder nacional é o Senado. Essa invasão também foi decisão do Senado.

Até o conteúdo do país é parecido com Eurono. Império Celestial e Sacro Império.

— «O Sacro Império de Toriharan é país que possui os "军機兵" mencionados agora há pouco. Em número de golem militar mantido, dizem que só perde pro Império de Gardio e pro país técnico-mágico de Eisengard.»

— Mesmo assim, país que adota "unidade militar" é raro, fora esses três, praticamente não tem.

Ué, então já é o último lugar, hein. Bom, deve significar que sistema de parceria com golem é o normal mesmo.

Mesmo assim, intervir em guerra, hein… pela experiência até agora, nunca dá em nada bom. Nesse mundo, não precisar considerar posição política própria ajuda, mas.

— Sinceramente falando, sem entender o contexto, não dá pra ajudar assim, sem pensar. Até parar a guerra, tudo bem, mas, sem ouvir a história primeiro, não dá pra dizer nada.

— Tá tudo bem assim. Depois de encontrar o Rei de Primula e ouvir a história. Só que não dá pra ficar com muita calma, viu. Já parece que na fronteira a Ordem de Cavaleiros de Primula e o exército do Sacro Império já começaram combate.

Isso preciso me apressar. Quero evitar aumento de vítimas por causa de demora, mesmo que este não seja meu mundo.

— Então, vamos com pressa. [Levitação]!

— Nya-a!?

— «Ooou!?»

Levanto do chão, com magia de levitação, um humano e um lobo.

— Vamos voar pelo céu, então fica parado assim. Não tem perigo, mas talvez dê medo, então melhor fechar os olhos.

— «"Voar!? Espe…"»

Sem dar chance de argumentar, levo a engenheira Elka e o pessoal, decolando de uma vez com [Fly] pra uns milhares de metros de altitude.

Pela localização, daqui, deve chegar em poucos minutos.

— «"Fungguuuuuuuuuh!?"»

Antes de acelerar em direção ao Reino de Primula, olho os passageiros flutuando, e, por algum motivo, pareciam estar sofrendo. Ah, esqueci de fazer barreira pro lado deles.

Como dá trabalho, ativo [Prison], formando uma jaula ao redor delas, protegendo de vento, impacto, e várias outras coisas. Deixo a concentração de oxigênio igual à do solo também.

Certo, com isso, tá tudo bem mesmo aumentando a velocidade de uma vez.

Dentro do [Prison], a engenheira Elka parece estar reclamando de algo, mas ouço a queixa depois.

Voando a toda velocidade, não deve levar nem cinco minutos até o Reino de Primula.

Deixando pra trás uma onda de choque que ultrapassa a velocidade do som, partimos rumo ao Reino de Primula.


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