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Isekai wa Smartphone to Tomo ni – Capítulo 324

Mel e Ende, e o Reencontro

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Capítulo 324 – Mel e Ende, e o Reencontro

A guerra entre o Reino de Primula e o Sacro Império de Toriharan terminou com a assinatura do tratado de paz entre os dois países.

Daqui em diante, é problema dos dois países, então, basicamente, não vou mais interferir. Claro, devolvi a Princesa Ristis são e salva pro Sacro Império direitinho.

Do lado do Sacro Império, mesmo tendo alguma resistência, o Senado foi dissolvido, e a maioria dos senadores foi presa, perdendo posição de nobreza e patrimônio.

Incluindo o presidente, algum tipo de punição deve recair sobre os senadores, mas, sinceramente, não tenho interesse nisso.

Recebendo agradecimento dos dois países, e conseguindo contato com pessoas de poder deste mundo, dá pra dizer que consegui atingir o objetivo inicial.

Bom, isso não resolveu de forma fundamental o problema de quando o mutante atacar, mas.

Por ora, decidi encerrar por aqui, e, quando ia voltar pro mundo real, surgiu um problema.

— Já disse! Me leva juntoo!

— Éé…

A engenheira Elka começou a insistir pra levar ela pro mundo real. Por favor, para de se agarrar na minha perna. O olhar do pessoal de Primula ao redor tá doendo!

— Touya-kun, o conhecimento dela deve ser útil pra gente de vários jeitos. Tem coisa que quero pedir ajuda também, acho bom levar ela, né?

— Regina-chan, falou tudo!

Bishii!, apontando pra Doutora, a engenheira Elka. Não, talvez seja mesmo, mas sinto que vai aumentar o incômodo… com certeza tem algum problema de personalidade essa pessoa.

Se o Fenrir vier junto também, talvez dê pra ficar mais tranquilo, mas.

— Levar pra "Babylon", basicamente, né?

— No plano terreno, existe risco de vazar informação sigilosa. De qualquer forma, ela vai acabar trancada no "Laboratório" ou na "Oficina" mesmo.

Hmm… se essa pessoa cooperar e ajudar a fazer golem poderoso e melhorar o Frame Gear, de fato deve ser útil pras batalhas futuras.

— Bom, se a Doutora diz isso…

— Uhuuu! Vou pra outro mundo! Consegui, hein, Fenrir!

Segurando a pata dianteira do Fenrir, levantando ele, a engenheira Elka começa a dançar em círculo, "guru guru", e sinto uma ponta de insegurança, mas, bom, deve dar tudo certo.

— Outro mundo, hein… Touya-dono, será que um dia também me leva? Pro mundo do meu ancestral.

— Eventualmente, com certeza. Vou apresentar você a uma pessoa que tem o mesmo sobrenome Pareliusu. Uma senhora bem bonita, viu?

— Isso, sim, tenho que ver.

Rindo, o Rei de Primula e eu trocamos aperto de mão. Prometo voltar mais vezes, e aviso pra procurar o dragão prateado da Ilha Draclif se acontecer algo.

Por precaução, já ordenei aos dragões de lá que, a menos que sejam atacados, não ataquem humanos. Não falam língua humana, mas muitos conseguem entender, então, se disser meu nome e o propósito, devem intermediar até o Byakugin.

— Então, até mais.

— Sim. Realmente agradeço muito pela ajuda dessa vez. Obrigado.

Escutando a voz do rei, nós três e um lobo usamos [Teletransporte Interdimensional] de uma vez, teletransportando pro mundo real, pro Jardim Suspenso da Babylon.

Ali, peço pra engenheira Elka esperar um pouco, e vou buscar a Yumina lá embaixo. Bom, acho que tá tudo bem, mas, por precaução mesmo, tá?

Com o olho mágico da Yumina, confirmando que a engenheira Elka não tem má intenção nenhuma, peço à Doutora pra guiar ela pela Babylon. Olhando ao redor curiosa, "kyoro kyoro", fazendo várias perguntas à Doutora ao lado, o pessoal, dois humanos e um lobo, se afasta.

— Touya-san. Não me diga que essa pessoa é a décima…

— Não é! Só vim receber ela como equipe técnica!

— Entendi.

A Yumina sorri suavemente. Por um instante, senti uma pressão intimidadora tremenda… não, sinceramente, já não pretendo aumentar mais mesmo.

Mesmo assim, não entendo essa lógica de aceitar "amante", mas não pretendo aumentar isso também.

Segundo a Yumina e o pessoal, todas as pessoas com nome "Babylon", incluindo a Doutora, já são consideradas posição de "amante" mesmo. Será isso? Será que é porque não nasce filho, então tá tudo bem?

— Ah, é verdade. Encontrei o Ende naquele mundo. Aquele idiota tinha perdido a memória e sofrido lavagem cerebral.

— O Ende-san? E, o que você fez?

— Hã? Conforme prometido, dei uma surra e trouxe ele.

Tiro do bolso o [Prison] do tamanho de dado, com o Ende preso, e jogo na grama do jardim.

— Liberação.

Diante da minha palavra, o [Prison] se estilhaça, e o Ende desabado aparece ali.

De repente, esse Ende salta de pé e estende a mão em direção à Yumina, tentando agarrar.

— Gaah!

— Kya…!

Q… esse desgraçado…! Seguro a mão do Ende estendida em direção à Yumina, puxo, e disparo, com toda força, um ippon seoi nage (jogada de ombro). No idiota que bate as costas com força, aplico [Paralyze] em cima.

— Guhah!

Solto a mão do Ende, agora mole, sem se mexer.

— Então ele tava consciente. Isso é o ponto fraco do [Prison], viu.

Como o tempo flui normal dentro, ele deve ter recuperado a consciência ali dentro. E talvez estivesse esperando a chance de escapar.

Mas esse desgraçado, atacar a Yumina assim. Vou bater mais dois, três golpes.

— Parecia meio confuso mentalmente.

— Aah, bom, deve ser isso. A memória dele deve estar toda bagunçada. Por ora, vou levar até a Mel e desenterrar a memória dele.

Ser atacado toda hora também dá trabalho, afinal.

Com [Levitação], levanto o Ende e vou até a "Muralha" da Babylon.

Chegando ao quarto onde a Mel está confinada, deposito o Ende, todo maltratado.

— Endimyon!?

O "Rei" dos Phrase, Mel, que até então parecia sem vida, corre apressada e levanta o Ende, abraçando ele.

— Que horror… quem fez isso…!

— Aah… quem fez fui eu, mas, ei, espera! Não olha assim pra mim! Vou explicar! Esse aqui parece ter perdido a memória, e me atacou. Por isso, apliquei procedimento pra ele não conseguir se mexer. Legítima defesa.

Diante do olhar acusador dela, com lágrimas nos olhos, explico apressado que não teve jeito. Não posso negar que foi um pouco de defesa excessiva, admito.

— Perdeu a memória…?

— Parece que ele quase morreu. Isso deve ter causado a amnésia, e, nesse estado, algum desgraçado gravou memória estranha nele, então ele me reconheceu como inimigo. Aliás, parece que lembrava de você, ao menos um pouco.

— …Entendi. Então, vou tratar imediatamente.

— Hã?

Deixando de lado a exclamação que solto sem querer, dos dedos das duas mãos da Mel, tentáculos de cristal começam a brotar com um som seco, "paki paki". Feito cordão de vidro, dez tentáculos se estendem e se fixam em várias partes da cabeça do Ende.

— Vou despertar a memória do Endimyon. Talvez incomode um pouco os ouvidos, então tome cuidado.

Assim que fala isso, das duas mãos da Mel, um som agudo começa a ressoar. Incapaz de aguentar esse som, tipo zumbido no ouvido multiplicado dezenas de vezes, eu e a Yumina recuamos pra fora do [Prison], bloqueando o som.

— Ela disse que ia tratar, mas…

— Talvez tenha habilidade parecida com meu [Recall]. Provavelmente, deve estar interferindo na mente do Ende, tentando despertar a memória dele.

Vagamente, dá impressão de que o cérebro dele foi colocado num micro-ondas. …Espero que não exploda.

Eventualmente, a Mel dentro do [Prison] se vira, olhando pra nós com olhar confuso. Hã? O que aconteceu?

Quando entramos de novo dentro do [Prison], a Mel, apressada, fala conosco.

— Ah, acho que voltou ao normal, mas, só movendo o olho é a única reação…

No colo da Mel, confusa, o Ende lança olhar acusador na minha direção.

— Ah, [Paralyze], né.

Esqueci. Faz sentido não conseguir se mexer.

Aproximando-me do Ende, aplico [Recovery]. Por precaução, mantenho pronto pra ativar [Paralyze] de novo, caso ele se descontrole outra vez.

Eventualmente, o Ende estende a mão devagar até a bochecha da Mel, acariciando gentilmente, sorrindo.

— …Oi, Mel. Quanto tempo.

— Endimyon…!

A Mel abraça o Ende. Parece que deu certo.

— Parece que a memória voltou, hein.

— Graças a você. Lembro bem até do período que perdi a memória. …Você me bateu bastante, hein, Touya.

— Isso foi culpa sua. Responsabilidade própria.

Se ele já consegue falar sarcasmo assim, deve estar tudo bem. Penso isso vendo o Ende, franzindo a testa por cima do ombro da Mel, que continua abraçada nele.

— Aliás, por que a Mel tá num lugar desses? Você que sequestrou ela?

— Não fala "sequestrou", isso soa péssimo. É mais como proteção. Tô evitando que os Phrase venham se aglomerar. Aqui dentro, várias coisas ficam isoladas, então é totalmente seguro.

Sequestrador aqui também, francamente. Diante do olhar afiado do Ende por um instante, retruco com clareza que é diferente. Que fala injusta, hein.

Entre nós dois nos encarando, a Yumina se posiciona no meio, interpondo-se.

— Por ora, que tal o Ende-san e a Mel-san conversarem, um sobre o outro, sobre o passado e o futuro? Nós vamos sair da sala.

— Hã? Espe, Yumina?

Empurrada pelas costas com força pela Yumina, sou levado pra fora do [Prison], pro corredor, através da porta do quarto. O que é isso?

— Não pode, Touya-san. Namorados que ficaram separados se reencontraram depois de tanto tempo, né? Precisa ter mais consideração.

— …Ah, entendi.

A Yumina explica com um jeito meio de compaixão, meio de curiosidade. Foi mal por ser tão lerdo assim.

Bom, entendo o sentimento também.

— "Quem atrapalha o romance alheio, que morra chutado por cavalo", né?

— O que é isso?

— É um ditado do meu mundo. Significa que atrapalhar o romance dos outros é coisa tão sem-graça que quem faz isso merece morrer chutado por cavalo.

Mesmo já não sendo do tipo que morre com chute de cavalo, não é que eu queira ser chutado de propósito. Tenho montanha de perguntas pro Ende, mas, aqui, vou dar o crédito à Yumina.

De qualquer forma, não tem como escapar daquele [Prison]. E já confisquei o artefato divino também.

Nós dois, juntos, nos afastamos andando de onde o Ende e o pessoal estavam.


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