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Isekai wa Smartphone to Tomo ni – Capítulo 340

O Treino de Combate Real e o Desejo

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Capítulo 340 – O Treino de Combate Real e o Desejo

— Deixa eu me apresentar de novo! Sou o Mochizuki Bury, tio do Touya! Prazer!

O deus da guerra… ou melhor, o tio Bury, com saudação cheia de vigor, deixa boquiaberto o pessoal reunido de Brunhild.

Pela idade, poderia até ser irmão, mas tanto a irmã Karen quanto a irmã Moroha, tipo "não queremos um irmão tão intenso assim", forçaram a virar tio. Ou seja, virou irmão mais novo do deus da agricultura, o tio Kōsuke.

— Espera aí, Touya… isso de ser seu "tio" significa "aquilo mesmo", né?

A Elsie, ao lado, cochicha baixinho comigo.

— Ah, sim, isso… deus da guerra, parece. Deus da arte marcial e combate. Especialista em técnica desarmada…

E, começando a explicar, olho pros olhos brilhando da Elsie, e me arrependo, "droga", fechando a boca.

Mas já era tarde demais. A Elsie já foi apressada até onde o tio Bury está, trocando saudação rapidinho.

— Hmm. Essa manopla bem usada. Você também é lutadora?

— Sim. Sou a Elsie, noiva do Touya. Será que posso pedir uma orientação de combate?

— Fuhahahaha! Interessante! Se é noiva do sobrinho, é sobrinha também! Vou treinar meu discípulo agora, vem junto!

— Sim!

Uoh. A Yae e a Hilda já receberam bastante ensinamento da irmã Moroha, mas a Elsie é diferente, então só recebeu ensinamento de movimento corporal básico.

Claro que, aparecendo deus de arte marcial assim, ia dar nisso.

…Que bom pra você, Ende. Ganhou mais um colega.

— Treinar tudo bem, mas toma bastante cuidado, viu.

— Sei disso. Obrigada.

Com sorriso, a Elsie fecha o punho. Será que vai ficar tudo bem. Como a Elsie também está se tornando minha subordinada divina, acho que não se machuca fácil assim com qualquer coisa, mas.

— Certo! Então, vocês dois, primeiro, treino de técnica de punho que ergue aos céus, tipo dragão ascendendo! Vamos até a cachoeira agora mesmo!

— Sim!

— A, Sim…

Diferente da Elsie, respondendo animada, o Ende responde com rosto contraído. Será que ele vai ficar bem, esse aí.

Quando o tio Bury põe a mão no ombro dos dois, num instante os três desaparecem do local. Será que teletransportaram pra alguma cachoeira? Mesmo materializado, ele consegue fazer de tudo mesmo.

— Sinceramente… achava que já tinha me acostumado bastante, mas os parentes de Vossa Majestade têm gente absurda mesmo, hein…

O primeiro-ministro Kōsaka-san comenta isso porque, agora há pouco, na frente do pessoal da Ordem de Cavaleiros observando, aconteceu um duelo entre o tio Bury e a irmã Moroha.

É difícil descrever esse combate em palavras. Troca de técnica contra técnica absurda. Provavelmente só nós, gente da estirpe divina, incluindo eu, conseguimos acompanhar bem com os olhos o que estava acontecendo.

O confronto foi interrompido por julgamento de que continuar causaria dano ao entorno, com mediação da deusa da caça, a irmã Karina.

Mas, francamente, só com manopla equipada nas duas mãos, conseguir lidar com a espada da irmã Moroha assim… mesmo sendo espada de treino, sem fio, é impressionante mesmo, esperado de deus da guerra.

— Será que minha irmã tá bem…

A Lindsey solta uma voz preocupada com a irmã que desapareceu. A irmã Karen bate levemente no ombro dela, sorrindo.

— Tá tudo bem, viu. Aquele lá é fanático em treino, mas, nesse ponto, ele pensa direitinho sim. Não deve forçar demais a Elsie-chan.

— E também, ele é gentil com garota. Nesse ponto, é rigoroso com homem, então, ao contrário, me preocupo mais com quem foi junto com ela.

Continuando a fala da irmã Karen, a irmã Moroha fala isso. Ende… volta vivo, viu…

— Aah, queria comer sushi, hein…

— "Osushi"?

A Yumina, levantando o rosto do livro que lia, pergunta. Ah, falei em voz alta, hein.

Navegando na internet pelo smartphone, acabei vendo o site de uma rede famosa de sushi, e falei sem querer em voz alta. Estava relaxando tranquilo no castelo faz tempo, então minha guarda estava baixa também.

— O que é "osushi"?

— Olha, é isso.

Mostro à Yumina a foto na tela do smartphone. Ali, tinham vários sushis coloridos alinhados.

— Bonito. Isso é algum tipo de carne?

— Quase todo mundo é carne de peixe. Coloca em cima de arroz temperado com vinagre e come junto. É comida representativa do país de onde vim. Às vezes come em ocasião de celebração também.

Aliás, será que Ishen não tem sushi? Nunca vi, hein. Nem wasabi já vi lá. Sushi nigiri já existia na era Edo, né. Sendo chamado até "sushi estilo Edo". Hmm, entre início e fim de Edo deve ter bastante diferença… ou melhor, isso é outro mundo, francamente.

Testando pesquisar um pouco, parece que sushi nigiri foi criado no período Bunsei. Bunsei, que ano é isso mesmo… 1818-1830. De fato, fim de Edo mesmo.

Faz sentido não ter sushi nigiri em Ishen, que até pouco tempo estava em período Sengoku. Talvez tenha "narezushi"…

Enquanto pensava nisso olhando o smartphone, de repente a tela muda, vibrando com aviso de ligação.

Na tela, aparece "Chamada de Shiruetto – Salão da Luz da Lua".

Da Shiruetto-san, do mundo sombrio? Não me diga…!

— Alô, sim. Aqui é o Touya.

— «Ah, conectou. Teve reação, viu. Do tal mutante.»

— !? Horário, quantidade, classe?

— «Horário, aproximadamente daqui a seis horas, quantidade uns cem. A maioria parece reação pequena, mas parece ter umas três reações um pouco maiores.»

Chegou mesmo, hein. Três médios, e cem inferiores… Com Frame Gear, não é quantidade tão grande assim. Mas, pra corpo comum enfrentar, deve precisar de cinco vezes mais que isso. E, além disso, médio deve ser difícil sem golem poderoso.

Perfeito. Que tal servir de treino de combate real pros novos pilotos de lá?

Peço à Shiruetto-san pra enviar por e-mail o local de surgimento, e depois ligo, não pra Nia do "Gato Vermelho"… pra garantir que o conteúdo chegue certinho, melhor ligar pro Esto-san mesmo, pedindo cooperação. Já emprestei Unidade de Frame pro pessoal do "Gato Vermelho", afinal. Já deve ter algumas pessoas que já conseguem pilotar.

— «Quantas pessoas são necessárias?»

— Dessa vez, três médios e o resto tudo inferior, quantidade não é tão grande assim, então dez pessoas já bastam. O objetivo é extermínio, mas outro objetivo também é acostumar com combate de Frame Gear.

Recebo a confirmação do Esto-san e desligo. Levantando o rosto, encontro o olhar da Yumina.

— Surgiu mutante?

— No mundo sombrio. Não é quantidade tão grande assim, então pensei em servir de treino pra Nia e o pessoal.

— Também vou. Não sei o que pode acontecer.

— Obrigado. Ajuda muito.

Dizendo isso, a Yumina vai chamar alguém. Achando que não precisa levar todo mundo em fila, será que vai trazer a Lu, penso, mas ela traz a Leen. Claro, a ursinha Poala também vem junto.

— Dessa vez, nós somos apoio, e achei melhor ter alguém com recurso de longo alcance. E também, a Lu-san parecia ocupada na cozinha.

— Eu tô livre agora, tudo bem.

Feito "deixa comigo!", a Poala bate no peito. Não, o sentimento agradece, mas você não faz sentido nenhum.

— A Kurenai também vem. Lá, talvez peça emprestado o "olho" dos subordinados.

— «Como desejar.»

A Kurenai, parada no corrimão da varanda, voa, "basabasa", pousando no meu ombro. No mundo sombrio, tenho subordinados da Kurenai espalhados pelo mundo todo. Emprestando o "olho" deles e teletransportando com [Gate] é mais prático.

Guardo os Frame Gears do "Hangar" da Babylon no [Storage], deixando tudo preparado.

— Certo, vamos.

Puxando a Yumina e a Leen, que segura a Poala, atravesso a barreira dos mundos de uma vez com [Teleporte Interdimensional].

Num instante, chegamos na fortaleza abandonada, base do "Gato Vermelho", da Nia e o pessoal. Aliás, a barreira anti-invasão dessa fortaleza está reforçada, comparado à primeira vez. Tinha um artefato mágico adequado no "Depósito", então usei.

— Ora, não é o Touya-san? Líder, o Touya-san chegouuu!

A Yuni, garota de rabo de cavalo, percebe rapidamente que aparecemos no pátio, e vai chamar a própria chefe.

A Yumina já veio antes também, mas a Leen, visitando pela primeira vez, observa curiosa a fortaleza abandonada coberta de hera. A Poala, correndo de um lado pro outro aos pés da Leen, "choko machoko ma", chama bastante atenção.

O pessoal do "Gato Vermelho" ao redor lança na Poala olhar tipo "que negócio é esse?", como observando animal raro (bom, animal raro é o que ela é mesmo).

Sendo melhor deixar quieto, a Poala acena de volta, e o pessoal de lá também, com sorriso meio forçado, acena de volta.

— Ora, chegou! Ei, tem cara que não conheço aí?

Saindo da tenda no fundo, a Nia inclina a cabeça vendo a Leen, balançando os dois rabos de cavalo vermelhos. O Rouge, "Coroa" do vermelho, também aparece atrás da Nia.

— Sou a Leen. Uma das noivas dessa pessoa aqui. Prazer.

— Ah, mais uma esposa do Touya, hein. Hee…

A Nia observa a Leen fixamente, depois vira o olhar pra Yumina ao lado. Depois disso, de repente, direciona a mim um olhar indescritível.

— Ei, Touya… você tem esse tipo de gosto, é?

— Espera aí, que tipo de gosto é isso.

Faço questão de interromper a fala imprópria da Nia. Não me diga que ela tá entendendo errado alguma coisa, ei!

— Éé, ora, aquela Lu de outro dia também era bem mais nova, né.

— Escuta aqui! Mesmo parecendo assim, a Leen é mais velha que eu, viu! Mal entendido, ai, ai, ai, ai!

— Não vaza tanto informação pessoal assim, querido?

Beliscado no braço pela Leen, salto sem querer. Doeu! Parecia não se importar tanto com idade, mas em horas assim, se importa mesmo, hein!

De fato, só pela aparência, a Leen não difere da Lu e da Yumina. Faz sentido a Nia pensar isso? Não, não, melhor desfazer o mal-entendido o quanto antes.

— Sou de uma raça chamada Fada, sabe. Tenho vida longa.

— Ah é. Achei que fosse igual aquele do "preto".

— Hn? "Preto", não me diga que é a Norun? Irmã da engenheira Elka?

Interrompo diante da fala da Nia. "Vermelho" e "preto". Aliás, antes, a Yuri mencionou algo tipo elas serem rivais…

— Que isso, então já conhece ela, hein.

— Conheço sim, ela veio até nosso mundo perseguindo a engenheira Elka. Agora tá na cidade abaixo do meu castelo.

— O quê! Ela foi pro seu mundo!? Injusto! Me leva também!

— Éé…

De novo, ela fala algo incômodo. Socorro, Esto-san!

— De novo falando bobagem. Já falei tantas vezes, pense antes de falar.

— Aitt! Ai! Dói! Ai!

Não que meu grito interno tenha sido ouvido, mas, aparecendo atrás da Nia, o Esto-san dá um golpe de karatê rítmico na cabeça de rabo de cavalo vermelho.

— Boa tarde, Esto-san. Como tá a preparação?

— Conforme combinado, temos dez pessoas prontas. Dessa vez, a Nia, eu, e a Yuni vamos junto. A Yuri e o Rouge ficam aqui de prontidão.

Ignorando a Nia, curvada segurando a cabeça, o Esto-san e eu conversamos sobre o que vem a seguir.

A Poala se aproxima da Nia, inclinando a cabeça, tipo "tá bem?".

— …Ei, o que é esse bicho de pelúcia? É golem?

— Essa é a Poala. Bom, golem feito com magia, digamos.

Feito "iê!", a Poala levanta a mão pra Nia. A Nia levanta ela com firmeza, olhando de lado, virando de cabeça pra baixo, mexendo por todo lado. Para, chega!, a Poala se debate.

— Que bem feito, hein. Parece bicho de verdade mesmo.

— Levou 200 anos pra fazer assim.

— 200 anos!?

Aproveitando o momento de surpresa da Nia, a Poala escapa da mão dela. Correndo, "tetetete", até a Leen, se agarra na perna dela. Não assusta ela assim.

Abro a boca de novo com o Esto-san.

— Ainda temos tempo, mas melhor irmos pra lá primeiro. Tem certa variação no surgimento. Não deve ser tão grande a diferença, mas.

Tem motivo pra falar isso. Na verdade, o ponto de surgimento desta vez é no "país técnico-mágico de Eisengard" do mundo sombrio (no mundo real, seria pela região do Reino de Cavaleiros de Lestia), e fica perto da cidade de Jīne, ao norte deste país.

Se, por acaso, o mutante surgir mais cedo, existe possibilidade dessa cidade ser atacada.

Os Phrase atacavam humano pra buscar o núcleo do "Rei". Mas os mutantes devoram a alma humana, virando esqueleto de cristal quem é devorado.

Não, gerar esqueleto de cristal é só subproduto, provavelmente o deus maligno converte a alma devorada em energia pra chocar.

Feito abelha operária coletando pólen de flor diligentemente…

— Todo mundo tá reunido!

Diante da fala da Yuni, viro pra ver, e ali estavam oito homens e mulheres, incluindo ela. Somando a Nia e o Esto-san, dez pessoas.

Idade e aparência variadas, o que têm em comum é enrolar bandana vermelha em algum lugar, cabeça, braço, pescoço. Na maioria, já vi antes aqui ou no esconderijo subterrâneo da capital sagrada Aren.

Mas tem três pessoas que nunca vi, chamativas.

Homem de uns trinta anos, com bigode, tipo militar, com um olho só. Mulher de uns vinte anos, pele bronzeada, cabelo preto longo, estilo indiano. E, do mesmo jeito, jovem de uns vinte anos, magro, olhos estreitos.

Entre eles, o homem de um olho só levanta levemente a mão e dá um passo à frente.

— Desculpa, mas quero perguntar uma coisa. Ouvi que você consegue descobrir onde está uma pessoa deste mundo, com magia de busca. É verdade?

O homem, de rosto à primeira vista feroz, me encara com olhar sério. Olhando bem, atrás dele, a mulher estilo indiano, e o jovem de olhos estreitos, também me encaravam com olhar parecido.

Não sei a intenção, mas achei que devia responder à altura dessa seriedade.

— Não é garantido descobrir sempre. Primeiro, pra buscar, preciso de retrato ou foto que mostre a aparência dessa pessoa, ou memória de alguém que a conhece. Além disso, se tiver barreira mágica ou algo assim no local onde essa pessoa está, isso atrapalha. Neste mundo, esse tipo de coisa não é tão comum, então acho que essa possibilidade é baixa.

— …Entendi. Ficou claro. Então, depois, será possível pedir pra procurar uma pessoa? Vou pagar o quanto puder de gratificação. Isso é um desejo pessoal nosso.

Sem querer, viro o olhar pra Nia e o Esto-san, e os dois assentem levemente. Parece que tá tudo bem aceitar.

— Sem problema. Contanto que não esteja ligado a crime.

— Isso não tem problema. Agradeço.

Os três se entreolham, assentem levemente, e recuam em silêncio. Será que tem alguém que querem procurar?

Por ora, pedindo emprestado o "olho" dos subordinados da Kurenai, abro [Gate] pra planície perto da cidade de Jīne.

Atravessando [Gate], eu, a Yumina, a Leen, a Poala e a Kurenai, e os dez do "Gato Vermelho", teletransportamos pra planície.

Essa planície ampla fica um pouco afastada da estrada principal. Aqui, mesmo se bagunçar um pouco, não deve ter problema. Dá pra ver a cidade bem ao longe, aquela deve ser a cidade de Jīne.

Faço aparecer na planície, do [Storage], dez Cavaleiros Pesados, e mais a Brunnhild da Yumina e o Grimgerde da Leen, totalizando doze máquinas.

— Uoo! Incrível!

Alguns da Nia e o pessoal, animados, já começam a entrar nos Cavaleiros Pesados.

Ei, ei, normalmente devia fazer agachar via operação externa antes de entrar… vão subir assim direto? Fazer agachar agora seria perigoso pelo contrário.

Até o mutante aparecer, melhor deixar eles se moverem um pouco, pra se acostumar com operação real. Provavelmente vai ficar tudo bem, mas melhor se acostumar mesmo que seja pouco.

— Será que vocês duas conseguem instruir todo mundo?

— Sim. Deixa comigo.

— Isso é moleza.

A Yumina e a Leen também entram nas próprias máquinas queridas, ativando o Frame Gear prateado e preto.

— Kurenai, conto com você pra vigiar do céu.

— «Como desejar.»

Certo, então vou montar a tenda de espera. Provavelmente vou precisar vigiar por umas seis a dez horas daqui pra frente. Melhor preparar comida também.

Aah, queria comer sushi.


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