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Isekai wa Smartphone to Tomo ni – Capítulo 343

O Resultado do Exame e o Retrato do Futuro

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Capítulo 343 – O Resultado do Exame e o Retrato do Futuro

— Concluindo, essa criança não é filho biológico desse casal aí, não.

A Flora, do "Prédio de Alquimia", declara com clareza o resultado do exame. Como sempre, os dois grandes pêssegos aquosos empurram o uniforme de enfermeira quase estourando. Sinceramente, é veneno pros olhos.

Talvez percebendo meu pensamento, tira do bolso do peito do uniforme de enfermeira o cabelo guardado num pequeno vidro. Aquilo deve ser o cabelo deixado do falecido rei do Reino de Reeve, entregue pelo Coronel. Cabelo deixado, na verdade, é o cabelo com raiz colocado justamente pra registro no golem, então, precisamente falando, não é bem "deixado", mas.

— Esse aqui é o cabelo do rei falecido, mas coincide com essa pessoa aqui. Não há dúvida de que esses dois são pai e filho.

— Aah, francamente…

Ouvindo esse resultado de exame, olho pra cima, pro teto. O teto branco do "Prédio de Alquimia" fere os olhos.

Ou seja, aquele filho do imperador de Gardio não é filho do casal imperial, e sim, sem dúvida, filho do rei do destruído Reino de Reeve.

Não faço ideia de como isso aconteceu. Nesse caso, o problema é se, afinal, o casal imperial de Gardio sabe desse fato.

Não, pelo menos a imperatriz, mãe, deve saber. Sendo filho que ela deu à luz, afinal. Hn? Não, será que não foi ela quem deu à luz?

Se for isso, será que só o imperador não sabe da verdade… isso também seria trágico, hein… pra bem ou pra mal, o Imperador de Gardio e o filho do imperador se parecem um pouco. Cor de cabelo igual, e, olhos, o imperador tem azul, mas a imperatriz tem castanho igual. Quem olhasse, ia achar que são pai e filho mesmo. E pareciam se dar bem também.

Se essa criança descobrisse que não é filho biológico…

O que fazer, francamente… isso começou a virar coisa turva, hein. Ah não, isso é pesado demais pra eu carregar sozinho!

— Então, quero ouvir a opinião de todo mundo.

À noite, reúno todo mundo no meu quarto e explico a situação. Hoje, a Sue também vai dormir aqui, e, vestindo pijama amarelo, senta de pernas cruzadas em cima da minha perna.

No meu quarto, tem, como sempre, uma cama desnecessariamente grande, cabendo até dez pessoas dormindo (tem outra separada pra dormir sozinho), e todo mundo, vestindo pijama combinando de cores diferentes, senta cada uma do seu jeito.

Só quando a Sue vem, dormimos todo mundo junto nessa cama. Sem perceber quando, já virou regra assim. Claro, não passei da conta com ninguém, viu. …Sendo covarde, afinal. Bom, isso deixa de lado.

— Hmm. Talvez a chave seja se o Imperador de Gardio sabe se essa criança é filho biológico dele ou não, né?

— Deve não saber. Parecem pai e filho bem próximos, afinal.

Cabelo solto, vestindo pijama lavanda, a Yae, sentada de pernas cruzadas, geme, e a Hilda, ao lado, de pijama laranja, responde.

— O que não entendo bem é por que o príncipe do Reino de Reeve virou filho do imperador de Gardio. Se isso ficar claro, acho que tudo se esclarece.

Com pijama verde-claro, a Lu, mão no rosto, pensa. Isso mesmo. O príncipe, que deveria ter escapado com a ama do reino em colapso, seguiu que rota até virar filho do imperador. Esse ponto deve ser a chave pra resolver todo o problema.

— Mais que isso, você vai contar a verdade pro Coronel e o pessoal, direito?

A Lindsey, vestindo pijama azul claro, dirige o olhar pra mim. Isso também, o que fazer, hein.

— Por ora, pretendo contar sim. Pra eles também, o bem-estar do príncipe era motivo de preocupação. Se ele está vivendo feliz no palácio imperial, talvez fiquem aliviados, ao menos.

— Mas, pro povo destruído de Reeve, deve ser história complicada, né. Virar filho do imperador do próprio país que destruiu o reino deles. Nem sabem se devem ficar felizes ou tristes, né?

Deitada na cama, vestindo pijama vermelho, a Elsie mastiga doce de feijão do prato de madeira. Ei, não come em cima da cama.

— Nesse caso, quem sabe mais a verdade deve ser a imperatriz, né. Vamos perguntar direto a ela?

— Não, mas, tipo, se, por exemplo, o filho que ela deu à luz foi trocado sem ela saber? A imperatriz talvez esteja criando essa criança achando que é filho biológico dela mesma, sem saber da verdade.

— …De fato, essa possibilidade existe também.

Diante da minha fala, a Leen, vestindo pijama preto, assente, "hmm". Ao lado, junto com a Kohaku e o pessoal, cinco bestas sagradas, a Poala também dormia deitada. Toda vez penso, será que boneco de pelúcia precisa dormir mesmo…

— Rei, magia de trevas. Magia de hipnose, dá pra descobrir perguntando.

— Magia de hipnose? Ah, é verdade, tinha esse recurso!

Diante da Sakura, deitada de pijama rosa, sugerindo isso, estalo os dedos sem querer. Com magia de hipnose, dá pra descobrir se ela sabe disso ou não.

Colocar em estado hipnótico e perguntar "o filho do imperador é seu filho biológico de verdade?". Se ela responder "sim", não sabe da verdade, e se responder "não", sabe do fato.

— Mas, Touya-san. Será necessário fazer tudo isso…? Pode soar frio dizer isso, mas o que te pediram foi só confirmar se o príncipe de Reeve está vivo e localizar onde ele está. Se contar isso só aos três, seja qual for a verdade, não seria melhor deixar o resto de lado?

A Yumina, de pijama branco, fala comigo meio hesitante. Sei disso. Um passo errado, e existe possibilidade de destruir uma família feliz. Que o melhor seria não tocar nisso.

Mas, e o Coronel e o pessoal, como fica? Se não souberem toda a verdade, acho que não vão conseguir se convencer de coração. Quero acreditar que os três vão ficar bem, mas, se outros remanescentes de Reeve souberem desse fato, não dá pra garantir que ninguém vai fazer algo precipitado.

Se ficar espalhando por aí "o filho do imperador de Gardio é o príncipe do Reino de Reeve", acho que ninguém vai acreditar. Mas, e se, por algum acaso, essa fala chegar aos ouvidos do próprio filho do imperador? Provavelmente não vai acreditar, mas deve deixar um pequeno nó no coração. Talvez sofra com fofoca maldosa de algum súdito sem coração. A relação entre pai e filho talvez fique estranha… não quero que isso aconteça.

Quero confirmar direito a verdade, e deixar até o Coronel e o pessoal se convencerem.

Ouvindo essa conversa, a Sue apoia a cabeça no meu peito.

— Que conversa difícil, hein.

— Né mesmo. Ficou entediante?

— Entendi que o Touya continua sendo bonzinho demais como sempre.

Essa aí é dura, hein. Mas sendo fato, faz sentido dizer isso mesmo.

— Mas é justamente por isso que o Touya que a gente conhece. E, se o Touya tá com problema, é nosso dever emprestar força. Não precisa se conter, viu? Estar junto assim já é divertido também.

A Sue segura minha mão e puxa até perto do próprio peito. Fico numa posição tipo abraçando a Sue por trás. Espe, Sue, isso é meio constrangedor, viu.

— Sue. Não pode monopolizar o rei.

— Oro?

Levantando devagar, a Sakura segura os dois lados da Sue e a separa de mim. E, sentando de frente pra mim, de pernas cruzadas, se abraça em mim, "gyuu!". Espe, Sakura! Isso também é constrangedor, viu!

— Aah! Sakura, isso é injusto! Eu também!

— Uoh?

Dessa vez, a Lu tira a Sakura de cima e se agarra em mim do mesmo jeito. Espe, se acalmem, vocês!

— Isso, preciso entrar na disputa também, Hilda-dono.

— Sim. Vamos lá. Yae-san.

— I, irmã, nós também.

— Éé!? A, é verdade! É verdade!

— Espe, espera aí!?

Fugindo pelo quarto, começa uma perseguição. Barulho e correria à meia-noite, se fosse apartamento ou condomínio, seria incômodo demais pros vizinhos.

No fim, a placagem da Elsie com [Boost] acerta em cheio, e, derrubado na cama, todo mundo cai em cima de mim uma atrás da outra. "Pesado!" nem consigo dizer isso, francamente. Isso é flag de morte.

E ainda por cima, várias coisas tocam em vários lugares! Do jeito que está, vai virar problema em vários sentidos, então escapo com [Teleporte]!

— Fuguru!? Pe, pesado!

— Pesado…!

A Yae e a Sakura, que estavam em cima de mim, viram base de suporte no lugar, gritando. Ah, foi mal.

— Vamos, vamos, não se anima demais só porque é noite de dormir junto. Vocês também vão virar uma das rainhas deste país, então aprendam um pouco de discrição.

Batendo palma levemente, "pan pan", a Leen repreende todo mundo. Que alívio. Como esperado da mais velha. Mesmo aparência sendo a mais jovem depois da Sue.

Graças à Leen, todo mundo se acalma de algum jeito, e começam a conversar sobre acontecimentos recentes. Basicamente, é conversa de garota, então não interfiro muito, mas presto atenção nas coisas que fico curioso. Quero conhecer bem todo mundo, afinal.

— Aliás, como tá indo o treino da Elsie? Desde então, continua sendo ensinada pelo tio Bury, né?

— Sim. Ele é incrível, o mestre! Outro dia, fomos até o sopé da cordilheira Merishia, e ele quebrou de um golpe só uma rocha gigante do tamanho de Frame Gear. Nós também estamos aprendendo lá o "Método do Ki de Combate".

— "Método do Ki de Combate"?

— Fundir energia mágica com uma parte do corpo, mudando a característica dela conforme a situação… acho que é isso? O "hakkei" que a Sonia-san, aventureira dragão-humana, usava, parece ser um exemplo disso. Se dominar, dá pra disparar tipo bola de fogo, uma massa de "ki". O mestre até derrubou dragão voador com isso.

O que ele tá fazendo, aquele deus da guerra… espero que, empolgado, não vá explodindo montanha por aí.

Sempre treinando de manhã cedo até o entardecer, a Elsie também tem folga amanhã. Segundo o mestre, guerreiro também precisa descansar.

— O Ende tá bem?

— Aah… bom, tá bem, acho. Aquele lá é melhor que eu no uso de "ki". Fica todo dia numa luta livre com o mestre, virando trapo, mas, voltando pro castelo e levando injeção da Flora, do "Prédio de Alquimia", fica bem de novo.

— Isso, não parece "tá bem" pra mim…

A Lindsey, ao lado, sorri sem graça. Não sei que injeção é essa, dá até medo de perguntar, mas deve estar tudo bem. …Provavelmente.

— Mas com certeza tô ficando mais forte, eu também. Mais um pouco de esforço, acho que consigo derrotar médio de corpo comum, num golpe só.

…Faz pouco tempo, o "Gato Vermelho" derrotou isso com três Frame Gears, sabe.

Bom, o Ende, na primeira vez que o encontrei, já derrotava médio de corpo comum mesmo. A Elsie também tem carta na manga tipo [Boost], e, à medida que a divinização avança, deve ficar ainda mais forte.

Ou melhor, será que o Ende também vira subordinado divino do tio Bury?

Enquanto penso nisso, a Sue vem de novo até onde estou sentado na cama, agarrando nas minhas costas. A Sue tem contato físico um pouco demais. Por ora, ainda tá tudo bem, mas, quando crescer, talvez vire problema em vários sentidos.

— Aliás, a mãe da Sue tá bem? Já deve estar quase na hora, né?

— Uhm. Queria que nascesse logo. Eu prefiro irmão, mas irmã também tá bem. De qualquer forma, só quero que nasça em segurança.

Pra família ducal Ortlinde, o filho homem primogênito é desejado como herdeiro. A criança que nascer deve ter idade próxima do Príncipe Yamato, então deve virar bom amigo de brincadeira. Pra Yumina, seria prima, e pra mim, seria… cunhado ou cunhada?

— Filho, hein… nós também, eventualmente…

Diante do comentário casual da Yae, todo mundo, exceto a Sue, fica um pouco vermelho, o olhar vagando inquieto. Claro, eu também não sou exceção. Ainda não me acostumei mesmo, esse clima…

— Se, se não me engano, no artefato mágico de previsão da Doutora Babylon, entre nós, oito viriam a ter filha, e um viria a ter filho, né?

A Hilda comenta com sorriso meio encabulado. De fato, ela falou isso… oito filhas deve dar bastante trabalho, viu. Não, já é trabalhoso ter nove esposas, mas.

— Falando em probabilidade, nós, da raça Fada, temos taxa de nascimento masculino baixa, então a chance de ser menina é bem alta. Mesmo o cônjuge sendo humano, não nasce com metade das características de cada um, tipo meio-elfo.

Respondendo o comentário da Hilda, a Leen fala. Assim é, hein. Ou seja, quer dizer que o filho gerado com a Leen tem chance bem alta de ser menina.

— Raça de rei demônio também é assim. O filho que nasce vira raça do rei demônio. …Eu prefiro menina. Se for menino e, por acaso, parecer com o rei demônio, não quero nem um pouco.

A Sakura murmura com cara de desagrado. Até esse ponto, hein… bom, se ela vê aquele espetáculo toda hora, faz sentido mesmo. Mesmo sendo governante razoavelmente competente. Ele se solta demais na frente da filha, aquele homem. Mesmo se nascer neta, ele já se policia sempre, achando que não vai ficar daquele jeito.

— Mas, se nascer neta, o Rei Demônio não vai ficar ainda mais excitado?

— …Droga. Isso é problema grande…

Uuuh~n, a Sakura rola de um lado pro outro na cama. Não precisa se preocupar tanto assim.

— E, eu queria menino, viu… quero treinar ele como espadachim, afinal…

— Isso mesmo! Eu também quero ensinar postura de cavaleiro respeitável!

— A, eu também queria fazer luta livre com filho, tipo assim…

A Yae, a Hilda, e a Elsie falam isso, cada uma envergonhada. Sim, acho que vocês fariam isso mesmo com filha, viu.

— Já que só vai ter um menino, é meio triste, né.

Quando a Lindsey murmura isso, a Yumina fala diante disso.

— Não, não necessariamente. O que a Doutora previu foi só "todas as nove rainhas tiveram filhos, mas só um foi príncipe". Depois disso, ainda não previu sobre o segundo filho.

— Ou seja, existe boa chance do segundo filho ser menino também, né. Se for isso, não tem problema nenhum.

Diante da fala da Yumina, a Lu bate palma feliz, "pon!". Não, isso quer dizer que meus filhos vão passar de dez, francamente…?

Mais que time de futebol, dá até pra formar time de rugby, com esse ritmo, e sinto que vou precisar demais de babá. Ah, mas tem o pessoal Babylon.

Já que são justamente nove, se pedir pra cada uma delas ajudar no cuidado individual de uma criança cada… não… isso não vai dar. Nem pensar, isso não dá. Como confiar a criada tarada, a sacerdotisa desastrada, o jaleco branco lolicon com esse trabalho! A que fica lendo livro o dia inteiro, e a que fica só dormindo, não têm como cuidar de criança.

Preciso garantir pessoal adequado até nascer… ah, ainda é cedo demais pra pensar nisso.

— Ei, Touya.

— Hn?

— Como que faz pra ter filho, hein?

Diante da fala inocente da Sue, "pishi!", o ar do quarto congela.

Q… o quê que ela disse?

— Sue… quantos anos você tem mesmo?

— Hmm, deixa eu ver, fiz 12 anos outro dia. Vocês até comemoraram, né, Touya e o pessoal.

É isso mesmo mesmo. Doze anos. Não errei. No mundo de onde vim, ano que vem já entraria no ensino fundamental 2.

— Isso, Sue. Você não aprendeu "aquilo" com a tia Ellen?

— ? O que é isso, irmã Yumina?

Com cara confusa, a Sue inclina a cabeça em direção à Yumina, por cima do meu ombro. Ah, cara de quem não entende nada, isso.

No nosso mundo, isso é ensinado no ensino fundamental básico, mas será diferente neste mundo?

Ou melhor, plebeu talvez aprenda razoavelmente cedo, através de amigo, ou espiando os pais, mas, sendo realeza ou nobreza, deve ser diferente. Talvez tenha preceptor específico pra isso, ou aprenda com os pais mesmo.

De fato, a Yumina, a Lu, a Hilda… a Sakura também. Elas são realeza, mas parecem ter esse conhecimento certinho. Nesse caso, a Sue é que deve ser especial.

A mãe dela, a Ellen-san, ficou cega até poucos anos atrás, afinal. Não deveria ser algo que o próprio duque ensinasse também.

— O, o que fazer?

— Fazer o quê, você pergunta…

Diante do olhar da Leen, vermelha, também não sei como responder. Sinceramente, não é que não exista esse tipo de coisa no smartphone também, mas mostrar isso, francamente…

— Nesse caso poderia contar comigo!

Bam!, abrindo a porta, entram a Shesca, do "Jardim", e a Doutora Babylon. Uoi!? Chegando bem na hora certinha, hein! O quê!? Esse quarto tem microfone escondido ou algo assim!?

— Nesse tipo de coisa, pode deixar comigo. Vou ensinar cuidadosamente à Sue-kun… não, a todo mundo aqui, o básico.

— Deixa cOmigo. Versão avançada também, sim, deixa cOmigo!

Por ora, seguro a gola dos dois e arrasto pro corredor. Chegar exatamente na hora complicada com dupla complicada, francamente!

— Se vocês aparecem, complica ainda mais! Não faz isso desnecessário!

— Ora? Então você mesmo pretende ensinar direitinho à Sue-kun?

— Ugh…

— Passo a passo, cOm a mão?

— Se é assim, não é nossa vez então.

Os dois sorriem provocantes. Desgraçados…!

De relance, meu olhar cai no livro que a Shesca segura embaixo do braço.

— O que é isso?

— Trouxe da "Biblioteca". Material da aula de hoje à noite.

Ei, vocês têm poder de precognição ou algo assim? Por que estão tão preparados assim?

Folheando rapidamente esse livro, "para para", surpreendentemente é livro decente. Tipo livro didático de educação física e saúde, digamos. Se for isso, bom…

Mesmo com certa insegurança, não dá pra deixar do jeito que está. Vou aceitar isso? Depois de muita agonia, contrariado, decido dar permissão.

— Escuta bem, mantenha nas coisas básicas mesmo, viu. Anormal, nem pensar. É curso normal padrão, tá?

Mesmo assim, insisto no aviso por precaução.

— Sei, sei. Depois disso, quer pintar do jeito que preferir?

— Não é nesse sentido, francamente!

Começa a doer a cabeça. Por ora, deixo o resto a cargo de todo mundo e saio do quarto. Se é só pra dormir, quarto de hóspede vazio já resolve.

Mas será que vai ficar tudo bem, hein… bem inseguro mesmo… nessa altura, seria melhor mostrar algum vídeo mais suave desse tipo do smartphone… não, não, isso também, como fica…

Agonizando e gemendo, me dirijo até o quarto de hóspede vazio.

No dia seguinte, no café da manhã, encontro todo mundo, mas a Sue estava meio distante comigo.

Não é que esteja com raiva, mas, quando falo com ela, fica vermelha e o olhar foge. Aí, meio inquieta, olha de relance pra mim, e fica vermelha de novo. Repetindo isso.

— Não precisa se preocupar, viu. Só tá meio confusa mesmo.

A Leen explica isso rindo sem graça, mas o rosto dela também parece meio vermelho. Ou melhor, todo mundo sentado à mesa parece meio suspeito, com comportamento estranho. Olhando de relance pra mim, desviando o olhar rapidamente quando encontra o meu, ou murmurando "quarenta e oito…", ou soltando suspiro perturbado, "fuu…", vazando aqui e ali.

O que raios vocês ensinaram, francamente!?

Depois disso, levou alguns dias até a Sue voltar ao estado normal. Ficar consciente demais assim de forma estranha também dá trabalho mesmo…


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