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Isekai wa Smartphone to Tomo ni – Capítulo 346

A Conexão e o Destino do Mundo

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Capítulo 346 – A Conexão e o Destino do Mundo

— Espera aí, Touya-dono. Essa história, de repente…

— Entendo o sentimento de não conseguir acreditar fácil. Mas é fato.

Observando os representantes dos países do mundo, atônitos, declaro com firmeza.

No monitor da sala de reunião, se projeta um mundo, exatamente oposto a este, feito refletido num espelho.

Além dos países da Aliança Mundial, dessa vez, também vieram a Pamu, representante da tribo da grande floresta selvagem, e a Relisha-san, mestra da Guilda de Aventureiros.

Com isso, praticamente todos os 20 países atuais deste mundo participam desta reunião. Bom, o povo da floresta selvagem não é exatamente um país, e regiões em confusão como Sandra e Eurono não estão incluídas.

Os países participantes da reunião são:

■Reino de Belfast ■Império de Regulus ■Império de Lifris ■Reino de Misumido ■Teocracia de Ramish ■Federação de Lodmea ■Reino de Cavaleiros de Lestia ■Reino de Riinie ■Divino País de Ishen ■Reino Demoníaco de Zenoas ■Reino de Paruhu ■Reino Mágico de Felsen ■Reino de Elfrau ■Reino de Lyle ■Reino de Hanok ■Reino de Iguretto ■Reino de Pareliusu ■Principado de Brunhild

Representantes de todos esses países reunidos aqui.

E o que anunciei foi "a existência do mundo sombrio" e a "fusão dos dois mundos", que eventualmente ocorrerá.

Sinceramente, faz sentido duvidarem da minha sanidade. Mas todo mundo já devia suspeitar vagamente que existe outro mundo, diferente deste. Pela existência dos Phrase, invasores vindos de outro mundo.

— Com isso, não acho que vá acontecer catástrofe natural nenhuma, destruindo o mundo. Já tomei medidas pra isso não acontecer.

— O… quando esse outro mundo se conectar com o nosso, o que exatamente acontece?

A Rainha de Elfrau levanta levemente a mão pra perguntar.

— Deve conectar tipo descoberta de novo continente, atravessando o mar. Este continente aqui não deve sofrer nada.

Não é "sobrepor", é "conectar". Só vira um mundo através do mar, e o continente em si não se funde. Só que o "fundo do mar" se sobrepõe um pouco, então existe possibilidade de uma parte se erguer, formando pequeno território novo.

— Dois mundos virarem um… Touya-dono, que tipo de gente vive naquele mundo?

— Só visitei alguns países, então não posso afirmar muito, mas, basicamente, não diferem em nada das pessoas daqui. Só que, lá, a magia não se desenvolveu tanto assim. Não é que não exista, é que não é tão necessária.

— Magia não é necessária? Como assim?

O Rei de Felsen, grande potência mágica, interrompe. Faz sentido ele ficar curioso, sendo natureza do país dele.

— Mais que magia, é engenharia mágica que se desenvolveu. O carro mágico que criei outro dia, coisa parecida já era usada naquele mundo. Bom, lá também é caro.

— Ou seja, é um mundo mais avançado que o nosso?

— Hmm, não dá pra afirmar categoricamente isso. Por exemplo, coisa que com magia de terra termina num instante, lá fazem golem… aqui seria tipo pequeno gólem, levando vários dias pra fazer. Tem vantagem e desvantagem.

Depois disso, contei aos reis tudo o que sabia. Que os mundos já começaram a se fundir, e não tem meio de parar isso.

Que, mesmo os mundos virando um só, por causa do mar, os países não se sobrepõem.

Que existe possibilidade de mutante aparecer em quantidade cada vez maior daqui pra frente.

— Não entendi bem, mas, de qualquer forma, a grande floresta selvagem não sofre efeito nenhum, né?

— Bom, exceto o surgimento de mutante, sim.

— Se é assim, tanto faz. Claro, se o Touya estiver com problema, toda a tribo empresta força a qualquer momento. Não hesita em chamar.

A Pamu sorri confiante, encostando na cadeira. A tribo da grande floresta selvagem não se importa muito com esse tipo de coisa. Pra eles, a grande floresta selvagem é o mundo, é tudo.

— A Central-dono disse que já foi a esse outro mundo. Que tipo de mundo era, hein?

A Shirahime-san, Imperatriz de Ishen, pergunta isso à Central-san, Rainha de Pareliusu, sentada ao lado.

— Só estive dentro do castelo de um país chamado Reino de Primula, então não sei bem… mas não era tão diferente daqui. Comida e bebida também eram normais.

Bom, a escolta que foi junto, a Mirii-san, testou o veneno, mas. Acho que quase não tem problema com comida. Tinha até fruta igual à do mundo real.

— Touya-dono, o que mais me preocupa é se os países daquele mundo virão atacar o nosso país. Usando aquela arma, "golem"?

Quando o Rei de Riinie abre a boca, alguns outros reis também assentem levemente. Faz sentido, isso preocupa mesmo.

— Como tem o mar de intermédio, não acho que vá ter invasão direta assim. Se acontecer, também não vamos ficar quietos. É pra isso que a aliança existe.

Se possível, quero que os países de lá também participem da aliança, convivendo em boa relação. Minha proposta em si não recebeu objeção de nenhum país. Se é assim, decide-se pela atitude do mundo sombrio.

Se eles não quiserem se envolver, deixamos assim, e, se vierem provocar briga, respondemos as fagulhas que caírem. Quero ficar amigo, mas não pretendo continuar amigo levando soco só de um lado.

— Bom, é o Touya-dono, afinal.

— Só posso rezar pra que o líder do país de lá não seja idiota.

— Quantos países acha que vão sumir do mapa deles?

— Difícil dizer, hein. Aqui só perdemos dois países…

Os reis de Belfast, Regulus, Misumido, e Lifris, falam bobagem à vontade. Espera aí. Não fui eu quem destruiu Eurono, e, na vez de Sandra, vocês também incitaram, né.

De fato, Eisengard me preocupa um pouco, atualmente, mas.

Não acho bom julgar só por ouvir de terceiros, então quero encontrar esse tal mago-rei pessoalmente uma vez. Talvez seja um velhinho meio caduco… não, não posso deixar velho assim ter poder mesmo…

Talvez só o topo seja esquisito, e o resto do pessoal seja decente. Se, tipo Eurono ou Sandra, uma ideologia estranha estivesse espalhada por todo o país, seria incômodo, mas, se forem decentes, deveriam parar o velhinho maluco…

— Bom, os dois mundos não vão virar um só imediatamente, então fica tranquilo. Mesmo virando, não acho que haja mudança grande repentina. E, além disso, acho melhor ainda não avisar o povo sobre isso…

— Faz sentido. Seria só motivo de confusão desnecessária. Aliás, isso, não vai contar pra Nokia e Horn?

O Governador-Geral de Lodmea me pergunta.

Hmm, isso também me preocupa.

Reino de Nokia e Reino de Horn. Países que ainda não participaram da Aliança Mundial, no mundo real.

O lado do Reino de Horn, parece que o país vizinho, Felsen, já tentou conversar algumas vezes.

Parece que este país está no meio de uma disputa de poder, e atualmente o topo do país está praticamente ausente. O rei anterior faleceu antes de decidir sucessor, e há disputa na cerimônia de sucessão do trono. Por isso, parece que não conseguem decidir a política do país.

Do Reino de Nokia também, Zenoas já entrou em contato, mas parece que estão meio evitando.

O Reino de Nokia é país fundado por gente que se rebelou contra a tirania de Eurono, isolado numa região montanhosa de difícil acesso, quase em estado de país fechado. Sinceramente, Zenoas também era país parecido até agora, então não parece ter relação profunda mesmo. O que fazer, hein.

— Sobre Horn e Nokia… por ora, só resta observar, né. Mesmo contando agora, não tem como resolver a situação atual.

— De fato. Mesmo nós, que ouvimos, não sabemos bem o que fazer com isso.

O Governador-Geral responde com sorriso amargo. Bom, se eles não querem se envolver, talvez seja bom manter não-interferência mútua também.

— Naquele mundo não existe organização tipo a Guilda de Aventureiros?

Dessa vez, vem a pergunta da Relisha-san, parecendo ser mestra de guilda. Será que ela pretende expandir a Guilda de Aventureiros até o mundo sombrio também?

— Nos países que visitei, não tinha organização desse tipo. Claro que tem fera mágica e monstro, mas, basicamente, parece que a Ordem de Cavaleiros-golem do país lida com isso. Nas regiões rurais, parece que a própria vila compra golem e usa pra segurança. Claro, também tem usuário de golem que vive de derrotar fera mágica como profissão.

— Hmm… entendi.

A Relisha-san começa a pensar em algo. Provavelmente, deve estar calculando várias coisas na cabeça. Sendo elfo, deve ser possível fazer a Guilda de Aventureiros se integrar devagar ao mundo sombrio, ao longo do tempo.

Sobre isso, também acho que posso cooperar. Ainda tenho o título de aventureiro, afinal.

Mencionei que compram golem pra segurança na vila, mas isso é só caso de vila com dinheiro razoável, e vila pequena de região remota não consegue fazer isso.

Mesmo vila usando golem pra segurança, se for golem não vocacionado pra combate, não deve servir de muita ajuda, e, mesmo sendo tipo combate, com um, dois golems, não deve conseguir lidar com bando de goblin, por exemplo.

Dizendo isso sem rodeios, em termos de força de combate pura, acho que o pessoal do mundo real é superior. Sinto que o mundo sombrio se acostumou demais a deixar golem lutar, então a habilidade individual não é tão alta assim.

— Um dia, também queríamos ir a esse mundo. Não pode?

— Não é impossível, mas é completamente outro mundo, viu? Nem prestígio de país funciona lá, e, pensando em perigo…

— Se for o Touya-dono, não consegue lidar com perigo mediano fácil?

— …Bom, isso, sim.

O Rei das Feras de Misumido sorri malicioso. Que confiança grande, hein. De fato, mantendo [Prison] expandido sempre, dá pra garantir segurança, a menos que sejam atacados pelo deus maligno. Mesmo assim, tem várias coisas pra tomar cuidado, tipo veneno de comida ou gás perigoso.

Por ora, já providenciei convite ao Sacro Império de Toriharan ou ao Reino de Primula até a próxima reunião. Levar todo mundo de uma vez seria impossível, mas uns três, quatro por vez deve dar. Com a escolta incluída, seria mais gente ainda.

Depois disso, como sempre, entramos no horário livre, com refeição em comum, jogos, e conversa entre países. De vez em quando, sou solicitado pra resolver problema entre países que conversam, ou peço eu mesmo alguma coisa.

Espero conseguir conviver desse jeito também com os reis do mundo sombrio.

Por ora, só Primula e Toriharan… ah, é verdade, também tenho contato com o Reino de Panachès. Fiquei conhecido daquele príncipe esquisito do Coroa azul. …Príncipe irritante que dorme sem parar.

Melhor pedir pra aquele príncipe me apresentar ao rei de Panachès.

Espero que os pais dele sejam decentes… hmm.


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