Switch Mode

Isekai wa Smartphone to Tomo ni – Capítulo 348

A Coruja e a Ordem de Não Interferir

💗 Apoie o Nihon Project

Vire um apoiador mensal e ajude a manter as traduções saindo, com prioridade de capítulo e outras recompensas.

Apoiar no Apoia.se

Capítulo 348 – A Coruja e a Ordem de Não Interferir

Foi tão repentino que minha reação atrasou.

Normalmente, deveria ter ativado [Prison] no explosivo pra bloquear o impacto, mas o [Prison] que ativei foi voltado pras pessoas do lado de dentro, perto da janela do segundo andar.

Precisamente falando, expandi o alcance do [Prison] tendo eu como centro, incluindo todo mundo dentro dele.

Como resultado, o explosivo em formato de pena estourou a parede do lado da janela por onde entrou, junto com a janela, expondo uma vista aberta em direção ao jardim do palácio imperial.

— Fiu… por pouco…

Isso, sinceramente, não é brincadeira. Um passo errado, e com certeza teria saído morto. Por ora, todo mundo está bem.

— Ora, ora, ora? Parece que ninguém morreu, hein. Será que fracassei? Sinceramente, não gosto de fracassar, sabe.

Uma voz brincalhona, deslocada do contexto, chega até nós.

Acima do jardim, "aquilo" flutuava. Idade aparente final dos trinta, capa cinza, armadura leve. Na cintura, um florete. À primeira vista, homem elegante com jeito de literato, cabelo loiro, e, abaixo dele, expressão maliciosa e óculos redondos brilhando.

Aos pés dele, um disco flutuante. Será algum artefato mágico? Montado nisso, esse homem elegante flutua no ar.

Mas, mais que isso, o que chama atenção é o golem de uns 1,5 metro flutuando ao lado dele. Os dois braços viraram asas, e as pernas têm garras estendidas. E, montado no corpo atarracado, um rosto de coruja.

Golem tipo coruja… não, será tipo golem-humano-coruja? Esse golem, todo em tom cinza, misteriosamente fica parado no ar sem sequer bater asas.

Golem com cabeça de animal… não me diga, será aquilo…

— Sabia mesmo, era você…! Traidor, Gien Guriido!

O Coronel, levantando-se, encara com expressão de fúria o homem elegante flutuando no céu.

— Hã? Hn? …Ora, você é… Randinaa… o Coronel Dorufu Randinaa!? Hahaha! Você tava vivo!? Que obra-prima! Não imaginava reencontrar antigo companheiro de armas num lugar desses!

— Não me chama de companheiro de armas, dá arrepio…!

— Ora, ora? O quê? Ainda tá bravo? Já faz 10 anos, esquece isso.

— Foi você! Se você não tivesse fugido pra Eisengard, Reeve não teria sido destruído! Foi você quem puxou o gatilho daquela guerra, Gien Guriido!

O Coronel encara com olhos cheios de raiva esse homem elegante, Gien.

Deduzindo, esse é o traidor que vendeu o segredo do "Golem Imperial das Feras" pra Eisengard, traindo o Reino de Reeve.

— Sinceramente, já tava cheio dos idiotas que achavam cegamente que ter o "Golem Imperial das Feras" já garantia a paz. E do rei ultrapassado que não olhava pro mundo lá fora, se fechando no próprio mundinho, sem sequer tentar desenvolver o país. Terminar a vida como general de uma dessas dinastias pobres e pequenas é ridículo demais, e eu queria expandir mais minhas próprias possibilidades.

— Foi por esse motivo que você traiu Reeve…!

— Não é nada de estranho abandonar um senhor incompetente, né? Cheguei a pensar em matar o rei e tomar o país, mas, sinceramente, sozinho, não daria conta dos outros onze generais restantes. Fico surpreso que tenha sobrevivente entre eles.

Rindo maliciosamente, esse homem chamado Gien é encarado com expressão de raiva pela Tenente e pelo Sargento também.

O Coronel tira do bolso o "cartão de armazenamento" e invoca ao lado dele o golem de cabeça de leopardo, o Raio-Leopardo Leoparudo.

— Encontrar você aqui também deve ser guia dos que morreram. Pra vingar o ressentimento deles, vou mandar você pro inferno agora mesmo!

— Você, que era o último dos generais? Convite bem interessante, mas, agora, preciso terminar meu trabalho, senão vão brigar comigo. Por ordem do mago-rei, preciso receber a vida do Imperador de Gardio, sabe!

Do golem tipo coruja ao lado do Gien, várias penas disparam da asa. O alvo era, sem exceção, o Imperador de Gardio.

Explosões contínuas ocorrem. Mas, na área protegida pelo [Prison], nem uma poeira sequer se levanta.

— Hn~? Que negócio é esse? O Leoparudo não devia ter uma habilidade de golem dessas…

Diante do Gien fazendo cara confusa, teletransporto com [Teleporte] num instante pras costas dele, e bato levemente no ombro dele, "pon".

— Primeiro, desce daí e vamos conversar. [Slip]!

— O quê, uwaah!?

Escorregando o pé do disco flutuante no céu, o Gien despenca em direção ao jardim do palácio imperial.

Imediatamente, o golem tipo coruja mergulha em picada perseguindo o próprio mestre caindo.

— Hii!?

Por pouco antes de bater no chão, ele é pego pelo próprio golem, e desce devagar até o solo, o Gien.

Mais interessado no disco ainda flutuando do que no Gien caído, continuo voando com [Fly], colocando um pé em cima e testando pisar nele. Uau, tem bastante estabilidade.

— E, ei, você! Não toca sem permissão!

Fala algo lá embaixo, mas isso, se usarem de novo, dá trabalho, hein… vou pegar mesmo.

Guardo o disco no [Storage]. Consegui souvenir interessante pra Doutora.

— O quê!? Guraukusu, atira ele!

Da asa do golem tipo coruja, incontáveis penas são disparadas. Voam direto na minha direção, mas será que isso também explode?

— [Chamas, venham, disparo em série vermelho, Fire Arrow]!

Com minha magia, várias flechas de fogo aparecem no ar, interceptando uma atrás da outra as penas que voam.

Com estrondo de explosão grande, "dokan dokan", as penas disparadas explodem todas, virando cinza.

— O quê!?

— …Aah, será que tá bem ficar distraído assim? Acho que o adversário de vocês não sou eu.

— O quê?

Pro Gien, parado no jardim, o golem de cabeça de leopardo, Leoparudo, salta de uma vez da parede estourada do segundo andar, atacando.

Nos dois braços dele, sem perceber quando, saltam garras tipo soqueira.

— Kuh! Guraukusu!

— «Gi»

A asa da coruja, saltando na frente do mestre, se transforma numa lâmina grande, bloqueando as garras do Leoparudo.

Coruja, na mitologia grega, é considerada mensageira do deus da sabedoria, mas, no Japão e na China, acreditava-se que devorava a própria mãe ao crescer, então era vista como ave que mata os próprios pais.

Matar o próprio senhor, ou pai, e usar isso como degrau pra subir — desse tipo de sentido, nasceu a palavra "shōyū" (traição sinistra), me lembro de ter ouvido do vovô.

Traindo Reeve, seu próprio senhor, e subindo na vida, o Gien talvez seja exatamente esse tipo de coruja, pensei de repente, vendo os golems lutando lá embaixo.

Aliás, dizem que o kanji "coruja" (梟) foi criado a partir da imagem de pendurar num tronco de árvore essa ave sinistra matadora de pais, expondo publicamente. A palavra "kyōshu" (exposição de cabeça decepada) também viria daí.

— Gien!

— Kuh!?

Sem eu perceber quando, o Coronel já tinha descido no jardim, e a espada dele desce contra o Gien. Desviando disso por um triz, o Gien saca o florete da cintura, posicionando de frente.

O golpe disparado é rápido, raspando na bochecha do Coronel. Um fio de sangue escorre pela bochecha dele. Diferente da aparência, é bem habilidoso mesmo, esse aí.

Quando penso em usar magia pra apoiar, o Coronel, percebendo isso, me lança um olhar tremendo.

— Não interfira! Essa é a nossa luta!

Nu, u. Falando assim, fica difícil interferir mesmo…

Sendo tipo vingança, será que intruso não deveria meter o nariz nisso?

De relance, olho a Tenente e o Sargento, prendendo a respiração, observando o combate do Coronel. Uhmm, de fato, interferir parece que não deve.

O som da parede explodindo já tinha sido apagado com [Silence], mas o som do desmoronamento ecoa pelos arredores, sendo fora do cômodo. Os cavaleiros do palácio imperial já devem estar vindo pra cá. Só preciso resolver aquele golem voador dele, e não tem escapatória.

— Kuhaha! Que saudade, viu! Fizemos treino de espada várias vezes em Reeve, né! Lembra que nunca conseguiu me vencer nenhuma vez!?

— Nu…!

A sequência de estocadas do florete, aproveitando a velocidade, vai criando ferimentos no corpo do Coronel. O Coronel mal consegue desviar, sem sequer conseguir atacar de volta.

Ao lado, do mesmo jeito, o Leoparudo é manipulado pelo ataque rápido do Guraukusu.

Transformando a asa em lâmina, parece que perde a capacidade de voar, e o Guraukusu corre pelo chão. Mesmo assim, é bem rápido. O Leoparudo também não é máquina lenta de jeito nenhum, mas essa pequena diferença acaba pesando muito nessa luta.

Originalmente, golem só consegue extrair o poder máximo com sincronia com o mestre. Se isso estiver completamente cortado, não tem jeito. Claro, isso vale pro outro lado também, mas…

— Vamos, vamos, vamos, vamos! Depois de 10 anos, você não progrediu nada, hein! Lento, lento, lento! Seu movimento é completamente previsível!

— Guh…!

A estocada do Gien ganha ainda mais velocidade. Já o Coronel não consegue mais lidar com a ponta da espada dele, criando ferimento por todo lado no corpo. Estado maltratado, mas ainda de pé com dificuldade.

— Bom, não posso ficar te enfrentando pra sempre, viu. Vou terminar logo. Quando for pro além, manda lembranças ao rei de Reeve, tá bom!

Com movimento de espada envolvente, o florete do Gien enrola a sabre do Coronel. Movendo a espada pra empurrar pra cima, a sabre solta da mão do Coronel e voa girando pelo ar, cravando no chão.

— Então, hora da despedida. Foi bem divertido, viu.

Com o rosto malicioso, o Gien avança fundo, e, com um som "zushu!", o florete atravessa a barriga do Coronel.

— Guha…!

— Não pode ser…!

— Coronel!?

A voz da Tenente e do Sargento, e sangue jorra da boca do Coronel.

O Gien, que cravou o florete, observava satisfeito, mas, de repente, o braço esquerdo robusto do Coronel segura a mão direita dele.

O florete atravessou tão fundo que saiu pelas costas do Coronel. Agarrado pela mão do homem meio morto, o sorriso desaparece do rosto do Gien.

— Peguei.

Dizendo isso, o Coronel, com rosto cheio de sangue, mostra um sorriso ameaçador. A mão direita restante, tremendo, cerra firme o punho.

— Sente a raiva de Reeve…!

— Hii!?

O punho tipo rocha atinge o rosto do Gien, disparado com toda força.

— Ugoha!?

Girando com força, o Gien voa, espalhando sangue do nariz, revirando os olhos, caindo no chão.

Com o florete ainda cravado na barriga, o Coronel olha pra baixo, sorrindo maliciosamente, e, eventualmente, desaba do mesmo jeito no chão.


💚 Gostou do capítulo?

Um PIX rápido ajuda demais a manter o site no ar. Arrecadado esse mês: R$ ...

Fazer um PIX

Comentários

Opções

não funciona no modo escuro
Redefinir