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Isekai wa Smartphone to Tomo ni – Capítulo 354

Vários Desfechos, e o Prenúncio

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Capítulo 354 – Vários Desfechos, e o Prenúncio

O demônio multi-braço, caído no chão, ainda não tinha parado completamente a própria função.

Rachaduras percorrendo do peito por todo o corpo começam a descolar a armadura. Rangendo, tenta se levantar movendo o tronco superior, mas cai de novo de costas no chão.

Descemos ao solo e observamos o Hecatonqueiro, agora imóvel.

— Como arma contra golem, deve ter sido algo terrível mesmo.

Aquela habilidade que paralisa a função do Q-Crystal… sendo tipo gás, deve neutralizar tanto inimigo quanto aliado, sem distinção.

Provavelmente, não é algo tipo composição química, mas sim habilidade própria de golem, uma skill exclusiva desse Hecatonqueiro. Se for isso, tem alta chance de não funcionar em si mesmo.

Habilidade que neutraliza golem que não seja o próprio é maldade demais. Se não fôssemos nós, com Frame Gear, talvez não conseguíssemos parar o descontrole desse velho.

De repente, com um som, "gakon", o pescoço do Hecatonqueiro se solta. O quê?

Da cabeça, algo tipo seis pernas se estende, e só a cabeça do Hecatonqueiro começa a se mover, independente.

Do tronco, algo tipo coluna vertebral é puxado, "zururi", ficando pendurado tipo rabo na parte da cabeça.

A peça de cabeça, com múltiplas pernas e rabo, se afasta de nós rapidamente (fugindo, provavelmente), e começa a cavar o chão com as pernas tipo broca.

— [Slip]!

— «Gue!?»

A peça de cabeça, tombando, gira "kurukuru" no lugar. Parece até capacete girando, hein.

A Reginleiv agarra firme a parte tipo rabo, coluna vertebral, e encara a cabeça do Hecatonqueiro tentando fugir… não, o mago-rei.

— «S, solta! Uma existência excelente como eu não pode morrer num lugar desses, isso é inaceitável!»

— …Mania de grandeza chegando nesse nível já é doença, hein.

Será que isso também se chama demência de idoso?

— De qualquer forma, com o corpo principal ficando desse jeito, você também não deve ter muito tempo. Que tal refletir um pouco?

— «Não zomba de mim! Ainda tenho muita coisa pra fazer! Fica olhando! Vou tomar posse de algum corpo humano conveniente e…!»

— Já chega. [Analyze]!

Ativo magia de análise em direção à cabeça do Hecatonqueiro.

— Aí, hein.

Enfio a mão da Reginleiv na parte da nuca do Hecatonqueiro, e arrasto "aquilo" de dentro.

Algo tipo cápsula cilíndrica, com cérebro humano flutuando dentro. O corpo verdadeiro do mago-rei.

— «O que vai fazer! Para com isso! Perder um cérebro como eu é a maior perda pra toda a humanidade!»

— Vamos, isso é discutível.

Não imaginava que essa cápsula tivesse até função de voz. Coloco a cápsula sinistra, com cérebro flutuando, no chão, e desço da Reginleiv até o solo.

Dentro de um tubo de vidro de uns 2 metros de altura, uns 60 centímetros de diâmetro, cheio de solução aquosa verde-esmeralda. De um aparelho na parte de cima, que não entendo bem o que é, vários tubos finos se conectam ao cérebro do mago-rei, flutuando feito água-viva. Provavelmente, aquilo é o aparelho de prolongamento de vida.

— «V, vai destruir a cápsula!?»

— É o contrário. Vou reforçar.

Aplico [Shield], reforçando pra que a cápsula não quebre com facilidade nenhuma. Também deixo cheia a energia mágica quase esgotada do aparelho de sustentação de vida.

— «O, o que pretende fazer!?»

— Como você mesmo disse, eu consigo aplicar "maldição". Sim, por exemplo, algo tipo transmitir "dor" diretamente ao cérebro também.

— «N, não pode ser…»

— [Trevas, prendam, castigo ao pecado deste ser, Guilty Curse]!

"Dor" é, no fim das contas, sinal elétrico. Se eu conectar diretamente, com energia mágica, esse cérebro flutuando e a própria cápsula, fazendo choque e estímulo serem transmitidos diretamente…

Chuto com força, com a ponta do sapato, a parte inferior da cápsula.

— «Gugyaah!?»

— Parece que funcionou, hein.

— «Não, não pode ser!? Não deveria ter sensação de dor nenhuma…!»

Bato de leve, com a ponta da espada da Brunnhild, no vidro da cápsula. Como está reforçado, o vidro não quebra nem sofre arranhão nenhum, mas…

— «Agyaa!?»

Provavelmente, deve estar sentindo dor tipo agulha cravando.

— «O, o que pretende fazer comigo!?»

— Vamos ver. Isso não sou eu quem decide. Tem muito mais gente do que eu que quer ouvir você falar, afinal.

O Imperador de Gardio e o Coronel e o pessoal devem ter montanhas de coisas pra perguntar a esse velho. Deixando-o sentir dor, deve facilitar bastante conseguir informação dele.

Não sei se vai bastar interrogatório, mas.

A cápsula que era o mago-rei, depois de passar por vários interrogatórios no Império de Gardio, foi entregue ao Coronel e o pessoal.

Além de liderar a queda de Reeve, o mago-rei parece ter acumulado vários atos maldosos pra ressuscitar o Hecatonqueiro.

Entre eles, o pior é o fato de ter repetido inúmeros experimentos com corpos humanos, só pra transferir o próprio cérebro pro Hecatonqueiro. Sem distinção de idade ou gênero, o número de cérebros extraídos chegou à casa das centenas. Dá nojo mesmo.

Eisengard, tendo perdido o mago-rei, mergulhou claramente numa disputa de poder entre nobres influentes. Não sobrou margem nenhuma pra voltar a atenção pro Império de Gardio.

O mago-rei não tinha filho nem discípulo, sem sucessor definido, o que se provou desastroso.

Já tinha pensado nisso também no caso de Eurono: se não decidir e criar bem um sucessor, na hora do aperto, o país desmorona. Vou guardar isso bem na memória.

Por precaução, depois do interrogatório terminar, Gardio parece ter proposto entregar a cápsula a Eisengard, mas o outro lado respondeu secamente que não sabia de nada disso.

Segundo eles, o mago-rei falhou ao ativar a arma antiga, e morreu envolvido no colapso do castelo. Ainda por cima, alegam que a declaração de guerra e a invasão militar contra Gardio foram tudo decisão unilateral do mago-rei sozinho. Bom, provavelmente isso é fato mesmo.

Não sei até onde os altos funcionários sabiam dos atos do mago-rei, mas, chegando nesse ponto, ele voltar deve só dar trabalho pra eles.

Não sei o que aconteceu com a cápsula entregue ao Coronel e o pessoal. Deve levar cerca de um ano pra energia mágica aplicada se esgotar. Como precisa de força considerável pra destruir aquela cápsula, deve sobreviver no mínimo um ano.

Talvez ele passe o resto da vida recebendo o castigo das pessoas que morreram por causa da própria ambição.

Do lado do Império de Gardio também, o filho do imperador, Rukureshion, renunciou ao direito de sucessão do trono, e o imperador, acompanhando isso, abdicou, levantando novo imperador.

O novo imperador foi um jovem de apenas 20 anos, Ransuretto Gardio. Nome original, Ransuretto Orukotto.

Esse jovem é filho daquele primeiro-ministro, Ransurō Orukotto-san, mão direita do ex-imperador e quem encontrou o filho do imperador, Rukureshion.

Como isso aconteceu: a irmã do ex-Imperador de Gardio era esposa do Ransurō-san.

Ou seja, (sem laço sanguíneo, mas) o ex-Filho do Imperador Rukureshion é primo dele.

E, a primeira coisa que o novo imperador fez, foi entregar o território direto do ex-imperador, a região de Reeve, ao ex-Filho do Imperador Rukureshion, tornando-o Marquês Fronteiriço de Reeve.

Com isso, Rukureshion Rigu Gardio virou Rukureshion Guran Reeve.

Até atingir a maioridade, um administrador vai governar a terra, mas certamente ele deve virar bom senhor. E, ao lado dele, imagino que estejam os pais gentis, próximos como sempre.

O Coronel e o pessoal também parecem estar se esforçando pra desenvolver a terra de Reeve.

Por ora, um capítulo se encerra, hein.

— E foi isso que aconteceu.

— Hn~. Aquele velho fazia esse tipo de coisa, hein. Já achava que ele não era pessoa normal, mas.

— «Concordo»

No "Lua de Prata", em Brunhild, eu conversava sobre os acontecimentos recentes com a irmã mais nova da engenheira Elka, e mestra do "Coroa" preto, "Kuronosu Nowāru", a Norun.

— Ou melhor, então vocês se conheciam?

— Não é bem "conhecer", só encontrei uma vez. Foi quando eu tava procurando minha irmã. Ele ficou perguntando várias coisas sobre a Nowāru, e ainda por cima falou pra eu entregar ela, então fiquei brava e briguei com ele.

Que coisa assustadora fala tão naturalmente, essa garota. Brigar com Eisengard, francamente. Olho pra Nowāru, sentada na mesma mesa, e ela fazia uma expressão indescritível. Série "Coroa", apesar de serem golems, expressam emoção com bastante clareza.

Ao lado dela, sentada, a criada golem tipo humanoide, Elfrau, também dá um sorriso amarelo.

— E aí? Não veio até aqui só pra contar essa história, né?

— Hn, bom, é isso mesmo. Vim porque tava preocupado se minha irmã tava se virando direito.

— …Queria que parasse de me tratar como criança. Francamente.

Não, mas você, na aparência, é criança mesmo. Mesmo dizendo que tem 15 anos por dentro, por fora tem 6 anos. Entendo a preocupação da engenheira Elka.

Claro, não digo isso em voz alta. Não quero estimular outro complexo de novo e ela explodir.

— Ganho meu sustento direitinho, sem problema. Fala pra minha irmã parar de se preocupar.

— Uhm, aliás, que tipo de trabalho, especificamente?

— Virei aventureira. Olha, cartão de guilda.

Sério mesmo!

Olho o cartão que ela estende. Uau, é de verdade. É brincadeira de mau gosto ela já estar quase no rank azul, um passo antes de aventureira de primeira linha.

— Ou melhor, como conseguiu passar na avaliação…

Não tem limite de idade pra virar aventureiro, mas, mesmo assim, se for baixa demais, o cartão não deveria ser emitido.

Até a Yumina, por pouco, conseguiu; se não me engano, ela não podia fazer trabalho sozinha sem responsável junto.

— Falei o nome do duque, e passaram de boa.

— Espera aí, ei.

— Também mostrei habilidade direito, então tá tranquilo. Nocauteei dois, três aventureiros de rank azul que vieram provocar, e uma elfo me deu o cartão.

Aval da mestra de guilda, a Relisha-san, francamente…

Sendo mestra de guilda, ela não deve ter permitido só por eu conhecer, esse tipo de motivo. Deve ter sido depois de julgar que ela realmente tinha habilidade.

— Agora tô mergulhando na Ilha Masmorra às vezes. Rende dinheiro bom mesmo, aventureiro, hein.

— Bom, sim. É mundo de alto risco, alto retorno, afinal.

Quando falo isso, a Norun para a colher que estava usando pra comer omelete com arroz.

— Ah, é verdade, você é um dos rank mais alto, né? Mesmo virando rei, ainda aceita missão?

— Aceito. Missão que rank prata falhou, extermínio de fera mágica nível catastrófico, resgate de pessoa importante.

— Não precisa aceitar isso, não? Já é rei, já não tem problema com dinheiro, né?

Aí que tá a questão.

O dinheiro pra administrar o país vem de imposto e da receita de instalações estatais tipo a Ilha Masmorra.

Mas, o dinheiro que envolve o Frame Gear na Babylon, o salário e equipamento e comida da Ordem de Cavaleiros, tudo isso sai do meu próprio bolso.

Isso é porque a "Ordem de Cavaleiros de Brunhild" é, no fundo, minha própria ordem de cavaleiros pessoal.

É estranho dizer, mas o país Brunhild contrata minha ordem de cavaleiros pessoal pra fazer a segurança do país. Ainda por cima, de graça. Bom, talvez, eventualmente, crie uma ordem de cavaleiros de verdade pertencente ao estado.

Sinceramente, minha renda pessoal já vem de várias fontes, começando pelo comerciante de Misumido, Oruba-san, dos vários países do mundo.

Mas isso, o custo de produzir Frame Gear em massa, e o custo de desenvolver nova arma, acaba somando um valor considerável.

Então, se dá dinheiro, aceito missão de guilda com gosto. Como o trabalho de rei atrasa, faço escondido do olho do primeiro-ministro Kōsaka-san, mas.

Bom, tanto faz isso.

Observo o pequeno cavaleiro negro sentado ao lado.

— Aliás, tinha algo que queria perguntar à Nowāru.

— «Pergunta pessoal, aceita»

— Você lembra do "Coroa" branco?

— «…Resposta impossível. Memória inexistente»

— Já falei que é inútil. A Nowāru não tem memória de antes de me conhecer. Só que, mais que "apagada", parece ser algo tipo "selada".

Manipulação de memória, hein? Será que algum tipo de processamento foi feito no Q-Crystal, cérebro de golem?

— Encontrar o "Coroa" branco, e fazer o quê?

— Já expliquei antes talvez, mas este mundo tem barreira contra invasor de fora bem gasta, esfarrapada. O "Coroa" branco talvez tenha habilidade de consertar isso.

Considerando que já apareceram mutantes, a barreira do mundo do Norun e pessoal também já deve estar bem ruim.

— Aquele tal Phrase… era isso? Invasor de outro mundo?

— Sobre os Phrase, já conversei com o chefe deles… bom, o antigo líder, mas os que se rebelaram dali estão fazendo o que bem entendem. Envolvendo até o mundo de vocês. Recentemente, parece que estão fazendo várias coisas naquele mundo lá.

Quando estico a mão pra pegar o copo na mesa pra beber água, de repente o copo começa a chacoalhar, "katakata".

— …Terremoto?

— Parece.

Um tremor de intensidade tipo 3 continua por bastante tempo. Sensação desagradável de tremor, hein.

Felizmente, dentro do restaurante não houve nenhum dano, e nenhum cliente fez alvoroço em particular.

Aliás, nesse mundo, como funciona o mecanismo de terremoto? Será que nasce da mudança repentina em falha geológica, igual à Terra, ou é algo relacionado ao grande espírito da terra? Espero que não seja espirro de grande espírito… se virar febre do feno, vai ser complicado.

— Ultimamente tá muito frequente, hein. Isso também é obra de invasor de outro mundo?

— Tá tão frequente assim?

— …Ei, você é o rei deste país, né? Por que não sabe disso?

Uh. Não, é que ultimamente tava indo pro mundo sombrio, ou ficando na Babylon, sem descer muito pra superfície.

— Mesmo na masmorra, às vezes treme um pouco. Aquilo dá medo, viu.

Hã? Na masmorra? A masmorra alcançável de Brunhild através do portão aplicado com [Gate] fica numa ilha bem ao sul, longe da região de Sandra. Será que está tremendo em escala mundial?

Provavelmente, isso também deve ser prenúncio dos dois mundos tentando se conectar.

Por precaução, já pedi aos espíritos pra não se agitarem, evitando catástrofe natural, mas…

Mas tremer até na masmorra dá medo, hein. Se azarar, existe risco de desabamento. Se ficar bom demais ruim, preciso considerar até proibir o uso de [Gate].

Opa, é verdade.

— …O que tá fazendo?

— Nada de mais.

Tiro do [Storage] um pingente que estava guardado sem uso. Pingente com pedra azul em formato de gota.

Aplicando [Teleporte] e [Gate] combinados nisso, com [Programa]… e… certo, tá bom assim.

— Toma, isso aqui.

— …O que é isso?

— Se achar perigoso na masmorra, é só colocar energia mágica nisso que teletransporta de uma vez até meu castelo. Se estiver dentro de um raio de 3 metros, dá pra teletransportar outras pessoas junto. É pra fuga, caso de emergência.

— Hn~…

Depois de olhar o pingente entregue, a Norun me encara com olhar semicerrado. Ué? Será que não gostou?

— ……………Você não tem fetiche por menina pequena, tem?

— Bufuu!?

Solto água sem querer, que tinha na boca. Do que essa mocinha tá falando, francamente!

— Por que chegou nessa conclusão!?

— Presentear alguém tipo eu com acessório, faz sentido pensar isso, não? E ainda ouvi boato que o rei daqui é rei mulherengo sedutor de mulher.

— Isso é infundado, francamente!

Que negócio é esse! Quem que fala isso, traz aqui agora!

— Mas ouvi que tem várias noivas, e anda por aí trocando de mulher toda hora, não é? Criada sem expressão, ou menina de jaleco branco, ou de óculos tipo espiral… bom, essa deve ser minha irmã, acho.

— Nu, gu. De fato, tipo isso, talvez, tenha, acontecido…

Ou melhor, a Yumina e o pessoal tudo bem, mas até a Sheska e a engenheira Elka são vistas com esses olhos, francamente… a Sheska e a engenheira Elka ainda vá lá, mas a Doutora é claramente eliminatória.

— Que apreciador de mulheres, hein. Mas, mesmo assim, sua área de interesse é ampla demais, não?

— Já falei, não é isso. Não é isso. Essas pessoas são funcionárias e equipe técnica, não é esse tipo de relação.

Portanto, também não tenho intenção nenhuma de seduzir menina de aparência 6 anos.

— «…Denunciar?»

— Não denuncia!

Corrigindo o golem que inclina a cabeça, explico às três sobre o pessoal da Babylon e várias outras relações humanas. De algum jeito, consigo fazer elas entenderem, mas, com nove noivas, o ponto de "apreciador de mulheres" não mudou a percepção delas. Uu.

Depois disso, dizem que a Mika-san, do "Lua de Prata", testemunhou essa cena, e o boato de "presenteando menina" circulou até chegar à engenheira Elka, na Babylon.

"Touya-kun, tenho um assunto pra conversar. Sobre minha irmã", disse ela, batendo no meu ombro, com olho por trás dos óculos espiral sem sorriso nenhum.

Já falei que é mal-entendido, francamente.


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