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Isekai wa Smartphone to Tomo ni – Capítulo 355

O Rank de Aventureiro, e o Examinador

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Capítulo 355 – O Rank de Aventureiro, e o Examinador

O smartphone, deixado no criado-mudo ao lado da cama, começa a tocar animadamente a "Abertura de Guilherme Tell" de Rossini.

…Que barulho. Deveria ter pensado melhor na escolha da música.

— Alô… quem é…?

Acordado por esse toque, ainda sem consciência clara, atendo o telefone sem sequer confirmar quem é.

— «Nasceu! Nasceu!»

Com força que não perde nem pra marcha do exército de independência suíça da "Abertura de Guilherme Tell", a voz da Sue explode do outro lado.

— Nasceu, quer dizer… o quê?

Ainda com a consciência vaga, esfregando as pálpebras que insistem em fechar, pergunto à Sue.

— «Bebê, óbvio! Nasceu meu irmãozinho!»

Diante dessa voz, feito explosão de alegria da Sue, minha consciência vaga clareia de uma vez.

Bebê? Bebê é da família ducal Orutorinde… da mãe da Sue!

— Sério! Menino, hein, parabéns!

— «Uhum!»

Parece que a Eren-san, mãe da Sue, entrou em trabalho de parto depois da meia-noite, e, há pouco, deu à luz um menino com segurança. Mãe e filho, sem problema nenhum, saudáveis.

Com isso, a família ducal Orutorinde finalmente ganhou um herdeiro. Parece que, se não nascesse menino, havia até a ideia de que o filho nascido entre eu e a Sue viraria herdeiro da família ducal Orutorinde.

O duque e a duquesa não sabem, mas meu filho tem 8 em 9 de chance de ser menina, então (pelo menos o primeiro filho de cada uma) seria difícil herdar a família ducal mesmo.

Consigo finalmente desligar o telefone depois de acalmar a Sue empolgada. Como ela já dizia há tempos que queria um irmãozinho, não tem jeito, mas acompanhar essa animação toda logo de manhã cansa um pouco.

Um tempo depois, enquanto trocava de roupa, chega uma foto anexada por e-mail, da Sue segurando o bebê. Uau, o nome é "Edward", hein. Edward Erunesu Orutorinde. Ed-kun, então.

"Edward" é, parece, o nome do falecido pai da mãe da Sue, ou seja, o avô da Sue. Se não me engano, era a pessoa que usava a magia sem atributo [Recovery].

— Preciso dar algum presente de nascimento, hein.

O que seria bom. Algo tipo carrinho de bebê aplicado com [Prison], protegendo o bebê de tudo e qualquer coisa? Não, não, seria exagero demais. Talvez conjunto de presente tipo mamadeira e sling, que dei na época do Príncipe Yamato, seja suficiente…

Ah, que tal aquela impressora simples que dei à princesa romancista de Lifris? De agora em diante, deve aumentar a oportunidade de tirar fotos, e, dando junto com um álbum, deve virar marco de memória. Sim, vou fazer isso.

Terminando de trocar de roupa, saio do quarto pra chamar a Yumina, indo em direção à família ducal Orutorinde.

— A Sue parecia feliz, hein.

— Normalmente, quando está conosco, só a Rene é mais nova. Deve estar muito feliz de virar irmã mais velha com o nascimento do irmãozinho.

Voltando da família ducal Orutorinde, relaxamos na varanda, com hora do chá da tarde.

A Sue, virando irmã mais velha com o nascimento do irmão, parecia estar com aquela animação de sempre um pouco contida, e com um clima meio calmo, diferente do normal.

Sue quieta também é boa, mas, sentir que a versão inocente e espontânea de sempre combina mais com ela, e ficar meio triste com isso, talvez seja capricho meu.

O álbum de fotos e a impressora simples que levamos de presente foram muito bem recebidos. No local mesmo, cheguei a tirar foto de família, incluindo o mordomo Reimu-san.

Impressa, essa foto vira a primeira página do álbum, e a vida dele vai sendo gravada dali em diante. Que bom ter presenteado isso.

— Uhum, uhum, ter irmão que dá trabalho de vários jeitos é cansativo mesmo.

— Ter irmã que belisca meu biscoito sem permissão, sem eu perceber quando, também dá trabalho pro irmão, viu!

Com a imprevisibilidade de sempre, encaro a irmã Karen, sentada ao meu lado, comendo meus biscoitos.

— Não se preocupa com coisa pequena assim. Senão, vai ficar careca no futuro, viu?

— Não vou ficar careca! Com certeza não vou ficar careca!

Não vou deixar ficar careca! Mesmo que ficasse, tem remédio pra fazer cabelo crescer no "Prédio de Alquimia", se não me engano, então tá tranquilo!

Enquanto brigávamos por bobagem, o smartphone no bolso avisa uma ligação. Ora, é da Relisha-san, da Guilda de Aventureiros.

— Alô, é o Touya.

— «É a Relisha. Estou ligando sobre aquele assunto da academia de aventureiros.»

Academia de aventureiros é o tipo de instituição de treinamento onde iniciantes recebem treino básico, aprendendo postura, técnica, pontos de atenção como aventureiro.

O plano já vinha se desenvolvendo há um tempo, e parece que finalmente o modelo ficou pronto.

Como ela queria ouvir minha opinião como aventureiro, decido ir até a guilda. Fico com um pouco de peso na consciência de empurrar a irmã Karen pra Yumina, mas, bom, deve ficar tudo bem.

Depois de um tempo, atravesso o portão do castelo e caminho pela cidade abaixo. Comparado a quando acabou de ser criada, já ganhou bastante movimento.

Vendo os moradores da cidade sorrindo, de alguma forma, eu também fico com sentimento feliz.

Brunhild fica na rota comercial entre o Reino de Belfast e o Império de Regulus. Muitos comerciantes e viajantes visitam, tipo cidade de pouso… ou melhor, país de pouso, seria.

Na verdade, como dá pra atravessar Brunhild em poucas horas, quem tem pressa na viagem atravessa sem se hospedar. Mas muita gente também se hospeda aqui.

Porque, desde o carro mágico circulando pela cidade até o brinquedo de cápsula da Companhia Comercial Sutorando, tem montanha de coisa que raramente se vê em outros países.

Até comida, dá pra comer refeição multinacional de vários países aqui. Até comida de arroz de Ishen dá pra comer.

Pagando taxa de passagem pra Ilha Masmorra, dá até pra ir ao mar. Se não tiver motivo pra pressa, não tem como passar reto por um lugar desses. Graças a isso, tô lucrando bastante.

Chegando à Guilda de Aventureiros, anexa ao bar, espio o lado do bar antes de entrar na guilda. Se a Suika estivesse ali, pensei em levá-la de volta na saída.

Não tinha aquela deusa do saquê, menina bêbada, lá dentro. Se não tá lá, fico preocupado de onde ela tá bebendo…

Entrando na guilda, a atendente logo me leva até a sala da Relisha-san, no fundo da guilda.

— Sinto muito por incomodá-lo, vindo até aqui.

— Não, tinha horário livre bem na hora.

Sentando de frente com a Relisha-san, ela logo explica sobre a academia.

— Primeiro, além do rank comum do cartão de guilda, ouro > prata > vermelho > azul > verde > roxo > preto, vamos criar o rank mais baixo, branco. Ao se registrar na guilda, qualquer um começa nesse rank branco.

Uhum, uhum. Abaixo do rank preto, tem o rank branco, então.

— A academia é instalação pra treino básico do rank branco. Mas, entre quem se registra pela primeira vez na guilda, também tem quem já tenha certa habilidade. Essas pessoas podem fazer o teste de subida de rank da academia, e subir pro rank apropriado. Claro, o teste é pago.

Entendi. Se tiver habilidade, dá pra receber missão de rank mais alto desde o início.

Eu mesmo, só por ter rank baixo, já fui incomodado por aventureiro idiota de rank mais alto, então isso é bem-vindo. Deve reduzir a necessidade de socar toda vez pra provar habilidade.

— Quem vai ser instrutor da academia?

— Vários aventureiros aposentados, e, temporariamente, também aventureiros ativos. Terminando o treino de cerca de 2 semanas ensinado por esses instrutores, sobe automaticamente do rank branco pro rank preto.

— Quem é rank branco não é obrigado a entrar na academia, né?

— Claro que não. Dá pra subir devagar pro rank preto cumprindo missão normalmente. Mas o rank branco basicamente só tem missão de trabalho diverso, tipo coleta, e, no tipo extermínio, só monstro individual bem fraco. Tipo coelho-unicórnio, aranha da floresta.

Aventureiro iniciante tende a receber muita missão de extermínio. Sem perceber o acúmulo de fadiga pequena, repetindo extermínio forçado, acabam cometendo erro grande como resultado.

Mesmo ensinando isso, muito calouro não escuta, viu.

Se forem instruídos por aventureiro veterano na academia, talvez consigam mudar de opinião.

Bom, no fim das contas, é responsabilidade própria, mesmo passando por experiência dolorosa.

— Como fica a taxa de matrícula da academia?

— Claro, definimos um valor sem exagero. Deve haver divisão de turma por instrutor responsável, mas o valor é uniforme.

Se pegar instrutor tipo espartano, deve ser puxado mesmo. Bom, se isso reduz risco de perder a vida, é preço barato, acho.

— Sobre o teste de subida de rank, alguns instrutores vão avaliar. O teste de subida de rank é pra medir a habilidade real do iniciante que se registrou pela primeira vez na guilda, então basicamente só se aplica ao rank branco.

Normalmente, subida de rank envolve dificuldade da missão cumprida, taxa de sucesso, presença ou não de problema dentro da guilda, e vários outros fatores. Isso soma e subtrai como pontos, subindo o rank.

Em contrapartida, claro, também existe descida de rank.

Falhar missão sempre, brigar com solicitante com frequência, não seguir instrução da guilda, cometer crime, etc., faz baixar, mas, na maioria dos casos, vira expulsão da guilda em vez de descida de rank.

Porque manter esse tipo de aventureiro não traz vantagem nenhuma pra guilda. Ou melhor, descida de rank é considerada como "ainda tem espaço pra se recuperar".

— O terreno previsto pra construção da academia é perto da planície sul, né?

— Sim. Já está 70% concluído. E, além da academia, tem um elemento de preocupação pra Guilda de Aventureiros como um todo…

A Relisha-san franze levemente a testa e abre a boca. O que será, algum problema aconteceu?

— Antes, o duque comentou sobre a fusão com outro mundo… se isso virar realidade, existe possibilidade de aumentar gente tipo a Norun-san, que quer virar aventureiro. Nesse caso, será que devemos medir pela habilidade do próprio aventureiro, ou pela força do golem que ele controla…

Ah, entendi. Mesmo o aventureiro em si sendo completo amador, se o golem for de alto desempenho, dá pra cumprir missão de rank alto.

— Acho melhor medir pela habilidade do próprio aventureiro. Golem, se quiser roubar, dá pra roubar, e também dá pra pensar em quebrar e trocar por um novo. Toda vez que perder ou trocar de golem, o rank subindo e descendo, seria complicado.

— De fato. No caso da Norun-san, permitimos o registro porque ela mesma tem certa habilidade, e por causa daquele golem, mas… entendi.

Ou melhor, tenho pena do aventureiro que apanhou de uma criança de aparência 6 anos. Aquela garota parece ter habilidade razoável, mas a desvantagem física continua, então espero que não faça nada muito imprudente.

— A academia não é só em Brunhild, também vão criar em outros países, né?

— Sim. Por ora, o plano está avançando em Belfast, Regulus, Lodmea, Lestia. Essa é a primeira unidade. Então, se surgir algum problema, pretendemos revisar as regras a cada caso.

Conversando com a Relisha-san, pergunto de repente algo que fiquei curioso.

— …Aliás, onde fica a sede da Guilda de Aventureiros? A pessoa mais importante da guilda fica lá?

— Sinto muito. A localização da sede não pode ser revelada a pessoa de fora. Além disso, não existe alguém que seja "a pessoa mais importante". Se tivesse que dizer, no mundo, existem vários mestres de guilda, incluindo eu, e esses mestres de guilda são os representantes e administradores da guilda.

Hmm. Talvez tenha no topo espécie de vida longa, tipo elfo, igual a Relisha-san, ou tipo raça fada, igual a Rin. Se não me engano, já ouvi da Doutora que já existia algo tipo Guilda de Aventureiros desde a era do reino antigo.

Talvez o que se faz não mude, nem antigamente nem hoje.

— E então. Duque… não, senhor Mochizuki Touya, aventureiro de rank ouro, tenho um pedido.

— …O que seria?

Mesmo com leve pressentimento ruim, decido só ouvir, por ora.

— Gostaria que fosse examinador do primeiro teste de subida de rank da academia. Não é sempre, só desta vez seria suficiente.

— Examinador, é…

Uhmm. Sinceramente, dá trabalho. Bom, medir a habilidade do adversário, isso eu consigo fazer. Só que querer subir de rank significa ter confiança na própria habilidade. Se for pessoa que não guarda rancor, tudo bem, mas deve ter gente que reclama de avaliação injusta…

Bom, já que a decisão final está com a guilda, mesmo reclamando, não deve mudar nada, e não sou eu sozinho decidindo.

Posso aceitar sem problema, mas…

— Tudo bem esconder minha identidade? No fim das contas, só precisa saber a habilidade do adversário, né? Não precisa contar minha posição nem rank ao adversário, né?

— Isso mesmo… se possível, achei que ter o título de aventureiro de rank ouro faria o examinado se convencer mais do julgamento, mas. De fato, pra ensinar que não deve julgar pela aparência, talvez seja exemplo bem claro…

A Relisha-san fica pensando, olhando fixamente pra mim. Não, bom, entendo o que quer dizer. Sempre falam que não pareço forte mesmo.

— Mas, mesmo escondendo a identidade, não tem muita gente que conhece a aparência do duque? Costumo ser visto passeando normalmente pela cidade. Vai usar até máscara?

— Não, não, isso já fiz antes e não fez sucesso, então vou evitar. Mudar a aparência com magia de ilusão, [Mirage], em si não é difícil, sabe. Olha.

Na frente da Relisha-san, visto a ilusão de alguma pessoa qualquer peguei da internet. Se tocar, dá pra descobrir, então não dá pra disfarçar altura e tipo físico, mas fora isso, dá bastante liberdade.

Com isso, não dá pra descobrir que sou eu, e, se explicar que sou aventureiro de rank prata ou vermelho, em vez de ouro, já deve bastar como examinador.

— Sim. Provavelmente deve dar certo. Na verdade, queria dar um pouco mais de prestígio ao sistema de subida de rank, com examinador sendo aventureiro de rank ouro de verdade, mas.

A Relisha-san fala isso com sorriso amargo. Uhmm, será que fiz algo ruim. Ah.

— Se é assim, vamos trazer outros aventureiros de rank ouro além de mim também pra examinador.

— Hã?

Uma voz meio boba da Relisha-san escapa, "poroori", na sala de visitas.


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