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Isekai wa Smartphone to Tomo ni – Capítulo 357

A Missão da Guilda, e o Informante

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Capítulo 357 – A Missão da Guilda, e o Informante

— E, com isso, terminou com todo mundo, né?

Terminei o combate simulado de um minuto com todos os 27 candidatos ao teste de subida de rank. Ninguém conseguiu sequer me tocar. Bom, ou seja, não tinha nenhum aventureiro de rank ouro entre eles.

O resultado: dos 27, 7 pessoas foram julgadas com habilidade equivalente ao rank verde. As outras 20 foram julgadas abaixo do rank verde. Dessas, 13 rank preto, e 7 rank roxo.

Essas 20 pessoas já encerram o teste neste ponto. Basta cada uma entregar o cartão ao funcionário da guilda pra concluir a subida de rank, e já podem ir embora.

O Gyaren-san fala com os 7 restantes.

— Bom, vocês sete que restaram foram julgados com pelo menos habilidade de rank verde. Mas isso é só ter técnica de combate mínima. A profissão de aventureiro precisa aceitar vários tipos de missão. Dependendo do tipo de missão, cada um tem seu ponto forte e fraco.

De fato, mesmo sendo aventureiro, o estilo muda dependendo do que se prioriza. Eu mesmo, missão de escolta, por exemplo, não era bom nisso.

É difícil conviver bem com estranho sem conflito. Tinha até solicitante do tipo "tô te contratando, não reclama, obedece a ordem"… e também tem caso de escoltar em conjunto com outro aventureiro, aquilo também dava problema. Não saía tão bem quanto na vez da Sue.

— Por exemplo, digamos que tem uma fera mágica. Cavaleiro ou guerreiro dispara ataque eficaz pra abater a fera de forma eficiente. Mirando no coração, ponto vital, ou esmagando a cabeça. Só que, pra aventureiro, isso às vezes é jogada ruim. Sabem por quê?

Quando o Gyaren-san pergunta, entre os 7, uma garota de estatura pequena levanta a mão, "haai".

— Ora. Senhorita, sabe?

— Sim! É porque pode machucar a parte que vira material, né!

— Ho ho ho, exatamente isso. Por exemplo, se a pele daquela fera vale caro pra vender, mas queima tudo com magia, estraga o produto. Mesmo o chifre sendo material valioso pra artesanato, se quebrar, o valor cai. Precisa pensar nisso na hora de abater. Claro, se a vida estiver em jogo, é outra história.

Encaro com olhar de reprovação a garota, com sorriso satisfeito de quem acertou. Não falei pra não chamar atenção?

Percebendo isso, a garota vira o rosto e começa a assobiar. Essa aí…

Cabelo curto levemente cacheado. Vestindo cachecol curto e roupa fácil de se mover, o nome dessa garota é Saruhi Honō. É cavaleira de verdade, pertencente à divisão de espionagem da Ordem de Cavaleiros de Brunhild.

Neste teste de subida de rank, achei que queria informação de dentro também, então a infiltrei entre os candidatos. Já tenho permissão da líder de espionagem, a Tsubaki-san, direitinho.

Ou seja, é espiã interna, e, justamente por isso, tinha ordenado pra ela não chamar atenção. Mas, talvez por personalidade natural, ela é meio inquieta. Ninja tem que se disfarçar, viu?

Vendo isso, a irmã Karina, ao meu lado, sorri sem graça. Por precaução, já contei sobre a Honō pra irmã Karina e pro Gyaren-san também.

— Bom, os presentes aqui vão aceitar agora uma missão. Isso também é parte do teste de subida de rank. Solicitante é a Guilda de Aventureiros. Como é missão que seguiu processo formal, se tiver sucesso, vai receber recompensa direito. Claro, se falhar, fica registrado como fracasso de missão. Melhor tomar bastante cuidado.

Pra aventureiro, fracasso de missão não só prejudica a confiança, como também vira avaliação negativa. Faz sentido: entre dois aventureiros do mesmo rank, um que falha com frequência e outro que nunca falhou, qual a guilda vai recomendar pro solicitante? Óbvio.

Ouvindo isso, entre os 7 candidatos, um jovem levanta a mão. Ora, é o rapaz de cabelo castanho longo. Ele que já tinha perguntado antes também. Será do tipo cauteloso?

— Essa missão não seria "missão pra nós individualmente"?

— Não. É tratada como missão de grupo, pros 7 juntos. Ou seja, se a missão fracassar ou tiver sucesso, é destino compartilhado.

Diante da fala do Gyaren-san, os candidatos ficam um pouco agitados. Achei que só a Honō não fosse mudar de expressão, mas tem outra pessoa que também não muda de expressão.

Uma mulher fera-humana de orelha de gato. Talvez nascida em Misumido? Idade parece início dos vinte anos, orelha preta saltando do cabelo preto, "pyokon".

Veste armadura de couro leve, com faca grande na cintura. Da parte de trás da culote, se estende cauda de gato, só a ponta branca.

Equipamento com prioridade em velocidade. No combate simulado também, o estilo dela usava movimento rápido.

Entre os candidatos, um homem levanta a voz.

— Espera aí. Então, se esses aí atrapalharem e a missão fracassar, eu também levo junto?

— Exatamente isso. Já falei "destino compartilhado", né.

— Tch… isso é brincadeira.

O homem estala a língua, sem graça nenhuma. Homem de quase 2 metros, corpo robusto e forte. Uns final de vinte anos? Coça, "gashigashi", o cabelo vermelho curto. Vestindo armadura parcial em peito, ombro, braço e canela, com espada larga equipada na cintura.

No combate simulado, foi bem forte. Deve ser primeiro ou segundo mais forte entre os 7. Parecia bem acostumado a combate contra humano, talvez tenha estado em alguma ordem de cavaleiros ou grupo mercenário em algum lugar.

— Quem atrapalha quem, hein. Se depender do conteúdo da missão, ter um inútil parado também pode ser problemático, viu.

Quem lança essa voz provocante pro homem tipo guerreiro é uma mulher.

Vestindo camisa sem manga e colete, com short de cintura com cinto grande. Nesse cinto, tem algo tipo chicote enrolado pendurado, e no ombro direito, uma tatuagem tipo serpente.

Idade início dos vinte anos, cabelo prata baço arrumado no alto pra não atrapalhar.

A mulher observa o homem ruivo de braços cruzados, olhando de canto de olho. O peito, empurrado pra cima pelo braço, quase estoura a camisa. Isso, é grande. Sim.

O Gyaren-san, "ho ho ho", com rosto sorrindo, mas com olhos com afiação de caçador, fixo naquele ponto. Pisca de vez em quando pelo menos, francamente.

— Eu sou o inútil, é!?

— Você até se sai bem contra humano, mas será que isso funciona contra fera mágica? Melhor comprar bastante antídoto, pra não ficar chorando quando levar veneno.

— V, veneno!? Kuh…

Parece que o homem ruivo nem tinha pensado em veneno.

Bom, faz sentido. Extermínio de fera mágica venenosa não é coisa de rank baixo. Por precaução, a recepção da guilda até ensina isso.

— Vamos, vamos. Vão fazer parte do mesmo grupo, viu. Não briguem já agora.

Quem intervém, com suspiro, é o jovem de cabelo castanho longo, que tinha perguntado ao Gyaren-san.

À primeira vista, parece homem elegante, mas é bem hábil com espada. Tem habilidade parecida com a do homem ruivo. Modo de falar também é calmo, talvez tenha nascido em família nobre. Mas, apesar disso, tem equipamento pobre: armadura parcial velha e suja, e espada cujo único mérito é a durabilidade. Nobre decadente, talvez?

— Ah? Por que você tá me dizendo isso…

— Falaram agora há pouco que é "destino compartilhado", né? Não é problema só seu, francamente.

— Aliás, se quiser desistir aqui, tudo bem também, sabe. Recebe aprovação de rank verde, e começa carreira de aventureiro amanhã mesmo.

Diante da voz da irmã Karina, os candidatos ficam em silêncio. Os 7 já são reconhecidos com habilidade de rank verde. Não tem problema desistir aqui, sem aceitar a missão da guilda.

— Eu não pretendo desistir. Quem quiser desistir, desiste logo. Barulho demais, não aguento.

Quem fala isso, sem se importar, é um homem anão.

Baixa estatura típica de anão, corpo musculoso, e barba cobrindo quase todo o rosto. Idade desconhecida. Anão, mesmo jovem, já é peludo, e, quando envelhece, ultrapassa cem anos sem problema.

Nas costas, machadinha de guerra, e na cintura, machadinha pequena fácil de manusear, hachet. No combate simulado, usou essa última pra me enfrentar.

Provavelmente, esse anão deve ter vindo do Reino de Lyle. Se for, talvez tenha alguma conexão com o mestre do grupo de anões que constrói o corpo de trabalho terrestre, Dovergu.

— Eu também, no estágio atual, não pretendo desistir, mas quero decidir depois de ouvir o conteúdo da missão. Dependendo, talvez desista.

Depois do anão, levanta a mão um homem sério, final dos vinte anos. Estatura e porte médio, sem característica marcante, mas veste sobretudo marrom claro, segurando um bastão na mão. Bastão, mas não é tipo o do Gyaren-san, é bastão de mago.

Na ponta desse bastão nodoso, tem pedra mágica de duas cores cravada. Amarelo e marrom. Atributo luz e terra. Tem dois atributos.

Ele também usou magia no combate simulado. [Earth Bind] seguido de [Light Arrow], combo até que bom, mas, infelizmente, demora tempo pra concentrar, atraso até ativar. Isso não funciona contra quem já tem certa familiaridade com magia. Dá pra fugir facilmente de [Earth Bind], e [Light Arrow] dá pra desviar.

Contra fera mágica, talvez seja bem vantajoso, mas em combate contra humano ou combate em grupo, ele fica em desvantagem. Exatamente oposto do homem ruivo.

— De fato, é difícil decidir sem ouvir o conteúdo da missão. O local é a Ilha Masmorra, do outro lado do portão de teletransporte. Ir até uma dessas ilhas, e trazer, do meio da montanha na parte norte da ilha, "Erva Carro de Fogo". É essa erva aqui.

O Gyaren-san mostra um desenho detalhado. Erva com folha vermelha se estendendo em espiral tipo chama.

— Prazo é 3 dias. Claro, tem bastante fera mágica perigosa também, então a recompensa é 2 moedas de platina por pessoa.

Alguns dos candidatos mudam a expressão dos olhos. Duas moedas de platina, cerca de 2 milhões de ienes, poderiam receber em 3 dias. Faz sentido essa reação.

Originalmente, essa missão é meio difícil até pra rank verde. Bom, tem nossa ninja também, então não vou deixar ninguém morrer.

A recompensa é paga como recompensa de sucesso, independente de subir ou não de rank. Se esses 7 (na prática, 6) forem todos julgados rank verde, e a missão em si tiver sucesso, vão receber a recompensa mesmo assim.

Claro, se fracassar, fica registrado no histórico, e o julgamento de subida de rank considera isso também.

No fim, nenhum dos 7 candidatos desistiu. Com insatisfação, mas todos concordaram em aceitar a missão como grupo de 7.

O funcionário da guilda pega a assinatura de todos, e a mestra de guilda Relisha-san aprova. Com isso, a missão é aceita sem problema.

Ninja garota, Saruhi Honō. Mulher taciturna de orelha de gato, Miu. Guerreiro homem ruivo, Garon. Mulher de tatuagem e seios grandes, Rōzu. Cabelo castanho longo, Aberuto. Anão rústico, Domu. Mago sério, Sāgesu Parutesu.

Fora a Honō e o mago Sāgesu, só nome mesmo, sem sobrenome.

Aventureiro sem sobrenome, só nome, é comum. Desde quem nasceu em condição humilde, sem sobrenome desde o início, até quem tem vários motivos pra hesitar em declarar sobrenome.

Também é comum entre fera-humano e semi-raça. Nesse caso, às vezes declaram nome de tribo ou de terra natal, também parece.

— A taxa de passagem pra Ilha Masmorra a guilda arca. Mas os outros custos ficam por conta de vocês.

— Ei, ei, não vai nem dar comida de 3 dias?

— Já falei, né. Isso é missão que seguiu processo formal. O solicitante não é tão atencioso a esse ponto.

— Tch.

O Garon estala a língua diante da fala do Gyaren-san. Isso varia dependendo do solicitante mesmo. Às vezes dá, às vezes não dá. Dependendo da negociação, talvez dê. No fim, se não gostar, não aceite.

Ah, é verdade, tem mais uma coisa que preciso avisar.

— Aliás, um observador da guilda vai acompanhar vocês.

— Hã!? O que é observação, afinal!?

— Isso também é parte do teste de subida de rank. Pra julgar a habilidade de vocês. Mas isso não significa que precisam forçar pra mostrar algo bom. Se por causa disso a missão fracassar, isso vira avaliação negativa, viu?

Respondo isso pra Rōzu, que reagiu à minha fala. Afinal, isso é o principal mesmo, então faz sentido.

Se a situação chegar ao pior, esses observadores vão intervir pra ajudar. Isso é missão, mas também é teste. Não quero que ninguém morra num teste.

— Mais alguma pergunta?

Quando pergunto isso aos 7, a Miu, de orelha de gato, que ficava calada o tempo todo, levanta a mão.

— Quero saber sobre essa erva que vamos buscar.

Enquanto alguns candidatos fazem cara de "do que ela tá falando?", nós três examinadores nos entreolhamos, dando um sorriso leve. Ela percebeu, hein.

— Erva Carro de Fogo cresce em colônia em região montanhosa, na estação de verão a outono do ano. A folha tem cheiro forte, às vezes usada até como tempero. Além disso, como o Fire Lizard, fera mágica, adora essa erva, muitas vezes o habitat do Fire Lizard coincide com a colônia da Erva Carro de Fogo.

Diante da minha fala, dá pra sentir alguns dos candidatos prendendo a respiração.

Aah, imaginava mesmo. Achei que Sua Majestade não prepararia teste fácil desses, e veio assim, hein.

Dando uma olhada rápida nos outros candidatos, não parecem tão surpresos assim.

Fire Lizard é um lagarto grande, cor de ferro vermelho por todo o corpo. Quando fica bravo, solta fogo do corpo. O mais assustador é a investida corporal nesse estado.

Também tinha em Ishen (nome era Ōhitokage), mas nunca vi um. Não tinha na aldeia de Kōga.

Falaram que não era missão difícil, hein, será que me enganaram? Deveria ter deixado a Shizuku ou a Nagi substituírem.

Mas, mas! A recompensa de sucesso, 2 moedas de platina, eu posso ficar com isso mesmo, né!? Com 2 moedas de platina… uhuhuhuhu. Vou comer isso e aquilo à vontade! Não é ruim, não. Melhor ainda, sortuda!

Ah, quando percebo, tô sorrindo, e Sua Majestade tá olhando pra cá com olhar de reprovação. Mesmo mudando de aparência, esse tipo de reação continua igual, hein. Já entendi. Vou fazer o trabalho direito.

Assunto da guilda não tem muito a ver com Brunhild, mas a Ordem de Cavaleiros de Brunhild é ordem pessoal de Sua Majestade, então nós obedecemos ordens dele sem questionar, isso mesmo!

Bom, Sua Majestade quase nunca dá ordem impossível.

Mais que isso, é a líder Tsubaki que costuma pedir coisa impossível. Usa bem as pessoas mesmo. Desse jeito, ninguém vai querer casar com… senti assassinato!?

Sinto arrepio e olho ao redor. Não sei onde ela tá, mas com certeza tá aqui! Hii, líder dá medo! Esposa-demônio assim, cada vez menos alguém vai querer casar… o assassinato aumentou aaah!?

— …Tá bem?

A mulher de orelha de gato fala comigo, começando a suar frio.

— A, ahaha. Tô bem, tô bem, sim.

— …Tá.

A mulher de orelha de gato dirige de novo o olhar pros três examinadores no palco. Sem eu perceber quando, o assassinato já sumiu. Sem ameaças, por favor, líder… o observador que vai vigiar a gente deve ser a líder e o pessoal mesmo, né…

Mas será que a mulher de orelha de gato, Miu-san, ficou preocupada comigo? Talvez porque eu tava agindo estranho. De qualquer forma, não parece má pessoa.

Anoto na minha tabela de pontos mental "Miu +1". Isso não tem muito a ver com habilidade de aventureiro, não.

— Então, até a tarde de daqui a três dias, os 7 juntos, entreguem a "Erva Carro de Fogo" na guilda. Com isso, a missão se conclui. É isso.

Os três examinadores, incluindo Sua Majestade, e a mestra de guilda, se afastam. Bom, vamos começar o trabalho.


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